Archive for ◊ fevereiro, 2009 ◊

Author: acção
• terça-feira, fevereiro 17th, 2009

 

 

 
O Cónego Carlos da Silva, sacerdote da diocese de Leiria-Fátima, faleceu esta Segunda-feira à noite, dia 16 de Fevereiro, na Casa do Clero, em Fátima. Tinha 80 anos. O seu corpo estará em câmara ardente na igreja do Seminário de Leiria, onde haverá missa hoje às 18.30 horas.A missa exequial terá lugar, esta Quarta-feira, dia 18, às 10 horas na Sé de Leiria, seguindo o funeral para Minde, em cujo cemitério será sepultado. O Cónego Carlos da Silva era filho de José da Silva e de Maria do Nascimento Pena. Nasceu em Minde, concelho de Alcanena, a 5 de Março de 1928. Entrou para o Seminário de Leiria em Outubro de 1939, terminando o curso de teologia em 1950. Foi ordenado sacerdote em 7 de Outubro de 1951. Frequentou o Instituto Pontifício de Música Sacra, em Roma, onde obteve a licenciatura em Canto Gregoriano. Na sua longa vida sacerdotal trabalhou no Seminário de Leiria, de Outubro de 1955 a Setembro de 1996, onde foi educador e professor de muitas gerações de sacerdotes. Em 1976 foi nomeado cónego da Sé de Leiria, igreja em que regia o respectivo coro e conduzia a animação musical das celebrações litúrgicas.

Também no Santuário de Fátima regeu o canto da assembleia ao longo de muitos anos. Exerceu ainda as tarefas de director diocesano da Obra Pontifícia da Propagação da Fé, professor de Religião e Moral no Liceu Nacional de Leiria, conselheiro espiritual das Equipas de Nossa Senhora, membro do Secretariado Diocesano de Liturgia e da Equipa sacerdotal do Movimento dos Cursos de Cristandade.

 Nos últimos anos, devido à doença e à idade, deixou o Seminário de Leiria e passou a residir na Casa Diocesana do Clero, em Fátima. 

Dotado de notável sensibilidade e talento musical, compôs muitos cânticos para a liturgia que distribuía pelos cantores e dava generosamente a quem lhe pedia. Uma parte substancial das suas obras musicais foi reunida no livro “Orar Cantando”, publicado em 2001 pelo Secretariado Nacional de Liturgia. Com a sua criatividade e dotes musicais, o Cónego Carlos Silva cantou e ensinou a cantar os louvores de Deus, empenhando-se em promover em todos os fiéis uma “participação activa, consciente e frutuosa” nas celebrações litúrgicas.

Ao mesmo tempo que comunica a sua passagem para a eternidade, a Diocese de Leiria-Fátima agradece a Deus a vida, o exemplo, o testemunho de convicta dedicação, firmeza e solidez na fé, fervor e generosidade no longo e zeloso ministério que este sacerdote desempenhou ao serviço da Igreja, sobretudo na formação dos novos sacerdotes e na liturgia. Aos familiares e à Casa do Clero, apresenta sentidas condolências e manifesta público reconhecimento e gratidão pelo apoio que deram a este sacerdote, ao longo da sua vida e especialmente nos últimos anos.

 Agência Ecclesia / Jornalismo TVCN Portugal

 

 

 

Author: acção
• segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

 

 

 

Bento XVI afirmou este Domingo que os pecados que cometemos “distanciam-nos de Deus, e se não são confessados humildemente confiando na misericórdia divina, chegam até mesmo a produzir a morte da alma”. O Papa falava na Praça de São Pedro, no Vaticano, perante cerca de 40 mil fiéis, actualizando o episódio da Bíblia da cura do leproso.

 

Segundo a antiga lei hebraica, a lepra era considerada não apenas uma doença, mas uma grave forma de “impureza”. Cabia aos sacerdotes diagnosticá-la e declarar impuro o doente, que devia ser afastado da comunidade e viver fora da cidade, até certificada a cura. Bento XVI lembrou que a lepra constituía um tipo de morte religiosa e civil e a sua cura era uma espécie de ressurreição. “Na lepra é possível ver um símbolo do pecado, que é a verdadeira impureza do coração, capaz de nos distanciar de Deus. Não é, de facto, a doença física da lepra, como previam as antigas normas, que nos separa de Deus, mas a culpa, o mal espiritual e moral”.

 

Bento XVI afirmou que no sacramento da penitência, “somos purificados com a misericórdia infinita de Deus, nos restitui a comunhão com o Pai celeste e com os irmãos, nos doa o seu amor, a sua alegria e a sua paz”.

 

O Papa pediu que o sacramento da Confissão seja utilizado “frequentemente, de forma a evitar o pecado” e que este deve hoje “ser descoberto ainda mais no seu valor e na sua importância para a nossa vida cristã”.

 

Na conclusão da oração do Angelus, o Papa dirigiu-se ao peregrinos de língua portuguesa saudando “o grupo das paróquias do Barreiro e Vale de Figueira, em Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vossa peregrinação vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençoo. Ide com Deus”.

Redacção/Rádio Vaticano

FOTO: Lusa