Dizer que “enquanto vivermos haverá desafios, mas com coragem para enfrentá-los vamos vencer” seria desnecessário, pois o próprio Jesus já falou a esse respeito há mais de dois mil anos: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Como posso ter esperança de que o futuro será melhor No entanto, há momentos em que as perguntas ganham força e influenciam diretamente nossa vida. O que fazer, por exemplo, diante das perspectivas frustadas, quando os sonhos parecem cada vez mais distantes, quando as perdas parecem maiores que os ganhos e os erros superiores aos acertos?

O que fazer quando você olha para trás e tem a sensação de que fez tudo errado e ninguém mais acredita em você? Ou pior, quando até você deixou de acreditar em si mesmo? As perguntas são inevitáveis, mas as respostas demoram a chegar. O fato é que quando passamos por momentos difíceis, geralmente não conseguimos enxergar a ação de Deus nos acontecimentos. Falta-nos forças para orar e ver além dos nossos sentimentos feridos; por isso é difícil acreditar que milagres podem acontecer. As inúmeras perguntas têm a mesma raiz, falta de esperança, falta de fé.

Deus espera uma chance para mudar sua vida

Nessa hora, talvez até você já tenha pensado se vale mesmo a pena continuar ou, então, questionado-se qual é o sentido da vida e se ainda existe uma esperança. A resposta, no entanto, não está ao alce de uma pesquisa na internet, por exemplo, ela está dentro de você e tem um nome: Deus! Ele ainda acredita em você! Sim, Deus não desistiu de você e continua ao seu lado esperando uma chance para mudar sua vida. Ele acredita no seu potencial, na sua capacidade de amar, de superar, dar mais um passo na direção dos sonhos que Ele mesmo plantou em seu coração deste o primeiro momento de sua existência. Deus sonha com você e deseja sua felicidade. “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós, oráculo do Senhor! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança!” (Jer 29,11)

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:: A beleza de ser mulher
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Portanto, mesmo que hoje você esteja sem esperança, levante a cabeça, olhe para o céu e pense em Deus como um Pai bom e amoroso que está agora ao seu lado.

E já que Deus acredita em você, acredite você também e deixe-se conduzir pela força do bem que habita sua alma. Nesse processo de vida nova, procure não culpar ninguém! Lembre-se de que nós somos pessoas livres e o que nos acontece é resultado de nossas escolhas. Não caia na tentação de culpar as pessoas e se eleger como vítima, isso só atrapalha a obra nova que Deus quer lhe proporcionar. Procure reconstruir sua história sempre a partir da verdade, pois quando você a acolhe, faz uma grande descoberta: percebe que é capaz de amar e começa a amar concretamente mesmo na dor.

Eu sei que não é fácil mudar a forma de pensar e agir, mas é importante lembrar que é possível com a graça de Deus. Não desista! Você pode ter esperança de que seu futuro será melhor, porque Deus acredita em você!

Dijanira Silva

Dijanira Silva, missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente reside na missão de São Paulo. Apresentadora da Rádio CN América (SP). Autora do livro “Por onde andam os seus sonhos, descubra e volte a sonhar!”

Neste sábado, dia 11 de junho, às 21hs Vigília‬ Canção Nova Abraça São Paulo”, com o tema: Ele salva nossa vida da morte e nos coroa de bondade e misericórdia. (Sl 102,4). Presenças: Pe Adriano ZandonáRoberto Tannus e as cantoras católicas Ana Lucia ‪e Luciana Antunes‬.

Vigília CN Abraça SP

Participe conosco! Ou acompanhe tudo pela América!

Na família, a verdadeira forma de amar é servir!

Papa Francisco realizou dois grandes eventos sobre a família; isso nos mostra a preocupação que a Igreja tem com a família nos tempos de hoje. Dois eventos em dois anos seguidos: 2014 e 2015.

O Pontífice começa dizendo em um dos seus documentos: “Devemos insistir nos direitos da família”. Devemos pensar na família, pois ela é a célula mãe da sociedade, e pela situação da nossa sociedade, podemos ver que a família está sendo destruída. A pessoa quando tem um bom fundamento familiar, dificilmente entra em maus caminhos. “Enfraquecer a família é enfraquecer a sociedade”, diz Papa Francisco.

Casamento como vocação

Jesus quis começar a salvação do mundo pela família, e esta começa pelo casal. O casal é de tamanha importância que virou um sacramento, suplemento de graça para que se cumpra sua vocação. E a vocação é um chamado de Deus para realizarmos nossa missão, nossa razão de virmos a este mundo.

É importante entender bem o amor. O casal estraga o amor quando não o entende e leva ideias erradas para dentro do relacionamento. A definição de amor é a cruz. Jesus diz: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Ele é a definição de amor. Em Ef 5,25 lemos: “Maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”.

Jesus foi até a cruz por Sua esposa, que é a Igreja. Ele quer que nós nos entregamos até a cruz por nosso casamento.

Prof. Felipe Aquino

A maior alegria que podemos ter é fazer o bem ao outro.

A paciência e a contemplação

Os relacionamentos não são celestiais, não são perfeitos. Não podemos nos colocar no centro, ser egoístas, porque amar é doar-se sem medidas, sem reclamar pagamentos, mas se doar sem medir pelo simples gosto de servir. Não somos obrigados a servir o mundo inteiro, mas sim aqueles que estão a nossa frente e precisam de nós.

Neste mundo, tudo é milagre. Contemple! Nós somos levados a olhar os defeitos das outras pessoas, mas temos de contemplar a beleza das coisas e das pessoas. No casamento, temos que ter a graça de Deus que nos tira esse olhar. Recordar as alegrias e fazer o bem. A maior alegria que podemos ter é fazer o bem ao outro.

O bem sempre vence, o bem se edifica cada vez mais e o mal se destrói por si mesmo. Fazer o bem faz bem, amar faz bem e esse é o sentido da vida. No casamento, é isso o que fazemos, a família nos dá a oportunidade de nos doarmos e fazermos o bem.

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::Construa a sua casa na rocha que é Jesus Cristo
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:Dez motivos para as famílias lerem a Exortação Alegria do amor

Cultura do provisório

Papa Francisco diz que temos de tomar cuidado com a cultura do provisório, pois estamos acostumados a fazer tudo no provisório. Não podemos descartar as pessoas. Quem usa as pessoas também será usado e descartado na mesma mentalidade. Isso não pode entrar no casamento, pois este não tem fim. No casamento, prometemos todos os dias da nossa vida, não há descarte , não há provisório; como também não há provisório no amor de Deus por nós.

Transcrição e adaptação: João Paulo dos Santos, via eventos.cancaonova.com

 

Ao se admirarem, os namorados aprendem e crescem na virtude da pureza! Todos os filósofos afirmam que a grandeza do pensamento tem início na capacidade que a pessoa possui de se deixar admirar e contemplar.

A admiração não é uma atitude superficial; muito pelo contrário, admirar é sinônimo de deter-se e observar lentamente aquilo que nos chama à atenção. Na exortação Amoris Laetitia, o Papa Francisco escreve: “O primeiro nível do eros é a capacidade de se admirar” (A.L 150). O verdadeiro namoro tem o seu ponto de partida na admiração inicial, sadia e pura de um olhar, de um sorriso e uma conversa.

Ao se admirarem, os namorados aprendem e crescem na virtude da pureza. Muitos casais de namorados, após se conhecerem, já tem necessidade de estar juntos todos os dias, de partilhar e viver juntos. O namoro não pode ser superado como se fosse um tempo de possessão ou domínio. O tempo de namoro, que parte da primeira admiração, vai crescendo e gerando nos namorados a alegria de se conhecerem aos poucos.

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:: Como lidar com as brigas e os desentendimentos no namoro?
:: O que é um pré-namoro?
:: Término de namoro: Como o homem reage?
:: Término de namoro: Como a mulher reage?

Percebe-se, na nossa sociedade, que os namorados já estão vinculados “oficialmente” por uma espécie de pacto ou, por assim chamar, de oficial relacionamento, o qual já é aceito no meio da família e dos amigos.

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Namorados passam férias, fins de semana, muito tempo juntos. Quando eles estabelecem uma relação nesse nível, perdem a capacidade de se admirar, dando maior oportunidade para as brigas insignificantes que deterioram o relacionamento. Um namoro sadio e responsável nasce num tempo oportuno, prudente e discreto.

Sou ciente de que hoje podemos entrar em contato com as pessoas superando as distâncias, o tempo e até o espaço; mas, no namoro, é vital a serenidade e a consciência de saber que esse período de relacionamento não possui em si mesmo nenhum compromisso definitivo; muito pelo contrário, é um tempo que passa na jovialidade da juventude.

Os namorados, muito mais do que admirar as qualidades ou a beleza física de cada um, devem admirar o conteúdo de suas conversas, dos assuntos que juntos partilham, das conquistas acadêmicas e familiares que realizam, especialmente preparando um projeto de vida que vislumbre o futuro. Quando o namoro é vivido na serenidade e na consciência sadia de que um não depende do outro, a admiração torna-se um caminho viável para, talvez, chegar a um tempo de noivado e, sem dúvida, a um futuro matrimônio.

Quando deve começar o namoro?

Um namoro deve ter início quando nasce a admiração e esta passa pela confirmação dos membros da família. Namorar às escondidas, namorar virtualmente não constitui um passo suficientemente frutuoso. O namoro deve ser experimentado no encontro aberto e reconhecido por aqueles que cuidam dos namorados. Cuidar não é sinônimo de vigiar, controlar e decidir no lugar do filho ou da filha. Cuidar significa promover a descoberta de uma nova experiência na vida, que, se bem conduzida, trará grandes benefícios para o amadurecimento.

Deixemo-nos admirar, cada vez mais, pelas obras do Senhor. Deus sempre nos admira. Permitamos que o tempo de namoro seja de conquistas e realizações que contribuam para que o caminho seja melhor construído. Não acelerar nenhum tipo de relacionamento é o primeiro sinal de uma vida construída sobre a Rocha, que é Cristo.

Viver o namoro na admiração sensata de quem, um dia, deverá tomar decisões definitivas é uma das maiores conquistas na vida afetiva. Namorados, façam deste tempo um período de admiração singela e doce, permitam que a ternura floresça na sua relação com dom vivido e celebrado.

O tempo que o namoro durar será frutífero sempre! Cada um deve admirar as esperanças e determinações que o outro tomar, até o dia em que já não serão mais decisões individuais, mas sim de casal.

Testemunhe com sua juventude que namorar é um tempo de graça vivido no respeito e na virtude. Isso não é outra coisa senão admirar!

Abraço Fraterno.

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Padre Rafael Solano

Sacerdote da Arquidiocese de Londrina. Reitor do Seminário Maior Paulo VI. Professor da PUC – PR.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem sua origem na Sagrada Escritura, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: no gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).

Em um acontecimento, temos o consolo de Cristo pela dor na véspera de Sua morte. No outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade. Esses dois exemplos do Evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus feito, em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque: “Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino amor sobre os que tributem essa divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”

O beato João Paulo II sempre cultivou essa devoção e sempre a incentivou a todos que desejam crescer na amizade com Jesus. Em 1980, no dia do Sagrado Coração, ele afirmou: “Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do mistério do Coração de Cristo. Quero, hoje, dirigir, juntamente convosco, o olhar dos nossos corações para o mistério desse coração. Ele falou-me desde a minha juventude. A cada ano, volto a esse mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja.”

Conheça agora as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;


2ª Promessa:
“Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”;

3ª Promessa:
“Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”;

4ª Promessa:
“Eu os consolarei em todas as suas aflições”;

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”;

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias”;

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”;

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”;

11ª Promessa:
“As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;

12ª Promessa: “A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Cada novo mês estaremos com esses tempos fortes, temáticos, que nos ajudarão a aprofundar nossa Fé, nossa maturidade humana, nossa intimidade com Deus!
Participe conosco!!

Local: Catedral Maronita Nossa Senhora do Líbano – Rua: Tamandaré, 355, Liberdade, São Paulo/SP (Metrô São Joaquim)

Informações: (11) 3382-9800 / eventossp@cancaonova.com

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Um livro que pretende despertar nos corações a capacidade que cada um tem de sonhar e lutar por seus ideais…

Falar sobre sonho é despertar uma série de sentimentos, alguns bons, alegres, agradáveis, e até emocionantes. Outros, por estarem ligados a frustrações, perdas, e até mesmo a morte, causam tristeza e é por isso, que muita gente evita falar sobre sonhos. Porém, o fato inegável é que todos nós conscientes ou não, temos desejos e aspirações profundas guardados em algum lugar da nossa alma, que certamente nos causaria muito prazer em realizá-los. A isso podemos chamar de sonhos. Porque um sonho vai muito além da compra de uma casa, por exemplo, a realização de uma viagem ou até mesmo a conquista de um título, sonho é a inspiração livre que brota daquele lugar secreto que nós costumamos chamar de coração, é a força que movimenta e impulsiona nossa alma nos fazendo ir mais longe do que imaginávamos poder ir.

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Adquira o Livro “Por onde andam seus Sonhos”

Freqüentemente escuto pessoas se questionando sobre suas escolhas e desejosas de encontrar o verdadeiro sentido para a vida. Pode parecer estranho, mas em muitos casos a própria pessoa já sabe o que deve fazer, só não consegue dar passos sozinha. No Livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar”, procuro oferecer de forma simples esta ajuda. A proposta inicial é contemplar os fatos que marcam sua história, com um olhar de gratidão considerando que não somos frutos de um acaso e os acontecimentos de nossa vida também não. Acredito que quando começamos a ver a vida por este ângulo muita coisa pode mudar. E na verdade, eu sou testemunha disso, pois tenho certeza que não teria chegado até aqui, se não tivesse encontrado pessoas que me ajudaram a reconciliar-me com a dor e seguir em frente levando o melhor que cada fato pode oferecer. Movida pela gratidão, tenho procurado ajudar outras pessoas a fazerem a mesma experiência e fico encantada ao contemplar os benefícios que uma palavra bendita pode proporcionar na vida de alguém que procura um sentido maior para sua existência! É por isso que lhe apresento o livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar”.

Durante a leitura proponho fazermos uma viagem que nos levará á um encontro inesquecível. Pelo caminho, pegaremos de volta alguns sonhos que foram deixados para trás… Haverá pausas para apreciar a beleza da natureza e dicas para aprendermos os segredos de cada estação. Haverá, também, tempo para ouvir o canto dos pássaros e contemplar os primeiros raios do sol, enquanto pisamos a areia molhada do mar que revigora nossa capacidade de continuar caminhando mesmo quando o sol não brilha – e mesmo quando, na areia movediça, nossos pés pareçam afundar.

Haverá ainda o convite para avaliar o que conseguimos conquistar até hoje, nos desprender do que já não nos pertence e abraçar com todas as forças os valores da nossa essência sem culpa nem dor, porque a culpa não resolve nada! Durante a leitura, também lhe proponho uma aventura. Vamos visitar aquele lugar secreto onde foram guardadas todas as coisas em que acreditamos decisões que tomamos e escolhas que fizemos a respeito da vida, da fé e do amor. Vamos precisar abrir mão de tudo que nos pesa ou nos mantém presos, para poder caminhar com mais leveza.

E o mais importante: em cada passo dado, e em cada recomeço, vamos aproximando concretamente do lugar mais sagrado que existe; o lugar de onde viemos e para onde haveremos de voltar. A propósito, é lá que também nasceram nossos sonhos e é de lá que nos vem a realização.

Portanto, seja bem-vindo a nossa viagem e boa leitura! Escrevi pensando em você: que sonha e deseja lutar por seus sonhos, que já sonhou e decepcionou-se por isso tem medo de voltar a sonhar e você que em meio a tantas idas e voltas da vida, faz tempo que não para pra pensar “Por onde andam seus sonhos”. Em todo caso o que mais quero é colaborar com sua felicidade, porque este é o maior motivo pelo qual você foi criado, ser feliz!

Sobre Dijanira Silva:

dijaniraDijanira Silva é apaixonada pela comunicação desde criança, nascida em Bezerros PE. Em 1995 conheceu a Canção Nova e logo, ingressou no Sistema Canção de Comunicação, onde seu carisma por comunicar vida, amor e esperança ganhou ainda mais força através dos meios: Rádio e TV onde é apresentadora e Portal canção Nova, onde atua como colunista com milhares de leitores. Agora Dijanira Silva, dar mais um passo ao escrever o livro “Por onde andam seus sonhos? Descubra e volte a sonhar”, onde convida o leitor a viver de maneira mais leve e feliz, a partir das lições que aprende com os acontecimentos simples do dia a dia, porque acredita que em cada um deles existe um convite à felicidade.

fonte: formacao.cancaonova.com

Quando deixamos de rezar, acontece uma grande mudança em nosso interior…

Na verdade, eu nunca havia parado para pensar sobre isso, talvez por saber o bem que a oração me proporciona e também por ter, desde criança, aquela discreta lembrança que “Deus castiga se não rezamos”. A feliz descoberta que tenho feito, a cada dia, é que, se eu parar de rezar, Deus não vai parar de me amar, pois o amor d’Ele é incondicional. Ele não ama porque é amado, antes ama, porque é o próprio amor.

O que acontecerá se pararmos de rezar?

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Você poderia me perguntar: “Então, por que a Palavra de Deus nos ensina: ‘Orai sem cessar em todas as circunstâncias?’” (Ts. 5). É que a oração purifica o coração de todos os afetos desordenados ligados às coisas terrenas e passageiras e nos aproxima de Deus, de quem nossa alma tem sede e saudade, mesmo que ainda não tenhamos consciência disso.

Compreendi melhor o valor da oração ouvindo a história que partilho também com você: “Conta-se que, numa floresta, existia uma ermida antiga, abandonada e dedicada a São Roque. Todos os anos, pela passagem de sua festa, vinha o piedoso sacristão da aldeia vizinha, que varria e enfeitava o pequeno santuário com simplicidade e beleza. Na véspera da festa, o velho sino da ermida era tocado fortemente para convidar os moradores das redondezas a participar dos festejos. No alto da torrezinha, o sino havia guardado um ano de silêncio e solidão. Aves e insetos noturnos encontraram ali um abrigo tranquilo, onde se aninharam confortavelmente dominando o espaço. Porém, bastava o primeiro repicar do sino e todos saíam esvoaçados em busca de outras paragens.”

E isso nos faz compreender o que acontece em nosso interior. Quando deixamos de rezar, bem depressa, ídolos ocultos começam a se acomodar nos recantos obscuros da nossa alma e tentam aí fazer sua morada. A cobiça, o orgulho a autossuficiência, a avareza, a vaidade e tantas outras mazelas se aninham em nosso ser causando desânimo, tristeza e cada vez mais nos distanciando da felicidade que Deus quer nos proporcionar. Eu mesma sou testemunha disso. Muitas vezes, percebo que estou agitada, impaciente e intolerante até comigo mesma. Então, é como se um sininho discreto começasse a tocar lá no meu interior avisando que está faltando oração. Quando isso acontece, procuro imediatamente retomar com mais afinco minha espiritualidade e, sem demora, também percebo os frutos. É que quando tomamos ânimo e fazemos repicarem os sinos da oração em nossa vida, expulsamos de nosso interior tudo o que é contrário a Deus e nossa alma fica preparada para recebê-Lo. Como Ele é a própria luz, entra em nossa alma e dissipa toda espécie de trevas, devolvendo-nos a paz e a serenidade que tanto queremos.

Então, façamos ressoar o sino da oração em nossa vida, com coragem e disposição hoje mesmo! A reza do terço, a leitura orante da Palavra de Deus, a confissão dos pecados e a participação na Santa Missa podem ser ótimas dicas para recomeçar. E lembre-se: mesmo que você pare de rezar, Deus vai continuar amando-o. Mas se você rezar, poderá experimentar este amor, e isso fará toda diferença!

Dijanira Silva

Dijanira Silva, missionária da Comunidade Canção Nova.
Apresentadora do programa Conexão Canção Nova

A Canção Nova em SP sempre tem uma oportunidade pra você se encontrar com Deus! Anote as novidades e os tempos fortes para esse mês de Maio e de Junho, e participe conosco!!!!

Mais informações: (11) 3382-9800

Há uma bonita tradição que representa São José “Adormecido”, cuja imagem encontrei há poucos dias. O José do Novo Testamento recorda José do Egito, chamado “homem dos sonhos”. Nenhum dos dois viveu fora da realidade, como pode parecer por uma análise superficial. Antes, foram pessoas atentas aos planos de Deus, na permanente prontidão para realizar a sua vontade. São José, sendo um homem justo, tomou decisões a partir da revelação dos rumos a serem assumidos, dentro da história da salvação. “A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo. José, apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor, que lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria, tua esposa; o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus-conosco. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa. E, sem que antes tivessem mantido relações conjugais, ela deu à luz o filho” (Mt 1, 20-24)… “Depois que os magos se retiraram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. José levantou-se, de noite, com o menino e a mãe, e retirou-se para o Egito” (Mt 2, 13-15)… “Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois já morreram aqueles que queriam matar o menino”. Ele levantou-se, com o menino e a mãe, e entrou na terra de Israel. Mas quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Depois de receber em sonho um aviso, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré” (Mt 2, 19-23). À percepção da vontade de Deus, segue-se sempre uma ação, toda voltada para “o menino e sua mãe”.

Em Nazaré, José constituiu e sustentou sua original família, cujas razões e desenvolvimento se encontram no Céu, solidamente ancorada no trabalho. Foi carpinteiro dos bons e Jesus, chamado seu filho, aprendeu a mesma profissão. Maria, aquela que veneramos com tanto apreço, foi imensa em sua pequenez e simplicidade de dona de casa! A José e Maria não faltaram Anjos para lhes revelarem o que Deus queria, nem lhes faltou a responsabilidade para assumir as próprias tarefas, sem fugir da missão que lhes foi entregue, que incluía o direito e o dever do trabalho.

sao-jose-operarioO grande Papa São João Paulo II, na introdução da Encíclica Laborem Exercens, ofereceu um precioso ensinamento, oportuno para o tempo em que vivemos, com os desafios ligados ao trabalho e ao emprego: “É mediante o trabalho que o homem deve procurar-se o pão quotidiano e contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos. E com a palavra trabalho é indicada toda a atividade realizada pelo mesmo homem, tanto manual como intelectual, independentemente das suas características e das circunstâncias, quer dizer toda a atividade humana que se pode e deve reconhecer como trabalho, no meio de toda aquela riqueza de atividades para as quais o homem tem capacidade e está predisposto pela própria natureza, em virtude da sua humanidade. Feito à imagem e semelhança do mesmo Deus no universo visível e nele estabelecido para que dominasse a terra, o homem, por isso mesmo, desde o princípio é chamado ao trabalho. O trabalho é uma das características que distinguem o homem do resto das criaturas, cuja atividade, relacionada com a manutenção da própria vida, não se pode chamar trabalho; somente o homem tem capacidade para o trabalho e somente o homem o realiza preenchendo ao mesmo tempo com ele a sua existência sobre a terra. Assim, o trabalho comporta em si uma marca particular do homem e da humanidade, a marca de uma pessoa que opera numa comunidade de pessoas; e uma tal marca determina a qualificação interior do mesmo trabalho e, em certo sentido, constitui a sua própria natureza”.

E o Papa Francisco, com a força de sua palavra e seu testemunho ilumina mas ainda nossa reflexão, ligando família e trabalho: “No início do Salmo 127, o pai é apresentado como um trabalhador que pode, com a obra das suas mãos, manter o bem-estar físico e a serenidade da sua família: “Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz e viverás contente” (V. 2). O fato de o trabalho ser uma parte fundamental da dignidade da vida humana deduz-se das primeiras páginas da Bíblia, quando se afirma que Deus “colocou o homem no Jardim do Éden, para o cultivar e, também, para o guardar” (Gn 2, 15). Temos aqui a imagem do trabalhador que transforma a matéria e aproveita as energias da criação, fazendo nascer o “pão de tanta fadiga” (Sl 126, 2), para além de se cultivar a si mesmo. O trabalho torna possível simultaneamente o desenvolvimento da sociedade, o sustento da família e também a sua estabilidade e fecundidade: “Possas contemplar a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida e chegues a veros filhos dos teus filhos” (Sl 127, 5-6). No livro dos Provérbios, realça-se também a tarefa da mãe de família, cujo trabalho aparece descrito nas suas múltiplas mansões diárias, merecendo o elogio do marido e dos filhos (Cf. 31, 10-31). O próprio apóstolo Paulo sentia-se orgulhoso por ter vivido sem ser um fardo para os outros, porque trabalhou comas suas mãos, garantindo-se deste modo o sustento (Cf. At 18, 3; 1Cor 4, 12; 9, 12). Estava tão convencido da necessidade do trabalho, que estabeleceu esta férrea norma para as suas comunidades: “Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3,10; Cf. 1Ts 4, 11). Dito isto, compreende-se que o desemprego e a precariedade laboral gerem sofrimento, como atesta o livro de Rute e como lembra Jesus na parábola dos trabalhadores sentados, em ócio forçado, na praça da localidade (Cf. Mt 20, 1-16), ou como pôde verificar pessoalmente vendo-Se muitas vezes rodeado de necessitados e famintos. Isto mesmo vive tragicamente a sociedade atual em muitos países, e esta falta de emprego afeta, de várias maneiras, a serenidade das famílias. Também não podemos esquecera degeneração que o pecado introduz na sociedade, quando o homem se comporta como um tirano com a natureza, devastando-a, utilizando-a de forma egoísta e até brutal. Como consequência, temos, simultaneamente, a desertificação do solo (Cf. Gn 3, 17-19) e os desequilíbrios econômicos e sociais, contra os quais se levanta, abertamente, a voz dos profetas, desde Elias (Cf.1Rs 21) até chegar às palavras que o próprio Jesus pronuncia contra a injustiça (Cf. Lc 12, 13-21; 16,1-31) (Amoris Laetitia 23-26).

Impossível calar, a esta altura dos acontecimentos e da crise do trabalho e do emprego, a voz do Papa Francisco, na recente Exortação Apostólica sobre o Matrimônio e a Família, que soa como um grande apelo, cujo eco esperamos ver acolhida no dia do trabalho. Confiamos a São José Operário o desejo de que não se abafem os legítimos sonhos e aspirações de nosso povo.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará

fonte: site da CNBB

 

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