Entramos no tempo da Quaresma, período que antecede a Semana Santa

Ocasião de nos preparemos para a maior de todas as celebrações da Igreja: a Ressurreição de Cristo, nossa Páscoa. E este tempo de preparação se inicia hoje, na Quarta-feira de Cinzas. Na celebração deste dia, cinzas são colocadas na nossa cabeça ou na testa para que nos lembremos de onde viemos e para onde vamos: “Como um pai tem piedade de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem, porque ele sabe de que é que somos feitos, e não se esquece de que somos pó” (Sl 102,14).

Um convite na quarta feira de cinzas

Este é um tempo favorável a nós. Mas para que possamos ressuscitar com Cristo, talvez seja necessário mudarmos a direção da nossa vida. Por isso, no momento em que recebemos as cinzas, ouvimos o seguinte versículo bíblico: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (cf. Mc 1,15). Mas vamos antes entender onde está situado este importante alerta de conversão.

No Evangelho de São Marcos, esse trecho está no capítulo 1 (um). O livro tem uma abertura, na qual apresenta o objetivo principal do Evangelho: a afirmação de que Jesus é o Filho de Deus (1,1). Segue com a apresentação de João Batista (1,2-8). No versículo 9, Cristo aparece pela primeira vez no Evangelho para ser batizado por João (1,9-11). Por fim, Ele passa 40 dias no deserto onde é tentando pelo demônio (1,12-13).

No Evangelho de São Marcos, todas estas passagens são apresentadas sem que se ouça a voz de Jesus. Todos os diálogos d’Ele, nestas cenas que conhecemos de outros Evangelhos, São Marcos suprime. A primeira fala de Jesus colocada por esse evangelista é a primeira pregação feita pelo Mestre, e é sobre conversão: Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus e dizia: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

Essa primeira fala de Jesus, no Evangelho de São Marcos, pode ser divida em três partes:

1) Cumpriu-se o tempo – a espera das promessas do Antigo Testamento relacionadas à vinda do salvador acabou, pois Ele está no meio de nós.

2) O Reino de Deus está próximo – Este reino é o próprio Jesus. Ele que vem ao encontro de cada um de nós.

3) Convertei-vos e crede no Evangelho – mas para que nós experimentemos essa presença real de Jesus, para que vivamos o seu reino é preciso conversão.

E converter significa mudar de caminho. É necessário assumir o caminho proposto no Evangelho, que é o próprio Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Cf. Jo,14,6).

Assim começamos a Quaresma na Quarta-feira de Cinzas, ouvindo, segundo o Evangelho de Marcos, a primeira pregação de Jesus, um convite à conversão. Um convite para que, nestes quarenta dias, possamos refletir por quais caminhos temos andado. Um convite para conhecermos e seguirmos pelo caminho que é o próprio Cristo. Um convite para, no caminho que é Cristo, encontrarmos uma vida nova, a ressurreição.

Uma santa quaresma!

Comunidade Canção Nova

fonte: formacao.cancaonova.com/

O carnaval é uma das festas que mais traduzem a cultura e a identidade do povo brasileiro

Em meio à vibração do desfile e dos enredos, nossas raízes se tornam evidentes, revelando – em uma miscelânea de cores, contos e olhares – realidades que expressam as particularidades de nossa construção cultural enquanto povo e nação.

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Nesse evento, percebe-se, como que em um mosaico, o rosto de índios, escravos, brancos e caboclos em uma belíssima mistura que dá ao brasileiro o tom e a alegria que o faz “brilhar” no cenário dos povos. É a celebração ápice de nossa cultura – mesmo não sendo genuinamente nossa –, é a festa que nos acrescenta visibilidade diante de todo o mundo!

A história tem revelado que um povo sem o hábito de celebrar sua cultura perde sua identidade. Contudo, em meio à beleza dos sons, confetes e serpentinas, que fazem parte dessa celebração, todo indivíduo tem a sincera missão de resgatar continuamente o real sentido e essência do que celebra.

Verdadeiros elementos do carnaval

Em uma sociedade que procura, a todo custo, fabricar motivos para alcançar novos lucros, faz-se necessário questionar quais são os verdadeiros elementos que, de fato, são integrantes da história do que festejamos. É claro que tal raciocínio poderá não agradar aos donos de cervejarias e aos distribuidores de “pedras mágicas” e entorpecentes, mas poderá muito nos acrescentar em vida e saúde, educando-nos para um sóbrio exercício de nossa alegria.

Leia mais:
:: Carnaval é prazer e alegria?
:: Aborto: as consequências para quem o pratica
:: Faça do Carnaval um espetáculo diferente em sua vida
:: Carnaval: real ou fantasia?

Nosso carnaval deveria ser expressão de festividade e alegria. No entanto, as estatísticas revelam não só uma celebração, mas também números exorbitantes de acidentes e tragédias, na maioria das vezes, impulsionados pelo efeito do álcool e das drogas.

Não existe conexão entre alegria e destruição

A melhor forma de “extravasar-se” diante das intempéries da vida não é as tornar caótica. Nossas festividades precisam se tornar um palco no qual a vida apresente belíssimos espetáculos de arte e sensibilidade, e não histórias de sofrimento, perpetuando as cenas no ofício de construir estatísticas de irresponsabilidade e destruição.

Vivamos, pois, bem e com uma verdadeira alegria esse momento “tão nosso”. No trânsito, nos relacionamentos e na avenida, pulemos manifestando nossa verdadeira identidade e espontaneidade, mostrando que somos apaixonados pela vida e sabemos encarar a dureza dos dias – como em um “belo drible” – com a sinceridade e a leveza de sermos eternos aprendizes.

Um bom e feliz carnaval a todos!

Comunidade Canção Nova
fonte: formacao.cancaonova.com

Aceitar nossos erros e lidar com eles exige aprendizado.

Errar faz parte da natureza humana, e todos nós podemos, em algum momento da vida, cometer enganos. Admitir nossos erros, porém, nem sempre é tarefa fácil, e lidar com nossas fraquezas exige um aprendizado que dura a vida inteira. Segundo estudiosos, a principal dificuldade que temos para aceitar nossos limites e erros está ligada à falsa crença de que, na maioria das vezes, nós os herdamos de nossa própria educação familiar; de que só seremos amáveis e úteis se formos perfeitos. Sendo assim, admitir que erramos incomoda o ego e soa para ele como fraqueza ou ignorância. Daí, nasce a luta, muitas vezes, estressante contra nossas falhas; a ponto de nos tornamos intolerantes também quanto aos erros dos outros e, consequentemente, sermos uma pessoa menos agradável do que poderíamos ser.

Como aceitar nossos erros - 1600x1200

Ao meu ver, existem três dicas que podem nos ajudar nesse processo de convivência com nossos limites:

Sem condenação

A primeira é lembrarmos que a perfeição pertence somente a Deus, e que, por mais sábios, bonitos e agradáveis que sejamos, também temos defeitos, somos “sinfonias incompletas”. Podemos e devemos tentar ser melhores, é verdade, mas sem condenação. Quem se cobra demais e evita errar passa pela vida de maneira tão tensa, que se esquece de viver de verdade.

Leia também:

:: Conquistar a liberdade interior 
:: O que me faz sonhar e ser feliz? 
:: O segredo para a cura emocional 
:: Como você lida com pensamentos negativos?

Sem pressão psicológica

A segunda sugestão é não fazermos comparações. Compararmo-nos com pessoas que admiramos e tentarmos ser iguais a elas coloca em risco nossa própria felicidade, porque agir assim seria abandonar o projeto de Deus para nossa vida, para tentarmos viver o projeto que Ele sonhou para outra pessoa.

James Martins, grande escritor jesuíta, afirma que a autoaceitação é o primeiro passo para a santidade. Não é preciso usar o mapa de alguma outra pessoa para chegar ao céu, porque Deus já colocou dentro da alma de cada um de nós todas as direções de que precisamos. Isso, ao meu ver, também significa aceitar a própria personalidade com seus dons e limites, uma vez que fomos criados por Deus assim como somos, e é assim que Ele espera nos receber na eternidade. É claro que isso não dispensa nossa mudança de atitudes, para nos tornamos melhores, porém, sem a pressão psicológica de termos de ser diferentes do que somos na essência. Existem comportamentos que fomos adquirindo ao longo da vida por várias razões, mas, no fundo, sabemos que eles não nos pertencem, e existem outros que expressam o que realmente somos. É desse segundo que falo, pois o que somos deve ser sempre preservado.

Comparações não ajudam

Fazer comparações com outras pessoas e pensar que para elas as coisas funcionam melhor, é muito fácil, mas essa maneira de pensar, além de falsa é também perigosa, pois nos afasta da realidade mais linda que existe: Deus nos ama com exclusividade e exatamente como somos! Ele nos criou com todas as capacidade e talentos que temos e estabeleceu conosco, desde o momento em que começou nossa existência, um relacionamento profundo que durará para sempre. Ele sabe dos nossos desejos mais profundos e não é alheio às nossas quedas, mas está conosco aconteça o que acontecer, estejamos onde estivermos, como lembra o Salmo 138: “Senhor, Tu me sondas e me conheces…”. Ele nos convoca a sermos quem realmente somos para trazer alegria à nossa própria vida e a este mundo que não seria o mesmo se não existíssemos.

Cura interior

Tenhamos calma com nós mesmos

A terceira dica, portanto, é: sejamos pacientes com nós mesmos e com nosso processo. A paciência é uma companheira indispensável para quem deseja lidar melhor com seus erros. Santo Inácio de Loyola faz uma comparação interessante de Deus como um artesão Todo-Poderoso. Diz ele: “A lenha rústica e intocada não tem ideia de que pode se transformar em uma estátua que será considerada uma obra-prima, mas o escultor antevê o que pode ser feito com ela. Muitos não entendem que Deus pode esculpi-los em santidade, até se entregarem às mãos do artesão Todo-Poderoso e deixar-se moldar por Ele.”

Por natureza, somos impacientes e queremos resultados sempre imediatos; com relação aos nossos erros não é diferente. No entanto, o trabalho lento de Deus é a regra para grandes progressos. Tenhamos calma com nós mesmos e percebamos que, enquanto vivemos um dia de cada vez, conhecendo-nos melhor e deixando-nos moldar por Deus, nossas ideias amadurecem e os erros perdem a força que hoje têm. Não tentemos forçar o Senhor, como se pudéssemos ser agora o que o tempo, com a graça e as circunstâncias, atuando diretamente em nossa vida, nos tornará amanhã. Demos a Deus o benefício da confiança de que Ele nos conduzirá pelo melhor caminho e aceitemos o desafio de passar por este mundo como “obra inacabada”, sempre diante dos olhos amorosos do artesão que pode, a qualquer hora, aprimorar ainda mais o trabalho de suas mãos.

Dijanira Silva

Dijanira Silva, missionária da Comunidade Canção Nova, atualmente reside na missão de São Paulo. Apresentadora do pgm Conexão CN na Rádio CN América (SP). E-mail: dijanira@geracaophn.com

Vig-Fev-BLOG

A Vigília Canção Nova do mês de fevereiro acontecerá no dia 13, sábado, na Basílica Nossa Senhora da Penha, em São Paulo (SP). Será transmitida ao vivo pela TV Canção Nova e pela Rádio América de São Paulo. Com o tema: “Aproximai-vos da Misericórdia”, a madrugada de oração reúne pessoas de todas as idades em preparação para a vivência do período quaresmal, que inicia no dia 10 de fevereiro de 2016. Na programação haverá Santa Missa, Adoração ao Santíssimo Sacramento, momentos de clamor e oração, Terço da Misericórdia e Confissões.

Estarão presentes para conduzir a Vigília os missionários da Comunidade Canção Nova: Pe. Adriano Zandoná, Pe. Wagner Ferreira e Ana Lúcia.

Para viver verdadeiramente o apelo da conversão o qual a Igreja nos apresenta na Quaresma, sabemos que é necessário aproximarmo-nos da Misericórdia Divina, e este é o convite da Vigília Canção Nova.  Que a Misericórdia Divina invada os nossos corações!

Deus é o ar que eu preciso para ser feliz! No clip da semana confira a música do mais novo DVD do Missionário Shalom!

Confira a agenda semestral e semanal da Canção Nova em São Paulo neste ano de 2016.

Agenda_primeiro_semestre-CançãoNova

Programação-Semanal

A gente continua abraçando São Paulo, abrace a Canção Nova também!

fonte: formacao.cancaonova.com

A compulsão por compras pode ser uma doença psíquica.

Há certas épocas do ano em que somos inclinados a gastar mais do que normalmente gastamos. A mídia, o comércio e a nossa remuneração nos levam a esse gasto. Com isso, é aquele entre e sai de loja de sapato, roupa, perfumaria, acessórios e até supermercados, sempre com uma sacolinha. Alguns até com o discurso que estão comprando “porque merecem”, porque trabalham o ano inteiro; outras que se escondem e falam que não estavam podendo comprar, mas precisavam de uma roupa nova. A discussão que levanto hoje é: será que a compulsão por compras é uma doença? Falta de vergonha na cara? Falta de planejamento orçamentário? Vamos discutir essa temática.

Quero que você se questione neste momento:

1. Você possui uma preocupação excessiva e/ou perda de controle sobre o ato de comprar?
2. Tem notado um aumento progressivo do volume de compras?
3. Percebe que existem tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras?
4. Tem comprado para lidar com a angústia ou outra emoção negativa?
5. Envolveu-se em mentiras para encobrir o descontrole com compras?
6. Percebeu prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar?
7. Apresenta problemas financeiros causados por compras?

Leia mais:

:: Conheça o que são as doenças psicossomáticas
:: Causas da compulsão por comida
:: O segredo para a cura emocional

Entenda_de_onde_vem_a_compulsao_por_comprasSeja honesto ao responder esses questionamentos. Você se enquadra em quantos deles? Não preciso ter 100% de aprovação nessas perguntas; 50% positivo já diz que existe um comportamento por compras disfuncional. Você pode estar sendo acometido por uma doença psíquica e não sabe disso.

Entenda o transtorno de comprar! O transtorno de comprar está inserido no DSM-5 (manual diagnóstico e estatístico), no grupo dos transtornos de controle dos impulsos. A compulsão por compras traz uma associação em cadeia, até que seja estabelecida como patologia. Inicialmente, a pessoa precisa ter o start, e quem tem essa função é o ato impulsivo, o desejo impetuoso de comprar, de obedecer seus pensamentos obsessivos que geram angústia e desconforto, até que a voz de comando seja obedecida, neste caso, o ato da compra, pois a pessoa só pensa em comprar o tempo todo.

O pensamento intrusivo surge sem que haja o desejo e aprovação da pessoa e invade a nossa mente. Não conseguindo desviá-lo, a pessoa acaba se entregando ao ato compulsivo para obter o alívio, o que gera um sentimento de culpa, sofrimento e arrependimento, por saber que cedeu a seu pensamento e que não poderia ter comprado, mas que não é suficiente para inibir a próxima compulsão.

Ao responder esse pensamento (obsessivo) intrusivo, são liberados, imediatamente, neurotransmissores (cérebro), que produzem a sensação de prazer e alívio. Fechando esse ciclo, ele se repete constantemente pela necessidade de responder essa voz, que são os pensamentos intrusivos, configurando-se em um ato compulsivo. Podemos notar então que se trata de uma patologia, que e não é tão simples e exige uma intervenção em três áreas disfuncionais diferentes: impulsividade, obsessão e compulsão.

O ato de comprar se dá pelo desejo. Então, podemos compreender que a compulsão é o um comportamento repetitivo e incontrolável, mal adaptativo, que podemos adquirir de qualquer coisa, seja por comida, drogas, álcool, sexo, cigarro, trabalho, atividade física ou compras. Nesse caso, o ato de comprar se dá pelo desejo e não pela necessidade.

Para quem tem compulsão por compras, ir aos centros de compras em época de liquidação e datas comemorativas é um grande perigo. É preciso fugir do perigo, pois o fato de saber que está em promoção, independente do quanto de desconto aquela loja oferece, já é um grande atrativo para o compulsivo. Quantos não exageraram na Black Friday? Consumiram muito mais pela força da propaganda do que pela necessidade do produto. E os exageros das festas de fim de ano? Roupas e brinquedos caros que enchem os olhos e realizam sonhos no Natal!

A disposição das mercadorias nas vitrines, as cores, os produtos… todas as coisas são apresentadas de forma a atrair o olhar do consumidor. No entanto, existe uma parcela da população que é atraída com maior facilidade, por terem esse transtorno consciente ou inconscientemente. É preciso ter consciência daquilo que você é, das suas limitações, para que possa lutar contra elas de forma adequada e com um poder de força maior por conhecer meu “inimigo”.

Qual é a causa dessa compulsão? Infelizmente, não é como uma receita de bolo, que tem seus ingredientes e preparo bem descritos. Na psicologia, é preciso sempre averiguar a história da pessoa, pois pode ser que a raiz do problema seja fruto de um processo traumático vivido em uma determinada etapa da vida, que hoje, na vida adulta, apresenta-se desta forma. Essa resposta é um mecanismo de defesa adquirido por consequência de um quadro de vulnerabilidade emocional, ansiedade, sentimento de perda ou até mesmo um comportamento aprendido, que é acionado quando se sente ameaçado. Esse comportamento, normalmente, vem associado também a um transtorno de humor; no caso, depressão, ansiedade e fobia podem estar associados ou não. Inicialmente, o que se deve fazer é fugir da ocasião que o leva à compulsão, é entrar nas lojas apenas se verdadeiramente houver necessidade de compra e aprender a responder seus pensamentos intrusivos, para domá-los.

As respostas precisam ser coerentes e reais, para ser capaz de modificar o pensamento – o que não é fácil –, pois ele é imaginário e potente. Pode ser que sozinho você não consiga resistir e responder a seus pensamentos, por isso, o ideal é procurar ajuda psicológica para que um profissional o auxilie a vencer essa limitação.

O ato de comprar pode sim gerar prazer. A questão está em alimentá-lo com grande frequência, tendo por vezes comportamento impulsivo, caindo em um ciclo vicioso e que a pessoa perde o controle. Diante desse cenário e vivendo tempos de crise, lanço uma pergunta: Estou podendo consumir o tanto quanto tenho costume? Ou será que não estou conseguindo controlar meus impulsos e acabo comprando um pouco mais do que deveria e poderia?

Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é psicóloga há 10 anos, pós-graduada em Psicanálise Aplicada à Saúde Mental com formação em transtornos alimentares e MBA em gestão de pessoas. Lecionou durante sete anos na Faculdade Pitágoras e está cursando pós-graduação em Terapia Cognitiva Comportamental. Aline é missionária do segundo elo da Comunidade Canção Nova.

Todos temos um motivo, uma prece, um clamor que desejamos que se eleve ao céu. E Deus, em Sua infinita Misericórdia, também deseja nos ajudar a vencer os combates de nossa vida, nos permitindo avançar rumo ao Seu Reino, à terra prometida.

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De 11 de janeiro à 22 de fevereiro de 2016, às segundas-feiras, a Canção Nova de São Paulo (SP) convida você a participar de uma experiência do poder da oração através do Cerco de Jericó. Serão sete Missas celebradas pelo Pe. Adriano Zandoná, às 19h30, com transmissão ao vivo pela TV Canção Nova, em clamor e intensa súplica pelas suas intenções e as de sua família. A exemplo de Josué e do povo de Deus, elevaremos ao Senhor orações de louvor e intercessão, durante sete segundas-feiras. As Missas encerram com Adoração ao Santíssimo Sacramento. A programação acontece na sede da Canção Nova na capital paulista, Catedral Maronita Nossa Senhora do Líbano. A Catedral Maronita neste Ano Santo da Misericórdia é uma das igrejas “jubilares”, onde também é possível obter indulgências plenárias.

Local: Catedral Maronita Nossa Senhora do Líbano | R. Tamandaré, 355, Liberdade, São Paulo/SP | Metrô São Joaquim ou Linha 4114-10 Vila Gumercindo

Informações: (11) 3382-9800 ou eventossp@cancaonova.com

fonte: formacao.cancaonova.com

Deus manifesta seu carinho e cuidado pela criação e por Seus servos. Neste tempo, o Senhor nos enviou um servo muito querido e estimado até pelos não cristãos, Papa Francisco. Ele nos presenteia com seus discursos e reflexões, com uma vida cristã que transborda Jesus e Sua misericórdia.

7 conselhos de Francisco para viver o Ano da Misericórdia - 1600x1200

Que ano é este?

O Papa, por inspiração divina, anunciou o Ano da Misericórdia. Mas que ano é esse? Como devemos vivê-lo? Dentre tantos passos apresentados por Francisco na bula Misericordie Vultus (O Rosto da Misericórdia), posso ousar em elencar dez conselhos.

Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai

1) Reconhecer a misericórdia do Pai em Jesus é o tema do Ano Santo: “Misericordiosos como o Pai”. Logo no início da bula, Francisco ensina: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. Mas como imitá-Lo em Sua misericórdia? Por meio do Filho, Jesus, reconhecer a misericórdia do Pai. Com o olhar no Cristo, é possível verificar que Deus é Pai, misericórdia, amor e vida, Ele é Emanuel, o Santo. O primeiro conselho é reconhecer o Pai no Filho e seguir o que Ele ensinou e viveu.

A misericórdia do Senhor é para todos

2) Se é possível ver a misericórdia do Pai no Filho, se Ele é Santo, o segundo conselho é reconhecer-se pecador. No entanto, a misericórdia do Senhor é para todos, não podemos temê-Lo, mas confiar que Ele não se cansa de perdoar. “Nós é que nos cansamos de pedir perdão”, já frisou o Papa em seus ensinamentos. Reconhecer-se pecador é o mesmo que dizer “sou alvo da misericórdia do Pai”.

Tempo de busca pelo sacramento da reconciliação

3) Ir em busca do perdão. O Papa ressalta que é tempo de misericórdia; então, é tempo de buscar o sacramento da reconciliação, fazer um bom exame de consciência, estar arrependido, ter a firme resolução de não pecar mais, confessar e viver uma vida nova em Cristo. Francisco chamou à atenção os confessores e sacerdotes, para que tenham um especial cuidado de acolher, orientar e perdoar os penitentes.

Leia também: 
:: Como fazer um exame de consciência
:: Quais são os efeitos da misericórdia
:: Novena da Misericórdia
:: Terço da Misericórdia com Ricardo e Eliana Sá
:: Promessas de Jesus misericordioso a Santa Faustina

Perdão para si ou para algum falecido

4) Nesse Ano da Misericórdia, a Igreja oferecerá abundantes graças aos fiéis, oferecerá indulgências e o perdão dos pecados devido às suas consequências. Perdão para si ou para algum falecido. Quem poderá recebê-lo? Aqueles que estiverem em estado de graça, que participarem da comunhão eucarística, rezarem pelo Papa e fizerem uma peregrinação passando pela Porta Santa.

A misericórdia não é algo abstrato

5) A misericórdia não é algo abstrato, mas muito concreto como o amor de mãe, ou seja, provém do íntimo de Deus, ensina o Papa. A mãe ama com carinho, afeto e, ao mesmo tempo, com firmeza e verdade; assim, Deus nos ama e nos convida a fazer o mesmo.

Diante da misericórdia que se recebe, como concretamente traduzi-la?

As obras de misericórdia

6) Concretamente, o Papa recorda algo que a Igreja ensina e vive há muito tempo: as obras de misericórdia, que podem ser espirituais e corporais. As obras de misericórdia espirituais são: instruir, aconselhar, corrigir, perdoar e ter paciência. Já as obras de misericórdia corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir o nu, dar abrigo a quem não tem, visitar os doentes e presos, sepultar os mortos, praticar a justiça e dar esmola.

Porta-voz da misericórdia do Pai

7) Anunciadores da misericórdia, a Igreja deve ser porta-voz da misericórdia do Pai. Francisco recordou São João Paulo II, quando este, na sua encíclica Dives in Misericordia, falou sobre o esquecimento dessa palavra e atitude: agir com misericórdia. Neste mundo, a Igreja tem a missão de chegar ao coração e à mente de cada pessoa com a misericórdia divina. A Igreja, claro que não apenas as pessoas que fazem parte do clero ou fizeram algum tipo de voto, mas todos os batizados e ungidos pelo Senhor são instrumentos, são os braços, os pés, as mãos do Senhor. O clero e os leigos, juntos, revelam o Rosto da Misericórdia.

Por fim, acredito que poderíamos elencar outros conselhos e passos a serem dados, pois estes nos ajudam a tomar posse desse Deus Pai Misericordioso, que enviou Seu Filho e, assim, revela-nos seu Rosto de Misericórdia. O Senhor, Pai da Providência, concede-nos, neste tempo, a graça por meio da Igreja, de seu servo o Papa Francisco, que conta com tantos outros servos que, banhados pela misericórdia, só podem responder com misericórdia. Que a nossa resposta hoje e sempre seja de misericórdia com palavras e gestos concretos.

Padre Marcio

Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é “Fazei-o vós a eles” (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO). Twitter: @padremarciocn

É clamando a Misericórdia Divina que damos início as nossas vigílias deste ano de 2016! Uma madrugada de graças que você acompanha aqui pela América!!!

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Nesse Ano Santo da Misericórdia instituído pelo Papa Francisco, queremos levar você a viver a espiritualidade da misericórdia de Deus, misericórdia essa manifestada através dos primeiros Apóstolos depois de sua experiência com o Espírito Santo.

Na primeira vigília do ano de 2016, Padre Emerson Pedroso e Carlos Biajone, junto com a cantora Ana Lúcia, estarão conduzindo uma noite inteira de evangelização. Clamemos o Espírito Santo para que abra as portas do Ano Santo da Misericórdia em nossas vidas, e que 2016 seja para nós a ”porta” de entrada do coração de Deus, que cura e liberta o nossos corações.

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