Duas asas

“A Fé e a Razão são como as duas asas que nos levam a contemplar a verdade” (João Paulo II)

Posted by Daniel on agosto 29, 2009

Ó Trindade Santa,

nós vos agradecemos por nos terdes dado à Igreja

o Papa João Paulo II

e por terdes feito resplandecer nele

a ternura do vosso amor paterno,

a glória da cruz de Cristo

e o esplendor do Espírito Santo.

Confiado totalmente no vossa infinita misericórdia

e na intercessão de Maria,

ele foi para nós uma imagem viva de Jesus, Bom Pastor,

indicando-nos a santidade

como a mais alta medida da vida cristã de todos os dias,

caminho para alcançar a eterna comunhão convosco.

Concedei-nos por sua intercessão, e segundo a vossa vontade,

a graça que imploramos,

na esperança de que ele seja, em breve, inscrito

no numero dos vossos Santos. Amen.

com aprovação eclesiástica

Card. Camilo Ruini

Vigário geral do Santo padre para a Diocese de Roma

Posted by Daniel on julho 17, 2009

Vamos começar aqui no blog a publicar pequenos trechos da carta Encíclica “Fides et Ratio” de João Paulo II. Esta carta, diferente de muitos textos filosóficos tem uma linguagem simples e ascessível a todos, e o mais interessante, conta com uma belíssima reflexão sobre a relação fé e razão, filosofia e teologia, o homem e Deus, feita pelo filósofo/teólogo Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II.

Não deixe de acompanhar

“Conhece-te a ti mesmo”

“Tanto no Oriente como no Ocidente, é possível entrever um caminho que, ao longo dos séculos, levou a humanidade a encontrar-se progressivamente com a verdade e a confrontar-se com ela. É um caminho que se realizou — nem podia ser de outro modo — no âmbito da autoconsciência pessoal: quanto mais o homem conhece a realidade e o mundo, tanto mais se conhece a si mesmo na sua unicidade, ao mesmo tempo que nele se torna cada vez mais premente a questão do sentido das coisas e da sua própria existência. O que chega a ser objecto do nosso conhecimento, torna-se por isso mesmo parte da nossa vida. A recomendação conhece-te a ti mesmo estava esculpida no dintel do templo de Delfos, para testemunhar uma verdade basilar que deve ser assumida como regra mínima de todo o homem que deseje distinguir-se, no meio da criação inteira, pela sua qualificação de « homem », ou seja, enquanto «conhecedor de si mesmo ».

Aliás, basta um simples olhar pela história antiga para ver com toda a clareza como surgiram simultaneamente, em diversas partes da terra animadas por culturas diferentes, as questões fundamentais que caracterizam o percurso da existência humana: Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Porque existe o mal? O que é que existirá depois desta vida? Estas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem também nos Vedas e no Avestá; achamo-las tanto nos escritos de Confúcio e Lao-Tze, como na pregação de Tirtankara e de Buda; e assomam ainda quer nos poemas de Homero e nas tragédias de Eurípides e Sófocles, quer nos tratados filosóficos de Platão e Aristóteles. São questões que têm a sua fonte comum naquela exigência de sentido que, desde sempre, urge no coração do homem: da resposta a tais perguntas depende efectivamente a orientação que se imprime à existência.

2. A Igreja não é alheia, nem pode sê-lo, a este caminho de pesquisa. Desde que recebeu, no Mistério Pascal, o dom da verdade última sobre a vida do homem, ela fez-se peregrina pelas estradas do mundo, para anunciar que Jesus Cristo é « o caminho, a verdade e a vida » (Jo 14, 6). De entre os vários serviços que ela deve oferecer à humanidade, há um cuja responsabilidade lhe cabe de modo absolutamente peculiar: é a diaconia da verdade. Por um lado, esta missão torna a comunidade crente participante do esforço comum que a humanidade realiza para alcançar a verdade, e, por outro, obriga-a a empenhar-se no anúncio das certezas adquiridas, ciente todavia de que cada verdade alcançada é apenas mais uma etapa rumo àquela verdade plena que se há–de manifestar na última revelação de Deus: « Hoje vemos como por um espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita, então conhecerei exactamente » (1 Cor 13, 12).”

1º trecho da introdução desta belíssima encíclica de João Paulo II (Leia a introdução ou toda a encíclica aqui)

Por: Daniel Machado