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“Quando Deus se aproxima tanto de mim a ponto de eu contar unicamente com ele, então a proximidade freqüentemente tão importuna das pessoas que querem alguma coisa de mim perde a sua importância, e o mesmo ocorre com as preocupações e os problemas que me perturbam e roubam a minha paz. Quando a presença de Deus impregna a minha pessoa, não existe lugar para mais nada dentro de mim, nada mais tem poder sobre mim. O Senhor assume o controle da minha vida”.
(Pe. Jonas Abib)

O Espírito Santo suscita, na Igreja, vários carismas. Vale a pena colocar aqui o testemunho de alguém que encontrou sua vocação e que entendeu esta primavera do Espírito Santo.
“Hoje senti o desejo de partilhar com vc também a minha vocação. Tive a graça de nascer numa família cristã, quando nos anos 70 comçaram a surgir os grupos de jovens, pude fazer parte ativamente deles. A um certo momento pensei até que Deus me chamasse a segui LO como celibária, ( tenho 1 tia religiosa)…mas a Vontade de Deus para mim, era a consagração a Ele através do sacramento do matrimônio, depois de namorar 5 anos, nos conhecemos e namoramos no grupo de jovem.
Casamo nos já se fazem 31 anos, vieram 8 filhos, porque fizemos a escolha de viver a vontade de Deus no matrimônio, também através dos métodos naturais… Eles tem de 9 anos a 30 anos, são filhos maravilhosos,normais, não tenho problemas que muitas famílias pequenas tem…. Deus realmente da a graça a quem O escolhe!
Há 6 anos o Eterno Pai levou Rafael ( o 2º filho) para o Paraiso, ( foi um acidente de carro), Hoje o nosso ” intercessor” junto a Deus. Bem pouco tempo depois de casada, entendi que Deus me chamava a uma vocação também na Igreja. E assim conhecendo o Movimento dos Focolares, senti o chamado para ser uma Voluntária.
VOLUNTÁRIA (OS)- pertencem a uma ramificação do Movimento dos Focolares- a nossa vocação é levar Deus, através de nossa vida a sociedade, família, escola, na fábrica…, na Paróquia, no Hospital,lá onde nos encontrarmos…
Recebemos uma formação especifica, nos encontramos semanalmente em núcleos distintos feminino, masculino…nas nossas casas. Não temos os votos, promessas,como os focolarinos, mas livremente podemos nos doar a Deus, mesmo se somos parte da vida da Obra de Maria, com estatuto aprovado pela Igreja. Gostaria de deixar um convite a todos para conhecer a Mariápolis Ginetta- www.cmginetta.org” (Maria Inês).
Obrigada pelo seu testemunho. Com certeza, ele poderá ajudar a muitos. Deus abençoe sua caminhada.
Verinha
Minha consagração celibatária foi em 31/05/2003
Capela Nossa Senhora Auxliadora
Lavrinhas - SP
“Que toda a minha vida seja um canto de louvor à bondade do Senhor”
Verinha
“Só encontra o caminho quem se prostra diante do mistério. A adoração é a experiência de prostar-se e adentrar-se diante do mistério de Deus. Quando nos prostramos diante do mistério de Deus a nossa alma se acalma e sentimos que nosso desejo mais profundo foi realizado; que, finalmente, encontramos aquilo diante do qual podemos nos prostrar”
(Pe. Jonas Abib).

A formação é o “ventre” que gera o carisma naqueles a quem Deus escolheu para aquela fundação
Para que o carisma de fundação se perpetue é preciso FORMAÇÃO! Sem esta, o carisma não se perpetua. Sem o carisma, a formação não acontece, e vice-versa.O fundador tem a graça de reconhecer o formador, quem tem o chamado para formar os membros da comunidade. E o formador é como a mãe que protege a criança, para que esta se desenvolva de maneira perfeita. Ele também precisa fazer a experiência do carisma. O formador ajuda ao consagrado a dar o seu sim, a responder dentro do carisma o chamado de Deus. O formador precisa se debruçar sobre os escritos do fundador e conviver com ele, a fim de conhecê-lo profundamente.
O carisma está de tal forma impregnado na pessoa do fundador, que chega a misturar-se à sua humanidade. A matéria-prima do formador é o jeito de falar, de pensar, de agir, e de sentir de seu fundador. Por meio de seus escritos (todo tipo de anotação: estudo da Palavra, Bíblia, agenda) pode-se aprofundar cada vez mais neste assunto, incluindo regras e estatutos. De forma que, a comunhão entre formador e fundador é essencial.
A formação leva as pessoas ao encontro do carisma, a fazer uma experiência concreta com ele, sendo que esta deve ser realizada tanto pessoal quanto comunitariamente. Ela garante a fidelidade ao carisma, à obra, à graça de Deus. Por esta razão, é importante que o formador não passe a formação somente por meio de conteúdos (ensino, palestras), mas com a própria vida, para levar o membro da comunidade à descoberta do chamado de Deus.
A formação é o “ventre” que gera o carisma naqueles a quem Deus escolheu para aquela fundação. Quando Deus cria uma obra, Ele a cria por completo: carisma, missão, pessoas. A formação tem a missão de ajudar a reconhecer as pessoas que foram criadas para viver este carisma, e isso vai além da história de vida de cada um.
O fundador é o mediador para que a graça do sobrenatural, que se encarnou no natural (naquela pessoa), seja transmitida e se concretize. E o formador concretiza o carisma e o faz se espalhar. Por isso, a formação é necessária para que a comunidade identifique o desejo de Deus, aquilo que Ele colocou no coração do fundador.
O formador é instrumento nas mãos do Espírito Santo. É necessária a formação pessoal e comunitária. Pessoas bem formadas garantem a perpetuação do carisma.
Verinha
Comunidade Canção Nova
“A Paternidade é um DOM a ser desabrochado, acolhido e desenvolvido e cultivado na nossa vida, a gente cresce no exercício da paternidade da maternidade na medida que a gente assume. Nosso Santo Padre disse uma frase interessante falando da paternidade espiritual fundamentando na paternidade humana: “CRIAR NÃO É TUDO. GERAR É MAIS DO QUE CRIAR. GERAR É A PLENITUDE DA PATERNIDADE”.
Vamos ver no plano humano o que é criar? Criar é o ato de dar a vida. Gerar é o ato que faz a vida desenvolver, crescer e se plenificar. CRIAR É UM ATO SÓ. Exemplo: Um homem encontra uma mulher = conhecem – unem sexualmente e nasce uma nova vida. Talvez essa criação nunca veja o pai biológico, ou nem sabe quem é seu pai biológico, entretanto ele é o pai que criou por aquele ato – aquela união = criou = foi dado a vida. Então criar foi um ato.
GERAR é uma sucessão de atos de amor. É uma sucessão de atos de amor gratuito. E porque são gratuitos são fecundo. GERAR não é só dar a vida, mas gerar é fazer com que por muitos atos àquela vida se desenvolva, cresça se plenifique chegue a plenitude.
Exemplo: Uma pessoa pode nunca ter criado, mas viva a plenitude da paternidade. Quantas crianças adotadas chegam ao lar e são geradas porque se cria uma vida, mas gera uma pessoa, são gerados, desenvolvido e chegam a plenitude da pessoa, e por isso
o Santo Padre insiste que a plenitude da paternidade é gerar não criar.
CRIAR: Dar existência, Dar origem, Dar princípio a; produzir, inventar, imaginar. Para criar é necessário só dar a vida, mas para gerar é necessário doar a sua própria vida por meio de sucessivos atos de amor gratuito. Em cima dessa base podemos refletir: Às vezes nós pensamos que fundar uma comunidade é só criar uma comunidade “vamos criar uma comunidade, nos damos tão bem e hoje se fala tanto em comunidade… vamos montar um esquema e fundamos uma comunidade, eu sou o fundador, fulano é o co-fundador, beltrano é formador geral, coordenador geral”.
O carisma de fundação é necessário não só criar, mas gerar a comunidade é necessário não só fazer com que a comunidade nasça, não só dar a vida a comunidade, mas é necessário DOAR SUA VIDA PARA GERAR ESSA COMUNIDADE, fazer com que ela se desenvolva, cresça e chegue sua plenitude no carisma, chegue a sua plenitude daquilo que Deus quer para ela por meio de uma vida doada, por meio de uma vida entregue, por meio de uma vida consumida e não há outra forma: fundar uma comunidade não é cria-la é GERÁ-LA com todas as conseqüências que isso implica”.
Moisés Azevedo - Comunidade Shalom
“Por causa do cansaço, às vezes não vemos a hora de determinada coisa acabar. Mas, se nos lembramos de que é preciso viver o momento presente, chegamos ao fim totalmente aliviados. Porque, se nos concentramos no momento presente, somos como que transportados e construímos, a cada momento, para a outra vida” (Chiara Lubich).
Retomo novamente a frase de Chiara Lubich para incentivar você a ruminá-la deixando o próprio Deus suscitar em cada um de nós a alegria de viver bem cada coisa que realizamos. Lembre-se de Jesus: “Ele fazia bem todas as coisas”. Lembro aqui também do nosso fundador, Pe Jonas, que diz: “O segredo do meu ser incansável é viver bem cada momento no tempo que se chama hoje”. Papa João Paulo II dizia: “Todo o nosso trabalho há de ser feito com alegria. Só assim o bem será feito”. Não devemos deixar-nos ser arrastados pela ansiedade.
A Palavra de Deus nos ensina a trilhar este caminho. Jesus era assíduo na aplicação ao estudo da Palavra. Vamos nos aplicar na leitura da e estudo da Palavra de Deus. Ela verdadeiramente é fonte de luz que ilumina nossos passos, nossas decisões. Ela nos ajuda e nos ensina a rezar. Veja: “Jesus é a única fonte do verdadeiro conhecimento de si, e isto acontece somente partindo Dele. Nós levamos o ícone de Cristo em nosso corpo. Somos o seu ícone. Somos o visível do invisível. Neste sentido, Jesus Cristo é a melhor escola de aprendizagem e maturidade de tudo aquilo que em nós é verdadeiramente humano” (Dom Gambino).
Verinha
“A escola da fé não é uma marcha triunfal, mas um caminho marcado por sofrimento e amor, provas e fidelidades a renovar em cada dia” (Bento XVI).

Luzes e sombras
Trevas e luzes
Vida e morte
Verdade e mentira
Amor e dor
Perdão e mágoa
Alegria e Tristeza
Contrários que estão dentro de mim
Contrários que parecem
levar-me ao desânimo,
ao desespero
E, no entanto,
uma voz ecoa
da minha consciência
que entre lágrimas
sangue e suor
me fazem entender que
a vida é feita de luta
que sempre será assim
e que não dá mais pra voltar…
Verinha
“Desejo comunicar uma pequena experiência que fiz, experiência pessoal mas que marcou a minha alma e que espero possa ser útil também a outras pessoas. Nesses dias peguei um livro que recebi de presente. O título é: O segredo de Madre Teresa, de Calcutá, naturalmente. Eu o abri no meio, na parte em que fala da “mística da caridade”. Li esse capítulo e outros. Mergulhei com muito interesse naquelas páginas. Tudo o que se refere a essa futura santa me diz respeito pessoalmente, pois, durante anos, ela foi uma preciosíssima amiga minha.
Emerge, de modo muito claro, o radicalismo extremo da sua vida, da sua vocação sem meias medidas, que impressiona e quase assusta. Mas, sobretudo, que me impulsiona a imitá-la naquele típico empenho, radical e sem meias medidas, que Deus exige de mim. De fato, cada carisma é uma maravilhosa flor, singular, irrepetível, diferente das demais, tal como pensava também Madre Teresa. Quando nós nos encontrávamos, ela me repetia: “O que eu faço, você não pode fazer. O que você faz, eu não posso fazer”.
Animada por essa convicção, retomei o nosso Estatuto, convencida de que encontraria nele a medida e o modelo do radicalismo de vida que Deus pede a mim. Eu o abri e, logo na primeira página, levei um pequeno choque espiritual, como se tivesse feito uma descoberta naquele momento. E faz quase 60 anos que eu a conheço! Trata-se da “norma das normas, da “premissa de qualquer outra regra” da minha e da nossa vida: gerar - como se exprimia o Papa Paulo VI - e manter antes e acima de tudo, inclusive nas grandes ações, nos compromissos extraordinários, nos sucessos pelo Reino, Jesus entre nós por meio do amor recíproco.
Porque - compreendi logo - é esta a minha e a nossa função mais importante, especialmente hoje: ser, na Igreja, uma pequena Maria, “uma sua presença na Terra e como que uma sua continuação” individualmente e com toda a Obra; ser outra Maria, que oferece Jesus ao mundo.
Mas, é preciso aquele amor refinado que não mede, que sabe espiritualmente fazer-se nada diante do próximo. Na nossa vida, nem sempre tudo é perfeito: alguma palavra a mais, minha ou das outras, algum silêncio prolongado demais; um julgamento apressado, algum pequeno apego, um sofrimento mal suportado. Tudo isso, certamente incomoda Jesus entre nós, quando não impede a Sua presença.
Compreendo que devo ser a primeira a dar espaço a Ele, aplainando tudo, preenchendo tudo, dando sabor a tudo com a máxima caridade, suportando tudo - nas outras e em mim. Suportando: uma palavra que geralmente não usamos, mas que é muito aconselhada por são Paulo. Suportar não é certamente um ato de caridade qualquer, é uma caridade especial: a quintessência da caridade.
Eu começo. E a experiência até que não vai mal. Pelo contrário, progride! Sinto o dever de fazer primeiro toda a minha parte; e surte efeito. Além do mais, preenche o meu coração de felicidade, talvez porque, assim, Ele volta a tornar-se presente e permanece entre nós.
E a minha alegria chega ao ápice quando me vêm à mente as palavras de Jesus: “Misericórdia eu quero e não sacrifício” (Mt 9,13). Misericórdia! Eis a caridade refinada que nos é pedida e que vale mais do que o sacrifício, porque o melhor sacrifício é este amor, que sabe inclusive suportar, que sabe, quando necessário, perdoar e esquecer.
Para sermos “pequenas Maria”, para garantir a presença de Jesus no mundo, é preciso viver a “premissa de qualquer outra regra”, naquela mútua e contínua caridade que floresce em misericórdia. Este é o radicalismo, esta é a “medida sem meias medidas” que se exige à nossa vida”.
De Chiara Lubic