Jesus levanta os abatidos

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 6:54 pm on Tuesday, October 30, 2007

 

“Jesus está disposto a levantar todos os derrotados como levantou aqueles dois discípulos de Emaús. Quando Ele perguntou o que eles estavam conversando e porque estavam daquele jeito, imediatamente começaram a falar coisas negativas. Estavam tão “pra baixo” que nem sequer reconheceram Jesus. Eles eram discípulos e não O reconheceram!Quando estamos com o coração e o espírito derrotado, perdemos a visão de tudo, até mesmo do divino e do sobrenatural.

Quando a decepção acontece, você tem a impressão de que Deus é ausente e não resolveu a sua situação. Se Ele existisse teria resolvido tudo.Aqueles dois discípulos andavam antes com Jesus, O escutavam e viram todos os milagres. Quando Ele morreu, ficaram tão derrotados que andaram um dia inteiro com Jesus sem reconhecê-Lo.

Você que está triste, que sente Deus ausente por não tomar conhecimento da sua situação, que sente uma descrença porque ainda não conseguiu apalpar Deus, saiba que quando estamos derrotados não reconhecemos nem mesmo os mais íntimos.Os discípulos, dos quais um era Cléofas e outro era… (seu nome), não sentiram a presença de Jesus devido aos sentimentos que tinham. Jesus, porém, quis se manifestar aos dois, e Ele hoje quer se manifestar a você. Eles “vomitaram” para Jesus todo o negativismo e decepção pelo fato de terem vivido tanto tempo com Jesus acreditando que Ele era o Messias e que tinha vindo trazer a salvação a Israel, só que os próprios chefes do povo O julgaram, condenaram e crucificaram.

Disseram que viram Ele ser sepultado e que já fazia três dias que isso tinha acontecido. Em seu estado negativista disseram ainda:“É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram” (Lc 24,22-24).Era o caso dos discípulos saírem gritando que Jesus havia ressuscitado. Pois eles tinham ouvido falar que Ele ressuscitaria no terceiro dia… Só que esqueceram de tudo. Realmente nossa derrota tira a fé em tudo aquilo que acreditamos, porque o derrotado começa não acreditando em si próprio. O derrotado rejeita tudo, e a primeira rejeição é contra si mesmo e se estende para todos.

Jesus está repetindo que assim como fez questão de andar e estar com os dois discípulos de Emaús, Ele está e sempre esteve com você, até mesmo naquela situação que jogou você no chão; também na sua situação de derrota, se rejeitando a si mesmo e a tanta gente no seu ressentimento, na sua mágoa, na sua decepção”.

Pe. Jonas Abib

Encontro

Filed under: Meus poemas — Vera Lúcia at 10:52 pm on Friday, October 26, 2007

Para todos os meus amigos

Encontrar-te é

Não estar perdido,

É encontrar um sinal,

Um ponto, uma referência, um tesouro,

Um amigo

Encontrar-te é

Encontrar alguém que não está perdido,

Mas bem guardado

Deus fez mais… Ele te separou dentre muitos para que fosses um sinal,

Uma referência

Um valioso tesouro

Encontrar-te é

Ser presenteado

É poder ser como criança que se alegra sem ter receio de se expor e dizer:

Que alegria! Ganhei um presente! Encontrei um amigo!

Encontrei um tesouro!

Ele me leva a Deus no sorriso ou na lágrimas,

Independe do caminho

Encontrar-te é

Poder experimentar o doce cálice da vida,

Tocar na verdade, ainda que sofrida,

Com muita dor…

Sou feliz…

Porque encontrei um amigo,

Um tesouro.

É tempo de busca

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 8:21 pm on Tuesday, October 23, 2007

“Tarde Vos amei,
ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde Vos amei!
Eis que habitáveis dentro de mim,
e eu, lá fora, a procurar-Vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes.
Estáveis comigo e eu não estava Convosco!
Retinha-me longe de Vós
aquilo que não existiria,
se não existisse em Vós.
Porém, chamastes-me,
com uma voz tão forte,
que rompestes a minha Surdez!
Brilhastes, cintilastes,
e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes Perfume:
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós.
Saboreei-Vos
e, agora, tenho fome e sede de Vós.
Tocastes-me
e ardi, no desejo da Vossa Paz”
(Santo Agostinho)

Dicas para rezar com os salmos

Filed under: Lectio Divina, Espiritualidade — Vera Lúcia at 4:36 pm on Friday, October 19, 2007

 

O Cardeal Carlo Martini nos oferece algumas dicas preciosas para a leitura e a oração através dos salmos. Rezar com os salmos e seguir o exemplo de Jesus: os salmos eram a oração de Jesus. Os salmos “são palavras humanas dirigidas a Deus, mas também palavras de Deus dirigidas aos homens” (Dom Zevini).

Quero partilhar com você as dicas do Cardeal Martini. Tenho feito a experiência de rezar os salmos com a liturgia das horas e vejo que eles tem contribuido neste caminho da vida de oração:

“Leia atentamente o Salmo, com calma, num ambiente de silêncio. Depois tome uma imagem, alguma palavra ou versículo do Salmo que tenha chamado atenção, e fique um pouco mais de tempo sobre isso. É um método de oração fácil, que experimentei em toda parte, também nas prisões. Tenho visto como facilmente as pessoas começam a rezar assim” (Cardeal Martini). Gostria de receber sua partilha com esta experiência.

Verinha

 

Orar antes de iniciar a leitura bíblica

Filed under: Lectio Divina — Vera Lúcia at 4:08 pm on Thursday, October 18, 2007

 

Ó Deus,
torna meu espírito digno
de encontrar sua alegria
na compreensão do Mistério de Cristo,
teu Filho bem-amado,
revelado nas Escrituras.
Acende tua Santa Luz, no meu coração,
a fim de que meu espírito penetre
para além das palavras escritas com tinta…
Que eu veja, com os olhos iluminados,
os sagrados mistérios escondidos
na tua Boa Nova.
Concede, ó meu Senhor, por tua graça,
e tua misericórdia, que tua lembrança
nunca desapareça do meu coração,
nem de dia nem de noite.
Amém.
(Filoxênio de Mabbong)

O ápice do amor

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 7:27 pm on Tuesday, October 16, 2007

Jesus, por volta das três horas, grita em voz forte:
‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’ (Mt 27,46).

É o ápice de suas dores,
é a sua paixão interior.
É o drama de um Deus que grita:
“Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?”
Infinito mistério, dor abissal
que Jesus experimentou como homem.

Dá a medida do seu amor pelos homens.
Quis assumir sobre si a separação
que os mantinha distantes do Pai e entre eles.
E a preencheu.

Qualquer dor do homem
está sintetizada
nesta particular dor de Jesus.

Não é semelhante a Ele o angustiado, o solitário, o árido,
o desiludido, o fracassado, o fraco?
Não é imagem dele cada divisão dolorosa
entre os membros de uma mesma família?
Amando-o, o cristão encontra motivo e força para não fugir do sofrimento, do mal, da divisão,
mas para aceitá-las e oferecer um remédio.

Jesus Abandonado é a chave da unidade.

( dos escritos de Chiara Lubich)

É difícil mudar?

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 3:36 pm on Tuesday, October 16, 2007

 

Hoje fiquei pensando nas palavras do apóstolo Paulo quando ele diz que “muitas vezes fazemos o mal que não gostaríamos”. Depero-me continuamente com meus defeitos e com aquilo que em mim é mal, defeituoso. Diante desta verdade, duas posições se instalam em mim: a primeira postura é a do desânimo, de que não vale a pena lutar e que eu não vou mudar nunca. Somado a isso vem o sentimento de culpa, o sentimento de vergonha. Quantas vezes dizemos coisas que ferem as pessoas, fazemos gestos que machucam. A segunda postura é a do arrependimento, da luta e da necessidade de ir além. Não é fácil! Hoje tomo ocnsciência que o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é exigente e desafiante. É preciso decisão firme para continuar, para não desistir.

Tudo parece nos querer tirar do caminho. É preciso nada contra a correnteza. Tenho clareza que sem a ajuda do alto não conseguimos ir muito longe. Por isso no dia de hoje quero me entregar ao Espírito Santo e dar total liberdade para ele agir em mim. Que ele me ajude a perceber o que em mim precisa ser mudado. Eis minha oração de hoje: Espírito Santo que eu veja! Espírito Santo que a tua luz possa brilhar!

Verinha

A Fragilidade da vida

Filed under: Formação humana, Vivências — Vera Lúcia at 5:05 pm on Tuesday, October 9, 2007

No silêncio do santuário - (Cf salmo 39)

Ó Deus, fonte e senhor de toda a vida, como nos custa ver partir certas pessoas!

Num repente e para sempre, fecham os olhos

e deixam de existir sobre a terra.

Tenho presente as mortes súbitas,

diante das quais ficamos sem palavras:

o silêncio abafa-nos como manto pesado!

E que dizer da partida inesperada de jovens

ou de crianças a quem a doença ou o acidente tiram a vida?

Esmagados pela dor, pais e amigos ficam calados,

mas sem proveito, pois não encontram explicação.

Arde-lhes no peito o coração em chama viva,

que a intensidade do sofrimento acendeu.

Então, a sua boca não pode deixar de te gritar:

- Porquê, Senhor, a vida lhes foi retirada

e não lhes foi permitido continuar connosco?

Ó Pai celeste, dá-nos a conhecer o mistério da vida.

Tornam-se curtos os dias do homem sobre a terra;

diante de ti a existência humana é como nada;

o homem não é mais que um sopro;

Ele passa como simples sombra!

Em vão que se agita e amontoa riquezas.

Ele é como um peregrino de passagem,

um hóspede em breve estadia sobre a terra.

É frágil a vida humana, que podemos esperar?

A nossa esperança está em ti: livra-nos do desespero.

Não nos deixes sucumbir sob o peso da dor.

Ilumina as densas trevas de quem perdeu uma pessoa querida

e não permitas que desfaleça sob a amargura;

dá-lhes uma sólida fé na comunhão dos santos.

Senhor, ouve a nossa oração,

escuta este lamento por quem sofre o luto:

não fiques insensível às suas lágrimas.

Deixa-nos respirar por longos dias,

permite-nos apreciar a vida como um dom

que confias à nossa responsabilidade,

para dele usufruirmos, fazermos render no amor e no trabalho,

e, finalmente, to devolvermos,

na confiança de que tu no-lo devolves,

para o vivermos em plenitude, em comunhão eterna.

(Pe. Jorge Guarda)

Como é linda a nossa família!

Filed under: Uncategorized — Vera Lúcia at 9:14 pm on Monday, October 8, 2007

ATENÇÃO! ATENÇÃO!

Você gostaria de conhecer melhor sobre a Vocação Canção Nova? Vai um convite especial pra você:

14 de outubro teremos um Kairós sobre a Vocação Canção Nova

Venha participar conosco.

Traga sua alegria e seu entusiamo!

Verinha

Equipe vocacional

acesse: http://blog.cancaonova.com/vocacional

 

Por uma vida fraterna

Filed under: Novas Comunidades — Vera Lúcia at 8:12 pm on Monday, October 8, 2007

“A vida fraterna é um dom. Antes de ser uma construção humana, antes de ser fruto do empenho pessoal e comunitário, é dom que vem do alto. È o dom do Espírito que torna possível a fraternidade.  

Nos primeiros 11 capítulos  do Gênesis da história da salvação como primeiro episódio podemos acompanhar a queda dos primogenitores, como as conseqüências “sociais” do pecado: divisão entre homem e mulher, desarmonia com a natureza, divisões familiares, divisões dos povos. A história da convivência humana está comprometida pela traça da divisão, conseqüência da ruptura radical  entre a pessoa humana e Deus. A história humana abandonada a si mesma é  uma história de divisões, aversões, agressividades, destrutibilidades, concorrência, opressões: concentra-se aqui todo o pessimismo, instintivo ou refletido, em visões filosóficas, de quem observa desencantado o suceder-se, por vezes caótico e dramático, das contingências humanas.  Num segundo episódio, eis que repentinamente, o sonho parece haver-se tornado realidade. Pessoas que antes não se conheciam agora vivem como irmãos, compartilhando tudo, com um só coração e uma só alma: é o milagre de Pentecostes, é o dom do Espírito que torna possível essa transformação “impossível”.

A  vida fraterna é dom porque veio o dom do Espírito. O dom do Espírito é o fruto da obra do Senhor Jesus, que pregou a paternidade de Deus e, portanto, a fraternidade entre os homens, que deu o exemplo de  como se constrói a fraternidade por meio do serviço, lavando os pés dos discípulos, que orou por sua unidade, que deixou como testamento a Eucaristia, o sacramento da unidade, e que, enfim, morreu  para reunir em uma só família os filhos de Deus dispersos. O dom do Espírito é dado a quem o pede, a quem reza com “perseverança” e “junto” com os irmãos e irmãs” (Pe Giordano Cabra).

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