Ser pobre e abandonado em Deus
Ricardo Gaiotti acolhendo o pedido da Ines enviou seu testemunho sobre a pobreza em sua vida: “Diz um santo que viver da pobreza é ter o Senhor como a única riqueza. Viver assim, não é fácil, a todo o instante sou impulsionado a dar o meu jeitinho nas coisas, a querer resolver as minhas aflições a minha maneira, toda vida tive que tomar decisões rápidas, e hoje na vida consagrada trago em mim muitos vícios frutos da independência.
Assim, viver da pobreza se torna duplamente um desafio, primeiro o de não querer resolver tudo da minha forma, e o segundo de depender unicamente de Deus. Há poucos dias vivi uma experiência assim, precisava ir urgentemente ao dentista, mas era domingo, e a dentista não atendia naquele dia, porém fui impulsionado a querer ir até ela e pedir para me atender no final de semana, pois ela tinha me falado para procurá-la em caso de urgência, quando fui falar com os meus superiores eles disseram que era preciso eu esperar até segunda-feira, relatei sobre a urgência, usei do meu jeitinho, e eles permitiram, com algumas condições, porém a resposta não ressoou bem dentro de mim, alguma coisa dizia ao meu coração que era melhor esperar, fiz a opção por esperar até o outro dia, mesmo sofrendo as conseqüências de perder o meu dente, fiz a experiência de abandonar-me na santa pobreza.
No outro dia, colhi os frutos, o dentista que me atendeu irá fazer o tratamento sem cobrar a mão de obra. Enfim, mas uma vez o Senhor manifestou a sua soberania em minha vida, a mim cabe querer fazer dele a minha única e soberana riqueza. Ser pobre e ser abandonado inteiramente nas mãos do Senhor, e isto é um dom, um desafio, que quero viver em amor ao Reino dos Céus”.
Ricardo Gaiotti