Nosso único tesouro é o Senhor!
“Somos discípulos daquele que viveu a pobreza na sua plenitude (Fil. 2,6-11 e Mc. 14,22-24). Para o seguir somos chamados a mesma vivência radical de pobreza. É o chamado contínuo a todo cristão. Onde existe uma vida cheia de pobreza o Reino de Deus cresce. Por isso, desde o Antigo Testamento até o Novo testamento, e também hoje, Deus procura corações disponíveis e abertos para a expansão do Reino. Ex: Maria e sua pobreza. Somos realmente pobres, portanto, viver como pobres é sabedoria. A pobreza não é passiva, mas ativa, está sempre pronta, disponível para o outro, não mede força para servir, mas joga-se inteiramente na vontade de Deus no momento presente. Exemplo: visitação - tal atitude ativa leva-nos a abrirmo-nos cada vez mais, como rosa exalando sempre os eu perfume.
Somos peregrinos, por isso, tudo o que possuímos e nos apega-mos neste mundo, vai dificultar nossa caminhada e chegada ao lar definitivo. Fomos criados para a vida eterna e esta vida em que vivemos é apenas, um caminho, devemos usar tudo o que ela oferece em função da jornada, mas não podemos parar no caminho atraídos pelas coisas que nele encontramos.
Tudo nesta vida são meios, o fim é a vida eterna. Pobre de coração é aquele que não tem nada, é vazio. Somente num coração totalmente despojado, é que Deus pode fazer morada. Foi numa gruta vazia que Ele nasceu. Somente assim Ele será dentro de nós, tudo aquilo que Ele é na realidade, e então, seremos transformados pela presença viva do menino-Deus, manso e humilde de coração. A vontade de Deus é revelada onde há coração vazio, sem compromisso, onde ela possa ser acolhida, isto é, num coração pobre.
Uma das características fundamentais da pobreza é o desprendimento dos bens materiais. Outra mais importante e mais profunda é o desprendimento de si mesmo (Fil. 2,6-11 e Mt. 10,9; 16,24 e Lc. 9,23). É uma exigência, uma condição para seguir Jesus.
Devemos usar os bens deste mundo sem os possuir, pois nos tornamos escravos daquilo que possuirmos. Bom é não possuir nada , e liberdade é não se deixar possuir; melhor ainda é possuir só Deus, e só a Ele servir… ( Lc. 12,31; Mt 6,19-21 e 33-34). O Senhor nos quer livres para amá-lo, sem apego algum a si mesmo e nem às coisas do mundo. Mesmo na conquista do Reino de Deus, devemos ser livres. Lutamos pela causa do Reino, mas não nos apegamos à luta nem às armas, nem mesmo à conquista em si. Nosso único tesouro e apego é o Rei e Senhor Jesus ( 1 Cor. 6,12)”.
Monsenhor Jonas Abib