Recuperar as funções vitais

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 2:13 pm on Thursday, February 28, 2008

 

Há muitos anos, eu vi a Luzia começar a fazer o programa ‘Clube do Ouvinte’ na Rádio. E quando começou a fazê-lo, ela sempre o iniciava não dando “bom dia”, mas desejando a paz de Jesus. Eu quero, hoje, fazer esse mesmo gesto de nossa mãe espiritual, desejando para você a paz de Jesus. Na língua de Jesus, quando alguém deseja a paz d’Ele, este está desejando que a presença de Deus transforme, de fato, a vida daquela outra pessoa que é saudada. Que a presença da Santíssima Trindade traga ao seu coração a verdadeira paz.  

A Canção Nova não pode e não consegue viver nada sozinha. Fomos feitos para os outros. Ela foi feita para comunicar a todos a vida que ela vive com Jesus. Dividimos com toda a “família Canção Nova” essa graça de viver esta Palavra de Deus: “Por esse motivo, eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos” (II Tm 1, 6). O carisma já está em você, ele já nos foi dado. Não é algo que vem de fora, é algo que já existe em nós e foi dado por Deus.  

Reavivar o dom de Deus significa fazer recuperar as funções vitais. Recuperar aquilo que nos da a vida, que nos mantém de pé. Recuperar em nós o sopro do Espírito, pois é Ele que nos a vida. Por isso, reaviva aquilo que dá vida para você. Reinflame o dom do Espírito, que está em seu interior, para que você não morra!  

É importante perceber nesta ordem de Deus, que o dom já está em nós. Já nos foi dado. É graça, é iniciativa desse Deus que só sabe amar. Se ele deixar de amar, ele deixa de ser Deus. Ele não vai mudar nunca, Ele não se afasta. Nós mudamos, somos inconstantes nos nossos sentimentos, nos afastamos d’Ele, mas Ele não se afasta de nós. Ele não muda! Nós somos inconstantes, mas Ele é constante. Nós somos infiéis, mas Ele é fiel.  

A palavra humana perdeu sua força, mas a Palavra de Deus não perde a sua força e seu poder. Ela [Palavra de Deus] nos garante, hoje, que o dom já está em nós. A ordem d’Ele é para que reinflamemos, reanimemos aquilo que já está dentro de nós. O Espírito Santo já está em nós desde o nosso batismo. Não por sermos dignos, mas por graça divina. Por um decreto da vontade divina, Deus já nos deu o Espírito Santo nesse momento. Por um lado, isso é graça, dom, iniciativa d’Ele. Mas por outro, exige empenho, porque é dom, mas também é tarefa. É o Senhor que toma a iniciativa, mas exige de nós uma atitude. Toda tarefa exige de nós esta atitude. Exige que nos tornemos responsáveis por aquilo com o que nos comprometemos. Deus nos escolheu, e nós, por uma livre iniciativa, também devemos escolher por Ele. Ele quer a nossa livre adesão. O Senhor não é um Deus que nos impõe coisas, mas que as propõe. Então isso exige tarefa, empenho nosso. 

Sempre ouvimos que Quaresma é tempo de conversão e de mudança. Eu peço ao Espírito Santo que Ele coloque em nosso coração que “desta vez é para valer!” Mais do que ontem e menos do que amanhã. Às vezes, nós pensamos que a conversão é para as grandes situações de nossa vida. Mas, precisamos perceber que ela é uma obra de cada momento. Ela se dá no “concreto” do dia-a-dia, nas situações simples da vida. Nós precisamos de conversão no ordinário de nossa vida. E nessa Quaresma nós precisamos ter uma atitude corajosa de escolher e fazer as coisas certas, nas situações comuns do dia-a-dia. Nesta Quaresma, apliquemo-nos em nossa vida de oração, apliquemo-nos no conhecimento de Deus. É dessa forma que eu convido você a “reinflamar o dom de Deus em você”.

Verinha

Confiar… sempre confiar!

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 1:38 pm on Wednesday, February 27, 2008

 

“Confiar na Divina Providência significa confiar nos caminhos da graça de Deus nos quais, a cada momento, há um diálogo especial entre Deus que nos pergunta “Você aceita tal coisa?” e a resposta de “sim” ou “não” que damos a partir da nossa vida. A resposta a estas perguntas e convites cruciais de Deus, vai traçando a nossa história, não só humana, mas de caminhada para o céu. É a nossa chamada de “História de Salvação Pessoal”, pois é algo que Deus faz na vida de cada um, de maneira única, original. È por isso, uma história pessoal e, ao mesmo tempo, certamente, de salvação, pois o nosso Deus de bondade age sempre para nos santificar, uma vez que nossa vida ultrapassa em muito nossa humanidade, abrindo-se para o transcendente, para o eterno, para a vida no seio do Deus vivo. 

Nada do que nos acontece, mesmo que a primeira vista pareça um mal, o é de fato, pois ainda que durante a nossa trajetória fizemos escolhas contrárias à vontade de Deus e por isso erramos, Ele nos vem resgatar como o Pastor que deixa 99 ovelhas por nós. A fé na Divina Providência, então, nos coloca em relação positiva com a história, também com a nossa história, pois cremos na perene bondade e misericórdia de Deus para conosco, que ultrapassa toda razão ou interpretação humana dos fatos. Além disso, sabemos que a vontade de Deus é o melhor para as nossas vidas, mesmo quando ela nos custa. Uma História de Salvação Pessoal franca e cuidadosa com os detalhes leva-nos a ver o quanto Deus nos proporcionou novas chances, o quanto nos protegeu. O quanto fez com que tudo concorresse para o nosso bem.”

Verinha

Perdoar é amar!

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 6:39 pm on Tuesday, February 26, 2008

 

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo! ‘ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”.

Mateus 5, 43-48 Jesus deseja que seus discípulos alarguem as medidas do seu amor. Não devemos amar somente aqueles que merecem ser amados, mas também aqueles que precisam de nosso amor e perdão para ser envolvidos pela misericórdia de Deus. A esses, a Bíblia chama de nossos “inimigos”, ou seja, aqueles que precisam que nosso amor seja insistente para alcançá-los. Por isso, em outro lugar, Jesus fala de um amor que insiste 70×7… Amar o inimigo quer dizer concretamente perdoar. Muitos são os que não sabem como começar a perdoar ou não conseguem distinguir se perdoaram ou não alguém que lhes feriu o coração.

O critério de Jesus é claro: o perdão começa a acontecer quando oramos por nossos inimigos, aqueles que nos magoam e perseguem. Quando abrimos nosso coração e nossos lábios para invocar a bênção de Deus sobre alguém que deixou marcas negativas em nossa vida, então esse é o sinal concreto de que o perdão já começou e vai dar frutos de paz em nosso coração. Mesmo aqueles que não podemos alcançar por nossas palavras ou gestos de reconciliação, podem ser alcançados por nossa oração. Esse é o primeiro passo, e pode ser dado ainda no dia de hoje…

Perdoar é um dever e um direito Ao nos ensinar a mais bela oração, saída de seu coração de Filho, Jesus ensinou-nos também a mais preciosa das lições do amor: a lição do perdão. É bem claro o alerta dado pelo Mestre: “se não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que cometestes” (Mt 6, 15). Por isso Jesus nos ensinou a orar diariamente “perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (Mt 6, 12). Perdoar não é somente um dever de todo servo obediente de Deus, mas é também um direito de todo filho que deseja viver reconciliado com o Pai. Você tem o direito de perdoar, porque Jesus na cruz lavou em amor misericordioso todos os pecados do mundo, incluindo aqueles que possam ter ferido você. Deixe fluir o rio de amor que brota da cruz: seja um canal por onde o perdão de Deus chega àqueles que dele precisam, e o próprio Senhor se encarregará de perdoar seus erros e pecados. Perdoe e seja perdoado”.

Ore agora, pedindo que o amor de Deus jorre através de seu coração:

Pai bondoso, desejo exercitar hoje a lição do perdão. Peço-te a graça da vigilância, para estar atento a toda oportunidade de derramar o teu amor sobre aqueles que hoje passarem por mim e deixarem marcas em meu coração. Recorda-me nessa hora, Senhor, que o teu Filho Jesus já tomou sobre si toda vergonha, toda humilhação, toda injustiça, toda perseguição, a fim de que eu ficasse livre e capaz de retribuir o mal com o bem. Pai, em Nome de Jesus, hoje vou exercitar o meu direito de perdoar, para permanecer em paz contigo e com todos, abrindo meu coração para todas as bênçãos do céu. Oro, agora, por todos os que estavam prisioneiros no meu coração (talvez seja bom recordar especificamente algumas pessoas, não é?). Permito chegar até eles o sangue de Jesus derramado na cruz. Obrigado, Pai, porque esse sangue bendito e salvador foi derramado igualmente por mim e por eles, pelos meus pecados e pelos pecados que me feriram. Obrigado, Pai, porque a paz pode voltar a reinar em meu coração, pela graça do perdão que flui hoje em mim. Muito obrigado, Senhor.  

Nossa história - uma história de amor!

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 1:52 pm on Monday, February 25, 2008

 

“O jovem deve entender que há na sua vida uma presença de Deus que ele ainda não conhece, e que essa presença se faz sentir todos os dias de sua existência, porque ‘cada dia foi feito pelo Senhor’, cada dia tem um teofania diferente. Esta é uma verdade preciosa que deve ser entendida e sempre lembrada, como se fosse uma Palavra que Deus dirigiu à pessoa e na qual se resume o sentido de sua vida. É algo extremamente precioso, que o indivíduo não pode perder de modo nenhum, ou correr o risco de esquecer. Vale a pena todo sacrifício para descobrir essa palavra-acontecimento por detrás dos episódios da própria vida…”

(Pe. Amedeo Cencine)

Testemunhas do Amor!

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 8:29 pm on Friday, February 22, 2008

 

“É por isto que todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros » (Jo  13,35). Se verdadeiramente contemplamos o rosto de Cristo, amados irmãos e irmãs, a nossa  programação pastoral não poderá deixar de inspirar-se ao « mandamento novo » que Ele nos deu:  « Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros » (Jo 13,34).  É o outro vasto campo, em que se torna necessário um decidido empenho programático a nível da  Igreja universal e das Igrejas particulares: o da comunhão (koinonia), que encarna e manifesta a  própria essência do mistério da Igreja. A comunhão é o fruto e a expressão daquele amor que,  brotando do coração do Pai eterno, se derrama em nós através do Espírito que Jesus nos dá (cf.  Rom 5,5), para fazer de todos nós “um só coração e uma só alma” (At 4,32). Ao realizar esta  comunhão de amor, a Igreja manifesta-se como sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima  união com Deus e da unidade de todo o gênero humano.

A tal respeito, as palavras do Senhor são tão precisas que não é possível reduzir o seu alcance. A  Igreja terá necessidade de muitas coisas para a sua caminhada histórica, também no novo século;  mas, se faltar a caridade (ágape), tudo será inútil. O apóstolo Paulo recorda-no-lo no hino da  caridade: Ainda que falássemos as línguas dos homens e dos anjos e tivéssemos uma fé capaz « de  transportar montanhas », mas faltasse a caridade, de « nada » nos serviria (cf. 1 Cor 13,2). A  caridade é verdadeiramente o « coração » da Igreja, como bem intuiu S. Teresa de Lisieux que eu  quis proclamar Doutora da Igreja precisamente como perita da scientia amoris: « Compreendi que  a Igreja tem um coração, um coração ardente de amor; compreendi que só o amor fazia atuar os  membros da Igreja […]; compreendi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é  tudo.   Uma espiritualidade de comunhão.

Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no  milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas  mais profundas do mundo. Que significa isto em concreto? Também aqui o nosso pensamento poderia fixar-se imediatamente  na ação, mas seria errado deixar-se levar por tal impulso. Antes de programar iniciativas  concretas, é preciso promover uma espiritualidade da comunhão, elevando-a ao nível de  princípio educativo em todos os lugares onde se plasma o homem e o cristão, onde se educam os  ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constróem as famílias e as  comunidades. Espiritualidade da comunhão significa em primeiro lugar ter o olhar do coração  voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz há-de ser percebida também no  rosto dos irmãos que estão ao nosso redor. Espiritualidade da comunhão significa também a  capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, como « um que  faz parte de mim », para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus  anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade.  Espiritualidade da comunhão é ainda a capacidade de ver antes de mais nada o que há de positivo  no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus: um « dom para mim », como o é para o  irmão que diretamente o recebeu. Por fim, espiritualidade da comunhão é saber « criar espaço »  para o irmão, levando « os fardos uns dos outros » (Gal 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que  sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem esta  caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores da comunhão. Revelar-se-iam  mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e  crescimento”

(Papa João Paulo II).

Jesus - sempre presente!

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 2:58 pm on Friday, February 22, 2008

 

Tu estás! 

“Quero encontrar-me contigo, Jesus, mesmo com muitas pessoas ao meu redor.

Quero recolher-me contigo na intimidade do meu coração;

Entrar na tenda e silenciar…

E mesmo que eu não ouça a tua voz, nem sinta tuas mãos nas minhas,

nem sinta teu calor junto ao meu corpo para proteger-me,

quero ao menos ter a certeza de que estás aqui, estás comigo,

estás dentro da tenda e de lá não sairás.

E quando eu estiver com medo, posso entrar. E Tu vais estar lá.

Mesmo que eu não veja, não toque, não sinta, Tu estás, Jesus!

E quando eu estiver cansada, sei que posso entrar na tenda,

na intimidade do meu coração,

e ali, mesmo que meu corpo esteja trabalhando,

mesmo que minha mente esteja agitada,

meus sentimentos confusos…

Ali minha alma repousará em paz!

Quando o barulho exterior for grande e afligir minha alma, posso entrar na tenda,

e sei que lá, em silêncio, Tu estás!

Quando eu me sentir sozinha, quando pensar que todos me abandonaram,

quando não me sentir amada e pensar que sou rejeitada,

posso entrar, porque sei que ali, Tu estás, sempre a me amar.

E quando eu já não tiver mais forças,

e minha mente atordoada não me permitir repousar,

e nem sequer eu conseguir calar, não conseguir dar passos para entrar…

Não vou me preocupar. Porque sei que Tu estás. E isso basta!

E quando eu me perder?  quando tiver que deixar?

E quando eu sentir que te perdi, Senhor?

E se eu Te perder, meu Senhor?

Tu me encontrarás!

Estás dentro e não fora. Não vou me preocupar.

Se não sinto, se não ouço, se não vejo e não toco.

Se me perco, se caio… se Te perco, Senhor!

Não me preocupo, Tu estás! E isso basta!”

( Marcelle Peres )

Em tudo um sentido!

Filed under: Frases que marcam — Vera Lúcia at 6:33 pm on Thursday, February 21, 2008

 

“Os pequenos e grandes desprazeres, as desiluções e as provações, não devem afastar-nos da alma bíblica que sempre e em todas as circunstâncias está alegre e a cantar”

(Cardeal Martini)

O valor da verdade!

Filed under: Frases que marcam — Vera Lúcia at 9:48 pm on Friday, February 15, 2008

 

“A verdade não nos humilha, ela devolve a nossa dignidade de pessoa” (Dom Cláudio Hummes)

Tua presença me acompanha!

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 4:26 pm on Monday, February 4, 2008

“Para onde quer que vá minha vida, Tu estás ao meu lado. Nada poderá separar-me do te amor… Eu me sinto sempre cheia de gratidão quando eu penso nos encontros maravilhosos e misteriosos proporcionados por Deus em nossa vida”

(Edith Stein)

Um aparente fracasso!

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 3:59 pm on Sunday, February 3, 2008

 

“É preciso enfrentar as dificuldades do dia-a-dia como oportunidades certas de configuração ao aparente fracasso de Jesus na cruz, confiando que a viória virá. É certo, a vitória virá!”

(Verinha)

Next Page »