A Aurora vem

Filed under: Meus poemas — Vera Lúcia at 2:23 pm on Monday, March 31, 2008

A Virgem esta caminhando apressada

Ela tem um encontro

Ela traz em si um Menino

E o Menino traz em si o Espirito,

Eles são um… 

A Aurora vemtrazendo em si o Sol

e por onde passa

O Vento sopra jogando

as folhas velhas no solo que o fecundam para o novo

E novas folhas brotam 

As plantas acordam como de um sono

e botoes de varias cores e tamanho

surgem dando cor ao dia 

A Virgem chega

e não se percebe cansada

porque foi impelida a encontrar sua prima

Ela traz em seus labios um canto novo

que brota de seu ventre

que guarda o Menino

que traz em si o Espirito

que e um com Ele e o Pai 

E o canto Magnifico

ecoa pela manhã

pelo dia por anos e anos

pelos seculos

para sempre

(Graça Maria)

Amor se paga com amor…

Filed under: Novas Comunidades, Vivências — Vera Lúcia at 7:33 pm on Monday, March 24, 2008

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“O Pai criador e doador de todo bem atrai a si as criaturas humanas por um amor de predileção e em ordem a uma missão especial. A pessoa chamada entrega-se por amor de Deus, que a quer exclusivamente ao seu serviço, e consagra-se totalmente a ele e a seu desígnio de salvação. 

Está aqui o sentido da vocação à vida consagrada: uma iniciativa total do Pai, que requer daqueles que escolhe uma resposta de dedicação plena e exclusiva. A experiência deste amor gratuito de Deus é tão íntima e forte que a pessoa sente que deve responder com dedicação incondicional da sua vida, consagrando tudo, presente e futuro nas suas mãos. Por isso mesmo, como ensina S. Tomás, pode-se compreender a identidade da pessoa consagrada a partir da totalidade da sua oferta, comparável a um autêntico holocausto. 

A nossa alma, dizem os Santos Padres, é uma imagem viva da Santíssima Trindade, uma espécie de retrato em miniatura, pois que o próprio Espírito Santo  vem imprimir em nós como um sinete sobre cera branda, e  assim nela deixa  a sua divina semelhança. Daqui concluem que a alma em estado de graça é duma beleza arrebatadora, pois que o artista, que nela pinta esta imagem, é infinitamente  perfeito, visto ser o próprio Deus”.

(Dos escritos do Pe. Amedeo Cencine)

Ressurreição - oportunidade de recomeçar!

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 4:16 pm on Saturday, March 22, 2008

 

Uma amiga me enviou um e-mail dizendo que estava perdida, que havia se distanciado de Deus e sentia-se em pecado. Estávamos próximos de iniciar o Tríduo Pascal. Quando li aquele e-mail e o desespero que nele havia não tive dúvidas de dizer pra ela: Você pode recomeçar! Você pode recomeçar sempre! Sempre! Deus está esperando por você com saudade. Ele ama você. Essas palavras ressoaram dentro dela com voz de libertação e de esperança: havia uma chance! É possível! Alguém acreditou nela! Talvez do seu lado exista alguém que está precisando do seu amor e desta inciativa de dizer a ela que você acredita. É possível recomeçar sempre! Entendi, mais uma vez, que Páscoa é passagem! Ressurreição é oportunidade de recomeçar! Sempre… sempre… Feliz Páscoa!

Verinha - Comunidade Canção Nova

Heróica lição de amor

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 2:04 pm on Thursday, March 20, 2008

 Meditação sobre a sexta-feira santa

“Ele havia dado tudo: uma vida ao lado de Maria, em meio aos incômodos e na obediência. Três anos de pregação revelando a Verdade, dando testemunho do Pai, prometendo o Espírito Santo e fazendo todo tipo de milagres de amor. 

Três horas na cruz, desde a qual perdoa os verdugos, abre o Paraíso ao ladrão, dá-nos a sua Mãe e, finalmente, seu Corpo e seu Sangue depois de ter-nos dado misticamente, na Eucaristia. Restava-lhe a divindade. Sua união com o Pai, a dulcíssima e inefável união com Ele, que o havia tornado tão potente na terra, como Filho de Deus, e ainda na cruz mostrava sua realeza, este sentimento da presença de Deus, devia ir desaparecendo no fundo de sua alma, até não senti-lo mais; separá-lo de algum modo d’Aquele do qual disse que era uma só coisa com Ele: «O Pai e eu somos um» (Jo 10, 30). Nele, o amor estava anulado, a luz apagada; a sabedoria calava. 

Ele se tornava nada, então, para tornar-nos partícipes do Todo; verme da terra (Salmo 22, 7), para tornar-nos filhos de Deus. Estávamos separados do Pai. Era necessário que o Filho, no qual todos nos encontrávamos, provasse a separação do Pai. Tinha de experimentar o abandono de Deus para que nós nunca mais nos sentíssemos abandonados. Ele havia ensinado que ninguém tem maior caridade que aquele que dá a vida pelos amigos. Ele, a Vida, dava tudo de si. Era o ponto culminante, a expressão mais bela do amor. 

Seu rosto está detrás de todos os aspectos dolorosos da vida; cada um deles é Ele. Sim, porque Jesus que grita o abandono é a figura do mundo: já não sabe falar. É a figura do cego: não vê; do surdo: não ouve. É o cansado que se queixa. Aparece a desesperança. É o faminto de união com Deus.É a figura do desiludido, do traído, parece ter fracassado. E medroso, tímido, desorientado. 

Jesus abandonado é a treva, a melancolia, o contraste, a figura de tudo o que é raro, indefinível, que parece monstruoso, porque é um Deus que pede ajuda. É o solitário, o desamparado. Parece inútil, um descartado, transtornado. Podemos vê-lo em cada irmão que sofre. Aproximando-nos dos que se parece com Ele, podemos falar-lhes de Jesus abandonado. 

Aos que se descobrem semelhantes a Ele e aceitam compartilhar seu destino, Ele se converte, para o mundo, na palavra; para quem não sabe, a resposta; para o cego, a luz; para o surdo, a voz; para o cansado, o descanso; para o desesperado, a esperança; para o separado, a unidade; para o inquieto, a paz. Com Ele, as pessoas se transformam e o absurdo da dor adquire sentido.Ele havia gritado o porquê, ao qual ninguém havia dado resposta, para que tivéssemos a resposta a cada por que. 

O problema da vida humana é a dor. Qualquer tipo de dor, por mais terrível que seja, sabemos que Jesus o fez seu e transforma, por uma alquimia divina, a dor em amor. Por experiência, posso dizer que apenas nos alegramos por uma dor para ser como Ele e depois continuamos amando fazendo a vontade de Deus; a dor, se é espiritual, desaparece, e se é física, converte-se em jugo suave. 

Nosso amor puro em contato com a dor a transforma em amor; de certa forma a diviniza, quase continuando em nós – por assim dizer – a divinização que Jesus fez da dor.E depois de cada encontro com Jesus abandonado, amado, encontro Deus de um modo novo, mais face a face, mais evidente, em uma unidade mais plena. A luz e a alegria voltam e, com a alegria, a paz, que é fruto do Espírito. A luz, a alegria, a paz que nascem da dor amada causam impacto e conquistam as pessoas mais difíceis. Pregados na cruz se é mãe e pai de almas. A máxima fecundidade é o efeito. Como escreve Oliver Clément, «o abismo, que por um instante abriu aquele grito se vê cumulado pelo grande sopro da ressurreição». 

Anula-se qualquer tipo de desunião, a separação, e as rupturas são curadas, resplandece a fraternidade universal, há lugar a milagres de ressurreição, nasce uma nova primavera na Igreja e na humanidade”.  

  (Dos escritos de Chiara Lubic)

Contemplar o Crucificado!

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 8:44 pm on Tuesday, March 18, 2008

Ele por si só fala, qual é a sua resposta?

Verinha

O Sim a Deus - Obrigada Chiara!

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 6:16 pm on Friday, March 14, 2008

  Como responder com o amor ao Amor de Deus?

Na nossa mente se fixou a frase:

Não quem diz: Senhor, Senhor

entrará no Reino dos Céus,

mas aquele que faz a vontade do meu Pai… (Mt 7,21)

Portanto fazer a vontade de Deus é amar Deus.

Não significa resignação,

como muitas vezes se entende,

mas a maior aventura divina

que pode acontecer a uma pessoa:

a de seguir não a própria vontade mesquinha, não os próprios projetos limitados, mas Deus.

Realizar o desígnio que Ele tem para cada um de seus filhos:

um desígnio divino, inimaginável, riquíssimo.

A vontade de Deus é a pérola preciosa.

É a descoberta de um caminho de santidade feito para todos:

Todos a podem viver, em qualquer lugar, situação, vocação.

É o bilhete de ingresso das multidões à santidade.

(dos escritos de Chiara Lubich)

Obrigada Chiara, teu sim alimenta nossa caminhada

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=254191

 

O mistério de adoração da cruz!

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 5:51 pm on Tuesday, March 11, 2008

 

“O que é o Cristianismo senão a imitação de Jesus Cristo? Tanto assim que Paulo resumirá todos os deveres cristãos no de imitar o Nosso Senhor. Jesus é modelo perfeito; até mesmo por confissão daqueles que não crêem na sua divindade, Jesus é o protótipo mais acabado de virtude que jamais apareceu na terra. Praticou as virtudes em grau heróico, e com as disposições interiores mais perfeitas: religião para com Deus, amor do próximo, aniquilamento a respeito de si mesmo, horror do pecado e do que a ele pode conduzir. E contudo é modelo imitável e universal, cheio de encanto, cujos exemplos são cheios de eficácia. 

É modelo que todos podem imitar, pois se dignou desposar nossas misérias e fraquezas, passar até pela tentação, ser-nos semelhante em tudo, exceto no pecado. Durante trinta anos, viveu a vida mais oculta, mais obscura, mais comum, obedecendo a Maria e a José, trabalhando como um aprendiz e operário; e por tem senão deveres obscuros que desempenhar, e se hão-de de santificar no meio das ocupações mais comuns.

Mas teve também a sua vida pública: praticou o apostolado, formando os seus apóstolos, e entre o povo, evangelizando as multidões. Então sofreu cansaço e fome; gozou da amizade de alguns e houve de suportar a ingratidão dos outros; teve os seus triunfos e os seus reveses; numa palavra,  passou pelas vicissitudes de todo o homem que tem relações com amigos e com o público. A sua Paixão deu-nos o exemplo da paciência mais heróica no meio das torturas físicas e morais, que tolerou não somente sem queixar, mas pedindo até por seus verdugos. E não se diga que, sendo Deus, sofreu menos.

Era homem também: dotado de finíssima sensibilidade, sentiu mais vivamente que nós poderíamos sentir a ingratidão dos homens, o desamparo de seus amigos, a traição de Judas, experimentou tais sentimentos de tédio, de tristeza, de pavor que não pode deixar de orar para que o cálice de amargura se afastasse dele, se era possível; e na Cruz  soltou este grito lancinante, que bem mostra a profundeza das suas agonias: “Deus, meu Deus porque me abandonaste?” Foi, pois, um modelo universal. O mistério da Crucifixão mereceu-nos a graça de crucificar a carne e as suas concupiscências; o mistério da morte mereceu-nos o morrer ao pecado e as suas causas”. (Fonte - compêndio de Ascética e Mística) 

Voltar-se para Deus

Filed under: Espiritualidade — Vera Lúcia at 3:26 pm on Monday, March 10, 2008

 

Segundo Santo Tomás o pecado é um ato pelo qual nos afastamos de Deus, nosso último fim, prendendo-nos livre e  desordenadamente  a qualquer bem criado. É que, efetivamente, perdendo a graça habitual, que nos unia a Deus, separamo-nos Dele. O pecado é uma verdadeira injustiça , visto roubar a Deus uma porção da glória a que Ele tem direito; exige, pois, de justiça, uma reparação, que consistirá em restituir a Deus, na medida do possível a honra e glória de que o privamos por nosso culpa. Ora, a ofensa, infinita como é, jamais será completamente reparada. 

O pecado não somente deixou a natureza humana longe de Deus, mas esta ficou vulnerada. Agora está presente a desordem moral, isto quer dizer, a insuficiência para por em prática a própria lei moral. Instintos e paixões se rebelam, medo, hipocrisia e egoísmo constituem a miséria quotidiana do homem tornando sobremaneira problemático o domínio da razão e da vontade. O homem não é mais capaz de ser verdadeiramente homem.

Verinha

Conviver com as diferenças

Filed under: Vivências — Vera Lúcia at 2:45 pm on Tuesday, March 4, 2008

 

Falar de unidade é falar das diferenças. Unidade não quer dizer uniformidade, mas comunhão entre as diferenças. Todos nós somos chamados e vocacionados a conviver com o diferente. Eu sou capaz, o carisma  e dom de Deus em mim me capacita para viver esta realidade. Nós que pertencemos a um carisma, não podemos só conviver com as diferenças, mas celebrá-las, dar dignidade por que são as nossas riquezas. Nossas diferenças colocadas em comum fazem o carisma acontecer. Nós podemos não nos encontrar na nossa humanidade, mas precisamos nos encontrar na consagração. A eficácia da nossa missão depende da qualidade de vida que vivemos juntos.

A comunidade é um grande meio de revelação. Deus se serve da vida comunitária para nos purificar e vivermos o evangelho. A vida comunitária nos forma, a vivência familiar nos forma. Neste caminho de crescimento e purificação é preciso ter a necessidade de conhecer-se e dar-se a conhecer. Na vida fraterna, nós precisamos escolher bem e escolher pelo bem. Todos os dias somos convidados a realizar estas escolhas. Em cada realização que temos, somos chamados a fazer uma escolha; estamos sempre fazendo uma escolha. É preciso escolher todos os dias e em todos os momentos pela forma de vida que o Senhor nos concedeu.

Verinha