O mistério de adoração da cruz!

Arquivado em: Espiritualidade — Vera Lúcia at 5:51 pm on terça-feira, março 11, 2008

 

“O que é o Cristianismo senão a imitação de Jesus Cristo? Tanto assim que Paulo resumirá todos os deveres cristãos no de imitar o Nosso Senhor. Jesus é modelo perfeito; até mesmo por confissão daqueles que não crêem na sua divindade, Jesus é o protótipo mais acabado de virtude que jamais apareceu na terra. Praticou as virtudes em grau heróico, e com as disposições interiores mais perfeitas: religião para com Deus, amor do próximo, aniquilamento a respeito de si mesmo, horror do pecado e do que a ele pode conduzir. E contudo é modelo imitável e universal, cheio de encanto, cujos exemplos são cheios de eficácia. 

É modelo que todos podem imitar, pois se dignou desposar nossas misérias e fraquezas, passar até pela tentação, ser-nos semelhante em tudo, exceto no pecado. Durante trinta anos, viveu a vida mais oculta, mais obscura, mais comum, obedecendo a Maria e a José, trabalhando como um aprendiz e operário; e por tem senão deveres obscuros que desempenhar, e se hão-de de santificar no meio das ocupações mais comuns.

Mas teve também a sua vida pública: praticou o apostolado, formando os seus apóstolos, e entre o povo, evangelizando as multidões. Então sofreu cansaço e fome; gozou da amizade de alguns e houve de suportar a ingratidão dos outros; teve os seus triunfos e os seus reveses; numa palavra,  passou pelas vicissitudes de todo o homem que tem relações com amigos e com o público. A sua Paixão deu-nos o exemplo da paciência mais heróica no meio das torturas físicas e morais, que tolerou não somente sem queixar, mas pedindo até por seus verdugos. E não se diga que, sendo Deus, sofreu menos.

Era homem também: dotado de finíssima sensibilidade, sentiu mais vivamente que nós poderíamos sentir a ingratidão dos homens, o desamparo de seus amigos, a traição de Judas, experimentou tais sentimentos de tédio, de tristeza, de pavor que não pode deixar de orar para que o cálice de amargura se afastasse dele, se era possível; e na Cruz  soltou este grito lancinante, que bem mostra a profundeza das suas agonias: “Deus, meu Deus porque me abandonaste?” Foi, pois, um modelo universal. O mistério da Crucifixão mereceu-nos a graça de crucificar a carne e as suas concupiscências; o mistério da morte mereceu-nos o morrer ao pecado e as suas causas”. (Fonte - compêndio de Ascética e Mística) 

2 Comentários »

Comentário por Maria Inês

11/03/2008 @ 19:56

Verinha,

Através de cada espiritualidade Deus doa a Humanidade um seu carisma…por exemplo se pensamos em S. Francisco,- a espiritualidade franciscana logo vem uma palavra “pobreza”, no Carisma dos Focolares Deus deu a Unidade…que se chega abraçando cada dor e transformando tudo em amor…
A seguir duas breves meditações, que expressa bem, hoje, esse amor dirigido a Jesus Crucificado e Abandonado.

Maria Inês

O ápice do amor

Jesus, por volta das três horas, grita em voz forte:
‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’ (Mt 27,46).

É o ápice de suas dores,
é a sua paixão interior.
É o drama de um Deus que grita:
“Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?”
Infinito mistério, dor abissal
que Jesus experimentou como homem.

Dá a medida do seu amor pelos homens.
Quis assumir sobre si a separação
que os mantinha distantes do Pai e entre eles.
E a preencheu.

Qualquer dor do homem
está sintetizada
nesta particular dor de Jesus.

Não é semelhante a Ele o angustiado, o solitário, o árido,
o desiludido, o fracassado, o fraco?
Não é imagem dele cada divisão dolorosa
entre os membros de uma mesma família?
Amando-o, o cristão encontra motivo e força para não fugir
do sofrimento, do mal, da divisão,
mas para aceitá-las e oferecer um remédio.

Jesus Abandonado é a chave da unidade.

(dos escritos de Chiara Lubich)

Jesus Abandonado

Jesus Abandonado

Primeiro Passo
De manhã, como é possível logo que me levanto, coloco-me nesta disposição: “Hoje eu O quero esperar”.

Não sei o que me acontecerá durante o dia, não sei de que modo imprevisível Jesus Abandonado virá até mim: nas dificuldades, nas desilusões, nos meus ‘foras’, nas más notícias, em acontecimentos dolorosos.

Eu lhe declaro que pode vir tranquilamente, eu O espero.

Segundo Passo
Durante o dia, quase sempre diferente daquilo que eu esperava, encontro o negativo em mim e ao meu redor. Nestes momentos é importante reconhece-Lo logo, sem rodeios.

Não existe necessidade ou culpa nas quais Ele, no seu abandono, não esteja já presente.

Cada dor é um seu sacramento, isto é, uma sua presença.

O que importa é, atrás de cada dor, reconhecer o seu vulto e amá-lo.

Terceiro Passo
Ao encontrá-Lo, O chamo pelo nome. O fato de chamar Jesus Abandonado por um nome, é um exercício precioso.

Quarto Passo
Preparar uma festa a Jesus Abandonado, isto é, acolhe-Lo, não como se tratasse de um fato inevitável, ou como acolher alguém que, mesmo sendo meu amigo, aparece na hora errada. Ao contrário, não quero que Ele fique sentado na sala de espera nem mesmo por um instante, mas quero acolhê-Lo logo, no centro do meu amor e com uma total disponibilidade.

Só quem ama assim Jesus Abandonado pode dar alegria ao mundo.

48903 Primeiro Passo
De manhã, como é possível logo que me levanto, coloco-me nesta disposição: “Hoje eu O quero esperar”.

Não sei o que me acontecerá durante o dia, não sei de que modo imprevisível Jesus Abandonado virá até mim: nas dificuldades, nas desilusões, nos meus ‘foras’, nas más notícias, em acontecimentos dolorosos.

Eu lhe declaro que pode vir tranquilamente, eu O espero.

Segundo Passo
Durante o dia, quase sempre diferente daquilo que eu esperava, encontro o negativo em mim e ao meu redor. Nestes momentos é importante reconhece-Lo logo, sem rodeios.

Não existe necessidade ou culpa nas quais Ele, no seu abandono, não esteja já presente.

Cada dor é um seu sacramento, isto é, uma sua presença.

O que importa é, atrás de cada dor, reconhecer o seu vulto e amá-lo.

Terceiro Passo
Ao encontrá-Lo, O chamo pelo nome. O fato de chamar Jesus Abandonado por um nome, é um exercício precioso.

Quarto Passo
Preparar uma festa a Jesus Abandonado, isto é, acolhe-Lo, não como se tratasse de um fato inevitável, ou como acolher alguém que, mesmo sendo meu amigo, aparece na hora errada. Ao contrário, não quero que Ele fique sentado na sala de espera nem mesmo por um instante, mas quero acolhê-Lo logo, no centro do meu amor e com uma total disponibilidade.

Só quem ama assim Jesus Abandonado pode dar alegria ao mundo.

Jesus Abandonado

(De um discurso de Klaus Hemmerle)

Primeiro Passo
De manhã, como é possível logo que me levanto, coloco-me nesta disposição: “Hoje eu O quero esperar”.

Não sei o que me acontecerá durante o dia, não sei de que modo imprevisível Jesus Abandonado virá até mim: nas dificuldades, nas desilusões, nos meus ‘foras’, nas más notícias, em acontecimentos dolorosos.

Eu lhe declaro que pode vir tranquilamente, eu O espero.

Segundo Passo
Durante o dia, quase sempre diferente daquilo que eu esperava, encontro o negativo em mim e ao meu redor. Nestes momentos é importante reconhece-Lo logo, sem rodeios.

Não existe necessidade ou culpa nas quais Ele, no seu abandono, não esteja já presente.

Cada dor é um seu sacramento, isto é, uma sua presença.

O que importa é, atrás de cada dor, reconhecer o seu vulto e amá-lo.

Terceiro Passo
Ao encontrá-Lo, O chamo pelo nome. O fato de chamar Jesus Abandonado por um nome, é um exercício precioso.

Quarto Passo
Preparar uma festa a Jesus Abandonado, isto é, acolhe-Lo, não como se tratasse de um fato inevitável, ou como acolher alguém que, mesmo sendo meu amigo, aparece na hora errada. Ao contrário, não quero que Ele fique sentado na sala de espera nem mesmo por um instante, mas quero acolhê-Lo logo, no centro do meu amor e com uma total disponibilidade.

Só quem ama assim Jesus Abandonado pode dar alegria ao mundo.

( De um discurso de Klaus Hemmerle)

Comentário por Maria Inês

11/03/2008 @ 20:03

Verinha

Como ficou mal copiado a segunda parte repito, desculpe…é (Jesus Abandonado para acolher…)
Inês

Jesus Abandonado

(De um discurso de Klaus Hemmerle)

Primeiro Passo
De manhã, como é possível logo que me levanto, coloco-me nesta disposição: “Hoje eu O quero esperar”.

Não sei o que me acontecerá durante o dia, não sei de que modo imprevisível Jesus Abandonado virá até mim: nas dificuldades, nas desilusões, nos meus ‘foras’, nas más notícias, em acontecimentos dolorosos.

Eu lhe declaro que pode vir tranquilamente, eu O espero.

Segundo Passo
Durante o dia, quase sempre diferente daquilo que eu esperava, encontro o negativo em mim e ao meu redor. Nestes momentos é importante reconhece-Lo logo, sem rodeios.

Não existe necessidade ou culpa nas quais Ele, no seu abandono, não esteja já presente.

Cada dor é um seu sacramento, isto é, uma sua presença.

O que importa é, atrás de cada dor, reconhecer o seu vulto e amá-lo.

Terceiro Passo
Ao encontrá-Lo, O chamo pelo nome. O fato de chamar Jesus Abandonado por um nome, é um exercício precioso.

Quarto Passo
Preparar uma festa a Jesus Abandonado, isto é, acolhe-Lo, não como se tratasse de um fato inevitável, ou como acolher alguém que, mesmo sendo meu amigo, aparece na hora errada. Ao contrário, não quero que Ele fique sentado na sala de espera nem mesmo por um instante, mas quero acolhê-Lo logo, no centro do meu amor e com uma total disponibilidade.

Só quem ama assim Jesus Abandonado pode dar alegria ao mundo.

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