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A Vida Consagrada e a Eucaristia

 

“Como sempre na história, a Igreja coloca-se entre o sopro do Espírito, que abre novos caminhos, e as seduções do mundo, que tornam o caminho incerto e podem conduzir ao erro. Por este motivo devemos ir ao “poço” da Eucaristia. Só uma leitura eucarística das necessidades do tempo nos pode ajudar a interpretar a qualidade das novas formas de enfrentá-las.

Jesus na Eucaristia aguarda-nos e chama-nos: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei” (Mt 11, 28). Melitão de Sardis comenta assim: “Vinde, portanto, todos os povos, oprimidos pelos pecados e recebereis o perdão. De fato, sou eu o vosso perdão, sou eu a Páscoa da redenção. Sou eu o Cordeiro imolado por vós [...], a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz, a vossa salvação, o vosso rei. Eu elevo-vos aos céus. Ressuscitar-vos-ei e mostrar-vos-ei o Pai que está nos céus. Elevar-vos-ei com a minha direita”.

A “paixão por Cristo” deve levar as pessoas consagradas a colocar no centro da sua existência e das suas atividades Jesus, presente e operante na Eucaristia. À volta da sua mesa, as nossas orientações apostólicas terão maior garantia de fidelidade ao seu espírito e uma capacidade mais certa de fazer as opções justas.

Jesus veio anunciar a “Boa Nova” e repete-nos hoje o que disse ao Apóstolo Pedro, que regressava desanimado pela pesca infrutuosa: “Duc in altum”. É o desafio da Eucaristia. A vida consagrada reencontra a sua identidade quando deixa transparecer nos fatos a “memória viva do modo de existir e de agir de Jesus como Verbo encarnado diante do Pai e dos irmãos. Ela é tradição da vida e da mensagem do Salvador”.

Esta perspectiva eucarística dá renovado vigor às motivações espirituais e uma nova vitalidade à ação apostólica, e leva ao seu cumprimento a consagração batismal, fundamento da identidade e da missão das pessoas consagradas”.

(Reflexões de D. Franc Rodé)

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