Autocontrole - necessidade de todos

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 2:42 pm on Friday, September 26, 2008

 

“Um pressuposto indispensável para conseguir a maturidade, é a capacidade de auto- controle. Para dar  alguma coisa, e necessário antes possuí-la. Para que a nossa pessoa possa se uma doação para os outros, devemos antes possuir-nos: Ter  o auto- controle de nos mesmos. Todos os nossos pensamentos, desejos, impulsos sexuais, tudo aquilo que constitui neste campo o nosso psiquismo consciente e inconsciente deve encontrar uma forma de equilíbrio através do auto - controle de modo que, tendo alcançado uma liberdade interior, o nosso agir será uma doação, para quem está próximo de nós, no pleno respeito das exigências alheias e da lei de Deus, inscrita no coração do homem. 

Sabemos que todo homem- e toda mulher- é uma obra-prima de Deus, um ser único e irrepetível ,criado por amor e lançado por amor na divina aventura da vida. O auto-controle, nos ajuda a nos colocarmos perto de todo homem- de toda mulher –não como elemento que perturba este plano de Deus e torna o outro infeliz, mas como alguém que o ajuda a alcançar a felicidade. O autocontrole , então, nos purifica do nosso egoísmo é, colocando-nos em atitude de serviço, desenvolve em nós aquela paternidade ou maternidade espiritual , de que falaremos mais na frente. 

Quando um homem alcançou certo equilíbrio – não digo perfeito, mas ao menos suficiente – e saber sair do próprio egoísmo para doar-se, então ele é uma pessoa livre e se encontra nas condições normais para aceitar o chamado de Deus o matrimônio ou á virgindade. 

Podemos dizer que ele tem a pureza no sentido evangélico, pode por isso descobrir e colocar em prática o plano de Deus na sua vida “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus’’. (MT 5,8 ). 

 De Enrico Pepe

 

Como ser virtuoso em nosso mundo hoje?

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 5:36 pm on Friday, August 29, 2008

 

O caminho para desvendar o sentido da palavra virtude, da pessoa virtuosa não é uma empreitada simples. Como se tornar virtuoso e gerar os frutos do Espírito Santo em uma sociedade onde laboram outros ideais, onde prevalece a busca para ganhar mais dinheiro, subir na escala social, fazer promoção, ter mais bens, mais poder sobre os outros? No parágrafo 4 da encíclica Gaudium et Spes esta identificado esta dificuldade: “A humanidade vive hoje uma fase nova da sua história, na qual profundas e rápidas transformações se estendem progressivamente a toda a terra. Provocadas pela inteligência e atividade criadora do homem, elas reincidem sobre o mesmo homem, sobre os seus juízos e desejos individuais e coletivos, sobre os seus modos de pensar e agir, tanto em relação às coisas como às pessoas. De tal modo que podemos já falar duma verdadeira transformação social e cultural, que se reflecte também na vida religiosa. Como acontece em qualquer crise de crescimento, esta transformação traz consigo não pequenas dificuldades. Assim, o homem, que tão imensamente alarga o próprio poder, nem sempre é capaz de o pôr ao seu serviço. Ao procurar penetrar mais fundo no interior de si mesmo, aparece frequentemente mais incerto a seu próprio respeito. E, descobrindo gradualmente com maior clareza as leis da vida social, hesita quanto à direcção que a esta deve imprimir”.

As forças que operam no ser humano estão numa recíproca interdependência dinâmica. Podem agir umas sobre as outras, normalmente apelam para estruturar-se em uma unidade hierárquica. Capacitam-nos para novas potencialidades, ajudam-nos na difícil tarefa da adaptação em novas situações. A pessoa humana pode configurar-se interiormente segundo um próprio projeto de valores. Esta configuração espiritual e interior depende: da condução, da limpidez com que o indivíduo percebe os valores, da veemência com que tende a eles e da tenacidade com que se empenha. Toda a nossa realidade humana é perpassada pela realidade divina. Elas se entrelaçam. A pessoa que se dispõe a viver e a abrigar segundo as exigências de determinados valores, adquire pré-disposições para tal comportamento, que aos poucos vão se tornar hábitos operativos.

Ser virtuoso nos dias de hoje implica sairmos da inércia, da incerteza, da incoerência. Quando operado de modo responsável, humanístico e espiritual, então ganha a qualidade de virtude moralmente boa. Este hábito bom não será algo que se adiciona à personalidade, mas é o incremento da própria personalidade segundo uma escala de valores.

Para alcançar o autodomínio virtuoso precisamos de uma ambiência afetiva amorosa que gera segurança, auto-estima, imprescindível para a maturidade afetivo-espiritual, por que a verdadeira virtude é afastamento do individualismo para uma forma de vida como dom oblativo aos outros e a Deus. Vivemos as virtudes quando, apesar de todas as incertezas, dificuldades que encontramos, temos a esperança que o amanhã será diferente e melhor, buscando assumir com coragem a nossa missão de promotores da paz, do amor, da justiça, igualdade, tendo sempre como ponto de chegada a instauração do Reino de Deus no hoje e agora da nossa história.

As virtudes concernem à intimidade das pessoas, expressam-se na práxis das pessoas, crescem e criam raízes pela práxis. Na tradição católica conhecem-se virtudes infusas. À luz da fé cristã a aprendizagem da vida virtuosa e sua evolução histórica são um processo de aproximação e interação de dois pólos: de um lado a generosidade de Deus que comunica sua força, sua virtude, aos homens de boa vontade, de modo que as virtudes humanas são verdadeiros frutos do Espírito que cobrem a fraqueza humana com a força do alto (Gl 5, 16-25; Lc 24, 49). De outro lado, entra a disciplina dos discípulos, a diligência feita para levar a vida de um discípulo fiel ao Espírito do Senhor. Pela reprodução sempre renovada dos encontros entre Jesus e o discípulo, uma autentica amizade acontece; aqui os dois se movimentam e interpenetram cada vez mais. O movimento de Jesus é a revelação progressiva… e dos discípulos  é movimento em direção a Jesus. Cooperando com a graça é que hão de se libertar.

Como nos ensina o Santo Padre Bento XVI em sua encíclica Deus Caritas Est, o amor do próximo, radicado no amor de Deus, é um dever antes de mais para cada um dos fiéis, mas é-o também para a comunidade eclesial inteira, e isto a todos os seus níveis. Este amor é a espinha dorsal das virtudes na vida dos cristãos, assim, não somente reinflamar as virtudes, a Igreja necessita reavivar o dom de Deus, como nos ensina São Paulo (2 Tm 6,1), este novo amor é a via no qual os cristãos encontraram para viver as virtudes.

Bibliografia 

KLOPPENBURG, Frei Boaventura. Virtudes. Fruto que o Pai espera. Petrópolis: Vozes, 2001.

JOSAPHAT, Frei Carlos. Fé, esperança e caridade. Encontrar Deus no centro da vida e da história. São Paulo: Paulinas, 1998.

YUNES, Eliana. BINGEMER, Maria Clara Lucchetti. Virtudes. São Paulo: Loyola, 2001.

COELHO, Prof. Mário Marcelo. ÉTICA PESSOAL I – A vida Nova em Cristo, apostila. 

“Sede sóbrios”

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 6:26 pm on Tuesday, August 12, 2008


Sobriedade: o Lat. Sobrietate: s.f., qualidade de sóbrio; parcimônia; frugalidade; fig., ircunspeção; moderação. “Confirmamos com alegria o nosso propósito de viver com sobriedade e austeridade, para vencer o desejo de possuir através da graça de dar, e de servir-nos dos bens do mundo para a causa do Evangelho e a promoção do homem” (João Paulo II – festa de apresentação do Senhor).

O que é sobriedade? Sobriedade e abstinência: existe uma confusão entre as duas palavras. Claro que abstinência está relacionada com sobriedade. Abstinência é uma privação - voluntária ou não - ao menos em relação a droga. A sobriedade é muito mais que a abstinência, é um estado de vida, uma estado espiritual, é um fruto do Espírito Santo, é uma graça de nos afastar do objeto que nos faz mal, mas também de dizer sim. Sim ao amor.

Em Gálatas, Paulo diz da temperança, que é estarmos atentos para fazer tudo o que é possível para que acima de tudo sobressaia esta virtude que é a sobriedade. Abstinência fala do afastamento do objeto mal, mas sobriedade é um estado de espírito.

A sobriedade é feliz, trás paz, alegria. Jovens, crianças, idosos, convertidos e recém-convertidos são convidados a fazerem diferença no mundo e serem diferentes pela sobriedade.

SOBRIEDADE

Entende-se por sóbrio, um indivíduo moderado, comedido, simples, temperante. Poderíamos acrescentar que sobriedade é a qualidade daquele que conhece a si mesmo e a seus limites, que tem uma boa percepção de si e que é consciente de seu valor.  A sobriedade não é um comportamento, mas se revela através de sinais exteriores. Não é algo aprendido nos cursos de etiqueta e postura; é a maneira de ser do indivíduo, é o fruto da maturidade humana. Algumas manifestações de conduta, tais como: comer em excesso, vestir de modo chamativo, falar alto demais, criar situações para que as atenções se voltem para si (ex.: enfermidades repentinas, dores de cabeça, probleminhas de estômago e outras doencinhas) ausência de autodomínio e controle das emoções e sentimentos, revelam o quanto o indivíduo é imaturo nas suas relações. Na verdade, bastaria que conhecesse o amor e amasse para não mais precisar de tais subterfúgios. Tais comportamentos, citados acima, são comuns em crianças e adolescentes, que passam por uma fase de egocentrismo, onde necessitam provar o amor de seus pais. Precisam receber amor para descobrir que foram criados para ser amor. O ser humano só se torna amor quando entra na maturidade efetiva, ou seja, quando sente necessidade de amar mais do que ser amado. Tal maturidade se revela no cotidiano, nas relações com as outras pessoas, com o mundo, consigo mesmo e com Deus. Veremos em seguida onde o ser humano pode crescer na virtude da sobriedade.

SOBRIEDADE NO FALAR

Aquele que fala. Comunica algo, revela a si mesmo e deve estar consciente do bem que faz a quem escuta. As conversas frívolas e as fofocas são evitadas para aquele que deseja crescer nesta virtude. O homem sóbrio destaca-se dos demais na natureza e no tempo do seu discurso. Fala apenas o essencial, não encomprida a conversa nem procura enfeita-la com sua imaginação fértil. “Considera o silêncio um dom precioso, que promove mais automaticamente a compreensão do que quem nunca acaba de falar.”

SOBRIEDADE NO VESTIR-SE

Aquele que se veste com sobriedade, não procura chamar atenção dos outros para sua vestimenta, pois sabe que seu valor é interior. Não vive de aparência nem é escravo das marcas e etiquetas de roupas. Ao contrario, procura vestir-se de modo simples e discreto.

 SOBRIEDADE NA AFETIVIDADE

É saber relacionar-se de forma tranqüila e honesta. Respeitar o tempo necessário para o conhecimento recíproco, deixar o outro livre para aproximar-se ou afastar-se, não criar “armadilhas”, nem usar de pretexto para chamar atenção do outro sobre si. E, principalmente, procurar amar mais do que ser amado.

SOBRIEDADE NA ORAÇÃO

É na simplicidade e na verdade do coração que alcançamos mais rapidamente o coração de Deus. Na oração carismática, somos impelido a demonstrar o nosso amor a Deus através de cantos, louvores, danças e tudo o mais que o Espírito Santo nos inspirar. Porém, tenhamos cuidado para não nos desviarmos do sentido principal de nossa oração, que é amar a Deus. Podemos ser tentados através do nosso comportamento, aparentar uma espiritualidade fingida e hipócrita.

SOBRIEDADE NO SERVIÇO

O ser fiel não se preocupa com o sucesso de seu trabalho, mas com o comprimento daquilo que lhe foi confiado. No serviço a Deus, não nos deixemos levar pela busca do reconhecimento. Desta forma não correremos o risco de buscar a nós mesmos e sim a aquele que é digno de todo louvor e glória. Vimos, então, que a sobriedade é fruto não só da maturidade humana como também da maturidade espiritual.

Extraído da revista SHALOM nº 62

Viver o dia a dia com sabedoria

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 4:34 pm on Monday, June 16, 2008

 

Um velho carpinteiro estava pronto para aposentar-se. Informou o patrão sua intenção de deixar a indústria de construção civil, onde trabalhava, pois desejava passar mais tempo com sua família. A empresa não seria afetada pela saída do carpinteiro, mas seu patrão ficou triste em ver um bom funcionário deixá-los.

Apesar da determinação do carpinteiro, o patrão pediu-lhe para que trabalhasse em mais um projeto, o último. O carpinteiro concordou, mas não ficou entusiasmado com a idéia. Deu início ao projeto, prosseguiu, terminou a obra. Fez um trabalho de segunda qualidade, usou materiais duvidosos. Que maneira melancólica de encerrar uma bela carreira. Obra finalizada, o patrão veio fazer a inspeção da casa. Assim que terminou, devolveu a chave da casa ao carpinteiro e disse-lhe; “Esta casa é sua, é o meu presente, em consideração aos anos de dedicação”. O carpinteiro ficou muito surpreso. “Que pena”, pensou ele, “se eu soubesse que estava construindo a minha casa própria, teria feito tudo diferente”.

Isto acontece muitas vezes conosco. Nós construímos nossa vida dia a dia, e muitas vezes não usamos o melhor de nós, e mais tarde verificamos surpreso que dependemos daquilo que construímos. Aí, já é tarde demais, não podemos voltar a trás. Coloque amor e carinho em tudo aquilo que venha a fazer, pois a sua vida é um projeto de Deus. Confie Nele, dê graças sempre. Dê o melhor de si!

                                                                                                          (Autor desconhecido)

Nossa história - uma história de amor!

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 1:52 pm on Monday, February 25, 2008

 

“O jovem deve entender que há na sua vida uma presença de Deus que ele ainda não conhece, e que essa presença se faz sentir todos os dias de sua existência, porque ‘cada dia foi feito pelo Senhor’, cada dia tem um teofania diferente. Esta é uma verdade preciosa que deve ser entendida e sempre lembrada, como se fosse uma Palavra que Deus dirigiu à pessoa e na qual se resume o sentido de sua vida. É algo extremamente precioso, que o indivíduo não pode perder de modo nenhum, ou correr o risco de esquecer. Vale a pena todo sacrifício para descobrir essa palavra-acontecimento por detrás dos episódios da própria vida…”

(Pe. Amedeo Cencine)

Como ser virtuoso nos dias de hoje?

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 9:20 pm on Thursday, November 22, 2007

Partindo do ensinamento de São Gregório de Nissa, o fim de uma vida virtuosa consiste em se tornar semelhante a Deus, assim o Catecismo da Igreja Católica define virtude como sendo uma disposição habitual e firme de fazer o bem. Desta maneira o exercício das virtudes nos conduz a graça divina, pois elas regulam os nossos atos, orientando e dando equilíbrio em conformidade com a fé e razão (Compêndio do CIC 377, 378).

O Catecismo define as virtudes sobre duas ópticas. A primeira as chamadas virtudes humanas ou cardeais, são aquelas que regulam o cerne de uma vida virtuosa, as principais virtudes cardeais são: prudência, justiça, fortaleza e temperança. A segunda óptica são as chamadas virtudes teologais, estas tem como origem, motivo e objeto o próprio Deus (CIC 1804, 1810-1811, 1805), fazem parte deste grupo ás virtudes: fé, esperança e caridade.

No mundo moderno, é um desafio para todo cristão o exercício destas virtudes, vivemos em uma sociedade no qual é preciso muitas das vezes garimpar as virtudes, ou até mesmo, sinal delas.

Cada individuo é chamado a viver em conformidade com os seus interesses, e assim realizar todas as atividades cernes da sua vida humana, não tendo como centro uma relação direta com Deus, mas uma relação particular, exclusivista com os seus interesses. Desta forma, as manifestações das virtudes se transformam em atos isolados, até mesmo em meio aos cristãos, surgindo o questionamento: Como viver as virtudes em meio a sociedade moderna?

Assim encontramos vários direcionamentos, e apelos do Santo Padre para que a Igreja busque reavivar o dom das virtudes em seu meio, pois o exercício das virtudes diz da própria alma dos cristãos, e esta crise de virtudes, reflete não somente na sociedade, mas também na própria vida humana.

Mas qual é a maneira de vivê-las, qual é a solução? A meu ver, a base para todas as virtudes é reinflamar no coração dos cristãos a primeira experiência com o Amor do Senhor, a Igreja precisa redescobrir o mistério da vida e, sobretudo da paixão oblativa de Jesus, mas não somente como algo histórico, mas como realmente ela é presente e viva nos dias atuais. Os cristãos precisam viver uma experiência única com o Senhor, no qual esta seja o impulso para uma vida intima com Ele, nos exercícios das virtudes, quer as próprias do Senhor (teologais), quer as humanas.

Como nos ensina o Santo Padre Bento XVI em sua encíclica Deus Caritas Est, o amor do próximo, radicado no amor de Deus, é um dever antes de mais para cada um dos fiéis, mas é-o também para a comunidade eclesial inteira, e isto a todos os seus níveis.

Este amor é a espinha dorsal das virtudes na vida dos cristãos, assim, não somente reinflamar as virtudes, a Igreja necessita reavivar o dom de Deus, como nos ensina São Paulo (2 Tm 6,1), este novo amor é a via no qual os cristão encontraram para viver as virtudes.

Partindo desta afirmação, os evangelizadores precisam não mais se ater apenas nas virtudes, mas muito mais, na propagação do amor salvifico do Pai, revelado em Jesus, os agentes da evangelização anunciando o amor, despertaram nos cristãos um desejo de se assemelhar ao Cristo, passando assim pela via das virtudes, como meio de se configurar a Jesus, não mais como algo impositivo, mas naturalmente pelo amor, que conduzirá a vida em Cristo e por Ele. Assim, em uma sociedade egoísta encontraremos a partilha, a caridade, em meio a pornografia se encontrará a castidade, na desesperança a fé brilhará, enfim no amor as virtudes se manifestaram e terão novo sentido.

Portanto, as virtudes apresentadas no Catecismo da Igreja Católica, serão vividas em nossa sociedade, a partir do momento em que cada cristão realizar sua um experiência com o amor do Senhor, pois assim descobrirá que o centro da sua vida humana estão nas virtudes do próprio Senhor, e assim, impulsionado por este amor procuraram, mesmo em meio as dificuldades, a viver por amor uma busca constante a Jesus, e assim suas vidas serão uma resposta a iniciativa amorosa do Pai, desta maneira o amor será o grande incentivador para a vivencia das virtudes cristas. 

Ricardo Gaiotti

A Fragilidade da vida

Filed under: Formação humana, Vivências — Vera Lúcia at 5:05 pm on Tuesday, October 9, 2007

No silêncio do santuário - (Cf salmo 39)

Ó Deus, fonte e senhor de toda a vida, como nos custa ver partir certas pessoas!

Num repente e para sempre, fecham os olhos

e deixam de existir sobre a terra.

Tenho presente as mortes súbitas,

diante das quais ficamos sem palavras:

o silêncio abafa-nos como manto pesado!

E que dizer da partida inesperada de jovens

ou de crianças a quem a doença ou o acidente tiram a vida?

Esmagados pela dor, pais e amigos ficam calados,

mas sem proveito, pois não encontram explicação.

Arde-lhes no peito o coração em chama viva,

que a intensidade do sofrimento acendeu.

Então, a sua boca não pode deixar de te gritar:

- Porquê, Senhor, a vida lhes foi retirada

e não lhes foi permitido continuar connosco?

Ó Pai celeste, dá-nos a conhecer o mistério da vida.

Tornam-se curtos os dias do homem sobre a terra;

diante de ti a existência humana é como nada;

o homem não é mais que um sopro;

Ele passa como simples sombra!

Em vão que se agita e amontoa riquezas.

Ele é como um peregrino de passagem,

um hóspede em breve estadia sobre a terra.

É frágil a vida humana, que podemos esperar?

A nossa esperança está em ti: livra-nos do desespero.

Não nos deixes sucumbir sob o peso da dor.

Ilumina as densas trevas de quem perdeu uma pessoa querida

e não permitas que desfaleça sob a amargura;

dá-lhes uma sólida fé na comunhão dos santos.

Senhor, ouve a nossa oração,

escuta este lamento por quem sofre o luto:

não fiques insensível às suas lágrimas.

Deixa-nos respirar por longos dias,

permite-nos apreciar a vida como um dom

que confias à nossa responsabilidade,

para dele usufruirmos, fazermos render no amor e no trabalho,

e, finalmente, to devolvermos,

na confiança de que tu no-lo devolves,

para o vivermos em plenitude, em comunhão eterna.

(Pe. Jorge Guarda)

Canção Nova junto com a Igreja na campanha contra o aborto

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 10:05 pm on Thursday, September 13, 2007

“A Canção Nova esta na luta contra a legalização do aborto. Porque a vida precisa ser preservada e não se trata aqui somente da vida da criança, mas também da mãe. Nada pode justificar essa pratica, a vida é direito de todos e nem muito menos diminuir as conseqüências físicas,  psíquicas e espirituais causadas na mulher que provoca aborto. Estamos na luta pela vida, vida plena de ambos. Porque quando você mulher comete aborto parte de você morre junto. Deixe VIVER e VIVA!” 

Obs: Divulgue esse site para maiores informações: www.brasilsemaborto.com.br 

A Primavera está chegando

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 8:23 pm on Monday, September 10, 2007

A primavera está chegando…

A vida parece ressurgir!

Deus nos convida também a ressurgir!

É tempo de vida nova

É um tempo novo!

Sempre e em tudo um olhar de esperança.

Verinha

A Arte de amar

Filed under: Formação humana — Vera Lúcia at 2:54 pm on Monday, September 10, 2007

 

“Para saber como viver esta palavra de vida, basta ver como Jesus viveu, Ele que disse: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”. Na sua escola, a mansidão aparece como uma qualidade do amor. Com efeito, o amor verdadeiro, que o Espírito Santo infunde nos nossos corações, é “alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio de si”.

Certamente, quem ama não se agita, não tem pressa, não ofende, não insulta. Quem ama se domina, é meigo, é manso, é paciente. A “arte de amar” sobressai em todo o Evangelho. Muitas crianças também a aprenderam. Sei que brincam com um dado especial, conhecido como “o dado do amor”. Cada um de seus lados traz uma frase que ensina a amar, seguindo o ensinamento de Jesus: amar a todos; amar-se mutuamente; ser o primeiro a amar; “fazer-se um” com o outro; amar Jesus no outro; amar o inimigo. No início do dia jogam o dado e depois procuram colocar em prática a frase sorteada. E em seguida contam as próprias experiências.

Um dia, o pai de Francisco (um menino de três anos que mora em Caracas, Venezuela) chega em casa chateado por causa de um desentendimento com um colega de trabalho. Ele conta tudo à esposa, e também ela fica aborrecida com aquele homem. Francisco vai buscar o seu dado e diz: “Joguem o dado do amor!”. Eles o jogam juntos. Na face do dado aparece “Amar o inimigo”. Os pais entendem… Se observarmos ao nosso redor, notaremos que existem pessoas que vivem no dia-a-dia uma maravilhosa mansidão.

Grandes personalidades que já deixaram esta terra – como João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá, Roger Schutz – irradiaram a mansidão de tal maneira que influíram na sociedade e na história, e nos encorajam na nossa caminhada”.

Dos escritos de Chiara Lubich

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