out
25

Quem ganhará as eleições?

brasil9Nem sempre ganha quem merece

Muitos consideram as eleições como expressão da verdadeira vontade popular, manifestada pela maioria. Chegam mesmo a dizer: “vox populi, vox Dei”, “a voz do povo é a voz de Deus”. Mas será mesmo assim? Será que realmente ganham os melhores os mais preparados para o cargo? Ganha a eleição quem tem mais sabedoria, prudência, competência, honestidade, ou ganha quem grita mais, quem foi melhor apresentado pelos marqueteiros e formadores de opinião, criadores de sonhos no imaginário popular?! Sem considerar muitos outros fatores, devemos dizer que nem sempre ganha quem merece.

É a grande discussão sociológica e filosófica sobre a verdadeira representatividade? Já foi dito com propriedade: “sufrágio universal, mentira universal!”. Sim, porque muitas vezes o povo vota influenciado pela propaganda, pelos formadores de opinião, sem muita reflexão e conhecimento pleno do que significa o seu voto.

Jesus foi condenado à morte, a pedido da maioria da população. Na eleição proposta pelo governador romano, Pôncio Pilatos, entre Barrabás e Jesus, este último foi fragorosamente derrotado, porque o povo sufragou Barrabás, revolucionário e homicida, condenando o inocente à morte.

Mas, por que Jesus perdeu essa eleição? A morte de Jesus foi realmente o desejo da maioria do povo? Jesus, tão querido por todos, cercado pelas multidões, aclamado pela população ao entrar em Jerusalém, foi condenado por esse mesmo povo, cinco dias depois?! Ou será que esse povo foi manobrado por uma minoria ruim, mas muito hábil? O Evangelho diz que os chefes, os manipuladores de opinião, influenciaram o povo a que pedisse Barrabás e condenasse Jesus. Ele mesmo, ao morrer na cruz, pediu por eles perdão ao Pai, dizendo que eles não sabiam o que faziam. Já não eram mais povo; tinham se tornado massa. O povo pensa. A massa é que é manobrada. Nem sempre podemos dizer que a eleição seja expressão da vontade do povo. Talvez seja só da massa.

Quando aconteceu a Ressurreição de Jesus, fato incontestável, diz o Evangelho de São Mateus (28, 11-15), que os sumos sacerdotes judeus, com os anciãos, “deliberaram dar bastante dinheiro aos soldados; e instruíram-nos: ‘Contai o seguinte: ‘Durante a noite vieram os discípulos dele e o roubaram, enquanto estávamos dormindo’. E se isso chegar aos ouvidos do governador, nós o tranquilizaremos, para que não vos castigue”. Eles aceitaram o dinheiro e fizeram como lhes fora instruído. E essa versão ficou divulgada entre os judeus, até o presente dia”. Vê-se que o suborno e a mentira são de longa data. Por analogia, quando da proposta da escolha entre Jesus e Barrabás, ao lerem os intérpretes a passagem “os sumos sacerdotes e os anciãos, porém, instigaram as multidões para que pedissem Barrabás e fizessem Jesus morrer” (Mt 27, 20), concluem que os inimigos de Jesus distribuíram dinheiro ao povo para que escolhessem Barrabás. A compra de votos também é de longa data.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (RJ)

Fonte: cnbb.org.br

 

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out
24

Existência ou Sobrevivência?

ESCOLHASTemos a tendência a escolher os  caminhos mais rápidos e fáceis

Algumas vezes, pressionados pelas circunstâncias, vamos reduzindo nossa existência à sobrevivência, em busca de solucionar problemas e cada vez mais escolhendo caminhos mais rápidos e fáceis. O resultado desse perigoso caminho é o esvaziamento do real sentido da nossa vida. Hoje vamos meditar sobre o Evangelho de Mateus 14,13-21, organize seu tempo, busque um momento favorável para rezar com essa Palavra, leia-a atentamente e escute o próprio Deus lhe falando ao coração. O silêncio será sempre um espaço privilegiado para colher as mensagens de Deus para cada um de nós; isso não é mágica, mas sim uma escuta atenta em clima de oração. Leia o texto do Evangelho na sua Bíblia.

Jesus e Seus discípulos estão num lugar retirado e deserto, porém, foram seguidos por uma multidão. A reação de Jesus, ao ver a multidão se aproximando, é encher-se de compaixão, por isso curou os doentes e ficou com eles até o entardecer. Entretanto, foi alertado pelos discípulos sobre a necessidade de despedir essa multidão, pois esta deveria seguir viagem para poder encontrar longe dali abrigo e alimento. Os discípulos estavam cheios de boas intenções e preocupados com a situação, se aproximaram de Jesus quase que dando a Ele uma única opção diante do “problema”, isto é, que a multidão fosse despedida. Esse era o caminho mais rápido e mais fácil para ficarem livres daquele “problema”. Muitas vezes, é assim que vivemos; como “caçadores de soluções” para os problemas e imprevistos da vida. Mal resolvemos um problema, outros tantos se apresentam e assim vamos “empurrando” a vida.

Jesus vai por outro caminho e diz aos discípulos que existe outra solução, deixa claro que a multidão não precisa ir embora e ainda lhes ordena que eles mesmos a alimentem. Assim os discípulos logo reagem: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”, olhando para a quantidade de pessoas (“o tamanho do problema”) e para o pouquinho de alimento que tinham, eles (discípulos) desconfiaram de que isso iria dar certo. Sempre vamos duvidar das possibilidades de solução se pararmos numa consideração fria e calculista. Devemos, sim, ser realistas e concretos diante da realidade, porém, sem nunca duvidar de que o pouco que temos, quando ofertado a Deus, pode ser o início de verdadeiros milagres.

E é isso que Jesus pede aos discípulos: “Trazei-os aqui”, em seguida Ele abençoa e parte os pães distribuindo aos discípulos e esses por sua vez os passam para a multidão. Isso nos ensina muito, nos mostra um caminho de confiança em Deus. Podemos, sim, buscar a solução dos nossos problemas e devemos nos esforçar sempre, pois talvez você tenha uma “multidão de problemas” caminhando atrás de você, entretanto, de nada adianta “descartar” as pessoas ou despedir das nossas vidas aquilo e aqueles que nos trouxeram problemas. A solução mais fácil e mais rápida quase sempre tende a se tornar, num futuro próximo, em mais outro problema. Cuidado!

Essa palavra hoje convida você a ter a coragem de levar até Jesus os “seus cinco pães e dois peixes”, o pouquinho que você têm. Isso mesmo, pare de menosprezar aquilo que você pode oferecer para solucionar seus problemas, deposite sua confiança no Senhor. Isso não é mágica nem um ritual de prosperidade, mas sim, o exercício da fé em um Deus capaz de ir além dos nossos cálculos matemáticos e confundir as previsões mais pessimistas. Você não precisa de soluções mágicas para a “multidão dos seus problemas”, pois você é filho de um Deus capaz de realizar verdadeiros milagres. No entanto, o Senhor sempre pede nossa participação nesses milagres, Ele espera que façamos nossa parte, que realizemos tudo aquilo que é possível, pois aquilo que for o impossível é a parte de Deus, e Ele jamais se nega a fazê-la.

Padre Fabrício Andrade
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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out
22

22 de Outubro: Quinta-feira Especial de Adoração no Rincão do Meu Senhor

5Adoracao_oficialUm dia especial de  celebração  pela  instituição da Eucaristia

Você é convidado para participar nessa quinta-feira, dia  23 de outubro, da Quinta-Feira de Adoração com o tema “Fomos alcançados pela misericórdia” com a participação de Padre Edmilson Dias  e Padre Bruno Costa, da Comunidade Canção Nova.

No Rincão do Meu Senhor, começando às 9h com muita oração, pregação da Palavra de Deus, adoração ao Santíssimo Sacramento e encerrando com a santa Missa às 16h.

Venha participar dia especial de oração com a Comunidade Canção Nova!

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out
22

Onde está o seu irmãos?

g_18-03-13-_moradores_de_rua-_angra_centro_texacoA sacralidade da vida faz com que cada um reconheça o dever de zelar pela existência de todos

Essa interrogação é central na importante narrativa do Livro do Gênesis, capítulo cinco.   A narrativa tem escopo educativo que alimenta o sentido da transcendência de toda pessoa humana.Nos tempos de hoje, essa interrogação de Deus precisa ecoar nas consciências para que sejam banidas a arbitrariedade e a violência, refletidas nas discriminações e no massacre de inocentes. Entre esses absurdos, representa um grave perigo a onda abortista, que não pode ganhar espaço e consideração lícita para que a sociedade contemporânea, por egoísmo e falta de moralidade, trate a vida como produto descartável. Com o objetivo de evitar esse caminho, é preciso redobrada atenção no acompanhamento da movimentação governamental e político-partidária para fazer contraponto às propostas de legalização do aborto, com a determinação de derrubá-las.

Outra situação preocupante, na qual cabe a pergunta central para recuperação e configuração de uma antropologia sem selvagerias – “Onde está o teu irmão?”, refere-se à população de rua. É preciso sensibilidade cidadã para abominar e impedir as barbáries contra homens e mulheres que vivem nas ruas das cidades, especialmente nas regiões metropolitanas.

Nesse sentido, é importante conhecer a realidade desses irmãos e irmãs mais pobres, apoiar projetos sociais sérios de investimento na integridade dessas pessoas e na constituição dos quadros próprios para a vivência de sua cidadania. Trata-se do desenvolvimento de processos que têm lógicas e dinâmicas próprias, em contraposição a qualquer tipo de entendimento que se enquadre na lógica da “limpeza urbana”, do simples esconder para não comprometer a aparência de cidades e bairros.

Como advertência e necessidade de incluir na agenda social de todos, olhando a realidade de nossa inserção e calculando a gravidade das situações, é importante não esquecer os relatos que merecem reflexão e o posicionamento sério de cada um. São casos de homícidio ou tentativas de assassinato, como a que aconteceu em 15 de abril de 2011, com oito moradores de rua no bairro Santa Amélia, vítimas de envenenamento. Pela manhã daquele dia, oito moradores encontraram uma garrafa de pinga na praça onde dormiam e, após beberem, começaram a passar mal. Graças a Deus, não houve vítimas fatais .Alguns meses depois, em outubro, três homens tiveram seus direitos desrespeitados ao serem levados para um suposto abrigo com a promessa de tratamento contra dependência química. No entanto, foram colocados em cárcere privado para trabalho escravo. Em julho do ano passado, um morador de rua morreu após ter o corpo queimado no bairro Ipiranga, em Belo Horizonte (MG). Um mês depois, em agosto, quatro pessoas não identificadas, em uma caminhonete preta com vidros escuros, dispararam tiros em direção a um grupo de moradores de rua. Entidades que trabalham com direitos humanos e com pessoas em situação de rua são fontes fidedignas desses e de muitos outros relatos.

Essa realidade precisa ser tratada com a consciência iluminada pelo princípio moral que reza o quinto mandamento da Lei de Deus: “Não matarás.” A vida humana é sagrada. A ninguém é lícito destruir um ser humano. O Catecismo da Igreja Católica ensina que esse quinto mandamento proíbe, indicando como gravemente contrários à lei moral, o homicídio direto e voluntário, o aborto direto, bem como a cooperação com ele; a eutanásia direta, que consiste em por fim à vida, por ato ou omissão de ação devida para com pessoas deficientes, doentes ou próximas da morte, e o suicídio. A moralidade advinda da sacralidade da vida faz com que cada um reconheça o dever de zelar pela existência de todos. Nas grandes cidades é expressivo o número de pessoas que vivem nas ruas. Homens e mulheres que requerem cuidado especial, projetos de inclusão, participação e reinserção.

Inaceitáveis são a violência e os assassinatos no tratamento dessa grave problemática social. Pelos que vivem nas ruas, por todos, ecoe nas consciências o dever de responder: “onde está teu irmão?”.

 Fonte: formacao.cancaonova.com

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out
21

Dia 21 de Outubro: Dia Nacional da Valorização da Família

cartaz_divulgacao (1)Brasil celebra o Dia Nacional da Valorização da Família motivado pela CNBB

Nesta terça-feira, 21, o Brasil comemora o Dia Nacional de Valorização da Família. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), o objetivo é chamar a atenção dos governos e da sociedade para a importância da família como instituição fundamental do desenvolvimento humano.

A data foi instituída no dia 17 de maio de 2012, a partir da Lei n. 12.647, sancionada pela presidência da República. Em 2013, os brasileiros celebraram a data pela primeira vez.

Para o Bispo de Camaçari (BA) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) da CNBB, Dom João Carlos Petrini, a data deve suscitar nas famílias o compromisso com a evangelização.

“Desejo a todos os brasileiros e brasileiras que acreditam e amam a família que, neste Dia Nacional da Valorização da Família, tenham mais tempo e dedicação à própria família e continuem na evangelização por um mundo justo e fraterno”, disse.

O Dia Nacional de Valorização da Família busca promover a família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, por meio do matrimônio, gerar e educar seus filhos (cf. Carta às Famílias, 10) no exercício da família cidadã.

O Assessor nacional da Comissão Vida e Família, padre Rafael Fornasier, recorda que este ano a Semana Nacional da Família trouxe a temática “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”. O objetivo é também ressaltar a beleza da família cristã, como imagem e semelhança de Deus, em comunhão com a 3ª Assembléia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, realizada de 5 a 19 de outubro, no Vaticano. Essas atividades reforçam a necessidade de valorizar a vida em família no contexto atual.

De acordo com o Padre Rafael, para esta data nacional, orienta-se as dioceses, paróquias e comunidades para que organizem atividades para a valorização da família, além de divulgar a data nos meios de comunicação disponíveis.

Para a vivência do dia é sugerida uma oração que pode ser incluída nas Missas e celebrações, como também em atividades ecumênicas:

**Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família

Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade.

Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.

Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana.

Vinde para reavivar em nós o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva.

Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.

Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte.

Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.

Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.

Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras. Amém.

 

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out
19

Quando uma discussão é construtiva?

DRNunca discutir é impossível, mas é possível fazê-lo sempre com inteligência

Esta é a frase que inspira o livro de Stephanie Schneider “Quando discutir faz bem” (Editora San Paolo), que ensina como enfrentar as divergências familiares de maneira construtiva.

Discutir, ressalta a autora, quer dizer não ser indiferente e revelar um pensamento bem preciso: “Você é tão importante para mim que me agito. E se eu luto por isso, demonstro que me importo”.

Discutir é “cansativo”, porque leva a lágrimas, gritos e tensões, coloca à prova as nossas forças; é aconselhado fazê-lo apenas com as pessoas com as quais nos importamos, pois com todos os outros é tempo e esforço desperdiçado.

Do mesmo modo, não é preciso ter expectativas muito altas. “Às vezes existe um único remédio: diminuir o domínio e manter a boca fechada!”.

Schneider observa que “nos tornamos briguentos quando nos sentimos tratados injustamente, estamos decepcionados ou infelizes, ou temos medo de não sermos mais amados”.

Por trás de tudo isso, observa, “se esconde um paradoxo: muitas vezes quem começa a briga quer que os outros sejam gentis com ele”. Essa tática, reconhece, “não funciona particularmente bem. Com os elogios provavelmente se chegaria muito antes ao propósito do que com as recriminações. Apesar disso, persistimos a seguir esta discutível estratégia. Por isso memorizei a seguinte frase e escrevi no espelho do nosso banheiro: Quem começa uma briga precisa de mimos! Esta frase não torna mais gentil quem encontro, mas tem o dom de me tranquilizar. Se nesta situação difícil tenho presente aquele que está por trás das agressões dos outros, a minha exigência de combatê-los de repente desaparece. Por vezes o castelo de cartas que construímos durante a discussão desmorona em um flash, assim que paro de discutir e vou ao encontro do outro”.

Schneider sugere uma comparação entre “um bom pão e uma briga de família”. O que têm em comum? “Para ter algo de bom é preciso deixar repousar todos os dois por um tempo. Apertem o botão ‘pausa’ quando a tensão aumenta. O programa secreto para chegar ao bem-estar de pais e filhos são três palavrinhas: deixe-nos refletir sobre”.

“Por fim discutimos porque existe um problema e queremos mudar algo. Mas quanto mais nos agitamos, menos provável é que encontraremos uma solução. Muitas pequenas razões de conflitos se resolvem sozinhas deixando passar um pouco o tempo. E os problemas graves? Aqueles permanecerão. Meia hora a mais não pode desfazer os nós críticos que acompanham, desde sempre, a nossa vida”.

Discutir, sustenta Schneider, é portanto “normal”, mas quando é que se alcança o limite? Segundo ela, quando nos perguntamos: “Esta discussão, no fim das contas, melhora ou piora a minha vida?”.

Discutir, explica, piora a minha vida quando “ficamos com raiva e temos algo a dizer sobre qualquer coisa, mesmo sem saber bem o porquê. Se com isso, por alguma razão, deixamos passar o bom humor, renunciando a passar algumas horas agradáveis, se alguém constantemente é submisso, ou humilhado”, quando a discussão “prejudica a relação com meu marido, ou meus filhos, ao invés de treinar a nossa capacidade de lidar com conflitosaumenta o problema, sem nos aproximar de uma solução”.

A discussão melhora a vida se “supero finalmente as minhas resistências e enfrento um problema diante do qual fecho sempre os olhos. Me toca e estou escutando alguém, do qual, até aquele momento ignorei os problemas. Os nossos filhos se dão conta de que cenas assim fazem parte da vida e mais cedo ou mais tarde passam. Algumas vezes a paz nos traz a impressão de sermos ainda muito úteis, mostra que na nossa família cada um pode se expressar e existem argumentos válidos a favor das duas partes”.

A discussão não serve para vencer, mas para chegar a um acordo. Não é preciso lutar “contra” algo, sustenta Schneider, mas “por” algo.

Particular atenção é reservada às crianças, que têm “sensores especiais”, que às vezes fazem com que percebam tanto as graves como as pequenas discordâncias. Do mesmo modo, precisam saber que discutir é normal e não prejudica a relação. “Quem desde criança faz a experiência de ser perdoado apesar de seus erros e seus defeitos”, escreve o autor, “quando adulto saberá perdoar a si mesmo e os outros”.

Portanto, ao fim de uma discussão, não existe nada mais bonito do que uma linda reconciliação. “Nem todos estão dispostos a balbuciar as explicações se ajoelhando e implorando perdão até o grande abraço final, mas se pode obter ‘um pouco de paz’, mesmo sem grandes palavras e elogios. Quem consegue terminar uma discussão tem também o direito de uma recompensa”.

Roberta Sciamplicotti
Aleteia.org

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out
18

É hoje!!! Show Queremos Deus do Padre Fábio de Melo em Cuiabá

Acontece hoje (18/10), o Show Queremos Deus com Padre Fábio de Melo em Cuiabá, às 21h no Ginásio Aécim Tocantins. Localizado na Avenida Agrícola Paes de Barros, s/nº – Bairro Verdão (ao lado da Arena Pantanal).

Padre Fábio é uma das maiores vozes católicas do país, que emociona e comove multidões com suas músicas e mensagens de amor e paz. Será um show intimista com uma produção primorosa e o público terá a oportunidade de apreciar belas mensagens de fé. Realização de ZF Xperience.

Participe!

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out
17

Cuide da alimentação do seu filho

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Obesidade Infantil e Fome Emocional

Muitas vezes, a obesidade pode ter início na infância, principalmente, no período que compreende os dois ou três primeiros anos de idade, quando o corpo forma a maior parte das células adiposas, que são as células que “guardam gordura”.

O ganho de peso na infância pode acontecer por diversos motivos: hábitos alimentares com alto consumo de alimentos gordurosos ou ricos em açúcar, influência genética, algum problema de saúde (hormonal ou da tireóide) e estilo de vida sedentário da família. Além dessas situações, alguns aspectos psicológicos ligados às emoções, tanto da criança quanto de alguns integrantes da família que influenciam diretamente a criança, podem afetar o seu apetite para mais ou para menos.

Mudança de hábitos

É muito comum que pais, avós ou responsáveis utilizem doces ou sobremesas como “prêmio” quando a criança não quer comer a refeição principal ou quando ela está fazendo birra por algum outro motivo. Esse tipo de comportamento da família pode estimular na criança a ideia de que esses alimentos “prêmios” é que são os melhores, mais gostosos e mais importantes. Ela aprende que o alimento é a solução para todos os conflitos, pois quando come os pais ficam felizes.

Precisamos orientar aos pais que procurem outros tipos de premiações não alimentares nesses casos. Por exemplo, falar à criança que se ela comer a refeição, eles vão brincar juntos depois ou que a mãe vai ler uma nova história para ela, etc. Não esquecendo de frisar que o arroz e o feijão, os alimentos da refeição principal, são muito gostosos e importantes para ela.

Atenção à quantidade de comida

Após 1 ano de idade, a criança já come os mesmos alimentos da família. A quantidade de comida que os pais colocam no prato da criança é muito importante. Procurar fazer um prato saudável e colorido. E, se a criança quiser comer mais alguma coisa, sirva um pouco mais, assim, evitaremos que ela coma além do que seu organismo aceita e também evitamos o desperdício de alimentos. Lembre-se: quem sabe quando a criança está satisfeita é ela mesma. Se o adulto coloca muita comida no prato, não deve querer que ela raspe o prato, isso não é necessário.

Há algumas situações que levam a criança a buscar no alimento algo que emocionalmente está em falta, ou seja, falta de afeto, atenção ou carinho dos pais. Ou ainda situações de medo, angústia, ansiedade. Esses são sentimentos e situações que levam crianças, e até mesmo os adultos, a buscarem o preenchimento de outras maneiras. Uma delas é através do alimento, levando as pessoas a comerem mesmo quando não estão com fome. É o que chamamos de “fome emocional”.

Situações como o nascimento de um irmão, separação dos pais, mudança de cidade ou estado, perda de um parente, mudança de escola, ausência de um dos pais, dificuldades financeiras e adoção podem ser determinantes para a causa da obesidade.

Envolvimento familiar

Até certa idade, a criança considerada “gordinha” costuma ser vista com admiração pelos pais, como sinônimo de “fortinha”, ou seja, cheia de saúde. Hoje, sabe-se que isso não é verdade. Criança gordinha não é sinal de saúde, mas sim de risco, pois, se não cuidada, pode vir a desenvolver doenças relacionadas ao excesso de peso, como pressão alta, colesterol alto, dores articulares, diabetes, entre outros. Quando essa criança cresce e chega à adolescência, o conceito de beleza se modifica e os quilos a mais tornam-se um grande transtorno. E, então, o esforço para retomar o peso necessitará de muita disciplina e suporte da família.

Portanto, se você conhece alguma família que está passando por esse tipo de dificuldade, é muito importante orientá-la a procurar ajuda de profissionais na unidade de saúde. Médicos, nutricionistas e/ou psicólogos poderão auxiliar na melhora do quadro e acompanhar a evolução do caso.

Fonte:  Pastoral da Criança

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out
16

Segunda Missa do Tríduo Oracional Chave de Davi

IMG-20141013-WA0015É com imensa alegria que a Comunidade Canção Nova convida você e sua família para participar da Segunda Missa do Tríduo Oracional Chave de Davi de 2014. Começando nessa sexta-feira, dia 17 de outubro, às 19h30, no Rincão do Meu Senhor (ao lado da Univag).

Nessa segunda Missa do Tríduo vamos rezar pelas nossas famílias e por cada família amiga da Canção Nova.

O Tríduo Oracional Chave de Davi é uma campanha de oração criada pelo Pe. Bruno Costa da Comunidade Canção Nova no ano de 2010 e que tem sua inspiração na Palavra encontrada no livro de Apocalipse 3,7 que diz:

“Ao anjo da igreja que está em Filadélfia, escreve: Assim fala o Santo, o verdadeiro, que tem a chave de Davi, aquele que abre e ninguém fecha, e que fecha e ninguém abre”. 

Conheça o CD Oracional Tríduo Chave de Davi

Um dos frutos da campanha oracional da Chave de Davi é o CD Oracional Tríduo de Oração Chave de Davi, gravado pelo Pe. Bruno Costa com participações de Luciana Antunes, lançado pela Comunidade Canção Nova no mês julho desse ano. E você que vem participar da santa Missa pode adquirir na Loja Canção Nova esse CD Oracional que nos leva ao profundo encontro com o Senhor através da oração.

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out
15

Uma questão de escolha

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 O melhor é ir devagar

O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.

Participe do Show Queremos Deus no dia 18 de Outubro no Aecim Tocantins

Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples…

Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.

Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar.

Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.

É simples…

Padre Fábio de Melo

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out
14

Silenciar ou falar? O que é mais importante?

esperaNossa Senhora nos ensina em cada momento qual a atitude mais correta

A sabedoria nos ensina que precisamos saber a hora de falar e a hora de calar.

Há quem se cale e é considerado sábio, e quem se torne odioso pela intemperança no falar” (Eclo 20,5).

Uma palavra certa, na hora certa, é um bálsamo para o coração, mas uma palavra não certa, pode causar grande estrago. Somente o Espírito Santo de Deus pode nos dar o equilíbrio no falar e no silenciar.

Vamos hoje ficar atentos às nossas inclinações, porque geralmente falamos muito e, às vezes, até o que não devemos. Tomemos por modelo hoje para a nossa vida a Virgem Maria, que era pronta em escutar, e ao fazê-lo bem sabia dar as respostas precisas e essenciais.

Oremos hoje assim: Espírito Santo, ensina-nos a hora certa de falar e a de silenciar. Dá-me ouvido de discípulo.

Jesus, eu confio em Vós!

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out
13

Abrir-se às surpresas de Deus e não fechar-se aos sinais dos tempos

3300_1185A vida é um caminho rumo à plenitude de Jesus Cristo, quando virá pela segunda vez – Papa Francisco

Cidade do Vaticano (RV) – Abrir-se às surpresas de Deus e não fechar-se aos sinais dos tempos: foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa matutina na Casa Santa Marta, comentando as palavras de Jesus aos doutores da lei.

Muitas vezes, observou o Pontífice, esses doutores pedem sinais a Jesus, e Ele responde que não são capazes de ver os sinais dos tempos:

“Por que esses doutores da lei não entendiam os sinais dos tempos e pediam um sinal extraordinário (que depois Jesus deu), por que não entendiam? Antes de tudo, porque estavam fechados. Estavam fechados em seu sistema, tinham elaborado a lei muito bem, uma obra-prima. Todos os judeus sabiam o que se podia ou não fazer, até onde ir. Estava tudo arrumado. E eles se sentiam seguros ali”.

Para eles, acrescentou o papa, Jesus fazia “coisas estranhas”: “caminhar com pecadores, comer com os publicanos” – o que para os doutores significava colocar a doutrina em perigo. Eles se esquecim que Deus é o Deus da lei, mas também o Deus das surpresas:

“Eles não entendiam que Deus é o Deus das surpresas, que Deus é sempre novo; jamais renega a si mesmo, mas sempre nos surpreende. E eles não entendiam e se fechavam naquele sistema feito com tanta boa vontade e pediam a Jesus: ‘Dê um sinal!’. E não entendiam os muitos sinais que Jesus dava e que indicavam que o tempo estava maduro. Fechamento! Segundo, tinham se esquecido que eles eram um povo em caminho. Em caminho! E quando alguém está em caminho, sempre encontra coisas novas, coisas que não conhecia”.

O Papa acrescentou que “um caminho não é absoluto em si mesmo”, mas é o caminho rumo “à manifestação definitiva do Senhor. A vida é um caminho rumo à plenitude de Jesus Cristo, quando virá pela segunda vez”. Esta geração procura um sinal, mas – afirma o Senhor – não lhe será dado qualquer sinal, a não ser o de Jonas”, ou seja, “o sinal da Ressurreição, da Glória, daquela escatologia rumo à qual caminhamos”. Quando Jesus afirma no Sinédrio ser o Filho de Deus, os doutores leem este sinal como uma blasfêmia E por isso, Cristo os define como “geração má”.

Francisco reiterou que “se a lei não leva a Jesus Cristo, não se aproxima Dele, está morta. E por isso Jesus reprova os doutores, por não serem capazes de conhecer os sinais dos tempos:

“E isso deve fazer-nos pensar: eu fico preso às minhas coisas, às minhas ideias, fechado? Ou estou aberto ao Deus das surpresas? Sou uma pessoa estática ou uma pessoa que caminha? Eu acredito em Jesus Cristo – naquilo que Ele fez: morreu, ressuscitou e acabou a história – ou acredito que o caminho prossiga rumo à maturidade, à manifestação de glória do Senhor? Eu sou capaz de entender os sinais dos tempos e ser fiel à voz do Senhor que se manifesta neles? Podemos hoje fazer estas perguntas e pedir ao Senhor um coração que ame a lei, porque a lei é de Deus; mas que ame também as surpresas de Deus e que saiba que esta lei santa não é fim em si mesma”.

Em caminho, reafirmou o Papa, é uma pedagogia “que nos leva a Jesus Cristo, ao encontro definitivo, onde haverá este grande sinal”.

Fonte: radiovaticana.org

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out
12

Consagre a sua vida e a sua família a Nossa Senhora Aparecida

papa_em_aparecida_24072013131907Rogai por nós Santa Mãe de Deus para que sejamos dignos das promessas de Cristo

“Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. 

Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.

Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!”

(Oração de Consagração a Nossa Senhora Aparecida rezada pelo Papa Francisco no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida)

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out
11

A Padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida,

Dia 12 de Outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Dia 12 de Outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Nesse dia mais que especial para todos os católicos do Brasil oremos pelo nosso país

Em 12 de outubro de 1717 chegava o governador de Assumar em Guaratinguetá, SP. A Câmara da Vila notificou então os pescadores que apresentassem todo o peixe que pudessem para o governador. Entre muitos, foram pescar Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso até o porto de Itaguaçu, sem nada pescar. Eis que João Alves lançando a rede de rasto neste porto, tirou o corpo da Senhora, sem cabeça, e, lançando mais abaixo outra vez a rede, tirou a cabeça de mesma Senhora. A imagem encontrada media 38 cm de altura e cor bronzeada. Continuando a pescaria, pescaram muitos peixes e logo perceberam o milagre. Os pescadores levaram a imagem para as suas casas; alguns sinais milagrosos começaram a acontecer, o que chamou a atenção do Pe. José Alves Vilela, pároco de Guaratinguetá, SP, que decidiu construir uma capela para o crescente número de devotos da Virgem. Entre os grandes milagres conta-se o do escravo, ocorrido em 1790: suas correntes se soltaram das mãos quando ele implorava a proteção de Nossa Senhora Aparecida diante da imagem. Depois esta capela foi substituída por outra maior no morro dos Coqueiros em 1745, morro que tomou o nome de “Aparecida”. Em 1846 foi iniciada a construção de uma igreja maior. Em 1884 a Princesa Isabel doou uma coroa a Nossa Senhora Aparecida para pagar uma promessa feita a Ela, em que pedira, em 1868, um herdeiro para o trono. Sete anos após ter feito o pedido, a princesa Isabel deu à luz D. Pedro de Alcântara. Em 1884 a princesa retornou a Aparecida com a coroa e com os três filhos, D. Pedro de Alcântara, D. Luiz Felipe e D. Antônio. A Coroação aconteceu em 1904.

Em 1930 o Brasil foi solenemente consagrado a Nossa Senhora Aparecida pelo Cardeal D. Sebastião Leme na presença do Presidente da República Washington Luiz. O Brasil era consagrado definitivamente e para sempre a Nossa Senhora. D. Pedro I, o primeiro Imperador, confirmando antiga provisão de Sua Majestade o rei de Portugal do ano de 1646, declarou a Virgem da Conceição Padroeira do Brasil. O Papa Pio XI proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira principal de todo o Brasil. Aos 16 de julho de 1930 publicava no “Motu proprio”: “(…) por conhecimento certo e madura reflexão Nossa, na plenitude de Nosso poder apostólico, pelo teor das presentes letras, constituímos e declaramos a mui Bem-aventurada Virgem Maria concebida sem mancha, sob o título de “Aparecida”, Padroeira principal de todo o Brasil diante de Deus”. No ano de 1980 foi então abençoada a nova e grande Basílica pelo Papa João Paulo II. brasileiro está sob o manto protetor da Mãe de Deus e nossa.

A nova basílica foi concluída em sua parte principal em 1980; tem 23.000 m² e área coberta de 18.000 m². A lotação normal é de 45.000 pessoas, podendo chegar a 70.000 pessoas. É a grande casa da Mãe do povo brasileiro: simples, pobres, ricos, coxos, aleijados, doutores e analfabetos veem ali para pedir a bênção e a proteção de sua Mãe. É comovente ir a Aparecida do Norte e participar de uma Santa Missa, com o povo lotando a enorme Basílica. E o templo está cada vez mais bonito, para a glória de Nossa Senhora; e é o povo mais pobre e humilde que custeia isso com suas doações. É a Casa Santa desse povo de Deus. É ali que Ela nos abençoa.

Amanhã é um dia muito especial para nós católicos. Dia de nossa mãezinha, Nossa Senhora Aparecida!
Foi pensando nesta data tão importante, que o Prof. Felipe Aquino gravou um pequeno vídeo para contar a história e a importância da nossa devoção à mãe.

Clique no link para assistir ao vídeo:  http://goo.gl/yS6aG

 Que a Virgem Mãe Aparecida abençoe você e sua família hoje e sempre!

 

 Prof. Felipe Aquino

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out
10

Católicos consciente de seu papel noBrasil

Terra-de-Santa-Cruz-300x276A moral católica não se assemelha a um supermercado no qual a pessoa escolhe o que a agrada e deixa o que a desagrada na prateleira

O pecado ocorre quando se diz não à vontade de Deus. Essa recusa ao projeto de amor do Pai celeste para conosco pode ser grave ou leve. Daí falarmos em pecado mortal (grave) ou venial (leve).

O pecado mortal se dá quando são preenchidas três condições: 1) A matéria é grave, importante; 2) Há conhecimento de causa da parte do pecador; 3) Existe vontade deliberada de errar. Chama-se mortal porque leva à morte da graça no pecador e, consequentemente, à perda da vida eterna no céu. O pecado venial ou leve ocorre quando falta algum dos três itens atrás mencionados.

Para receber o perdão dos pecados mortais, devemos recorrer ao Sacramento da Confissão (também chamado de Reconciliação ou Penitência) como meio ordinário. Já para obter o perdão dos pecados leves, basta um ato de contrição bem rezado, uma obra de caridade bem feita, o ato penitencial da Santa Missa etc.

Feita esta importante definição é preciso dizer que não parece pequeno o número de católicos em estado de pecado grave nas eleições deste ano. Afinal, se grande parte dos brasileiros se diz cristã e contrária ao aborto, de onde saem os votos para os partidos abortistas e que conspiram contra a família?

A resposta: tais votos só podem vir, em boa parte, de pessoas batizadas que, não raras vezes, estão nas Missas dominicais ou até diárias, mas menosprezam a moral católica filiando-se ou votando em candidatos de partidos cujos programas defendem o aborto e a união de pessoas do mesmo sexo, por exemplo.

Portanto, se sabem que os programas desses partidos atentam contra a vida humana inocente e indefesa e contra a família natural, cometem pecado grave ao se filiarem, ao apoiarem com propagandas ou ao darem o seu voto a candidatos de tais partidos, independentemente de quem sejam esses candidatos.

Sim, pois se o cristão vota nesses partidos, consciente do que eles defendem, comete pecado grave, porque coopera deliberadamente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina o seguinte sobre essa cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.”

Ora, quem vota em um partido abortista e contrário à família, de fato, aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave. Daí a Congregação para a Doutrina da Fé ter publicado, em 24 de novembro de 2002, uma Nota Doutrinal sobre questões relativas à participação e o comportamento de católicos na vida política na qual se lê que “a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a atuação de um programa político ou de uma só lei, onde todos os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos” (n. 4).

O católico que se filia, apoia ou vota em um partido que tem um programa contrário à fé e à moral católica é incoerente. Um verdadeiro corintiano não pode filiar-se à Mancha Verde, torcida do Palmeiras, e nem um palmeirense de verdade pode se associar a Gaviões da Fiel, torcida corintiana. Seria o cúmulo do absurdo.

Ora, se em questão de futebol isso é, por simples coerência consigo mesmo, levado tão a sério, por que com Deus e a Igreja é diferente?

A moral católica não se assemelha a um supermercado no qual a pessoa escolhe o que a agrada e deixa o que a desagrada na prateleira, mas, ao contrário, ela leva o fiel a assumir por inteiro, com a graça de Deus, o que é útil à sua salvação eterna. Afinal, não podemos nos afastar do Senhor Jesus, mesmo quando a sua mensagem nos parece dura, pois só Ele tem palavras de vida eterna (cf. João 6,60-69).

Fonte: zenit.org

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