Transfiguração, presente de Deus!

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Deus nos faz promessas através do profeta Amós, nos fala de um futuro que tinha como medida o plano de Deus. Fala da terra que é reconquistada e de um Deus que vem caminhar no meio do povo. Sabemos que essa promessa foi cumprida, pois Ele veio no meio de nós e caminhou junto conosco.

A transfiguração é um presente de Deus e para nos transfigurarmos precisamos da figura de Deus. “Eis que faço novas todas as coisas”. O Apocalipse nos faz pensar da graça do céu, da novidade, do presente de Deus para sua vida, e Ele quer plantá-la no coração de vocês. Isso é um chamado para que formemos uma só família.

Quando fui chamado ao episcopado, escolhi o dia 6 de julho porque é dia de Santa Maria Gorete, ela que teve uma vida sofrida, com muito trabalho, e ao não querer se entregar a um garoto foi esfaqueada. Ela que foi encontrada toda ensangüentada, assim que chegou ao hospital, perdoou o garoto por ter feito tudo aquilo com ela. Todo o sangue que ela derramou foi para a purificação dos pecadores e o agressor se converteu e foi salvo. uma santa jovem, a qual derramou seu sangue pela juventude, sendo um anúncio de Deus para a família.

Dom Alberto Taveira.

Os pais de família têm que educar os filhos nos valores da Igreja para que os jovens tenham boas referências, para que possibilitem ‘nadar’ contra essa correnteza de anti valores que existem no nosso tempo.

 

Vale a pena educar os filhos no valor do Evangelho. Pois é um desafio para que descubram que é bom ser de Deus, como a Igreja realmente anuncia. Isso é transfigurar e mudar. Precisamos ter jovens que vejam o matrimônio com a visão de Deus. Matrimônio - homem e mulher - temos que ter essa mentalidade que valorizem o matrimônio. Não basta se juntarem, mas é necessário ser casado na Igreja e com responsabilidade. É importante e fundamental que tenhamos cristãos que falam com a vida e não só com palavras.

 

jovens cedam a Jesus, a este chamado que estão sentindo no coração. Você, simplesmente você, que é chamado a nadar contra a correnteza. Santa Maria Gorete, que desde os seus doze anos já servia ao Senhor, mestra na capacidade de transformar a sua vontade num ato de entrega de vida a Deus.

LEIA NA INTEGRA O DISCURSO QUE FIZ NO I FORUM FÉ E POLÍTICA.

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A VIDA CRISTÃ E A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

 

1. Fé e política

 

Muito se falou a respeito do milênio em curso, pensado por diversas pessoas como num tempo sem fé e sem religião, o que, na realidade, não se constata. O que pode acontecer é que se faz experiência de religião de forma um pouco confusa. Muitas vezes se faz a experiência de religião sem fé, ou da fé sem religião, ou outras modalidades que dispersam o sentido do sagrado, pensando em Deus como uma energia impessoal, presente em tudo ao mesmo tempo.

Por outro lado, ocorre em toda parte um esforço sério de evangelização, tanto na parte da Igreja católica, quanto de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais sérias que compartilham o mesmo empenho.

Em todos os períodos de intensificação da política partidária, especialmente durante as campanhas eleitorais, vêm à tona as perguntas sobre o envolvimento da Igreja e dos cristãos na atividade política. Não é raro esperar que a Igreja “tome partido”, optando por um dos lados envolvidos no processo político. Como sempre acontece, também neste ano, no dizer de algumas pessoas, já existiriam até recomendações de voto e definições da parte das autoridades eclesiásticas.

Assim, volta a pairar uma certa perplexidade que pede orientações e posicionamento claro da parte dos cristãos católicos.

Há muitas iniciativas em curso no Brasil e no mundo em vista de uma inserção maior dos valores do Evangelho no mundo da política. Muitas delas já produzem frutos significativos. No entanto, é sempre desafiador buscar que a realidade do evangelho fermente também esta importante área da vida humana, a atividade política, com todas as suas dimensões, a saber, militância partidária, exercício do direito e do dever do voto, propaganda eleitoral, programas de governo, cargos políticos, harmonia entre os poderes.

Que estilo de vida Cristã pode oferecer uma espiritualidade para a inserção do cristão na política? Como aproximar estas duas realidades, a fim de que a justa autonomia das realidades terrestres seja mantida e, ao mesmo tempo, o fermento da vida cristã continue a dar sentido e rumo? De fato, “se com as palavras «autonomia das realidades temporais» se entende que as criaturas não dependem de Deus e que o homem pode usar delas sem as ordenar ao Criador, ninguém que acredite em Deus deixa de ver a falsidade de tais afirmações. Pois, sem o Criador, a criatura não subsiste. De resto, todos os crentes, de qualquer religião, sempre souberam ouvir a sua voz e manifestação na linguagem das criaturas. Antes, se se esquece Deus, a própria criatura se obscurece” (GS 36) 1.

A política é um maravilhoso instrumento de amor social e ao mesmo tempo o reino das divisões, dos conflitos, das lutas, e das grandes tentações. Se muitas vezes os políticos são criticados, é porque no meio da política existe um espaço para a corrupção e para a manipulação. Que político nunca foi criticado? De forma injusta ou não, adequada ou inadequadamente, com agressividade ou com boa educação? Tudo isso deve servir como exame de consciência, como revisão de vida, como provocação a uma vida nova em um campo extremamente delicado, mas do qual o cristão não tem o direito de fugir: a política. Ninguém está isento dos riscos, mas ao mesmo tempo não tem direito de deixar a lâmpada se apagar. Se todos precisam de santidade, os políticos precisam de dose dupla 2. A fé há de entrar em todos os campos da atividade humana, sem excluir o campo da política.

Então, vamos programar o lobby da Igreja em nossa cidade, façamos nossa lista de candidatos, impondo aos católicos os eventuais acordos, quase “batizando” partidos e candidatos? Quem sabe teremos mais vantagens, fatias do poder, cargos na administração, lotes para a construção das igrejas? É óbvio que esta não é a estrada da Igreja católica. Antes, interessam-nos os valores e, numa legislatura de Câmara Municipal, ou nos níveis estadual e federal, ou nos governos municipais que serão eleitos, nosso sonho é encontrar homens e mulheres que sejam coerentes com o que professam como fé pessoal e suas convicções os levem a práticas diferentes. Acolham os candidatas e candidatos aos diversos cargo a posição cristalina da Igreja católica: queremos contribuir para aperfeiçoar e elevar a prática política, queremos, sim, oferecer homens e mulheres que sejam fermento na massa, ao lado de tantas pessoas de boa vontade. Nosso olhar se volta para o reino de Deus.

“Procurai primeiro o Reino e a justiça de Deus, e tudo isso vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33). No tempo de Jesus, muita gente se confundia com esta história de reino; até para os apóstolos era difícil entender porque eles pensavam em restauração do reino de Israel. Dizem alguns estudos que a traição de Judas estaria ligada, um pouco, a uma espécie de decepção, por esperar que Jesus assumisse a posição de chefe político, capaz de resolver todos os problemas. Lembremos dos discípulos de Emaús: quando Jesus começa a caminhar junto deles, seus olhos estavam impedidos e eles não o reconheceram, e comentando sobre a situação disseram: “Quanto a nós, nós esperávamos que ele seria o que devia libertar Israel. Mas, com tudo isso,já é o terceiro dia que esses fatos se deram” (Lc 24,21). Os discípulos demonstraram decepção, pois esperavam que Jesus fosse libertar Israel. Ele continuou caminhando com os discípulos falando do sentido da sua morte, até que ao partir o pão eles o reconheceram. A idéia do reino é misteriosa.

Houve um tempo na História e na Igreja em que se pensava numa civilização totalmente cristã, com o poder religioso e civil se confundindo. Hoje está muito claro na doutrina da Igreja, a distinção das várias instâncias de poder. O reino de Deus vai estar presente no mundo, mas não vamos nos iludir achando que estaremos numa sociedade totalmente cristã. Sabemos que isso não é real, pois nossa sociedade é paganizada. É preciso trabalhar por uma evangelização explícita para que o reino de Deus, presente entre nós desde quando Jesus veio ao mundo, se espalhe. Ele não acontecerá só quando todas as estruturas do mundo estiverem “bonitas” e “arrumadas”. O reino de Deus já está no meio de nós, é preciso abrir os olhos para essa realidade.

No Evangelho de São Mateus, Jesus fala de fermento na massa: “Disse-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparável ao fermento que uma mulher põe em três medidas de farinha, de tal forma que a massa toda fica fermentada ” (Mt 13,33). A espiritualidade na política tem que ter muito de fermento. Proporcionalmente o fermento é muito pequeno com relação ao tamanho da massa, mas que seria da massa sem o fermento? Os valores cristãos hão de estar presentes no dia a dia, nas conversas, quando um político compartilhar assento numa comissão legislativa, ou quando um administrador municipal deverá eleger prioridades. Os políticos, se quiserem, têm todas as possibilidades para usarem o cargo que ocupam para o interesse próprio, muito mais que outros grupos da sociedade. Isso dependerá da opção de fé de cada um, o que provoca um rumo diferente para tudo. É um desafio à liberdade.

 

2. Princípios da Doutrina Social da Igreja

 

Para a participação política dos cristãos, faz-se necessário conhecer e trabalhar para que os princípios básicos do ensinamento social da Igreja, nascidos da seiva do Evangelho, sejam acolhidos como referência. Quando fizermos nossas escolhas, e aproximam-se as eleições, é bom perguntar se os candidatos ou candidatas que se apresentam correspondem a tais valores. 3 São eles:

Em primeiro lugar, a dignidade inalienável da pessoa humana, criatura e imagem de Deus, em unidade de corpo e alma, aberta à transcendência, única e irrepetível, cuja vida vem a ser respeitada desde a sua concepção até o seu ocaso natural, o que exclui quaisquer políticas públicas incompatíveis com esta dignidade. Esta é nossa primeira bandeira, chamemos assim. Como cristãos, observaremos até que ponto as pessoas que se apresentam para os cargos políticos acolhem tais princípios.

Da dignidade, unidade e igualdade de todas as pessoas humanas deriva o princípio do bem comum, ao qual todos os aspectos da vida social e política devem referir-se para encontrar seu pleno sentido. Pode ser provocante o exemplo, mas ouso apresentá-lo: existem laços que são anteriores, prévios a uma eventual filiação partidária. Isso se desdobra em algumas atitudes para salvar os valores centrais do cristianismo, que podem ser ameaçados por não serem garantidos por qualquer grupo político. A garantia vem das convicções das pessoas em salvar os valores cristãos, buscando unidade de pensamento naquilo que é essencial, inclusive valorizando idéias que podem vir dos outros, mas que conespondem aos valores que buscamos. Para isso é preciso superar preconceitos que bloqueiam o contato entre as pessoas. Se não houver essa mística muito forte dentro do coração do político, não se chegará a isso. É preciso viver primeiramente como um cristão verdadeiro, depois como membro de um partido ou facção política. Viver como uma pessoa que acredita nos valores profundos e eternos que foram plantados por Deus no ser humano, para depois com esses valores engajar-se num partido político. Aí está o valor fundamental de viver o amor entre as pessoas que estão na política. Tirem-se as conclusões quando se tratará de fazer os projetos de governo! Sonho alto, mas sonho de quem tem fé! Outra conseqüência será a clareza quanto ao destino universal dos bens, que abrirá portas para critérios diferentes na organização da polis, a cidade, a fim de que corresponda aos nossos projetos e ao bem de todos, especialmente dos mais pobres. Nossos políticos ou pretendentes a cargos políticos estão prontos a buscar este bem comum?

A subsidiariedade é outro princípio da doutrina social da Igreja. É impossível promover a dignidade da pessoa sem cuidar da família, os grupos, as associações, as realidades territoriais locais, as diversas expressões agregativas que tornam possível a vida social. Nasce aí uma filosofia social que leva a dar atenção apoio às realidades menores. Que condições nossos candidatos possuem para que este princípio, decorrente daquele do bem comum, seja posto em prática?

A Solidariedade, quarto princípio da doutrina social da Igreja permitirá por em prática a busca do bem comum, ao reconhecer o conjunto de laços que ligam as pessoas e os grupos sociais, na busca comum do crescimento comum, superando o individualismo e os particularismos. A sociedade tem um débito mútuo de condições vitais para todos os seus membros. Conseqüências serão as políticas públicas inclusivas, a prioridade dada aos que mais sofrem, a administração dos bens que vai ao encontro, em primeiro lugar, das necessidades dos mais pobres e sofredores. Olhemos para os nossos candidatos e saibamos provocá-los, positivamente, nesta direção.

 

3. Prática política diferente

 

Na Sagrada Escritura, existe uma evolução na compreensão do amor ao próximo. No Antigo Testamento lemos: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todo o teu ser, com todas as tuas forças” (Dt 6,5). Quando Jesus foi interpelado pelos fariseus a respeito de qual seria o grande mandamento da Lei, Ele declarou-lhes, acrescentando: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (cf. Mt 22,37-39). Quando lhe fizeram a pergunta sobre quem seria o próximo, conta a parábola do bom Samaritano (Lc 10,29-37). A resposta mostrou que o próximo não é aquele que vem a mim, mas aquele de quem eu me aproximo, ou seja, eu me faço próximo de alguém, eu me achego, não espero as pessoas pedirem alguma coisa, eu me aproximo antes. De fato, muitas vezes pensa-se que o próximo é a pessoa da mesma “tribo”.

Essa reflexão não termina aqui, mas tem uma evolução. No Evangelho de São João Jesus diz: “Eis o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Temos que amar a todos. Para o amor não existe medida. Jesus nos amou tanto que deu sua vida por nós. Não há maior prova de amor que esta.

Na política, aqui está um desafio imenso, vista com o olhar do cristão, será necessário viver isso junto com outros, pois não dá para viver sozinho. Faz-se necessário começar a conversar, tocar idéias, escutar o que pensa diferente, ao invés de um exercício de caça aos eventuais inimigos. Já pensaram num político que ama o partido do outro como o próprio?

Ouso fazer um novo desafio. Já pensaram um parlamento, nos diversos níveis, em que alguns políticos começassem a ser fermento “de ouvido”. Explico melhor: o que me assusta às vezes num parlamento é que tem gente falando e ninguém escutando. Infelizmente sabemos que há discursos muito pobres, sem conteúdo, mas precisamos aprender a ouvir, mesmo quando temos a impressão que nada se aproveita daquilo que o outro está falando.

Trata-se de aprender a arte da comunicação com base no Evangelho: olhar nos olhos de quem está falando e estabelecer assim uma reciprocidade: você fala e eu escuto, eu falo e você escuta. O exercício é esvaziar-nos totalmente de nós mesmos e deixar o outro falar, mesmo que esteja falando algo que não nos interessa. Nascerá o diálogo autêntico, que não se inicia quando eu sou acolhido, mas quando eu acolho, quando ouço e não quando sou ouvido, quando se compreende as razões do outro, vivendo a diversidade com riqueza e apostando nos valores comuns para enfrentar os problemas. Tudo isso iluminado pelo imenso amor de Deus.

E agora, propostas mais ousadas, para quem eventualmente for eleito: estabelecer um pacto político assim como são feitas alianças políticas. Neste pacto, os políticos cristãos encontram o espaço para manifestarem que se querem bem por causa do Senhor, num um pacto de amor recíproco. Depois, pode-se até criar um “manual” da espiritualidade para a política, porém acompanhado do testemunho pessoal, pondo em prática o evangelho, tendo a coragem de dar um testemunho radical da própria fé.

Políticos ou cristãos interessados na política, isto é, todos aqui presentes: aceitem viver o evangelho, segundo Jesus Cristo. Vivam realmente como cristãos, assumindo os critérios do evangelho e por causa disso, movimentem-se no seu campo político para valorizar posições positivas e construtivas. Introduzam Deus na política; se assim o fizerem, com toda a certeza, Deus lhes dará o cêntuplo.

Introduzir Deus na política, não significa transformar o espaço político, chame-se ele campanha eleitoral, comício, câmara, parlamento, prefeitura ou militância em local de pregação confessional. Não é este o lugar para isso. Conheço uma pessoa que diz assim: rezo todos os dias para que os maus sejam bons e para que os bons não sejam chatos. Cuidado para não fazer pregação fora de lugar! O que somos chamados a fazer é dar testemunho concreto e prático dos valores do evangelho. Nossas palavras sobre qualquer assunto: ecologia, estradas, viadutos, hospitais, têm que considerar os critérios da justiça e da verdade.

Isso tudo é um desafio, pois não existirão estruturas novas se não existirem homens novos, se não existirem pessoas que se renovem interiormente a cada momento e dispostas a entrar num processo de conversão.

Para alcançar tão altos objetivos que, certamente muitos aqui consideram utópicos, quem quer entender de política, como cristão, deverá alimentar a vida espiritual através da oração e contato com a Palavra de Deus. Depois de falar a Deus e sobre Deus, não é possível falar mal dos outros. Quem está em Deus muda a atmosfera onde quer que chegue, passa também a ter coragem de testemunhar. Não dá para ir à Igreja na campanha e depois não ter mais tempo. Como não dá para ser de vários grupos religiosos. O respeito de que cada político é merecedor será conseqüência de sua coerência, que não desrespeita, mas valorizará o diferente, mas será ele mesmo, ela mesma.

Sonhos muito altos? É que nosso olhar se volta para a Jerusalém celeste, a cidade do alto, com que sonhou o Santo de hoje, Santo Agostinho: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva” (Ap 21, 1-6­).

 

 

 

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Palmas,

28 de agosto de 2008.

 

1 GS 36: “Muitos dos nossos contemporâneos parecem temer que a íntima ligação entre a actividade humana e a religião constitua um obstáculo para a autonomia dos homens, das sociedades ou das ciências. Se por autonomia das realidades terrenas se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios, que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítimo exigir tal autonomia. Para além de ser uma exigência dos homens do nosso tempo, trata-se de algo inteiramente de acordo com a vontade do Criador. Pois, em virtude do próprio facto da criação, todas as coisas possuem consistência, verdade, bondade e leis próprias, que o homem deve respeitar, reconhecendo os métodos peculiares de cada ciência e arte. Por esta razão, a investigação metódica em todos os campos do saber, quando levada a cabo de um modo verdadeiramente científico e segundo as normas morais, nunca será realmente oposta à fé, já que as realidades profanas e as da fé têm origem no mesmo Deus. Antes, quem se esforça com humildade e constância por perscrutar os segredos da natureza, é, mesmo quando disso não tem consciência, como que conduzido pela mão de Deus, o qual sustenta as coisas e as faz ser o que são. Seja permitido, por isso, deplorar certas atitudes de espírito que não faltaram entre os mesmos cristãos, por não reconhecerem suficientemente a legítima autonomia da ciência e que, pelas disputas e controvérsias a que deram origem, levaram muitos espíritos a pensar que a fé e a ciência eram incompatíveis). Se, porém, com as palavras «autonomia das realidades temporais» se entende que as criaturas não dependem de Deus e que o homem pode usar delas sem as ordenar ao Criador, ninguém que acredite em Deus deixa de ver a falsidade de tais assertos. Pois, sem o Criador, a criatura não subsiste. De resto, todos os crentes, de qualquer religião, sempre souberam ouvir a sua voz e manifestação na linguagem das criaturas. Antes, se se esquece Deus, a própria criatura se obscurece”.

2 Igino Giordani, um antigo político italiano ligado ao Movimento dos Focolares

3 Cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, capítulos 3 e 4

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Ler a Bíblia é como visitar um amigo

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 11:21 am on quarta-feira, agosto 27, 2008

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O mundo está acostumado a elevar o pecado nos meios de comunicação. Nosso Senhor deu uma oportunidade única, a de colocar a santidade de João Paulo II (in memorian) para o mundo todo ver.

Quando nos colocamos em oração, quem inicia a oração não somos nós. A oração começa com Deus. Antes de você ir ao encontro d’Ele, antes de você procurá-Lo, Ele já o procurou.

No livro dos Salmos, capítulo 84, versículo 9 lemos: “Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque Ele diz palavras de paz ao seu povo e aos seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para Ele. A sua salvação está bem perto dos quem o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra. A bondade e a fidelidade outra vez irão unir”. Enfim, o Senhor nos dará seus benefícios.

O amor de Deus tem duas características: misericórdia e verdade. Nosso Papa Bento VI tem como lema: Colaborador da verdade. Eu busquei uma explicação para isso, mas o que está em jogo é seguir a verdade e estar a serviço da verdade.

Para eu alcançar o que está na minha cabeça, eu uso a minha verdade. Se você não se converter à Verdade que é Jesus Cristo, você não irá entender nada da “verdadeira” Verdade.

No mundo atual, omite-se o tema da verdade. Todavia, tudo se desmorona se não tem a verdade.

Misericórdia e verdade… Interessante que desde pequeno eu queria viver esta realidade. Você não pode dizer mentiras. Às vezes, até as pessoas querem escutar algumas mentiras, mas a mentira destrói. Eu não me arrependo de viver e falar a verdade, mas sem nunca esquecer da misericórdia.

Primeiro, a misericórdia; depois, a verdade. Misericórdia e bondade, misericórdia e verdade…

Não deixar de anunciar a verdade, ter no coração o desejo de viver a verdade. A palavra de Deus é a verdade e Sua lei é a liberdade.
Atenção!

Você vai ler a Palavra de Deus para colher a vontade de Deus para sua vida. Escutar Deus não depende de você. No entanto, para você fazer uma leitura orante, você precisa ser humilde.

Esta vida de santidade e de oração é para todos. Ler a Bíblia é como visitar um amigo. É preciso escutar. É preciso ter uma atitude interpretativa da Bíblia; ler mais de uma vez, fazer orações de súplicas, pedir, repetir, colocar-se sobre o julgamento da Palavra, assumir a sua própria fraqueza

A Bíblia é um livro especial, é saborear o amor de Deus. Quem vive na superficialidade, não consegue ver Deus lhe falando e assim não colhe a vontade de Deus para sua vida. Para rezar a Bíblia é necessário ter em mente os seus problemas, os da sua família e comunidade. A Palavra de Deus “é como a chuva que lava e como fogo que arrasta. Sua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal”.

Dom Alberto Taveira.

‘Descubra o apelo do Reino Deus’

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 10:52 am on quarta-feira, agosto 20, 2008

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Recordei-me de um trecho de um escrito de São Boaventura quando fala do dom do discernimento. Ele dizia que quem quisesse fazer um bom discernimento do Espírito deveria utilizar três fontes:

- A primeira fonte para ter o dom da sabedoria e do discernimento é a Palavra de Deus.

 - A segunda fonte é fazer retiros, porque no retiro defrontamos a nossa realidade com a ação do Espírito Santo.

- A terceira fonte para o discernimento é o conselheiro ou conselheira, ou seja, é o próximo. João Paulo II dizia que São Bento pedia para que se escutasse os irmãos mais novos, pois muitas vezes o conselheiro é até uma criança. “Não deixem de escutar o seu próximo, discernir e descobrir o que Deus quer”. Só entra neste caminho quem tem a vivência na fé e no amor, a clareza na prática dos mandamentos. Fui perguntando-me quais aspectos da minha vida ainda precisavam de conversão. Escute esta Palavra que é para todos nós: “convertei-vos”. O convite à conversão vem acompanhado de “O Reino de Deus está próximo”. Tenho receio de entendermos apenas pensando numa linha do tempo, - que Deus está próximo -, quer dizer que Deus mora “parede-meia” conosco. É o apelo para abrirmos os olhos. O Reino de Deus é muito mais que uma estrutura, é uma Pessoa, é Jesus Cristo.

Nossa vida cristã caminha em descoberta à descoberta. Eu chamo você a abrir os olhos e ver os apelos de Deus em sua vida. Descubra o apelo do Reino Deus que está presente em sua vida.

Posse de Dom Philip em Miracema.

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 10:05 am on quarta-feira, agosto 20, 2008

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Trecho da homília de Posse de Dom Philip 

Querido amigo Dom Alberto, caros irmãos bispos, meus queridos sacerdotes, diáconos, religiosas e religiosos, consagrados, consagradas, meu querido povo da Diocese de Miracema, minha família, os visitantes, as autoridades, a todos vocês aqui presentes,

 

Hoje me inspiro nas palavras de Nossa Senhora: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humildade de sua serva.”

Pelo infinito amor de Deus e sua graça inesgotável, hoje estou no meio de vocês, como escolhido, eleito. E assim, tomo posse como seu bispo, como seu pastor. Estou disposto, do jeito que eu sou, com minhas qualidades, com meus limites, com minha fé e minha fraqueza. Com um desejo enorme de servir a esta igreja, quero manifestar a minha alegria e dizer que com muita generosidade e disposição, com nosso trabalho e nossa esperança, quero junto com vocês continuar a nossa caminhada na construção de uma diocese, forte, atuante, acolhedora, sinal vivo do Cristo Ressuscitado. Quero doar a esta igreja e ao seu povo a minha vida, e igualmente, peço a cada um de vocês este gesto de amor. Vamos seguir o exemplo de Maria: fazer tudo conforme a vontade de Deus, para sermos os escolhidos e elevados ao lado de Deus para receber a coroa da vida plena.

Sim, Pai, faz conforme a tua vontade’.

Com a oração e a ajuda de vocês quero ser o seu bispo, em comunhão com a igreja e com um profundo respeito aos meus antecessores Dom Jaime Collins e Dom João José Burke. Tive a honra de conhecer os dois. Agradeço ao senhor da messe por esses homens que deram suas vidas no meio de nós. Hoje sabemos que eles estão presentes e pedimos-lhes intercessão a Deus por todos nós aqui na terra. Quero tomá-los como exemplo e com o mesmo espírito, continuar a missão que eles deixaram, quero ser um irmão de vocês com respeito, dignidade e amor recíproco.

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ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE DOM PHILIP DICKMANS E DOM ROMUALDO

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 9:51 am on quarta-feira, agosto 20, 2008

Trago para você em fotos um pouco do que foi a Ordenação Episcopal historica na Arquidiocese de Palmas.

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“Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo”.

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 11:21 am on sábado, agosto 16, 2008

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Trago para você  a homilia que fiz na durante a Odernação Episcopal de Dom Philip e Dom Romualdo.
“Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo”.
Irmãos e irmãs, este é o tempo oportuno, a hora da graça, quando estamos reunidos na Praça dos Girassóis, onde foi celebrada a primeira missa nesta cidade de Palmas, à sombra da Cruz gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo, como um só homem na praça, todo o povo prestando atenção à Palavra proclamada na presença de homens e mulheres e todos os capazes de compreender.  Este é um tempo solene para as Igrejas de Palmas, Porto Nacional e Miracema e para toda a Província Eclesiástica de Palmas, pois Deus, lembrado de suas misericórdia, mais uma vez visitou seu povo, mostrando-se fiel às suas promessas, que duram para sempre.
 Celebramos hoje a alegria a grandeza da Esperança cristã, que nos indica o Céu como meta de nossa caminhada, oferecendo-nos o Pai amado o dom de seu Filho ressuscitado, primícias dos que morreram. A Eucaristia que celebramos tem gosto de Céu. Aqui se renova o único sacrifício redentor de Jesus Cristo. Aqui somos chamados a nos transformar naquele que receberemos em comunhão. Aqui os valores do Evangelho são acolhidos pelos discípulos de Jesus Cristo, que sairão fortalecidos em sua tarefa de missionários a serviço da vida e da verdade.
 Depois de Jesus, a Virgem Maria, preservada da mancha do pecado, em sua Assunção, foi a primeira a ressurgir e ser revestida com a vida imortal e incorruptível de Deus. “O que se comemora nesta festividade é não só o fato de que o corpo sem vida da Virgem Maria não foi submetido à corrupção, mas também seu triunfo sobre a morte e a sua glorificação no Céu, à imitação de seu Filho único Jesus Cristo”. Ela se encontra antecipadamente na situação a que chegarão os demais justos no dia da volta do Senhor, gozando no paraíso, em corpo e alma, da presença de Deus. Junto de Deus, como sinal para a nossa peregrinação na fé, lá está, uma de nós que já chegou em corpo e alma. Nossa vida tem um destino de eternidade! Na Virgem Maria, está o nosso futuro, o nosso dever ser.
    A Virgem Maria, a Mãe de Jesus, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que há de se consumar no século futuro. Assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor.
    “Abriu-se o templo de Deus no Céu e apareceu, no sue templo, a arca do seu testamento… Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”. Sinal luminoso são as doze tribos de Israel na nova Jerusalém. Sinal luminoso é o nosso Israel de Deus, a Igreja. Sinal luminoso é a Igreja reunida para a Eucaristia nesta noite. Nossa cidade da terra se transformou hoje, na Eucaristia, em Céu na terra.
         Sinal luminoso o ministério do Papa Bento XVI, por quem foram escolhidos dois presbíteros missionários na Arquidiocese de Palmas para o Ministério Episcopal. Daqui a pouco, serão ordenados os dois novos Bispos, incorporados ao Colégio Episcopal, pela imposição das mãos dos Bispos, para serem pastores do rebanho a ser conduzido em nome do Senhor. Estarão unidos, pela sucessão apostólica, aos doze apóstolos do Cordeiro, cujos nomes estão escritos sobre os alicerces da Nova Jerusalém.

O Sacramento que lhes é dado tem sua raiz no Batismo. De fato, “a semente de Cristo, o Espírito de Deus, suscitando o novo homem no sei da mãe Igreja e dando-o à luz pelo parto da fonte batismal, é da pelas mãos do sacerdote; a madrinha do casamento é a fé!”. Porque têm em comum com todos nós a graça de serem batizados, seu único título de honra, Monsenhor Philip e Monsenhor Romualdo foram escolhidos para se dedicarem à edificação do povo santo de Deus. Ser Bispo é graça e responsabilidade, temor e tremor diante do ministério que um homem recebe. 
Queridos irmãos Philip e Romualdo! Vocês foram escolhidos por serem homens firmes na fé - “State in fide” é o lema de Monsenhor Romualdo. Sejam vigilantes, corajosos, fortes, e seu proceder seja todo inspirado no amor. De fato, “amo muito a Igreja” foi a primeira palavra dita por Monsenhor Philip quando recebeu a notícia de sua nomeação, vindo a escolher o pedido de Jesus na oração sacerdotal como seu programa de vida: “Ut unum sint” – “Que todos sejam um” .
Permitam-me trazer-lhes como programa de vida, a ser assumido diante do Povo de Deus, as palavras de Santo Inácio de Antioquia, em sua Carta a São Policarpo, com as quais vocês começaram o Retiro Espiritual em preparação à Ordenação Episcopal: “Rogo-te, pela graça que te reveste, a intensificares tua corrida e exortar a todos para que se salvem. Desempenha bem tua missão com toda a diligência corporal e espiritual. Tem cuidado pela unidade, pois nada há de melhor (“Que todos sejam um!”, Monsenhor Philip). Suporta a todos como o Senhor te suporta. Tolera a todos na caridade, como já o fazes. Entrega-te à oração incessante. Pede uma sabedoria ainda maior do que tens. Vigia, com espírito sempre desperto. Fala a cada um segundo a maneira habitual de Deus. Sofre as fraquezas de todos como perfeito atleta. De fato, onde há mais trabalho, aí também se encontra o maior lucro… Trata com mais brandura os mais doentes. Não se cura toda chaga com a mesma pomada. Refresca com abluções os ímpetos febris. Em tudo sê prudente como a serpente e simples como a pomba. Porque és um ser corporal e espiritual, trata com calma o que te acontecer. Pede que te sejam manifestadas as realidades invisíveis, a fim de que nada te falte e sejas rico de todos os dons. O tempo te solicita como o piloto submetido aos ventos. Também batido pela tempestade, procuras o porto onde alcançarás a Deus com os teus (“Firmes na fé”, Monsenhor Romualdo!). Sê sóbrio como atleta de Deus. O prêmio prometido é a imortalidade e a vida eterna, como estás convencido…Aqueles que parecem merecer confiança mas ensinam coisas estranhas não te aterrorizem. Fica firme como a bigorna que é malhada. Convém ao grande atleta ser ferido e vencer. Principalmente por causa de Deus precisamos tudo suportar para que ele também nos suporte. Torna-te ainda mais zeloso. Pondera os tempos. Aguarda Aquele que é além do tempo, intemporal, invisível, que se fez visível, por nossa causa. Ele, intocável, impassível, que se fez passível por nossa causa e de todos os modos padeceu por nós. Não se negligenciem as viúvas. Depois do Senhor, sê tu seu protetor. Nada se faça sem a tua vontade nem faças algo sem Deus; o que não acontece! Sê constante. Não desprezes os escravos e as escravas. Mas que eles não se ensoberbeçam. Pelo contrário, que sirvam melhor para a glória de Deus, a fim de receberem de Deus uma liberdade mais perfeita”.
Vocês serão Bispos na Província Eclesiástica de Palmas, neste Estado do Tocantins.
Porto Nacional, Igreja Mãe primacial de nossa região, cuja história tem em seus anais homens como Dom Domingos Carrerot OP, Dom Alano Marie du Noday OP, Dom Celso Pereira de Almeida OP e, com eles, os valorosos Padres Dominicanos que plantaram a semente da fé no sertão tocantinense. Porto Nacional do incansável Dom Geraldo Vieira Gusmão, há dez anos Bispo zeloso, missionário que percorre distâncias dos espaços ou dos corações, num contínuo lava-pés feito de zelo pastoral, simplicidade e alegria. Seu amor à Igreja de Porto Nacional o fez pedir um Bispo Coadjutor, pensando no futuro desta Igreja. Deus lhe deu e à Capital Cultural de nosso Estado um Bispo de altíssima formação teológica e espiritual, Monsenhor Romualdo Kujawski, sacerdote “fidei donum” da Arquidiocese de Poznan, na Polônia, cujo Pastor, Dom Stanislaw Gadecki aqui se encontra. Sua Igreja, Dom Satalislaw, é grande no dom que faz à Dioceses de Porto Nacional. Mons. Romualdo é Doutor em Espiritualidade, foi Reitor dos Seminários de Diamantina e de Palmas, Vigário Episcopal para a Administração, dedicado às Paróquias de Palmas, como Aureny III, Taquari e Luzimangues, nas quais deixou o rastro de seu ardor pelas coisas de Deus e o amor aos pobres. E a formação de muitos padres em nossas dioceses tem a marca de seu testemunho e de seu zelo.
Miracema do Tocantins tem uma história marcadamente missionária, com a memória de Dom Jaime Collins CSSR, representando uma torrente de missionários Redentoristas, cujo sangue, suor e lágrimas plantaram as sementes que podem ser colhidas na alegria ii. Seu segundo Bispo foi Dom João José Burke OFM, Franciscano que amou sua Igreja, entregou-se por ela, deixando sadias e fecundas saudades no Povo de Deus. Os Bispos, Presbíteros e Diáconos de nossa Província Eclesiástica tivemos o privilégio de fazer um Retiro inteiro como celebração de suas Exéquias. Miracema se alegra com seu terceiro Bispo. Um sacerdote expressou maravilhosamente o perfil de Dom Philip Dickmans: “um Bispo com a cara da Diocese de Miracema e uma Diocese com a cara do Bispo”. Nosso Padre Philip, missionário ardoroso, amigo dos pobres, amado por todos, presença de evangelizador coerente no meio do povo Indígena Xerente, que o chamam “Sikmowê” – Pássaro dos Olhos bonitos, ou “Waptokwa Damsaurê” – Servo do Senhor, que se inculturou com seriedade e dignidade no meio do povo da Região Norte da Cidade de Palmas e em nosso Sertão, deixando marcas indeléveis em nossa vida de Igreja. Monsenhor Philip, filho da Diocese de Hasselt, na Bélgica, ordenado diácono e presbítero pelo meu querido amigo Dom Paul Schruers, unido a nós em seu leito de enfermo. Dom Patrick Hoogmartens, que até agora permitiu que este sacerdote aqui estivesse como “fidei donum” agora o entrega, generosidade maior, para que seja nosso irmão no Episcopado.
Monsenhor Philip e Monsenhor Romualdo: nossa Arquidiocese de Palmas é toda gratidão por suas vidas e pelo chamado que lhes é feito. Estamos dando à Igreja verdadeiras colunas de nossa Arquidiocese. Vocês ajudaram a construí-la. Sejam bispos santos e fiéis. Aceitem minha disposição pessoal de um verdadeiro pacto de amor recíproco entre nós, para que, Jesus presente no meio dos Bispos, realize a sua Obra, pois a Igreja lhe pertence. De nossa parte, sejamos dom, presente gratuito, Eucaristia “para a vida do mundo” iii
A Eucaristia que celebramos, o Sacramento da Ordem que testemunhamos, a entrega da vida dos dois novos bispos, tudo é graça, gratuidade, amor, é exuberância da presença de Deus. De fato, Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo”.

 

 

 

 

 

Casa onde o Apóstolo São Paulo morou em Roma

Arquivado em: ANO PAULINO — dialogodefe at 1:22 pm on sexta-feira, agosto 15, 2008

Vamos hoje a Igreja de São Paulo a Regola que segundo a tradição foi o local que o Apóstolo pode exercer seu ministério como pregador do Evangelho. Em uma antiguíssima Igreja, encontramos o quarto que viveu São Paulo. No centro da Igreja, existem 3 quadros de grande dimensão que retratam a Conversão, a pregação e o martírio do Apóstolo. Esta Igreja nos faz entender outra coisa, uma outra dimensão. O anuncio não começa grande, mas começa sempre de uma realidade menor. Porque a Verdadeira força do Anuncio é o Cristo presente e não aqueles que se fazem porta vozes.

35 anos servindo a Igreja

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 11:52 am on sexta-feira, agosto 15, 2008

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15 de agosto, Hoje se completam 35 anos da minha ordenação sacerdotal.

dom031.jpgFui ordenado padre no dia 15 de agosto de 1973 na Matriz de Nossa Senhora do Pilar na minha cidade natal Nova Lima pertinho de Belo Horizonte, Minas Gerais e ali recebi a ordenação sacerdotal das mãos do Dom João Resende Costa falecido o ano passado, que era o Arcebispo de Belo Horizonte na época.

dom051.jpgFoi o mesmo bispo que me crismou, que me deu os ministérios , o subdiaconato , o diaconato , o presbiterato e foi também o mesmo bispo que me ordenou bispo.

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Esses são os carinhos da Providência de Deus.

Sejamos semeadores da esperança, da vida e da justiça.

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 10:49 am on terça-feira, agosto 5, 2008

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Se nós olharmos para a história da humanidade, o povo que Deus escolheu, nem sempre era o que Ele esperava. Esse povo não era mais perfeito que os outros, ali se espalhou a idolatria, se espalhou o pecado de várias formas, mas Deus escolheu esse povo.

No Antigo Testamento, Deus sempre resgatava seu povo como figura d’Aquele que venceria a morte. Tantas pessoas que não sabem nem falar, mas estão pedindo: Não desanimem. Meus irmãos precisamos ser semeadores da esperança. Deus está cuidando de você hoje, pense naquela situação em que parece que acabou tudo, pense que Deus vai cuidar de tudo.

Jesus escolheu 12 homens para anunciar que o Reino está próximo. Imaginem aqueles homens cheios de medo, defeitos. Que seleção Deus fez. Vocês se acham melhores que os outros? Não. Vocês estão aqui porque vocês precisam mais.

Talvez pertinho de nós tem pessoas perdidas. E diante das ovelhas perdidas anunciem que o Reino de Deus está próximo. Recolha tudo que é limites, fraquezas, e pense o que você pode recolher para ser semeador da esperança, para ajudar as pessoas.

Que eu seja presença do Reino para essas pessoas. Peça ao Senhor com sinceridade que retire de você todo mal, para que sejamos semeadores da esperança, da vida e da justiça.

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