Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 10:37 am on sexta-feira, agosto 29, 2008
GOSTARIA DE PARTILHAR COM VOCÊS O DISCURSO QUE FIZ NO I FORUM FÉ E POLÍTICA.
A VIDA CRISTÃ E A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA
1. Fé e política
Muito se falou a respeito do milênio em curso, pensado por diversas pessoas como num tempo sem fé e sem religião, o que, na realidade, não se constata. O que pode acontecer é que se faz experiência de religião de forma um pouco confusa. Muitas vezes se faz a experiência de religião sem fé, ou da fé sem religião, ou outras modalidades que dispersam o sentido do sagrado, pensando em Deus como uma energia impessoal, presente em tudo ao mesmo tempo.
Por outro lado, ocorre em toda parte um esforço sério de evangelização, tanto na parte da Igreja católica, quanto de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais sérias que compartilham o mesmo empenho.
Em todos os períodos de intensificação da política partidária, especialmente durante as campanhas eleitorais, vêm à tona as perguntas sobre o envolvimento da Igreja e dos cristãos na atividade política. Não é raro esperar que a Igreja “tome partido”, optando por um dos lados envolvidos no processo político. Como sempre acontece, também neste ano, no dizer de algumas pessoas, já existiriam até recomendações de voto e definições da parte das autoridades eclesiásticas.
Assim, volta a pairar uma certa perplexidade que pede orientações e posicionamento claro da parte dos cristãos católicos.
Há muitas iniciativas em curso no Brasil e no mundo em vista de uma inserção maior dos valores do Evangelho no mundo da política. Muitas delas já produzem frutos significativos. No entanto, é sempre desafiador buscar que a realidade do evangelho fermente também esta importante área da vida humana, a atividade política, com todas as suas dimensões, a saber, militância partidária, exercício do direito e do dever do voto, propaganda eleitoral, programas de governo, cargos políticos, harmonia entre os poderes.
Que estilo de vida Cristã pode oferecer uma espiritualidade para a inserção do cristão na política? Como aproximar estas duas realidades, a fim de que a justa autonomia das realidades terrestres seja mantida e, ao mesmo tempo, o fermento da vida cristã continue a dar sentido e rumo? De fato, “se com as palavras «autonomia das realidades temporais» se entende que as criaturas não dependem de Deus e que o homem pode usar delas sem as ordenar ao Criador, ninguém que acredite em Deus deixa de ver a falsidade de tais afirmações. Pois, sem o Criador, a criatura não subsiste. De resto, todos os crentes, de qualquer religião, sempre souberam ouvir a sua voz e manifestação na linguagem das criaturas. Antes, se se esquece Deus, a própria criatura se obscurece” (GS 36) 1.
A política é um maravilhoso instrumento de amor social e ao mesmo tempo o reino das divisões, dos conflitos, das lutas, e das grandes tentações. Se muitas vezes os políticos são criticados, é porque no meio da política existe um espaço para a corrupção e para a manipulação. Que político nunca foi criticado? De forma injusta ou não, adequada ou inadequadamente, com agressividade ou com boa educação? Tudo isso deve servir como exame de consciência, como revisão de vida, como provocação a uma vida nova em um campo extremamente delicado, mas do qual o cristão não tem o direito de fugir: a política. Ninguém está isento dos riscos, mas ao mesmo tempo não tem direito de deixar a lâmpada se apagar. Se todos precisam de santidade, os políticos precisam de dose dupla 2. A fé há de entrar em todos os campos da atividade humana, sem excluir o campo da política.
Então, vamos programar o lobby da Igreja em nossa cidade, façamos nossa lista de candidatos, impondo aos católicos os eventuais acordos, quase “batizando” partidos e candidatos? Quem sabe teremos mais vantagens, fatias do poder, cargos na administração, lotes para a construção das igrejas? É óbvio que esta não é a estrada da Igreja católica. Antes, interessam-nos os valores e, numa legislatura de Câmara Municipal, ou nos níveis estadual e federal, ou nos governos municipais que serão eleitos, nosso sonho é encontrar homens e mulheres que sejam coerentes com o que professam como fé pessoal e suas convicções os levem a práticas diferentes. Acolham os candidatas e candidatos aos diversos cargo a posição cristalina da Igreja católica: queremos contribuir para aperfeiçoar e elevar a prática política, queremos, sim, oferecer homens e mulheres que sejam fermento na massa, ao lado de tantas pessoas de boa vontade. Nosso olhar se volta para o reino de Deus.
“Procurai primeiro o Reino e a justiça de Deus, e tudo isso vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33). No tempo de Jesus, muita gente se confundia com esta história de reino; até para os apóstolos era difícil entender porque eles pensavam em restauração do reino de Israel. Dizem alguns estudos que a traição de Judas estaria ligada, um pouco, a uma espécie de decepção, por esperar que Jesus assumisse a posição de chefe político, capaz de resolver todos os problemas. Lembremos dos discípulos de Emaús: quando Jesus começa a caminhar junto deles, seus olhos estavam impedidos e eles não o reconheceram, e comentando sobre a situação disseram: “Quanto a nós, nós esperávamos que ele seria o que devia libertar Israel. Mas, com tudo isso,já é o terceiro dia que esses fatos se deram” (Lc 24,21). Os discípulos demonstraram decepção, pois esperavam que Jesus fosse libertar Israel. Ele continuou caminhando com os discípulos falando do sentido da sua morte, até que ao partir o pão eles o reconheceram. A idéia do reino é misteriosa.
Houve um tempo na História e na Igreja em que se pensava numa civilização totalmente cristã, com o poder religioso e civil se confundindo. Hoje está muito claro na doutrina da Igreja, a distinção das várias instâncias de poder. O reino de Deus vai estar presente no mundo, mas não vamos nos iludir achando que estaremos numa sociedade totalmente cristã. Sabemos que isso não é real, pois nossa sociedade é paganizada. É preciso trabalhar por uma evangelização explícita para que o reino de Deus, presente entre nós desde quando Jesus veio ao mundo, se espalhe. Ele não acontecerá só quando todas as estruturas do mundo estiverem “bonitas” e “arrumadas”. O reino de Deus já está no meio de nós, é preciso abrir os olhos para essa realidade.
No Evangelho de São Mateus, Jesus fala de fermento na massa: “Disse-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparável ao fermento que uma mulher põe em três medidas de farinha, de tal forma que a massa toda fica fermentada ” (Mt 13,33). A espiritualidade na política tem que ter muito de fermento. Proporcionalmente o fermento é muito pequeno com relação ao tamanho da massa, mas que seria da massa sem o fermento? Os valores cristãos hão de estar presentes no dia a dia, nas conversas, quando um político compartilhar assento numa comissão legislativa, ou quando um administrador municipal deverá eleger prioridades. Os políticos, se quiserem, têm todas as possibilidades para usarem o cargo que ocupam para o interesse próprio, muito mais que outros grupos da sociedade. Isso dependerá da opção de fé de cada um, o que provoca um rumo diferente para tudo. É um desafio à liberdade.
2. Princípios da Doutrina Social da Igreja
Para a participação política dos cristãos, faz-se necessário conhecer e trabalhar para que os princípios básicos do ensinamento social da Igreja, nascidos da seiva do Evangelho, sejam acolhidos como referência. Quando fizermos nossas escolhas, e aproximam-se as eleições, é bom perguntar se os candidatos ou candidatas que se apresentam correspondem a tais valores. 3 São eles:
Em primeiro lugar, a dignidade inalienável da pessoa humana, criatura e imagem de Deus, em unidade de corpo e alma, aberta à transcendência, única e irrepetível, cuja vida vem a ser respeitada desde a sua concepção até o seu ocaso natural, o que exclui quaisquer políticas públicas incompatíveis com esta dignidade. Esta é nossa primeira bandeira, chamemos assim. Como cristãos, observaremos até que ponto as pessoas que se apresentam para os cargos políticos acolhem tais princípios.
Da dignidade, unidade e igualdade de todas as pessoas humanas deriva o princípio do bem comum, ao qual todos os aspectos da vida social e política devem referir-se para encontrar seu pleno sentido. Pode ser provocante o exemplo, mas ouso apresentá-lo: existem laços que são anteriores, prévios a uma eventual filiação partidária. Isso se desdobra em algumas atitudes para salvar os valores centrais do cristianismo, que podem ser ameaçados por não serem garantidos por qualquer grupo político. A garantia vem das convicções das pessoas em salvar os valores cristãos, buscando unidade de pensamento naquilo que é essencial, inclusive valorizando idéias que podem vir dos outros, mas que conespondem aos valores que buscamos. Para isso é preciso superar preconceitos que bloqueiam o contato entre as pessoas. Se não houver essa mística muito forte dentro do coração do político, não se chegará a isso. É preciso viver primeiramente como um cristão verdadeiro, depois como membro de um partido ou facção política. Viver como uma pessoa que acredita nos valores profundos e eternos que foram plantados por Deus no ser humano, para depois com esses valores engajar-se num partido político. Aí está o valor fundamental de viver o amor entre as pessoas que estão na política. Tirem-se as conclusões quando se tratará de fazer os projetos de governo! Sonho alto, mas sonho de quem tem fé! Outra conseqüência será a clareza quanto ao destino universal dos bens, que abrirá portas para critérios diferentes na organização da polis, a cidade, a fim de que corresponda aos nossos projetos e ao bem de todos, especialmente dos mais pobres. Nossos políticos ou pretendentes a cargos políticos estão prontos a buscar este bem comum?
A subsidiariedade é outro princípio da doutrina social da Igreja. É impossível promover a dignidade da pessoa sem cuidar da família, os grupos, as associações, as realidades territoriais locais, as diversas expressões agregativas que tornam possível a vida social. Nasce aí uma filosofia social que leva a dar atenção apoio às realidades menores. Que condições nossos candidatos possuem para que este princípio, decorrente daquele do bem comum, seja posto em prática?
A Solidariedade, quarto princípio da doutrina social da Igreja permitirá por em prática a busca do bem comum, ao reconhecer o conjunto de laços que ligam as pessoas e os grupos sociais, na busca comum do crescimento comum, superando o individualismo e os particularismos. A sociedade tem um débito mútuo de condições vitais para todos os seus membros. Conseqüências serão as políticas públicas inclusivas, a prioridade dada aos que mais sofrem, a administração dos bens que vai ao encontro, em primeiro lugar, das necessidades dos mais pobres e sofredores. Olhemos para os nossos candidatos e saibamos provocá-los, positivamente, nesta direção.
3. Prática política diferente
Na Sagrada Escritura, existe uma evolução na compreensão do amor ao próximo. No Antigo Testamento lemos: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todo o teu ser, com todas as tuas forças” (Dt 6,5). Quando Jesus foi interpelado pelos fariseus a respeito de qual seria o grande mandamento da Lei, Ele declarou-lhes, acrescentando: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (cf. Mt 22,37-39). Quando lhe fizeram a pergunta sobre quem seria o próximo, conta a parábola do bom Samaritano (Lc 10,29-37). A resposta mostrou que o próximo não é aquele que vem a mim, mas aquele de quem eu me aproximo, ou seja, eu me faço próximo de alguém, eu me achego, não espero as pessoas pedirem alguma coisa, eu me aproximo antes. De fato, muitas vezes pensa-se que o próximo é a pessoa da mesma “tribo”.
Essa reflexão não termina aqui, mas tem uma evolução. No Evangelho de São João Jesus diz: “Eis o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Temos que amar a todos. Para o amor não existe medida. Jesus nos amou tanto que deu sua vida por nós. Não há maior prova de amor que esta.
Na política, aqui está um desafio imenso, vista com o olhar do cristão, será necessário viver isso junto com outros, pois não dá para viver sozinho. Faz-se necessário começar a conversar, tocar idéias, escutar o que pensa diferente, ao invés de um exercício de caça aos eventuais inimigos. Já pensaram num político que ama o partido do outro como o próprio?
Ouso fazer um novo desafio. Já pensaram um parlamento, nos diversos níveis, em que alguns políticos começassem a ser fermento “de ouvido”. Explico melhor: o que me assusta às vezes num parlamento é que tem gente falando e ninguém escutando. Infelizmente sabemos que há discursos muito pobres, sem conteúdo, mas precisamos aprender a ouvir, mesmo quando temos a impressão que nada se aproveita daquilo que o outro está falando.
Trata-se de aprender a arte da comunicação com base no Evangelho: olhar nos olhos de quem está falando e estabelecer assim uma reciprocidade: você fala e eu escuto, eu falo e você escuta. O exercício é esvaziar-nos totalmente de nós mesmos e deixar o outro falar, mesmo que esteja falando algo que não nos interessa. Nascerá o diálogo autêntico, que não se inicia quando eu sou acolhido, mas quando eu acolho, quando ouço e não quando sou ouvido, quando se compreende as razões do outro, vivendo a diversidade com riqueza e apostando nos valores comuns para enfrentar os problemas. Tudo isso iluminado pelo imenso amor de Deus.
E agora, propostas mais ousadas, para quem eventualmente for eleito: estabelecer um pacto político assim como são feitas alianças políticas. Neste pacto, os políticos cristãos encontram o espaço para manifestarem que se querem bem por causa do Senhor, num um pacto de amor recíproco. Depois, pode-se até criar um “manual” da espiritualidade para a política, porém acompanhado do testemunho pessoal, pondo em prática o evangelho, tendo a coragem de dar um testemunho radical da própria fé.
Políticos ou cristãos interessados na política, isto é, todos aqui presentes: aceitem viver o evangelho, segundo Jesus Cristo. Vivam realmente como cristãos, assumindo os critérios do evangelho e por causa disso, movimentem-se no seu campo político para valorizar posições positivas e construtivas. Introduzam Deus na política; se assim o fizerem, com toda a certeza, Deus lhes dará o cêntuplo.
Introduzir Deus na política, não significa transformar o espaço político, chame-se ele campanha eleitoral, comício, câmara, parlamento, prefeitura ou militância em local de pregação confessional. Não é este o lugar para isso. Conheço uma pessoa que diz assim: rezo todos os dias para que os maus sejam bons e para que os bons não sejam chatos. Cuidado para não fazer pregação fora de lugar! O que somos chamados a fazer é dar testemunho concreto e prático dos valores do evangelho. Nossas palavras sobre qualquer assunto: ecologia, estradas, viadutos, hospitais, têm que considerar os critérios da justiça e da verdade.
Isso tudo é um desafio, pois não existirão estruturas novas se não existirem homens novos, se não existirem pessoas que se renovem interiormente a cada momento e dispostas a entrar num processo de conversão.
Para alcançar tão altos objetivos que, certamente muitos aqui consideram utópicos, quem quer entender de política, como cristão, deverá alimentar a vida espiritual através da oração e contato com a Palavra de Deus. Depois de falar a Deus e sobre Deus, não é possível falar mal dos outros. Quem está em Deus muda a atmosfera onde quer que chegue, passa também a ter coragem de testemunhar. Não dá para ir à Igreja na campanha e depois não ter mais tempo. Como não dá para ser de vários grupos religiosos. O respeito de que cada político é merecedor será conseqüência de sua coerência, que não desrespeita, mas valorizará o diferente, mas será ele mesmo, ela mesma.
Sonhos muito altos? É que nosso olhar se volta para a Jerusalém celeste, a cidade do alto, com que sonhou o Santo de hoje, Santo Agostinho: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva” (Ap 21, 1-6).
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Palmas,
28 de agosto de 2008.
1 GS 36: “Muitos dos nossos contemporâneos parecem temer que a íntima ligação entre a actividade humana e a religião constitua um obstáculo para a autonomia dos homens, das sociedades ou das ciências. Se por autonomia das realidades terrenas se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios, que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítimo exigir tal autonomia. Para além de ser uma exigência dos homens do nosso tempo, trata-se de algo inteiramente de acordo com a vontade do Criador. Pois, em virtude do próprio facto da criação, todas as coisas possuem consistência, verdade, bondade e leis próprias, que o homem deve respeitar, reconhecendo os métodos peculiares de cada ciência e arte. Por esta razão, a investigação metódica em todos os campos do saber, quando levada a cabo de um modo verdadeiramente científico e segundo as normas morais, nunca será realmente oposta à fé, já que as realidades profanas e as da fé têm origem no mesmo Deus. Antes, quem se esforça com humildade e constância por perscrutar os segredos da natureza, é, mesmo quando disso não tem consciência, como que conduzido pela mão de Deus, o qual sustenta as coisas e as faz ser o que são. Seja permitido, por isso, deplorar certas atitudes de espírito que não faltaram entre os mesmos cristãos, por não reconhecerem suficientemente a legítima autonomia da ciência e que, pelas disputas e controvérsias a que deram origem, levaram muitos espíritos a pensar que a fé e a ciência eram incompatíveis). Se, porém, com as palavras «autonomia das realidades temporais» se entende que as criaturas não dependem de Deus e que o homem pode usar delas sem as ordenar ao Criador, ninguém que acredite em Deus deixa de ver a falsidade de tais assertos. Pois, sem o Criador, a criatura não subsiste. De resto, todos os crentes, de qualquer religião, sempre souberam ouvir a sua voz e manifestação na linguagem das criaturas. Antes, se se esquece Deus, a própria criatura se obscurece”.
2 Igino Giordani, um antigo político italiano ligado ao Movimento dos Focolares
3 Cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, capítulos 3 e 4
DEIXE SEU COMENTARIO!