JUVENTUDE E SANTIDADE

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 12:24 pm on terça-feira, novembro 25, 2008

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“Confesso que me perco e me arrebato na contemplação da Divina Bondade, mar sem praia e sem fundo, que me chama a um descanso eterno por um trabalho tão breve e pequeno; que me convida e me chama ao céu para aí me dar aquele bem que tão negligentemente procurei, e que me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei.”

Um jovem, Luís Gonzaga, percorreu a estrada da santidade, sonhou com o céu, antecipou-o na terra vivendo a virtude! Deus atrai e chama a cada um de nós para estar junto dEle e viver a sua vida.

São Luís Gonzaga viveu em seu tempo e em seu ambiente a resposta ao chamado de Deus. Era de família, herdeiro de títulos de nobreza e, desde menino sentiu-se atraído à oração e à pureza. Renunciou a tudo para seguir a Jesus, o único bem, como experimentava São Paulo: “Tudo considero perda por amor a Cristo.”

Encontrou o tesouro precioso do Reino dos céus! Deixou tudo e entrou na Companhia de Jesus. Lutou contra o orgulho e a vanglória, que são as tentações e os pecados dos puros.

Seu caminho foi a busca da pureza e a caridade reflexo de sua fé, especialmente no serviço ao doentes. Morre dando a vida pelos irmãos, cuidando daqueles que sofriam pela peste, a ponto de ser, também ele atingido pela enfermidade. Com que dignidade encarou a vida e a morte, para que esta fosse plenitude da entrega radical vivida durante uma existência inteira.

Em nossos dias acontece uma distância entre fé e vida, por falta de grandes ideais e de grandes líderes. Faltam modelos - “o Brasil precisa de muitos santos”, disse João Paulo II - para a juventude, amadurecidos no meio da própria juventude, radicais no seguimento de Jesus.

O Senhor nos chama à santidade. ” A santidade é a chave do ardor renovado da nova evangelização. Somente a santidade de vida alimenta e orienta uma verdadeira promoção humana e a cultura cristã.

Ser santo é seguir Jesus Cristo que nos quer santos e imaculados, como desde toda a eternidade o Pai nos pensou. Tornar-nos homens novos que chamam a Deus de Pai e expressam Seu amor no reconhecimento de seus irmãos.

Jesus “continua hoje chamando os jovens para dar sentido a suas vidas… A missão dos adolescentes e jovens é preparar-se para ser os homens e mulheres do futuro, responsáveis e ativos.

Sejamos santos!

Dom Alberto Taveira.

O SENHOR DA VIDA.

Arquivado em: Sem categoria — dialogodefe at 4:56 pm on quinta-feira, novembro 20, 2008

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Podemos escutar pessoas e grupos, sociedades inteiras que se envolvem no desânimo gerado pelas decepções que se repetem. Alguém poderia decretar a falência da esperança ao contemplar as crises de nosso tempo, mas nós, cristãos, sabiamente teimosos, continuamos com a reserva que nasce da fé. Sua fonte está em Deus e ela é inesgotável.

Também o povo de Deus, no Antigo Testamento, escutou o profeta Ezequiel gritar contra o desânimo que grassava entre os deportados na Babilônia, cujos sofrimentos faziam pensar num campo repleto de ossadas ressequidas.

“Por isso, profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ó meu povo, vou abrir vossas sepulturas! Eu vos farei sair de vossas sepulturas e vos conduzirei para a terra de Israel. Ó meu povo, quando abrir vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. Quando incutir em vós o meu espírito para que revivais, quando vos estabelecer em vossa terra, sabereis que eu, o Senhor, digo e faço - oráculo do Senhor” (Ez 37,12-14)

O profeta proclama que o Senhor dará nova vida àqueles ossos, prometendo ao povo neles representados uma nova vida com o retorno à terra da promessa, utiliza a riqueza de imagens tão própria da linguagem bíblica. A esperança, para o homem de fé não é a última que morre, mas, certamente, a que nunca morre.

Jesus é o Senhor da vida porque Ele é Deus. Marta a irmã de Lázaro, diz: “Sim, Senhor, eu sempre acreditei que tu és o Cristo. o Filho de Deus que vieste ao mundo”. Este é o testemunho que temos para oferecer ao mundo, ferido de morte pela falta de esperança.

O Dom da vida plena e verdadeira, vida eterna, é descrito maravilhosamente por São Paulo no capítulo 8 da Carta aos Romanos. As conseqüências para a vida do cristão são também maravilhosas e exigentes: ele não vive segundo a carne mas segundo o Espírito, e assim liberto do pecado e também da morte física é herdeiro de Deus!

A vida nova em Deus é trazer par o nosso dia-a-dia o “jeito de Deus viver”.

Dom Alberto Taveira