SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR!

Arquivado em: Espiritualidade, formaçao — dialogodefe at 4:23 pm on quarta-feira, janeiro 6, 2010

Festa da Epifania no local do nascimento de Jesus

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“REZE COM O PAPA BENTO XVI”

Arquivado em: Espiritualidade, Links — dialogodefe at 3:30 pm on terça-feira, dezembro 1, 2009

Papa reza pelas crianças e para que nações se abram a Cristo!

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DEDICAÇÃO BASÍLICA SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Arquivado em: Espiritualidade — dialogodefe at 10:52 am on quarta-feira, novembro 18, 2009

CONFIRA IMAGENS DAS BASÍLICAS E O OBJETIVO DA COMEMORAÇÃO

A Família de Nazaré

Arquivado em: Espiritualidade — dialogodefe at 3:59 pm on sexta-feira, julho 18, 2008
9511txt.jpgQuando os esposos vivem intensamente sua vocação.

Podemos dizer que Deus é família – primeiro porque o seu ser mais intimo é comunhão: Pai, Filho e Espírito Santo. Antes de toda a eternidade existe esse amor em Deus, antes dos nossos egoísmos e isolamentos. Fomos criados por Deus a partir do amor d’Ele. Não aceitar Seu amor será causa de frustrações, infelizmente freqüentes, quando o individualismo marca o contato entre as pessoas.

Mas Deus é família porque quis entrar pela porta de casa na humildade que Ele mesmo criara. Jesus Cristo, Verbo de Deus encarnado, nosso Salvador, viveu o relacionamento contidiano de uma família. Belém, Jerusalém, fuga para o Egito ou outros possíveis lugares, mas especialmente a casa de Nazaré. Cerca de trinta anos de afeto, aquecido pelo fogo de um lar simples e verdadeiro: Jesus, Maria e José. Olhar para essa casa é aprender de novo o valor da família.

Maria e José, pessoas que vieram da fé, foram conduzidos por Deus, momento por momento, aprendendo e crescendo tanto, que ficavam “admirados com o que diziam a respeito do menino” (cf. Lc 2, 22-40). Sua experiência é luz também para nós, que não temos “prontas” as nossas famílias, chamadas a cada dia a crescer, montando peça por peça a obra de arte que lhes foi confiada.

Em casa, os pais vivem a alegria do primeiro filho, sabendo-se participantes da obra de Deus, pois Ele cria porque é bom, porque ama. Sua tarefa é continuação da iniciativa amorosa de Deus, destinada a se perpetuar. E, quando os esposos vivem intensamente sua vocação, cada filho será como o primeiro e sua vinda ao mundo repetirá a admiração diante da maravilha que lhes foi dada pelo próprio Senhor.

Ainda que tenham sido publicadas estatísticas reveladoras do “declínio” do casamento, muita gente tem coragem de retornar o que pode parecer superado. Os cristãos são chamados a lançar sobre a família as luzes nascidas de sua experiência de fé.

Vivamos revestidos “de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e, sobretudo, caridade” (cf. Cl 3, 12-21), começando em nossas casas, tendo como modelo a Família de Nazaré.

Surge uma nova humanidade

Arquivado em: Espiritualidade — dialogodefe at 3:55 pm on sexta-feira, julho 18, 2008

3884txt.jpgAo sujo lavai, ao seco regai, curai o doente”

O grande “presente” do Cristo Ressuscitado é o dom do Espírito Santo, derramado em profusão sobre a primeira comunidade dos cristãos, depois dos dias de oração vividos com Maria, Mãe de Jesus.

Os apóstolos de Jesus, antes temerosos diante da perseguição destinada também a eles, como acontecera com o Senhor, recebem o dom do Espírito Santo na manhã de Pentecostes e assumem decisivamente o anúncio do Evangelho. Sua palavra torna-se agora incisiva, toca o mais profundo dos corações, gera a conversão e faz com que a Igreja, agora “inaugurada” com a força do Espírito, cresça e se espalhe por toda parte.

Os acontecimentos narrados pelos Atos dos Apóstolos fazem pensar numa nova criação (cf. At 2,1-11).

Como nas origens, Deus agora faz um mundo novo, invertendo o desastre representado pela Torre de Babel. Se então os homens começaram a se desentender, no Pentecostes surge uma nova humanidade reconciliada. A Igreja nascente terá como missão a reunião de todos os povos em torno da Nova Aliança.

Com a ação do Espírito Santo, que enche os corações dos fiéis com os seus dons, nascem na Igreja os ministérios, serviços a Deus e aos irmãos.

Sem sua presença silenciosa, mas efetiva, nenhum bem existe do ser humano. “Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente. Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei.” ( Seqüência de Pentecostes). De fato, a Igreja se renova continuamente pelos carismas que o Espírito Santo suscita, na variedade das atividades: pastorais, movimento apostólicos e de espiritualidade.

O Apóstolo São Paulo vê nos diversos dons e carismas existentes na Igreja a manifestação do Espírito. Mas, na beleza da variedade, os diversos grupos e pessoas deverão reconhecer, com maior clareza, o bem comum, para superar o individualismo e oferecer o melhor de si para um mundo novo.

É nosso dever dar testemunho da unidade, superando o escândalo da divisão não só entre diversas Igrejas e comunidades cristãs, mas também dentro da própria Igreja Católica. Há que se rezar com confiança para que haja “um só rebanho e um só Pastor”, para que a Igreja, conduzida pelo Espírito, ofereça o testemunho da comunhão, a fim de que o mundo creia.

Há alguns anos, ouvi um intelectual, que se professa agnóstico, uma contratação: “A Igreja é a instituição humana com maior capacidade de se refazer de suas próprias crises”. Sabemos muito bem que isto se dá justamente porque a Igreja não é uma instituição humana, já que sua origem é divina. Sabemos ainda que ela é conduzida, em sua história, pela contínua assistência do Espírito Santo, o Espírito da verdade, pelo que supera também os limites que caracterizam seus filhos!

Permaneça vivo o clamor da Igreja: Vinde, Espírito Santo, e enchei os corações dos vossos fiéis, e derramai neles o fogo do Vosso Amor!

A falta de paz é conseqüência do pecado

Arquivado em: Espiritualidade — dialogodefe at 5:28 pm on sexta-feira, junho 27, 2008

     7692txt.jpg     Toda nossa vida está cercada pelo terrível mistério da iniqüidade do pecado. São Paulo já dizia: ‘Faço o mal que não quero e não faço o bem que desejaria fazer’.

Passando pela violência dos atentados, seqüestros, dolorosas situações, João Paulo II encontrou uma resposta preciosíssima, que se fará no dia 24 em Assis, na Jornada pela Paz. Paz é um dom!

Falta paz na terra porque não se dá Glória a Deus. Se as pessoas proclamarem cada vez mais o senhorio de Jesus Cristo, e que nos faz proclamar que Jesus é o Senhor, estaremos caminhando para que o mundo tenha mais paz. Sem isso ficaremos num impasse, como num beco sem saída. Mas é necessário que nos confrontemos com Aquele que é a nossa paz: Jesus Cristo.

E escutamos na voz de João Batista: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!‘. A voz de João Batista é uma seta, é aquele que prepara os caminhos do Senhor. Que nós acolhamos todas as indicações que nos levem Àquele que tira o pecado do mundo. E estejamos com os olhos abertos para descobrir isso.

O convite é que olhemos para o Senhor e não desprezemos as indicações que nos levam Àquele que tira o pecado do mundo, Àquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Dom Alberto Taveira Corrêa.

O “testamento” de Chiara

Arquivado em: Espiritualidade — dialogodefe at 10:30 am on terça-feira, maio 20, 2008

images.jpg“Que todos sejam um”: o testamento de Jesus

Que todos sejam um

Se tivermos a felicidade de visitar a Terra Santa, durante a primavera, entre as mil e uma coisas que Jerusalém nos oferece para contemplar e meditar, uma delas é muito marcante, pela lembrança que evoca na sua extrema simplicidade.

Uma longa escadaria de pedra, que resistiu ao tempo e foi lavada pelas intempéries de dois mil anos, ornamentada aqui e ali por papoulas, vermelhas como o sangue da Paixão, se estende, quase como um tapete ondulado, numa descida límpida e solene até o vale do Cédron.

Essa escadaria permaneceu a céu aberto, ladeada pelo gramado em forma de moldura, parecendo que nenhuma abóbada de um templo poderia substituir o céu que a coroa.

A tradição conta que Jesus desceu por ali na última noite, depois do jantar, quando, “tendo elevado os olhos para o céu” pontilhado de estrelas, rezou: «Pai, chegou a hora…».

Impressiona colocar os próprios pés no lugar em que pisaram os pés de um Deus, e toda a alma se concentra nos olhos, fitando a abóbada celeste para a qual os olhos de um Deus também, um dia, olharam.

A impressão pode ser tão grande que a meditação nos imobiliza em adoração.

A Sua oração foi única antes de morrer. E, quanto mais esse “Filho do homem”, que adoramos, resplandece como Deus, muito mais sentimos que Ele foi um homem e por Ele nos apaixonamos.

Só o Pai compreendeu plenamente o seu discurso, mesmo assim Ele o fez com voz clara, talvez para que chegasse também a nós um eco de tão maviosa melodia.

1943. Não sabemos o motivo, mas foi mesmo assim: quase todas as noites as primeiras focolarinas, reunidas em busca do amor de Deus, utilizando luz de vela – porque muitas vezes faltava a luz – liam esse trecho.

Era a magna carta do cristão. Ali, palavras, que elas desconheciam, brilharam como o sol em meio à noite: noite de um tempo de guerra. Jesus, por três anos, falou muitas vezes aos homens: pronunciou palavras celestes, semeou-as por entre pessoas de “pouca inteligência” , anunciou um programa de paz, mas ofereceu o Seu patrimônio divino, de certo modo adaptando-se à mente de quem o ouvia, e as parábolas dão testemunho disso.

Porém, nesse momento em que não fala aos homens, e a Sua voz é dirigida ao Pai, parece que nada detém mais o seu ímpeto.

É esplêndido esse Homem, que é Deus, e derrama – como fonte transbordante de Vida Eterna – a Água que submerge a alma do cristão, perdida nele, nos mares desmedidos da Trindade beata.

Esse último discurso é tão belo quanto Ele:

«Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo… Guarda-os em teu nome (…) a fim de que sejam um como nós».

Ser um como Jesus é um com o Pai: mas o que isso significava? Não compreendíamos muito bem, mas intuíamos que devia ser algo grande. Foi por isso que, unidas um dia no Nome de Jesus, reunidas ao redor de um altar, pedimos que Ele nos ensinasse a viver essa verdade. Ele sabia o que significava e só Ele podia nos revelar o segredo para realizá-la.

«Agora eu vou para junto de ti… para que tenham em si a plenitude da minha alegria». E não tínhamos experimentado uma “nova” alegria, devido a essa breve experiência de unidade que fizemos?

Era a essa alegria que Jesus se referia? Claro que a alegria é a veste do cristão e, dentro de nós, Alguém nos fazia entender que, para quem segue Cristo, a alegria é um dever, porque Deus ama quem doa com alegria.

«Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal».

Fascinante e nova – pelo menos para nós – era esta vida: viver no mundo (e todos sabem que está em antítese com Deus) e viver nele por Deus, numa aventura celestial…

«Santifica-os pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim, para que todos sejam um».

No entanto, que tipo de cristianismo vivíamos antes, se passávamos ao lado dos outros com indiferença ou até mesmo com desprezo, julgando-os, uma vez que o nosso destino era fundir-nos na unidade invocada por Cristo?

Com esse novo modo de ver, parecia que Jesus lançasse um laço ao Céu e ligasse os membros espalhados, que éramos nós, em unidade – por meio d’Ele – com o Pai e em unidade entre nós. E o Corpo místico se abria para nós em toda a sua realidade, verdade e beleza.

«Assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós ».

Jesus é uma coisa só com o Pai, por isso cada um de nós deve ser uma coisa só com Jesus e, por conseqüência, com os outros: era um modo de viver em que pouco ou nada tínhamos pensado antes, um modo de viver “segundo a Trindade”…

«A fim de que o mundo creia que tu me enviaste» .

A conversão do mundo, que nos circundava, seria a conseqüência da nossa unidade. Provavelmente era por isso que, desde a aurora do Movimento, muitas almas voltavam para Deus, sem que nós nos preocupássemos em convertê-las, mas unicamente mantendo a unidade entre nós e amando-as em Cristo.

«…Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste…».

Os homens acreditariam em Cristo, se fôssemos perfeitos na unidade. Portanto, era preciso aperfeiçoar-se nessa vida. Devíamos pospor tudo à unidade.

1943 foi o ano da Encíclica Mystici Corporis. Cristo, por meio do Papa Pio XII, fazia ecoar o seu Testamento. Será que Jesus, que vive na Cabeça e no seu Corpo, impelia-nos também a focalizar a exigência da unidade e a fazer dela um dom para muitos?

Unidade, unidade, todos um! Num tempo em que a idéia fundamental de Cristo estava se transformando, tendo sido deformada e depauperada de divino, na idéia-força da revolução atéia, Deus quis evidenciá-la para nós no Evangelho.

Não sabemos. Sabemos unicamente que o Movimento dos Focolares teve esse timbre inconfundível e que, para nós, nada tem mais valor do que a unidade:

porque foi o conteúdo do Testamento d’Aquele que queremos amar acima de tudo; porque, pela experiência que fizemos até aqui, ela é riquíssima e fecundíssima de frutos para o Reino de Deus, para a Sua Igreja.

«Eu lhes dei a conhecer o teu nome e lhes darei a conhecê-lo, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles».

Jesus depois de ter dito tudo isso, saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cédron…

Extraído de “Città Nuova”, dezembro de 1959.