Nova York realiza 24 horas de confissão
10 março 2010 in NotíciasA arquidiocese de Nova York acolheu nesse fim de semana a segunda edição da iniciativa “24h de confissão”. Patrocinada pelo grupo de jovens adultos da catedral de São Patrício e por 51 paróquias da arquidiocese, a iniciativa manteve este ano as portas abertas das igrejas por 24 horas.
A arquidiocese informou que 26 paróquias de Manhattan, Bronx, Rockland, Westchester Dutchess e os condados Staten Island participaram, junto às 25 paróquias do condado de Orange. “24h de confissão” celebrou-se pela primeira vez na Quaresma de 2009, com a participação de paróquias de Manhattan. Este ano, houve participação dobrada.
Nesta ocasião, as portas se mantiveram abertas de sexta-feira às 7h até o sábado na mesma hora. O diretor do grupo de jovens adultos da catedral de São Patrício, Mario Bruschi, destacou a importância da iniciativa. “Os católicos precisam saber que a confissão está totalmente centrada na misericórdia e no amor de Deus, e o sacerdote está aí para eles”, indicou.
“Neste Ano Sacerdotal, os sacerdotes da arquidiocese de Nova York estão fazendo um enorme sacrifício para escutar as confissões das pessoas, aconselhá-las e reconfortá-las, recordando que a confissão nos pode renovar quando pecamos”, explicou.
E concluiu: “estão vivendo o grande exemplo de São João Maria Vianney e do padre Pio, devolvendo as pessoas a Jesus Cristo através deste sacramento”.
Fonte: Zenit
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Cardeal Erdo expressa otimismo por decisão de Corte Européia sobre crucifixos
10 março 2010 in Em defesa da Fé, História da Igreja, NotíciasO Cardeal Péter Erdo, Presidente do Conselho de Conferências Episcopais Européias expressou seu otimismo ante a decisão da Corte Européia de Direitos humanos de aceitar a apelação interposta pelo governo italiano a favor de manter os crucifixos nas salas de aula.
A Corte se converteu no centro de polêmicas e queixa dos católicos europeus quando assinalou, em novembro de 2009, que os crucifixos nas salas de aula italianas eram um “atentado contra os direitos humanos”.
“Expresso minha satisfação pela decisão tomada pelo painel de juízes da Câmara Alta da Corte Européia de Direitos humanos de Estrasburgo de aceitar a apelação apresentada pelo governo italiano em 29 de janeiro contra a decisão de 3 de novembro no caso Lautsi contra o Governo Italiano em relação à presença de crucifixos nas salas de aula italianas”, disse o Cardeal em um comunicado dado a conhecer esta quarta-feira.
“Insisto em quão necessário é que os assuntos religiosos sejam resolvidos no nível nacional, apoiados no princípio de subsidiariedade, dado que as crenças religiosas e a percepção da laicidade mudam de país em país”, acrescenta o Cardeal húngaro.
O Cardeal Erdo assinala finalmente sua convicção de que “seria um grande gesto que a Câmara Alta, em sua revisão do caso, aceitasse este fato, que estou seguro devolverá a confiança nas instituições européias a muitos cidadãos da Europa, cristãos, crentes e não crentes, que se sentiram profundamente feridos por esta decisão”, conclui o Cardeal.
Fonte: ACI Digital
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Enquanto o Rei se coloca contra a Igreja, a Igreja cresce na Espanha. Veja essa notícia!
10 março 2010 in Em defesa da Fé, NotíciasTrês de cada quatro alunos escolheram voluntariamente estudar, nas escolas espanholas, a disciplina de ensino religioso e moral católica, durante o curso atual, 2009-2010. Isso é demonstrado pelo relatório anual sobre o número de alunos que recebem esta formação, da Comissão Episcopal de Educação e Catequese da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), que foi divulgado na sexta-feira.
Segundo a CEE, atualmente, 3.430.654 de alunos estudam a matéria de religião, em um total de 4.759.190, o que representa 72,1%. Por tipos de escola, a porcentagem de alunos que estudam religião em escolas católicas aumentou para 99,5%. Em escolas estaduais, a média percentual entre todas as etapas é de 64,1% e nas escolas particulares a média é de 71%.
Para os bispos, “os dados são significativos se levarmos em conta as dificuldades que são enfrentadas no ambiente de ensino”. O episcopado denunciou várias vezes que a Lei Orgânica de Educação (LOE) introduziu novas barreiras para a escolha da disciplina de religião. Entre elas, destaca “a configuração da matéria de religião como um peso desnecessário ao currículo escolar”, segundo um comunicado da CEE.
Os bispos agradecem a confiança de professores e alunos, que, “apesar das graves dificuldades, exercem a cada ano, voluntariamente, seu direito fundamental de escolher a formação religiosa e moral católica”. Também a dedicação dos professores de religião que “em meio de tantos obstáculos jurídicos, acadêmicos e sociais, servem com empenho e dedicação para a formação religiosa de seus alunos”.
Fonte: Zenit
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Rei da Espanha cooperou com o mal ao assinar lei do aborto, diz Bispo espanhol
10 março 2010 in Em defesa da Fé, NotíciasDom Juan Antonio Reig Plá, Bispo de Alcalá de Henares (Espanha), assinalou que o Rei Juan Carlos, com a decisão de assinar em um ato privado a nova lei que liberaliza dramaticamente o aborto na Espanha, cooperou ativamente com o mal do aborto. Frente aos numerosos pedidos para alentar o Rei da Espanha a que não firmasse a lei do aborto, no fim de semana se soube na Espanha que, em um ato privado, o Rei Juan Carlos de Borbón já tinha assinado a lei, que começará a ter validade na Espanha a partir de julho.
Em uma entrevista concedida no sábado a “Intereconomía TV”, Dom Reig Plá não evadiu a pergunta e assinalou abertamente que “o que fez (o Rei) é uma cooperação remota com o mal”.
“O Rei deveria ter pensado se está cooperando a que uma lei que vai provocar a morte de inocentes siga adiante”; assinalou o Bispo; quem explicou que Juan Carlos I tinha outras opções: “poderia ter dito que não a assinava, que antepõe sua consciência ao ato de referendar uma lei que não proporciona o bem”.
O Prelado rechaçou a idéia exposta por alguns bispos espanhóis de que o Rei não tinha alternativas porque existe uma obrigação constitucional de assinar as leis. Dom Reig Plá recordou que a lei “não só piorará a situação do aborto, mas também seu articulado impõe a educação sexual nas salas de aula, assim como a ideologia de gênero, “marca d’água” deste Governo”.
Mais de sessenta mil pessoas assinaram um manifesto solicitando ao Rei que não assinasse a reforma da normativa sobre o aborto, mas na quarta-feira passada sua sanção, ordenando a cumpri-la e fazê-la cumprir, apareceu no Boletim Oficial do Estado, com entrada em vigor no próximo 5 de julho.
Fonte: ACI Digital
Absurdo: Seminário Católico Polonês é condenado por falar que aborto é crime
10 março 2010 in Em defesa da Fé, NotíciasNo dia 5 de março, a Corte de apelação de Katovice confirmou a condenação do semanário católico polonês Gość Niedzielny e de seu proprietário, isto é, a arquidiocese de Katovice, a pedir perdão e o pagamento de indenização a Alicja Tysiac.Por sua parte, o semanário polonês comentou assim a sentença: “consideramos este julgamento injusto e limitador da liberdade de palavra”.
“Esta sentença da Corte de apelação – escreveu – constitui um perigoso precedente pelo que os Tribunais podem decidir sobre como deve ser o campo editorial no âmbito dos princípios éticos e morais. Isso comporta não só uma séria limitação da liberdade de palavra, mas também uma séria limitação do direito dos católicos a participar no debate público”, acrescenta.
O episódio de Alicja Tysiac, cidadã polonesa mãe de dois filhos nascidos por cesárea e afetada por retinopatia progressiva, começou quando, ao se dar conta de uma gravidez, dirigiu-se a um ginecologista pedindo autorização do aborto por causa de seus problemas com a vista.
O ginecologista excluiu desde o início qualquer vínculo causal entre a gravidez e uma eventual piora da miopia, descartando assim a possibilidade de abortar, que na Polônia só se concede em caso de estupro, má-formação congênita ou risco para a vida da mãe, o que deve ser comprovado por dois especialistas. A mulher dirigiu-se em seguida a quatro especialistas (três oculistas e um segundo ginecologista) que não viram em sua gravidez um perigo para sua vista; apenas um médico geral aceitou assinar o certificado autorizando o aborto.
A senhora Tysiac teve portanto a criança com parto por cesárea em novembro de 2000. Em seguida, teve uma piora da vista e decidiu dirigir-se à Corte Europeia dos Direitos Humanos. A 20 de março de 2007, a Corte Europeia dos Direitos Humanos emitiu uma sentença de condenação do Estado polonês, multando-o em 25.000 euros, pelo fato de que suas leis nacionais coloquem limites à possibilidade de abortar.
Gość Niedzielny publicou artigos sobre a questão, que teriam ofendido a senhora Tysiac, que se dirigiu ao tribunal local. Este, a 23 de setembro de 2009, ordenou ao semanário que pedisse publicamente perdão por sua “linguagem de ódio” e pela “comparação feita com os crimes nazistas”.
O semanário católico recorreu, rechaçando todas as acusações e sustentando que não tinha tido a intenção de ofender a senhora Tysiac, mas queria apenas lutar pelos direitos dos não nascidos. Nesse contexto, o semanário tinha escrito que “o aborto implica o assassinato de crianças inocentes, e a mãe que aborta realiza um homicídio”. Enquanto isso, Alicja Tysiac, na Polônia, converteu-se em instrumento de luta a favor do aborto, até o ponto de ser apoiada por numerosas representantes das organizações feministas de toda Europa, que vieram manifestar sua solidariedade perante o tribunal de Katowice.
“Este veredito nos faz ver como o lobby pró-aborto tenta introduzir às escondidas na Polônia o aborto por requerimento”, disse Dom Jozef Kloch, porta-voz do episcopado polonês, comentando o veredito da Corte de apelação.
Fonte: Zenit
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São João Crisóstomo ensina sobre o perdão dos pecados
9 março 2010 in Catecismo, Falando da Bíblia, O que dizem os Santos, os Papas e os Doutores
Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: ‘Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: ‘Paga o que me deves!’ O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei.’ Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’ E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração. (Mt 18,21-35)
Cristo pede-nos duas coisas: que condenemos os nossos pecados e perdoemos os dos outros, e que façamos a primeira coisa por causa da segunda, que será então mais fácil, pois aquele que pensa nos seus pecados será menos severo para com o seu companheiro de miséria. E perdoar não apenas por palavras mas do fundo do coração, para que não se vire contra nós o ferro com que cremos trespassar os outros. Que mal te pode fazer o teu inimigo, que se possa comparar com aquele que fazes a ti próprio? [...] Se te deixas levar pela indignação e pela cólera, serás ferido, não pela injúria que ele te fez, mas pelo ressentimento com que ficas.
Não digas: Ele ultrajou-me, ele caluniou-me, ele causou-me inúmeros males. Quanto mais disseres que ele te fez mal, mais demonstras que ele te fez bem, pois deu-te oportunidade de te purificares dos teus pecados. Deste modo, quando mais ele te ofende, mais hipóteses te dá de obteres de Deus o perdão dos teus pecados. Porque, se quisermos, ninguém poderá prejudicar-nos; até os nossos inimigos nos prestam um grande serviço. [...] Reflete portanto nas vantagens que obténs de uma injúria suportada com humildade e doçura.
São João Crisóstomo (v. 345-407), presbítero em Antioquia e em seguida Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Fonte: Evangelho Quotidiano
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Anglicanos dos EUA solicitarão um ordinariado católico
9 março 2010 in Estudo sobre a Igreja e todas as religiões, História da Igreja, NotíciasOs líderes da Igreja Anglicana nos EUA da Comunhão Anglicana Tradicional responderam ao convite de Bento XVI a entrar na plena comunhão com a Igreja Católica. A constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, publicada no mês de novembro passado, ofereceu aos grupos anglicanos uma maneira de ingressar na Igreja Católica, através do estabelecimento de ordinariados pessoais, um novo tipo de estrutura canônica.
Assim, podem conservar elementos de suas tradições litúrgicas e espirituais e ao mesmo tempo estar unidos sob a autoridade do Papa. Na quarta-feira passada, a Casa dos bispos da Igreja Anglicana nos Estados Unidos anunciou que manteve um encontro em Orlando “com nosso Primaz, o reverendo Christopher Phillips, da paróquia ‘de uso anglicano’ de Nossa Senhora da Expiação (San Antonio, Texas) e outros”.
“Neste encontro – continua o comunicado – tomou-se a decisão formal de solicitar a aplicação das disposições da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus nos Estados Unidos da América, pela Congregação para a Doutrina da Fé.”
A Anglican Church in America (ACA), que tem 5.200 membros em 100 congregações, é diferente da Igreja Episcopaliana. Não forma parte da Comunhão Anglicana, que tem como primaz o arcebispo de Cantuária.
A ACA foi criada em 1991 quando alguns membros da Igreja Católica Anglicana e da Igreja Americana Episcopaliana uniram-se através da formação de uma nova Igreja. O atual presidente da Casa dos bispos da ACA é o arcebispo Louis Falk. A Comunhão Tradicional Anglicana, que tem 400.000 membros em todo o mundo, tem como primaz o arcebispo John Hepworth, da Igreja Católica Anglicana na Austrália. Os líderes desta comunhão enviaram uma carta à Santa Sé em outubro de 2007, para pedir a plena unidade à Igreja Católica.
Declararam sua adesão à doutrina católica, mas expressaram seu desejo de conservar algumas tradições anglicanas distintivas. A carta foi recebida pela Congregação para a Doutrina da Fé, que respondeu em julho de 2008 com o compromisso de considerar esta possibilidade.
No ano seguinte, a 20 de outubro de 2009, o prefeito da congregação, o cardeal William Levada, anunciou a intenção de Bento XVI de criar uma forma para que estes grupos anglicanos entrassem em plena comunhão com a Igreja Católica.
Dias depois, a 9 de novembro, foi publicada a constituição Anglicanorum Coetibus.
Fonte: Zenit
Quase um milhão de pessoas na Espanha contra o aborto
9 março 2010 in Em defesa da Fé, NotíciasQuase um milhão de espanhóis saíram este domingo às ruas das diversas cidades do país para defender o direito do não nascido e para exigir ao governo socialista de Rodríguez Zapatero a derrogação da “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez”, a lei do aborto aprovada pelo Senado e finalmente assinada pelo Rei Juan Carlos.
302 Associações pró-vida convocaram a imponente “Marcha Internacional pela Vida 2010″ celebrada simultaneamente na maior parte das capitais de províncias da Espanha. A mais importante das manifestações teve lugar sem dúvida em Madrid, onde mais de 600.000 pessoas, muitas delas famílias inteiras, marcharam entre a Plaza Cibeles e a Porta do Sol com camisetas vermelhas, globos e cartazes. O ato em Madrid concluiu com a leitura, pela jornalista Sonsoles Calavera, do manifesto que exige a derrogação da nova Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e Interrupção Voluntária da Gravidez.
Outras 10.000 pessoas se concentram em Castilla e León, em um clima pacífico e familiar, para protestar contra a recente aprovação na Espanha da lei do aborto mais permissiva da Europa. A mobilização mais numerosa da província teve lugar em Burgos, onde se reuniram 5.000 pessoas, seguida de Soria, com 1.500.
Em Sevilha, ao sul do país, mais de 7.000 manifestantes convocados por todas as irmandades e confrarias de Sevilha se concentraram este domingo em Sevilha para a “III Marcha pela Vida” local, para defender os direitos da mulher grávida e dos não-nascidos e exigir a derrogação da “Lei Orgânica de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez”.
Outras 5.000 partiram nas principais cidades da Galícia (La Coruña, Vigo, Pontevedra e Ferrol), enquanto que Barcelona foi cenário da concentração para reivindicar a defesa do direito à vida das crianças não nascidas e rechaçar a nova Lei do aborto. Mais de 3.000 pessoas encheram a praça Bonanova e seus arredores em Barcelona levando numerosos cartazes, pôsteres e globos; enquanto no estrado se alternavam várias intervenções e atuações dirigidas às crianças.
Tania Fernández, da plataforma “Direito a Viver”, recordou em Barcelona que em 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e destacou que o aborto é também “violência contra as mulheres grávidas e as meninas que representam mais da metade de abortos que se produzem”.
Vale a pena lembrar que aqui no Brasil, no dia 20 de março teremos também uma marcha pela vida. Logo mais aqui no blog darei mais detalhes sobre isso para você!
Fonte: ACI Digital
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Igreja preocupada em preservar o futuro dos católicos na Terra Santa
9 março 2010 in Em defesa da Fé, História da Igreja, NotíciasEu não sei se você sabe disso, mas a Igreja está preocupada com o futuro dos cristãos na Terra Santa. Embora seja a terra onde Jesus viveu e pregou, hoje devido a tantas guerras religiosas, os cristãos que residem nessa terra tem diminuido.
Por isso a cada ano, no início da Quaresma, a Congregação para as Igrejas Orientais envia a todos os bispos da Igreja Católica uma carta circular sobre a Coleta, que na maior parte das dioceses acontece na Sexta-Feira Santa. No texto deste ano, assinado pelo prefeito da congregação, cardeal Leonardo Sandri, e pelo arcebispo secretário, Cyril Vasil’, SJ, pede-se sensibilidade pelas necessidades da Igreja de Jerusalém e do Oriente Médio.
Na carta, o cardeal Sandri, recorda as palavras de Bento XVI em sua peregrinação realizada à Terra Santa em maio de 2009.
Em seu discurso, o Papa mencionou “o problema incessante da migração”, observando que na Terra Santa há lugar para todos e exortando as autoridades a “sustentar a presença cristã, e ao mesmo tempo assegurou aos cristãos daquela terra a solidariedade da Igreja”. Na Santa Missa em Belém, prossegue o cardeal Sandri, o pontífice animou os batizados a serem “uma ponte de diálogo e colaboração construtiva na edificação de uma cultura de paz que supere a atual situação estancada de medo, agressão e frustração”, a fim de que as igrejas locais sejam “laboratórios de diálogo, tolerância e esperança, assim como de solidariedade e de caridade prática”.
Em nome do Santo Padre, o cardeal exorta a “confirmar a solidariedade mostrada até agora. Os cristãos do Oriente têm, de fato, uma responsabilidade que é da Igreja universal, a de proteger as ‘origens cristãs’, os lugares e as pessoas que deles são sinais, para que tais lugares sejam sempre a referência da missão cristã, a medida do futuro eclesial e sua segurança”.
A finalidade da Coleta pro Terra Santa é a de sensibilizar os fiéis no valor da solidariedade pelas comunidades e entes católicos presentes nessa região e promover toda iniciativa e intervenção a favor dos Lugares Santos que conservam a memória de Cristo.
A Congregação para as Igrejas Orientais recebe parte da Coleta pro Terra Santa diretamente das Nunciaturas Apostólicas e, segundo a porcentagem estabelecida pelas relativas normas pontifícias, concede, portanto, os subsídios ordinários e extraordinários às circunscrições eclesiásticas, às ordens religiosas e a outras pessoas jurídicas eclesiásticas no Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito e particularmente em Israel e na Palestina.
A Coleta é uma tradição que se remonta aos tempos da Igreja primitiva. Foi o Papa Paulo V, no breve apostólico Coelestis Regis de 22 de janeiro de 1618, a estabelecer pela primeira vez sua finalidade, enquanto Bento XIV a confirmou com o breve apostólico In supremo militantis Ecclesiae, de 15 de janeiro de 1746.
Fonte: Zenit
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Dom Walmor Oliveira, Arcebispo de Belo Horizonte - critica o PNDH3
8 março 2010 in Em defesa da Fé, NotíciasEm seu artigo no site da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte escreveu:
A liberdade de expressão, enquanto valor fundamental da cidadania e coluna de sustentação da democracia, está frontalmente golpeada na formulação do 3° Plano Nacional de Direitos Humanos, do Governo Federal. Esse golpe atinge também a vida, vale lembrar, para merecer atenção especial e reação da sociedade, quanto à descriminalização e legalização do aborto. Não se pode cansar de dizer, para iluminar a consciência moral na sociedade, que o aborto é um abominável delito e se constitui numa desordem moral, particularmente grave. É uma gravidade que remete ao confronto com exigências éticas fundamentais, aquelas que, em última instância, têm a força de iluminar, regular e substituir as opções legislativas e políticas que são, incontestavelmente, contrárias a princípios e valores inegociáveis.
É preciso avaliar e acompanhar as propostas legislativas e cada programa político, esperando sempre dos políticos um posicionamento claro - especialmente daqueles que regem suas vidas pela consciência cristã - para diminuir e evitar os efeitos negativos e danosos no plano da cultura e da moralidade pública. É lamentável que entendimentos errôneos da laicidade estejam comprometendo o respeito a verdades resultantes do conhecimento e do direito natural. Esse equívoco tem sido justificado em razão da compreensão também inadequada quanto à busca sincera dessas verdades, dever de todos, enquanto contemporaneamente são ensinadas por uma religião específica. É um tremendo e nefasto engano abrir mão de verdades morais concernentes à sociedade, como o direito à vida, à liberdade, a justiça e outros direitos humanos, por esta confluência existente entre pregação religiosa e dever governamental e político de defesa e promoção integral da pessoa e do bem comum.
Ora, quem rege sua consciência pelos valores cristãos tem o dever de avaliar apuradamente a escolha de instrumentos políticos, como a adesão a um partido e outras expressões de participação política, no compromisso de escolher o caminho que mais possa assegurar coerência na vivência de sua fé. Neste sentido, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja n. 573, citando o Papa Paulo VI na sua Carta Apostólica Octogésima adveniens n. 46, afirma que “as instâncias da fé cristã dificilmente podem ser encontradas numa única posição política: pretender que um partido ou uma corrente política correspondam completamente às exigências da fé e da vida cristã gera equívocos perigosos. O cristão não pode encontrar um partido que corresponda plenamente às exigências éticas que nascem da fé e da pertença à Igreja: a sua adesão a uma corrente política não será jamais ideológica, mas sempre crítica, a fim de que o partido e o seu projeto político sejam estimulados a realizar formas sempre mais atentas a obter o verdadeiro bem comum, inclusive os fins espirituais do homem”.
A escolha do partido, da corrente política e das pessoas a quem confiar a vida pública não se faz apenas individualmente e deixando de lado princípios éticos e morais e os valores da fé. Essa indispensável iluminação é garantia também de um exercício arejado das responsabilidades e competências governamentais. Assim também serão evitadas as posturas, ideologicamente justificadas, que levam a exageros e polarizações comprometedoras e propensas a totalitarismos de toda ordem. Nesse caminho se localiza o risco de uma regulagem da liberdade de expressão, cerceando a mídia no seu papel educativo e crítico insubstituível no contexto da sociedade. O exercício profissional na mídia e as outras atividades cidadãs são igualmente desafiados a pautar-se nos valores fundamentais da vida social.
A imprensa deve ser sempre crítica, nunca caluniadora, e os cidadãos todos, sem exceção, especialmente os que exercem autoridade política por delegação popular, devem construir seus exercícios e desempenhar seus papéis com a lisura de quem respeita e promove o bem comum. Não devem existir razões para temores e precauções com controles e cerceamentos indevidos. Os meios de comunicação balizados nesses princípios que determinam o bem moral e a estruturação ordenada e a condução da vida social, precisam ter ampla liberdade, sem mordaças ideológicas, sem submissão a mecanismos políticos interesseiros, sem a camisa de força das barganhas financeiras que possam comprometer seu serviço educativo e crítico. A verdade, a justiça, o amor e a liberdade de expressão favorecem o autêntico desenvolvimento.
Há um legítimo respeito à liberdade de expressão, capítulo fundamental da cidadania, que estrutura a autonomia da mídia no seu serviço indispensável, remetendo a responsabilidades graves quanto ao que se diz ou não. Os servidores da área e os cidadãos todos, na sua competência de construir uma sociedade justa e solidária, são instados à conduta de portadores de uma lisura moral inquestionável. Esta é a verdadeira força que fecunda a esperança, a que vence o medo: o medo da liberdade de expressão.
Fonte: Arquidiocese de Belo Horizonte
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