Editora Vaticana lança livro sobre as cruzadas

Arquivado em: 008. Notícias, 005. História da Igreja — caducn at 5:53 pm on Quarta-feira, Julho 2, 2008

A Livraria Editora Vaticano publicou um livro no qual se recolhem as conferências em vários idiomas do Congresso Internacional sobre a IV Cruzada, que aconteceu na ilha grega de Andros, de 27 a 30 de maio de 2004, para recordar os atos de 1204. A IV cruzada foi um acontecimento político e militar que determinou as relações entre o cristianismo oriental e ocidental e cujas feridas permaneceram durante os séculos. Essa cruzada convocada pelo Papa Inocêncio III pretendia libertar Jerusalém do jugo islâmico e terminou com o Saque de Constantinopla, uma das maiores feridas que a Ortodoxia conserva em sua memória diante do mundo católico.

O Congresso foi organizado em colaboração com o Instituto de História Bizantina da Universidade de Atenas, pelo Instituto de Estudos Bizantinos e Neogregos da Universidade de Viena e pelo Comitê Pontifício de Ciências Históricas.

O livro se chama “The Forth Crusade Revisited” (A quarta cruzada revisada) e custa 30 euros.

Dom Walter Brandmuller, presidente do Comitê Pontifício de Ciências Históricas, escreve no prólogo que o livro está editado com a intenção de contribuir para a realização do grande projeto aos historiadores e a uma purificação da memória, que indicou o caminho que tem de conduzir a uma convivência de homens, nações e religiões, caracterizada por compreensões recíprocas e benevolência.

Dom Brandmuller diz que no congresso este convite do Papa foi acolhido com a certeza de que uma “historiografia séria e imparcial”, sem preconceitos e baseada no “rigoroso método histórico, é um meio indispensável para conseguir este objetivo”.

O livro inclui estudiosos de países diferentes e de diversas confissões cristãs, buscando o que eles mesmos definem como o passo de um receio a uma “caritas veritatis”.

O livro recolhe artigos de Evangelos Chrysos, do Instituto de História Bizantina da Universidade de Atenas, da professora Maria Dourou-Eliopoulou, da Universidade de Atenas, e de Pierantonio Piatti, da Universidade de Florença e editor do volume, entre outros.

Mais informação em www.libreriaeditricevaticana.com

Fonte: Zenit

Jesus Cristo: Duas pessoas dentro de um corpo?

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 11:14 pm on Terça-feira, Julho 1, 2008

Pax Domini! No estudo de hoje vamos estudar outra heresia: O Nestorianismo. Mais uma loucura que a Igreja teve que combater ao longo da sua história. Hoje o Catecismo nos faz uma ressalva:

A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus. Diante dela, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunido em Éfeso em 431, confessaram que “o Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem”. A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua desde sua concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio: “Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne”. (CIC§466)

Nestorianismo - Grupo de pessoas que seguiam a doutrina de  Nestório do Século V, segundo a qual há em Jesus Cristo duas naturezas distintas, uma humana e outra divina, completas de tal forma que constituem de Jesus um homem, a exemplo de gêmios siameses: possuidor de natureza divina e humana estando combinadas numa união mecânica mais que orgânica (juntos, porém diferenciadas). É como se dentro do corpo de Jesus habitasse duas pessoas.

Os teólogos de Alexandria, salientavam a divindade de Cristo, em Antióquia enquanto os Nestorianos juntos a outros grupos defendiam a Humanidade de Cristo à custa de Sua Deidade.

Dentre outras doutrinas, os Nestorianos defendiam que Maria não é Theotokos (mãe de Deus), mas que é Christotokos (mãe de Cristo), ou seja, apenas mãe da parte humana de Cristo, e não da Divina; também não criam no purgatório, nem na veneração de imagens e relíquias (crenças essas revitalizadas pelos protestantes apartir do século XVI e evangélicos na atualidade).

Tanto os nestorianos quanto os partidários de Cirilo foram chamados ao Concílio de Éfeso, no ano de 431. A disputa centrou-se fundamentalmente em torno do título com o qual se devia referir a Maria, se somente christotokos (mãe de Cristo), como defendiam os nestorianos, ou de theotokos (mãe de Deus), como defendiam os partidários de Cirilo. O concílio ecumênico católico dirigido pelo papa Celestino I estudou e percebeu que Maria  é de fato Mãe de Deus, e Nestório foi excomungado da Igreja Ortodoxa Copta, considerado como herege.

Ouça o Podcast, Jesus verdadeiro homem e verdadeiro Deus

Padre Salesiano é assassinado no Nepal

Arquivado em: 008. Notícias — caducn at 7:38 pm on Terça-feira, Julho 1, 2008

O sacerdote católico John Prakash, 62 anos, salesiano, foi assassinado nesta madrugada em Sirsiya (distrito de Morang), no leste do Nepal. A polícia abriu um inquérito e suspeita que os autores do assassinato sejam um grupo de terroristas. Padre John Prakash era indiano do Estado de Kerala. Ele trabalhava no Nepal há 10 anos. Era o diretor da Escola Dom Bosco e vivia com outros dois salesianos próximo à escola.

Segundo o vigário paroquial, Pe. George Kalangara, durante a madrugada um grupo armado invadiu a residência e imobilizou o pe. Matthew, que tinha acabado de chegar da Índia. O outro sacerdote residente, pe. Lazarus Maradi, estava fora do país. Em seguida, o grupo pediu dinheiro ao padre Prakash. Uma bomba explodiu e, quando a polícia chegou, havia estilhaços por toda parte. No local, foram encontrados panfletos do grupo terrorista Terai Defence Army, que já havia pedido dinheiro ao sacerdote pelo menos outras duas vezes. Trata-se do primeiro sacerdote assassinado no país.

O vigário apostólico do Nepal, Dom Anthony Francis Sharma, e a associação das escolas privadas do Nepal condenaram o crime. A Igreja católica no Nepal conta apenas sete mil fiéis em uma população de 25 milhões de habitantes.

Fonte: Cancaonova.news

Focolarinos escolhem sucessora de Chiara

Arquivado em: 008. Notícias — caducn at 7:31 pm on Terça-feira, Julho 1, 2008

Membros do Movimento dos Focolares encontram-se reunidos em Assembléia Geral em Rocca di Papa, Itália, para eleger a sucessora de Chiara Lubich, fundadora e superiora do Movimento por mais de 60 anos, que faleceu em 14 de março deste ano.

“Somos chamados a viver um momento histórico, um tempo novo e inexplorado” afirmou Oreste Basso, co-presidente do Movimento Focolarino, ao dar início ao encontro.

A presidência do Movimento deverá ser ocupada sempre e exclusivamente por mulheres, declara o Estatuto deixado por Chiara Lubich e aprovado por João Paulo II. Estão reunidos mais de 500 membros do movimento, entre eles, os representantes dos Focolares dos 5 Continentes. As primeiras semanas serão dedicadas a oração e preparação da votação. A Assembléia será encerrada no dia 31 de julho.

Fonte: Cancaonova.news

Papa pede para os Cristãos rezarem pela Jornada Mundial da Juventude

Arquivado em: 008. Notícias — caducn at 7:17 pm on Terça-feira, Julho 1, 2008

 

A intenção Missionária do Santo Padre para este mês de julho é a seguinte: “Para que o Dia Mundial da Juventude que acontece em Sidney, na Austrália, acenda nos jovens o fogo do amor divino e torne-os semeadores de esperanças para uma nova humanidade”

É claro que a juventude representa o futuro da Igreja e a esperança da sociedade. Por isso, a Igreja considera muito a evangelização dos jovens. Sem dúvida, inspirado por Deus, João Paulo II, em 1985, deu início aos Dias Mundiais da Juventude. Desde os primeiros anos como sacerdote, alimentava no seu coração o desejo de estar ao lado dos jovens para aproximá-los de Jesus Cristo. Na Carta Apostólica que endereçou aos jovens em 1985 em razão do Ano Internacional da Juventude, afirmava: “Em vós existe a esperança, porque vós pertenceis ao futuro, assim como o futuro pertence a vós”.

Se o homem representa o caminho da Igreja, compreende-se bem o motivo pelo qual a Igreja atribui especial importância ao período da juventude, como uma etapa chave da vida de cada homem. Essa etapa,no entanto, justamente por ser a chave da vida de cada homem, deve ser de maneira especial um momento de encontro com Cristo. Somente em Cristo se revela ao homem o mistério do homem. Este encontro acontece especialmente na meditação da Palavra, e se aprofunda na Eucaristia: “Na Eucaristia a adoração deve se tornar união” (Bento XVI, Dia Mundial da Juventude, Colônia, 21 de agosto de 2005).

Rezemos pelo bom andamento do Dia Mundial da Juventude que será celebrado em Sidney, na Austrália. Vamos pedir ao Senhor que por meio das palavras do Santo Padre, muitos jovens se entusiasmem com o Evangelho, Jesus Cristo, a Igreja, Esposa de Cristo, missionária e mártir.

Fonte: RádioVaticana

Papa vai para Castel Gandolfo

Arquivado em: 008. Notícias — caducn at 7:06 pm on Terça-feira, Julho 1, 2008

 

Bento XVI deixa amanhã o Vaticano transferindo-se para Castel Gandolfo após a audiência geral. O Papa permanecerá na residência pontifícia até ao dia 12, quando então parte para Sidney, onde participará do Dia Mundial da Juventude, e se encontrará com centenas de milhares de jovens. Os eventos do Dia Mundial da juventude concluem-se no dia 20 de Julho.

Depois disso, acredito eu que ele irá retornar a Castel Gandolfo. Isso por que o verão em Roma é insuportável de quente. Até o fim do mês de agosto, as pessoas que podem, acabam saindo de férias e preferindo o frescor das montanhas.

E longa vida ao Papa!

Dominus Vobiscum

Jesus era uma criatura?

Arquivado em: 002. Em defesa da Fé — caducn at 4:15 pm on Terça-feira, Julho 1, 2008

 

Pax Domini! Estamos estudando nesse tempo a afirmação que diz que Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E estamos vendo que durante todo o tempo, diversas pessoas inventaram teses sobre a pessoa de Jesus. Recentemente vimos uma dessas teorias, e vimos Santo Irineu que combateu duramente essa heresia. (para ler o post, clique aqui)

Hoje vamos ver outra dessas heresias: O Arianismo.

O I Concílio Ecumênico de Nicéia, em 325, confessou em seu Credo que o Filho de Deus é “gerado, não criado, consubstancial (homousios) ao Pai” e condenou Ário, que afirmava que” o Filho de Deus veio do nada” e que ele seria “de uma substância diferente da do Pai. (CIC§465)

Arianismo - Foi uma visão Cristológica sustentada pelos seguidores de Arius nos primeiros tempos da Igreja primitiva, que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus, que os igualasse, fazendo do Cristo pré-existente uma criatura, embora a primeira e mais excelsa de todas,que encarnara em Jesus de Nazaré. Jesus então, seria subordinado a Deus, e não o próprio Deus. Segundo Ário só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio.

Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura consegueria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou em seu livro The Arian Controversy (A Disputa Ariana): O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério.

Naquele mesmo tempo, o Bispo Alexandre de Alexandria reuniu um Sínodo local, contando cerca de 100 Bispos, que condenaram a doutrina de Ário e dos seus seguidores em 318. A decisão foi comunicada a outros Bispos, inclusive ao Papa S. Silvestre. Ário, porém, conseguiu novos defensores para a sua causa o que tornou mais árdua a controvérsia. Diante dos fatos, o imperador Constantino, que em 324 vencera Licínio, tornando-se Onico senhor do Império, resolveu intervir: tinha como assessor teológico o santo Bispo Ósio de Córdoba (Espanha), que Constantino enviou a Alexandria para aproximar Ário do Bispo Alexandre; a missão, porém, fracassou.

Então Constantino resolveu convocar um Concílio Ecumênico para Nicéia na Ásia Menor em 325, ao qual compareceram cerca de 300 Bispos, provenientes de todas as partes do mundo cristão; o Papa Silvestre, de idade avançada, mandou dois presbíteros seus representantes. As discussões foram longas e agitadas. Por fim, os padres conciliares redigiram o Símbolo de Fé de Nicéia, que afirmava ser o Filho “Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, consubstancial (homoousios) ao Pai; por Ele foram feitas todas as coisas”. A palavra homoousios torna-se, de então por diante, a senha da reta doutrina. Significava que o Filho é da mesma natureza (= Divindade) que o Pai; não saiu do nada como as criaturas, mas desde toda a eternidade foi gerado sem dividir a natureza divina.

O Imperador Constantino tomou aos seus cuidados a defesa do Concílio Ecumênico de Nicéia. Exilou Ário e quatro Bispos que não queriam aceitar, na íntegra, definição do Concílio. Condenou às chamas os escritos de Ário; seria punido quem os guardasse às ocultas.

Por isso, precisamos professar junto com a Igreja a verdade da fé, que afirma que Jesus é da mesma substância do Pai. Mais a frente, continuaremos o nosso estudo.

Dominus Vobiscum

Ouça o Podcast, Jesus verdadeiro homem e verdadeiro Deus

Bispos recebem Pálio do Papa no Dia de São Pedro e São Paulo

Arquivado em: 008. Notícias — caducn at 7:34 pm on Segunda-feira, Junho 30, 2008

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o papa presidiu esta manhã a missa solene na Basílica de São Pedro, com a participação do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I. Nesta cerimônia, como é tradição, o papa também impôs o pálio aos 40 arcebispos nomeados no último ano. Entre eles, estão os arcebispos de Cascavel, no Paraná, Dom Mauro Aparecido dos Santos, e de Vitória da Conquista, na Bahia, Dom Luís Gonzaga Pepeu.

O pálio é um símbolo que manifesta a particular união do arcebispo que o recebe com o Bispo de Roma. Trata-se de uma faixa branca de lã colocada sobre os ombros, que representa o Bom Pastor que leva consigo o cordeiro até dar a própria vida, como o recordam as seis cruzes pretas bordadas no paramento. Como já ocorreu no ano passado, a cerimônia deste domingo contou a presença do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, que rezou a profissão de fé, proferiu uma homilia, concedeu a benção com Bento XVI, e desceu com ele para orar junto ao túmulo de Pedro após a oração do Angelus.

Com efeito, hoje o pontífice rezou a oração dominical no interior da basílica, e em sua alocução pediu a unidade de todos os cristãos. Bento XVI recordou que ontem ele mesmo inaugurou o Ano Paulino, na Basílica de São Paulo fora dos Muros, com o Patriarca Ortodoxo: “Ano Paulino, evangelização, comunhão na Igreja e plena unidade de todos os cristãos: rezemos agora por estas grandes intenções, confiando-as à celeste intercessão de Maria Santíssima, Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos”.

Bento XVI se deteve especialmente no papel de Paulo em levar o Evangelho àqueles que, em relação aos judeus, eram os “distantes”: “Esta dimensão missionária precisa ser sempre acompanhada pela unidade, representada por São Pedro, a rocha sobre a qual Jesus Cristo edificou a sua Igreja. Os carismas dos dois grandes apóstolos são complementares para a edificação do único povo de Deus, e os cristãos não podem dar um válido testemunho a Cristo se não estiverem unidos”.

A missa teve início às 9h30 com a entrada na Basílica, em procissão, de Bartolomeu I, Bento XVI e os 40 arcebispos a quem o pálio foi imposto. O Evangelho de Mateus foi proclamado em latim e em grego por um diácono ortodoxo. Após a liturgia da palavra, Bento XVI pediu ao Patriarca de Constantinopla que fosse ele a proferir a homilia para a festa dos Santos Pedro e Paulo, padroeiros da Igreja de Roma e alicerces da Igreja una, santa, católica e apostólica.

Bartolomeu I observou então que o diálogo teológico entre as duas Igrejas prossegue graças à ajuda divina, superando as dificuldades e os problemas. E ressaltou: “Desejamos realmente, e rezamos muito por isso, que estas dificuldades sejam superadas e que os problemas sejam resolvidos o mais rápido possível, para alcançarmos o nosso anseio final, a glória de Deus”. A homilia do patriarca se encerrou com o auspício de que a comunhão completa possa ser celebrada em breve.

A Igreja de Constantinopla é o centro eclesiástico da ortodoxia em todo o mundo, e seu arcebispo tem o título de patriarca ecumênico, líder espiritual de 300 milhões de cristãos ortodoxos. Todos os anos, o patriarcado envia ao Vaticano uma delegação para participar da festividade de São Pedro e São Paulo. A Igreja Católica retribui com a visita de uma delegação a Istambul em 30 de novembro, festa de Santo André.

Por sua vez, em sua homilia, Bento XVI fez votos para que a Igreja “seja sempre de todos; que reúna a humanidade além de todas as fronteiras, que faça presente a paz de Deus, a força reconciliadora de seu amor”.

“A missão permanente de Pedro, cabeça da Igreja, é fazer com que a Igreja jamais se identifique com uma só nação, com uma só cultura, um só Estado. O mundo globalizado, unido sobre os bens materiais que causam sempre novos contrastes, precisa sempre mais de unidade interior, que provém da paz de Deus. A missão permanente do papa e o dever confiado à Igreja é reconduzir a humanidade a esta unidade”, disse o pontífice. Depois da homilia, Bento XVI e Bartolomeu I recitaram juntos o credo niceno-constantinopolitano, na língua original grega, segundo o uso litúrgico das igrejas bizantinas. Seguiu-se a oração universal dos fiéis, cujas intenções foram propostas em seis línguas: alemão, árabe, francês, suaíli, chinês e português.

Na seqüência, o papa abençoou os pálios que foram impostos, um a um, aos arcebispos, com os quais Bento XVI se deteve por alguns instantes, de modo informal. No final da cerimônia, o patriarca retornou ao altar e concedeu a sua benção ao lado do pontífice. O primeiro a fazer o sinal da cruz, pronunciando a fórmula em latim, foi Bento XVI, seguido por Bartolomeu, que proferiu a sua benção em grego.

Fonte: Rádio Vaticana

Começa hoje um ano dedicado a São Paulo, apóstolo dos gentios

Arquivado em: 008. Notícias, 005. História da Igreja, 010. Nota do Autor — caducn at 4:28 am on Sábado, Junho 28, 2008

Hoje, dia 28 de junho, inicia-se um ano inteiro dedicado a São Paulo Apóstolo, a pedido do nosso querido Papa Bento XVI. Mas fica a pergunta: Você sabe quem foi São Paulo? Tentei resumir essa biografia para ajudar você a entrar na dinâmica a qual o Santo Padre nos propõe…

Paulo de Tarso (nome original - Saulo) ou Apóstolo Paulo, é considerado como o mais importante discípulo de Jesus, depois de Pedro.

Foi um apóstolo diferente dos demais, por ter dado maior ênfase aos irmãos gentios, pois seu chamado era destinado a eles que estavam espalhados pelo mundo (At 13,47). Paulo, assim comos os outros Apóstolos (os que estiveram com o Senhor), também viu o Senhor Jesus Ressuscitado (At 9,17, I Cor 15,8). Era um homem culto, freqüentou uma escola em Jerusalém, era Fariseu, e fabricava tendas. Destaca-se dos outros apóstolos pela sua cultura, considerando-se que em sua maioria era de pescadores. No entanto, eram ungidos e cheios do Espírito Santo como ele havia sido. A língua materna de Paulo era o grego. É provavel que também dominasse o aramaico. Educado em duas culturas (grega e judaica), Paulo fez muito pela difusão do Cristianismo entre os gentios e é considerado uma das principais fontes da doutrina da Igreja. As suas Epístolas formam uma parte fundamental do Novo Testamento. Certamente ele foi um dos homens mais importantes na solidificação do Cristianismo.

Nascido em Tarso, na Cilícia, que atualmente pertence à Turquia, numa família judaica da Diáspora. Nasceu numa data desconhecida mas “sem dúvida antes do ano 10 da nossa era” (Étienne Trocme). Seu pai, em circunstâncias que se desconhece, adquiriu a cidadania romana mantendo a fé judaica, educou-o na tradição judaica. Durante toda sua vida sua cidadania romana foi um meio de proteção física. Como ele próprio diz, foi circuncidado ao oitavo dia e mantém-se sempre na lei mosaica. Diz-se mesmo um Fariseu. A sua formação primária foi feita numa escola de cultura grega, como atestam as suas cartas. Mas ele afirma que recebeu também o ensino por parte de rabinos.

Em determinada altura Paulo deve ter ido viver em Jerusalém. As cartas dos apóstolos afirmam que ele foi aluno do rabino Gamaliel em Jerusalém. Não há dúvida de que passou uma parte importante da juventude em Jerusalém.

Foi em Jerusalém que Paulo participou no apedrejamento daquele que ficaria conhecido como Santo Estêvão, um líder de um grupo fervoroso dos seguidores de Jesus. Paulo foi um perseguidor destes seguidores de Jesus, núcleo de cristãos que procuravam difundir a nova fé entre os judeus de Jerusalém.

O argumento de Paulo na sua perseguição aos seguidores de Cristo era a defesa da “tradição dos pais” e da lei mosaica, que ele via como ameaçada pelos seguidores de Jesus. Em um dado momento da história, Saulo foi enviado a Damasco para fazer face à agitação dos seguidores de Jesus de Nazaré. Foi durante esta missão a Damasco que Saulo tomou o partido dos cristãos que perseguia anteriormente. Foi aqui que Saulo, indo no caminho de Damasco, já perto da cidade, viu um resplendor de luz no céu que o cercou, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”. (At 9,1-22) Saulo muda de lado. A esta mudança de partido ele fez corresponder uma mudança de nome. Abandonou o nome Saulo e, deste momento em diante, fez-se conhecer como Paulo.

 

Após muitos anos de atividade missionária, com três grandes viagens apostólicas descritas na Bíblia (incluindo Grécia, Macedônia e Ásia Menor nos itinerários), foi preso em Jerusalém por volta do ano 61 d.C. sob a acusação de estar infiltrando gentios no Templo de Jerusalém e, tendo apelado ao Imperador Romano, foi enviado a Roma, onde teria sido julgado e, após cerca de dois anos encarcerado, foi libertado. Reiniciou sua atividade missionária, sendo que, muito provavelmente, visitou a Espanha e retornou à Ásia Menor, onde, em Trôade, foi repentinamente preso e, mais uma vez, enviado a Roma. Em Roma, ficou preso no Segundo Subsolo do Cárcere Marmetino.

Foi julgado e condenado à morte, e, em face de ser cidadão romano, em vez de ser crucificado, teria sido decapitado em 67 d.C. Seu túmulo encontra-se na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Via Ostiense.

Nesse ano Paulino, somos chamados a conhecer melhor esse grande homem, sobretudo seus escritos. É um tempo de nos aprofundarmos naquilo que ele nos ensina. Que você possa beber da graça que esse ano vai proporcionar a todos os cristãos. Que esse ano Paulino faça com que eu e você, sejamos cada vez mais missionário s de nosso Senhor.

Pax Domini

Estudo: Jesus era um fantasma?

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 6:15 pm on Sexta-feira, Junho 27, 2008

Jesus é tanto homem quanto Deus. Por isso, costuma-se dizer que Ele é Deus-Homem. Ao longo dos séculos, surgiram alguns equívocos a respeito da natureza humano-divina de Cristo.

As primeiras heresias, mais do que a divindade de Cristo, negaram sua humanidade verdadeira (docetismo gnóstico). Desde os tempos apostólicos a fé cristã insistiu na verdadeira Encarnação do Filho de Deus, “que veio na carne”. Mas desde o século III a Igreja teve de afirmar, contra Paulo de Samósata, em um concílio reunido em Antioquia, que Jesus Cristo é Filho de Deus por natureza e não por adoção. (CIC§465)

Hoje vamos conhecer uma dessas muitas heresias. E precisamos conhecer bem isso para não se deixar enganar. Hoje os inimigos da Cruz de Cristo querem se utilizar dessa “overdose” de informações para desvirtuar muitos cristãos. Hoje vamos conhecer o docetismo gnóstico.

Docetismo Gnóstico - Afirmava que Jesus tinha apenas um corpo aparente, pois era o Logos a exprimir-se para os homens. Tinha uma aparência de corpo para se fazer entender dos homens. Mas na verdade, Cristo não tinha corpo biológico, pois era o Logos, o Filho de Deus. Deus não tem sémen biológico. Portanto, só aparentemente o corpo de Jesus era de carne.

Santo Ireneu ataca este radicalismo dizendo que, sem corpo biológico, Jesus não teria salvo a humanidade. Adão, primeira cabeça da humanidade, desorientou o corpo. Cristo, ao ser constituído nova cabeça da humanidade, reconduz o corpo para o ritmo certo. Isto não podia ter acontecido se Ele não tivesse sido verdadeiro homem (Adv. Haer., 1, 10, 1).

A Igreja, como afirma o Catecismo, e como vimos através de Santo Irineu, combateu e combate essa loucura. Jesus, que era Deus, se fez homem como nós, e podemos ver isso nos evangelhos, onde vemos os dados que citamos no post do estudo anterior (para ler o post anterior clique aqui).

É preciso estar atento a essas loucuras. Muitas vezes nos deixamos levar por isso. Precisamos conhecer e combater. Como disse antes, hoje os inimigos da Cruz insistem em levantar essas teses contra a pessoa de Cristo. Proclame sem medo: Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus!

Pax Domini

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