Títulos de Nossa Senhora na Igreja Primitiva

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 002. Em defesa da Fé — caducn at 2:46 pm on Terça-feira, Julho 31, 2007

Icone Theotokos - Mãe de DeusEntre todos os Santos e Santas, a Virgem Maria é reverenciada como a mais exaltada entre as criaturas de Deus, “Mais venerável que os querubins, incomparavelmente mais gloriosa que os serafins” (do Hino à Virgem, cantado na Liturgia de São João Crisóstomo). Ela de fato é  “A mais exaltada entre as criaturas de Deus”. Tantos os Católicos Romanos quanto os Ortodoxos, veneram ou honram a Mãe de Deus, mas em nenhum momento nenhuma dessas duas Igrejas a consideram a Virgem Maria  como a quarta pessoa da Trindade (conforme afirmam alguns protestantes), nem asseguram a ela a adoração devida somente a Deus. É preciso entender como nós devemos honrar a Mãe de Deus:

Escute a Maria Mãe de Deus (e outros). Clicando aqui.

Na teologia grega, existe uma palavra especial, latreia, reservada para a adoração de Deus, enquanto que para a veneração da Virgem, Icone Aeiparthenos - Sempre Virgemtermos inteiramente diferentes são empregados (duleia, hyperduleia, proskynesis).

Nos ofícios Ortodoxos a Virgem Maria é mencionada com freqüência e em cada ocasião lhe é dado um título que os próprios ortodoxos tem como completo: “Nossa Santíssima, Imaculada, Bendita e Gloriosa Senhora, Mãe de Deus e Sempre Virgem Maria.”

Isso porque a Igreja primitiva aplicava três termos a Nossa Senhora:

   Theotokos - Mãe de Deus
   Aeiparthenos - Sempre Virgem
   Panagia - Toda Santa

Icone bizantino Panagia - Toda SantaNós louvamos Maria porque ela é a Mãe do Nosso Deus. Nós não a veneramos isoladamente, mas por sua relação com Cristo. Assim a reverência que mostramos a Maria, não apaga, nem ofusca a adoração a Deus. Quanto mais estimamos Maria, mas vívida é a nossa consciência da Majestade de seu Filho, pois é precisamente por conta do Filho que nós veneramos a Mãe.

Nesse post, estou colocando os ícones de Nossa Senhora que representam os termos que falamos aqui: Theotokos, Aeiparthenos e Panagia (De baixo para cima - Em caso de dúvido coloque o mouse sobre a imagem. Aparecerá o nome).

Escute Diácono Nelsinho Correia cantando “Mãe da providência” 

Lutero e Calvino amavam e professavam a fé na Mãe de Deus

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 002. Em defesa da Fé — caducn at 5:37 pm on Segunda-feira, Julho 30, 2007

No podcast dessa semana (que você pode ouvir clicando aqui), falamos sobre o título dado a Maria de Theotokos, ou seja, A Mãe de Deus. Hoje em dia, vemos muitos irmãos protestantes criticando Maria. O que é interessante, é que os fundadores da Reforma Protestante, como Lutero e Calvino, não criticavam a Mãe de Deus, mas ao contrário respeitavam, amavam e até pediam a sua intercessão. Por isso estarei colocando aqui alguns dos muitos pensamentos desses homens. Agora pense comigo: Por que esse desrespeito tão grande a Santíssima Mãe de Deus? De onde partiu? Qual a origem? Se isso não estava na base da Reforma Protestante, por que todo esse furor contra a Santíssima Virgem?

Veja o que Lutero dizia:

“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.” (Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).

“Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.” (Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”).

“Maria é digna de suprema honra na maior medida.” (”Apologia da Confissão de Fé de Augsburg”, art. IX).

A respeito da Santa Mãe de Deus fala também João Calvino:

“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

Que nós católicos possamos reparar o Santíssimo Coração da Virgem Mãe de Deus a todas as ofensas cometidas a sua pessoa. Que nós possamos honrar a Santa Mãe de Deus com nossas orações e nosso testemunho de amor.

Ouça Mensagem Brasil - Não estou eu aqui que sou tua mãe

O que diz a Igreja Primitiva sobre o título Maria Mãe de Deus

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 004. O que dizem os Santos, os Papas e os Doutores — caducn at 3:02 pm on Domingo, Julho 29, 2007

Sobre o título de Maria Mãe de Deus, eis o que diz São Cirilo de Alexandria, Santo da Igreja Católica nos seus inícios (370-442). Observe que ele cita outro grande Santo da Igreja primitiva - Santo Atanásio. Agora uma pergunta: Se a Igreja primitiva acolhia Nossa Senhora como Mãe de Deus, por que hoje existem pessoas que resolveram reinventar a fé e desmerecer a Santíssima Virgem? Leia o Texto com atenção…

Causa-me profunda admiração haver alguns que duvidam em dar à Virgem Santíssima o título de Mãe de Deus. Realmente, se Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, por que motivo não pode ser chamada de Mãe de Deus a Virgem Santíssima que o gerou? Esta verdade nos foi transmitida pelos discípulos do Senhor, embora não usassem esta expressão. Assim fomos também instruídos pelos santos Padres. Em particular Santo Atanásio (295-373), nosso pai na fé, de ilustre memória, na terceira parte do livro que escreveu sobre a santa e consubstancial Trindade, dá frequentemente à Virgem Santíssima o título de Mãe de Deus. Vejo-me obrigado a citar aqui as suas palavras, que têm o seguinte teor:

“A Sagrada Escritura, como tantas vezes fizemos notar, tem por finalidade e característica afirmar de Cristo Salvador essas duas coisas: que Ele é Deus e nunca deixou de o ser, visto que é a Palavra do Pai, seu explendor e sabedoria; e também que nestes últimos tempos, por causa de nós, se fez homem, assumindo um corpo da Virgem Maria, Mãe de Deus”.

E continua mais adiante:

“Houve muitos que já nasceram santos e livres de todo pecado: Jeremias foi santificado desde o seio materno; também João, antes de ser dado à luz, exultou de alegria ao houvir a voz de Maria Mãe de Deus”.

Estas palavras são de um homem inteiramente digno de lhe darmos crédito, sem receio, e a quem podemos seguir com toda segurança. Com efeito, ele jamais pronunciou uma só palavra que fosse contrária as Sagradas Escrituras. De fato, a Escritura, verdadeiramente inspirada por Deus, afirma que a Palavra de Deus se fez carne, uniu-se à alma dotada de alma racional. Portanto, a Palavra de Deus assumiu a descendência de Abraão e, formando para si um corpo vindo de uma mulher, tornou-se participante da carne e do sangue. Assim, já não é somente Deus mas também homem, semelhante a nós, em virtude da sua união com a nossa natureza. Por conseguinte, o Emanuel, Deus´conosco, possue duas realidades, isto é, a divindade e a humanidade. Todavia é um só Senhor Jesus Cristo, único e verdadeiro Filho por natureza, ainda que ao mesmo tempo Deus e homem. Não é apenas um homem divinizado, igual àqueles que pela graça se tornam participantes da natureza divina; mas é verdadeiro Deus que, para nossa salvação, se tornou visível em forma humana, conforme Paulo testemunha com as suas cartas.

Escute a Maria Mãe de Deus (e outros). Clicando aqui.

Convite do Dominus Vobiscum

Arquivado em: 011. Vídeos, 009. Eventos Canção Nova, 010. Nota do Autor — caducn at 7:11 pm on Sábado, Julho 28, 2007

Neste show eu participei  fazendo o coro da música Compromisso.Gente o negócio é o seguinte: Se você mora perto de Resende-RJ (ou seja no eixo Rio - São Paulo), você está convidado para um momento único na vida da Comunidade Canção Nova, que é a gravação do primeiro DVD do Padre Jonas Abib.

Vai ser mais do que um Show. Vai ser um documentário da obra musical deste grande homem de Deus. Músicas que fizeram história na RCC e na Igreja Católica, no Brasil e no mundo. Um grande produção está sendo montada para esse evento, pois para nós, será a mais justa homenagem a esse grande pregador e músico.

Para você ter uma idéia, uma big band com 10 metais e 6 cordas, mais um coral de 9 vozes (e eu estarei nesse coral), estarão junto com o nosso Ministério de Música acompanhando o Padre Jonas. Vou deixar aqui para você uma prévia do que vai ser esse grande evento. Um vídeo de 2004 onde o Padre Jonas Abib canta “Há amor em mim”.

ATENÇÃO: A gravação do DVD vai ser dia 10 de agosto no Teatro da Aman em Rezende, e o ingresso custará apenas R$ 10,00 (mas são ingressos limitados pois o espeço não e tão grande). A vendas serão antecipadas! Não deixe de Comparecer!

Os primeiros cristãos afirmavam que Maria era a Mãe de Deus

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima — caducn at 3:39 pm on Sábado, Julho 28, 2007

Este estudo que estamos fazendo, que se iniciou no Podcast da Semana sobre a Maternidade de Maria Mãe de Deus e nossa (para ouvir a catequese da semana clique aqui), já foi tratado muitas e muitas vezes no Cristianismo primitivo. Havia um bispo chamado Nestório, que era bispo de Constantinopla, que negava o título de “Theotokos” (”Mãe de Deus”) a Maria. Só que Ele com essa afirmação, não queria simplesmente difamar Maria Santíssima. Nestório sabia muito bem o que isto significava: negando que Maria fosse a Mãe de Deus, ele estava ao mesmo tempo negando a natureza de Cristo: homem e Deus.

Nos documentos patrísticos (ou seja da Igreja primitiva) podemos ver a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431 (veja aqui o resumo deste concílio), reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as idéias nestorianas.

Como dizia São Tomás de Aquino, a negativa de uma verdade cristã implicava negar todo o conjunto do Cristianismo. Realmente, cada ponto do Cristianismo é tão intimamente ligado aos outros, que quando você nega algo que já foi definido pelo corpo da Igreja, tudo mais se torna errado. É como se você esteivesse minando uma coluna de um edifício, sendo que essa coluna vai acabar fazendo com que todo o edifício seja demolido. Não deixa de ser o retrato do que acontece hoje, onde a negação de algumas verdades resultou em milhares de seitas, como um prédio destroçado.

Que a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, possa interceder por todos os cristãos que se deixaram levar pelas inverdades das heresias.

Ouça Comunidade Recado - Virgem Mãe de Deus

Deus e Homem se completam em Jesus - Maria é Mãe de Deus

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 002. Em defesa da Fé — caducn at 2:34 pm on Sexta-feira, Julho 27, 2007

No podcast desta semana - que você pode ouvir clicando aqui - estamos conversando sobre a Maternidade de Maria nossa Mãe, e Mãe de Deus. No podcast passado, começamos a estudar por que chamamos Nossa Senhora de Mãe de Deus. Hoje vamos dar um passo a mais nesse estudo. Falemos um pouco mais do sentido da palavra maternidade.

A mulher quando é mãe, é mãe do filho por inteiro. Corpo, alma e natureza.

Você tem corpo? Acho que sim…
Você tem alma? Acredito que também tenha…

Então veja bem. Eu posso afirmar que a sua mãe apenas do seu corpo? Uma vez que alma vem de Deus? Claro que não. A sua mãe é mãe de um ser inteiro. Corpo, mente e alma. Mesmo Jesus tendo natureza divina, Maria ao se tornar Mãe de Cristo torna-se Mãe do todo que é o Cristo.

Eis como o anjo responde a Maria, em Lc 1,34-35:

“Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, pois não conheço homem?” Em resposta o anjo lhe disse: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; é por isso que o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.”

Enfim, Maria, mãe de Jesus, o Filho de Deus, deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é, se torna mãe de Deus, pois Jesus é Deus.

Amanhã irei conversar com você sobre algumas heresias que surgiram na Igreja, que negavam a maternidade de Maria e de como essas heresias foram duramente combatidas pela Igreja.

Ouça Tributo a Maria - Comunidade Canção Nova

Saiba mais sobre o título de Maria a Mãe de Deus

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 002. Em defesa da Fé — caducn at 3:42 pm on Quinta-feira, Julho 26, 2007

Ícone de Maria Mãe de Deus, também conhecido como TheótokosNo podcast desta semana, estamos falando sobre a O Título dado a Nossa Senhora: Mãe de Deus. Ela foi é e sempre será a Mãe de Deus, pois Jesus é Deus. Porém como católicos verdadeiros precisamos entender esse dogma de fé, e uma vez que o entendemos, ensinar aos outros irmãos que desconhecem essa verdade e que por isso acabam se perdendo em ensinamentos errados e assim ofendendo a Virgem Santíssima por falta de conhecimento.

A Maternidade de Nossa Senhora é um verdade de fé, um dogma que a Igreja definiu para a nossa fé, ou seja, é algo que nós católicos, se somos católicos de fato, precisamos crer e professar. Esse dogma nos ensina que Maria sendo mãe de Jesus Cristo, e por sua vez, Jesus Cristo sendo filho de Deus, ou seja, sendo Deus, podemos e devemos afirmar que Maria é a Mãe de Deus.

Para facilitar seu entendimento veja o silogismo abaixo:

Maria é mãe de Jesus
Jesus é Deus
Logo, Maria é mãe de Deus.

Jesus Cristo, sendo a segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do “verbo encarnado”, do Filho de Deus feito homem.

E porque não dizer simplesmente que Maria é mãe de Jesus? Porque Jesus é uma só pessoa. Em Cristo, Deus e o homem formam um único ser. Não se trata do espírito de Deus “habitando” um corpo humano ou um líquido dentro de uma embalagem qualquer. Enfim, Cristo não pode ser dividido. Portanto, Maria é mãe do todo, e não de uma “parte”. Proclame com segurança: Maria é a Mãe de Deus!
 
Durante essa semana, todos os dias, estaremos falando sobre isso realçando esse ensinamento tão rico. Mas vamos postando aos poucos para que você vá entendendo, e assimilando os ensinamentos. Qualquer dúvida ou complemento, você pode comentar logo abaixo (o que vai enriquecer muito mais o nosso estudo).

Para ajudar na sua reflexão coloco logo abaixo uma bela canção mariana para te ajudar na reflexão.

Abençoe-nos santíssima virgem!

Ouça a Música Maria e o Anjo - Banda Anjos de Resgate

 

Maria: Mãe de Deus, ou apenas mãe de Cristo?

Arquivado em: 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 001. Programa Semanal — caducn at 8:07 pm on Quarta-feira, Julho 25, 2007

A pergunta é uma pergunta meio polêmica. Mas a polêmica acontece quando nos falta a devida informação. Muitos afirmam que Maria é Mãe de Deus. Outros afirmam que Maria é mãe apenas de Cristo. E a Igreja Católica? Afirma o que? Você sabe? Este é um assunto sério que já deu motivo até para um Concílio. Você sabe qual? Já ouviu falar de Nestório? Sabe de onde surgiu a segunda parte da oração da Ave Maria? Sabe o que significa o termo “Theótokos” dado a Virgem Santíssima? Tudo isso você vai saber aqui nesta catequese. Cantando para nós Anjos de Resgate. Bom programa a todos!

Para ouvir a Catequese Maria Mãe de Deus, clique no player abaixo:

Ps.: Estudo baseado em textos do Site Veritatis Splendor

Enquete no Orkut: Meu pecado interfere na vida do outro?

Arquivado em: 002. Em defesa da Fé — caducn at 2:23 pm on Quarta-feira, Julho 25, 2007

Escrevi um artigo recentemente no Blog que levantou uma discussão interessante a respeito do pecado: Será que o meu pecado interfere na vida do outro?

O artigo que escrevi foi sobre o acidente em Congonhas, e eu afirmei que a culpa daquela tragédia não era de Deus, mas fruto do descaso humano e político para com o próximo.  Eu afirmei no texto, que a pessoa que deixa de zelar pela segurança e bem estar do próximo, peca diante de Deus, e todas as pessoas que visaram o lucro e a ganância em vez de zelar pela segurança das pessoas, certamente vão responder diante de Deus pela sua omissão.

Mas e você? O que acha disso? A enquete está disponível na nossa comunidade do Orkut. Se você tem orkut, entre e vote.

Para votar clique aqui e entre na nossa comunidade

A Avareza - Escrito por Evágrio Pôntico

Arquivado em: 012. Monaquismo e os Padres do Deserto — caducn at 9:06 pm on Terça-feira, Julho 24, 2007

A avareza é a raiz de todos os males e nutre, como arbustos malignos, as demais paixões, não permitindo que estas se sequem, eis que florescidas daquela. Quem deseja exterminar as paixões, que arranque a raiz; se para o bem tu podas os ramos, a avareza, porém, permanece; [esta providência] não te servirá de nada, porque estes [ramos], apesar de terem sido cortados, rapidamente florescem. O monge rico é como um navio extremamente carregado que é atingido pelo ímpeto de uma tempestade; assim como um navio que deixa entrar a água é posto à prova por cada onda, também o rico se vê submergido pelas preocupações. O monge que não possui nada é, ao contrário, um viajante ágil que encontra refúgio em todos os lados. É como a águia que voa alto e que desce somente para buscar o seu alimento quando necessita; está acima de qualquer prova, ri do presente e se eleva às alturas, afastando-se das coisas terrenas e juntando-se às celestes; tem, efetivamente, asas ligeiras, jamais carregadas pelas preocupações; sobrepassa a opressão e deixa o lugar sem dor; a morte chega e ele vai com ânimo sereno; a alma, com efeito, não está amarrada a nenhum tipo de atadura.

Quem, ao contrário, muito possui, se submete às preocupações e, como o cão, está preso à corrente e, se é obrigado a ir embora, leva consigo, como um grave peso e inútil aflição, a lembrança das suas riquezas, é vencido pela tristeza e, quando pensa nisso, sofre muito em perder as riquezas e se atormenta com o desânimo. E quando lhe chega a morte, abandona miseravelmente suas tendências, entrega a alma, embora o olho não abandone os negócios; de má vontade é arrastado como um escravo fugitivo; se separa do corpo, mas não dos seus interesses, porque a paixão o atinge mais do que o arrasta.

Escute a Catequese Fé e Obras (e outros). Clicando aqui.

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