Catequese de João Paulo segundo sobre os anjos - 2ª Parte

Arquivado em: 002. Em defesa da Fé — caducn at 2:18 pm on Sexta-feira, Agosto 31, 2007

Continuando a reler e analisar os textos que encontrei no site do professor Felipe Aquino, do Jornal Italiano L’Osservatorio Romano, em que o Papa João Paulo II nos fala sobre os anjos. Esse texto é a continuação do texto anterior, onde o Papa vai nos falar sobre a graça da Criação dos Anjos e de como eles atuam para favorecer a Divina Providência.

(Vaticano 13/07/1986)

A referência ao “primado” de Cristo ajuda-nos a compreender que a verdade acerca da existência e da obra dos anjos (bons e maus) não constitui o conteúdo central da palavra de DEUS. Na revelação, DEUS fala antes de tudo “aos homens… e conversa com eles, para os convidar e os receber em comunhão com Ele”, como lemos na Constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II (DV 2). Assim a verdade profunda, tanto a respeito de DEUS como da salvação do homem, é o conteúdo central da revelação que “resplandece” mais plenamente na pessoa de Cristo (cf. DV 2). A verdade acerca dos anjos é em certo sentido “colateral”, mas inseparável da revelação central, que é a existência, a majestade e a glória do Criador que refulgem em toda a criação (visível e invisível) e na ação salvífica de DEUS na história do Homem. Os anjos não são, portanto, criaturas de primeiro plano na realidade da Revelação; contudo, pertence-lhe plenamente, tanto que nalguns momentos os vemos realizar tarefas fundamentais em nome de DEUS mesmo.

Tudo o que pertence à criação reentra, segundo a Revelação, no mistério da divina Providência. Afirma-o de modo exemplarmente conciso o Vaticano I que já citamos mais de uma vez: “Tudo o que DEUS criou, conserva-o e dirige-o com Sua providência, que estende seu vigor de uma extremidade à outra e governa todas as coisas com suavidade” (cf. Sb 8,1). “Todas as coisas estão a nu e a descoberto aos seus olhos” (cf. Hb 4,13) “mesmo o que se realizou por livre iniciativa das criaturas” (DS 3003). A Providência abrange, por conseguinte, também o mundo dos puros espíritos, que ainda mais plenamente do que os homens são seres racionais e livres. Na Sagrada Escritura encontramos preciosas indicações que lhes dizem respeito. Há também a revelação de um drama misterioso, embora real, que tocou estas criaturas angélicas, sem que nada escapasse à eterna Sabedoria, a qual com força (fortiter) e ao mesmo tempo com suavidade (suaviter) tudo leva a cumprimento no reino do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Reconheçamos antes de tudo que a Providência, como amorosa Sabedoria de DEUS, se manifestou precisamente no criar seres puramente espirituais, para que melhor se exprimisse a semelhança de DEUS neles que superam de multo tudo o que foi criado no mundo visível, juntamente com o homem, também ele incancelável imagem de Deus. Deus, que é Espírito absolutamente perfeito, reflete-se sobretudo nos seres espirituais que por natureza, isto é, devido a sua espiritualidade, Lhe estão muito mais próximos do que as criaturas materiais, e que constituem quase o “ambiente” mais próximo ao Criador. A Sagrada Escritura oferece um testemunho bastante explícito desta máxima proximidade a DEUS, dos anjos, dos quais fala, com linguagem figurada, como o “trono” de DEUS, das suas “legiões” do seu “céu”. Ela inspirou a poesia e a arte dos séculos cristãos que nos apresentam os anjos, com a “corte de Deus”.

 Ouça “Falando dos Anjos 2(e outros). Clicando aqui.

Oração para pedir favores pela intercessão do servo de Deus o Papa João Paulo II

Arquivado em: 007. Oração dos Santos — caducn at 11:40 pm on Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Os irmãos da Nossa Comunidade do orkut, me mandaram essa belíssima oração para pedirmos a intercessão do nosso querido servo de Deus João Paulo II. E graças a Deus muitos sites católicos estão divulgando essa belíssima oração. Acredito que vale a pena rezarmos para que logo possamos aclamá-lo Santo. Lembro dos dias do seu funeral quando a multidão na praça de São Pedro gritava: SANTO SÚBITO! Rezemos com alegria e devoção. Esperamos que seja logo aclamado Santo!

Ó Trindade Santa, nós vos agradecemos por ter dado à Igreja o papa João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor. Confiado totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna convosco. Segundo a vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém…

Catequese de João Paulo segundo sobre os anjos - 1º Parte

Arquivado em: 001.022 Anjos, 002. Em defesa da Fé — caducn at 6:52 pm on Quarta-feira, Agosto 29, 2007

No site do Professor Felipe Aquino, encontrei uma série de catequeses do Papa João Paulo II sobre os anjos. Estou trazendo para você alguns trechos dessas catequeses. No podcast dessa semana, continuaremos estudando os anjos de Deus. Quis deixar esse achado também no meu blog, para você que está pesquisando sobre os anjos. Os textos foram todos retirados do jornal Italiano L’Ossevartore Romano.

(Vaticano 13/07/1986)

As nossas catequeses sobre DEUS, criador do mundo, não podem terminar sem dedicar adequada atenção a um precioso conteúdo da Revelação divina: a criação dos seres puramente espirituais, que a Sagrada Escritura chama “anjos”. Esta criação aparece claramente nos símbolos da fé, de modo particular no símbolo niceno´constantinopolitano: “Creio em um só DEUS, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas (isto é, entes ou seres) visíveis e invisíveis”. Sabemos que o homem goza, no interior da criação, de uma posição singular: graças ao seu corpo, pertence ao mundo visível, enquanto pela alma espiritual, que vivifica o corpo, se encontra quase no confim entre a criação visível e a invisível. A esta última, segundo o Credo que a Igreja professa a luz da Revelação, pertencem outros seres, puramente espirituais, portanto não próprios do mundo visível, embora estejam presentes e operem neles. Estes constituem um mundo específico.

Hoje, como nos tempos passados, discute-se com mais ou menos sabedoria sobre estes seres espirituais. É preciso reconhecer que a confusão às vezes é grande, com conseqüente risco de fazer passar como fé da Igreja a respeito dos anjos aquilo que não pertence à fé, ou, vice versa, de omitir algum aspecto importante da verdade revelada. A existência dos seres espirituais, a que de costume a Sagrada Escritura chama “anjos”, era já negada, nos tempos de Cristo, pelos saduceus (cf. At 23,8). Negam-na também os materialistas e os racionalistas de todos os tempos. Todavia, como perspicazmente observa um teólogo moderno, “se nos quiséssemos desembaraçar dos anjos, deveríamos rever radicalmente a Sagrada Escritura mesma, e com ela toda a história da salvação” (A. Winklhofer, Die Welt der Engel, Ettal, 1961, p. 144, nota 2; em Myster?.um Salutís, II, 2, p. 726). Toda a Tradição é unânime sobre esta questão. O Credo da Igreja e, no fundo, um eco que Paulo escreve aos colossenses: “N’Ele (Cristo) foram criadas todas as coisas nos Céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos e as Dominações, os Principados e as Potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1,16). Ou seja, “o Cristo, que como Filho, Verbo eterno e consubstancial ao Pai é primogênito de toda a criatura” (Cl 1,15), está no centro do universo, como razão e fundamento de toda a criação, como já vimos nas catequeses passadas e como veremos ainda quando falarmos mais diretamente Ele.

Estarei aos poucos colocando esses textos aqui e fazendo as minhas considerações. A primeira delas é que veja como o Santo Padre se atenta ao risco que se corre em ter devoções erradas e fora da fé católica a respeito dos anjos (veja a parte sublinhada do texto). AIgreja busca nos tempos de hoje, reafirmar a existência dos anjos, mas, exortar os católicos dos perigos das doutrinas que estão fora dos ensinamentos e verdades de fé da Igreja. No próximo post, falaremos mais sobre isso!

Dominus Vobiscum

Oração ao Arcanjo São Rafael - pela intercessão dos doentes

Arquivado em: 001.022 Anjos, 007. Oração dos Santos — caducn at 10:16 pm on Terça-feira, Agosto 28, 2007

Em virtude do Livro de Tobias, a Igreja na sua forma de povo de Deus, deu o título ao Arcanjo Rafael de “Anjo da cura”, ou “Anjo protetor dos enfermos”. Encontrei essa belíssima e antiquissima oração onde o povo de Deus ao longo do tempo tem rezado para pedir a intercessão do Arcanjo Rafael. Rezamos assim:

Possa o glorioso Arcanjo São Rafael, médico encarregado de nossa saúde, vir do alto do céu curar todos os que estão doentes e resolver os difíceis problemas da vida. Fica conosco, Arcanjo, vós, a medicina de Deus, afastai para longe de nós todas as doenças do corpo e da alma, trazei saúde para nossas mentes. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

 Ouça “Falando dos Anjos 2(e outros). Clicando aqui.

Saiba mais sobre Santo Agostinho de Hipona

Arquivado em: 005. História da Igreja — caducn at 5:55 pm on Terça-feira, Agosto 28, 2007

Hoje a Igreja celebra Santo Agostinho de Hipona. Eu sempre achei esse santo muito interessante. Todos os Padres, seminaristas, pregadores, enfim, gente conhecedora da palavra de Deus constumam citar uma frase aqui ou acolá deste grande homem de Deus. Na medida em que fui me aprofundando nas coisas de Deus, fui conhecendo um pouco mais dos seus escritos. Este ano, peguei emprestado o Confissões e pretendo ler tão logo termine o livro do Papa Bento XVI - Jesus de Nazaré. Recebi de uma amiga hoje a história dele e resolvi publicá-la aqui no Dominus Vobiscum. Vamos a ela? 

Nasceu em Tagaste, no ano de 354. Africano da Tunísia, era filho de pai pagão e de mãe cristã. Espírito irrequieto e sedento de verdade, enveredou por várias correntes filosóficas e seitas, até chegar ao cristianismo. Incursionou também pelos meandros da vida amorosa, e por muito tempo viveu em companhia de uma mulher e ambos tiveram um filho. Esta mulher anónima, que Santo Agostinho amava e por ela era amado, e da qual nem sequer nos legou o nome, retornou à África e certamente não foi menor em sua oblação.

Agostinho converteu-se por volta do ano 387 e recebeu o batismo em Milão. Quem o baptizou foi o célebre bispo Santo Ambrósio que, juntamente com Santa Mónica (sua mãe), trabalhou pela sua conversão. Retornando à sua terra, levou vida ascética. Eleito bispo de Hipona, por trinta e quatro anos esteve à frente de seu povo, ensinando-o e combatendo as heresias. Além de “Confissões”, escreveu muitas outras obras. Constitui-se, assim, num dos mais profundos pensadores do mundo antigo. É por muitos considerado o pai do existencialismo cristão. Morreu em Hippo Regius, no dia 28 de Agosto de 430.

Fonte: Ecclesia.pt

Catequese Semanal - A Hierarquia dos Anjos

Arquivado em: 001.022 Anjos, 001. Programa Semanal — caducn at 2:01 pm on Terça-feira, Agosto 28, 2007

Pax Domini! Demorou mais chegou! Finalmente está no nosso Podcast a segunda parte do Estudo sobre os Anjos. Nessa catequese nós vamos conversar sobre a Hierarquia dos Anjos. Talvez você tenha ouvido falar sobre Anjos, Arcanjos, Potestades, Virtudes, Serafins e Querubins, mas não sabe o que cada um deles faz, e o que Nosso Senhor lhes atribuiu de fazer. Você vai saber mais sobre isso nesse programa (que por sinal, na minha modéstia opinião ficou muito legal). E junto com o ensinamento colocamos aqui uma Oração para pedir a intercessão de São Rafael Arcanjo pelo reestabelecimento dos enfermos. Caso você queira antes de ouvir a catequese dessa semana, escutar novamente a anterior, clique aqui, ou na imagem. Para escutar a catequese dessa semana basta clicar no player abaixo e você escutará sem precisar sair do Blog.

Dominus Vobiscum

Escute o A Hierarquia dos Anjos aqui

 

Saiba mais sobre o Ícone Pantocrator

Arquivado em: 011. Vídeos — caducn at 2:09 am on Terça-feira, Agosto 28, 2007

Pax Domini! Antes de mais nada, gostaria de dizer a vocês que o Podcast sobre a segunda parte do estudo dos anjos já está pronto e vai ao blog amanhã. Ele viria hoje, mas como eu ainda não estou muito habituado com os macs, não consegui “fazer o bounce”. Por isso do atraso. Mas enquanto o podcast não vem ao ar, quero deixar para vocês mais um programa muito bom do Padre Marcial, SCJ. Dessa vez ele nos fala sobre o ícone Pantocrator.

Pantocrator (Παντοκράτωρ) é uma palavra de origem grega que significa “todo-poderoso” ou “onipotente”. Encontra-se várias vezes no Novo Testamento em grego. Provém de pan (tudo ou todo) e krátos (alto, em cima e, daí, governo, poder).

O ícone bizantino “pantocrator”, representa Cristo, tendo sua mão direita inclinada, em posição de bênção. Esta posição da mão direita indica sua dupla natureza - a divina e a humana - indicada nos dois dedos erguidos e sua participação na Trindade como segunda Pessoa indicada pelos três dedos unidos nas pontas. Na mão esquerda, as Sagradas Escrituras.

Estou de volta… e indicando um livro!

Arquivado em: 010. Nota do Autor — caducn at 1:06 pm on Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Pax Domini! Estou de volta depois de quatro belíssimos dias de retiro. É que nos estatutos da Canção Nova, todo ano o consagrado tem direito a um retiro dirigido. E neste último final de semana foi a minha vez. Foi tudo muito simples, mais muito profundo. E agora estou de volta, renovado espiritualmente falando e muito feliz também.

Entre uma atividade do retiro e outra, fui fazendo algo que gosto muito: Ler.

E o livro que estou lendo atualmente (e já quero indicar para você amigo do Dominus Vobiscum), é esse da foto ao lado: Jesus de Nazaré - Joseph Ratzingher (o nosso querido e amado Bento XVI). Um livro maravilhoso, que recomendo a você amigo internauta. Nele o Papa Bento XVI mostra sua visão pessoal a respeito de Jesus Cristo, e como o Cristo “histórico” não se diferencia do “Cristo” que a Igreja tem como Senhor.  O detalhe é que o livro é um escrito (como diz o Padre Paulo Ricardo) pelo maior teólogo cristão vivo.

O livro é gostoso de ler. É o tipo de livro que você vai lendo, lendo, lendo e quem gosta de ler, sabe que quando se pega um livro gostoso assim, o desejo é de só parar de ler quando chegar na última página. Ainda estou no quarto capítulo, mas estou ruminando o segundo dentro de mim onde o Papa nos fala das tentações de Cristo. Ele me levou a uma reflexão profunda, através de palavras tão simples…

Espero que você se motive a comprá-lo! E vale a pena! É mais que um livro. É uma riqueza!

Dominus Vobiscum

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Vídeocast - Fundamentos da Fé católica (1ª Parte)

Arquivado em: 011. Vídeos, 001.004 Fundamentos da Fé Católica — caducn at 3:44 pm on Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Conforme havia explicado nos comentários do último vídeocast, estamos iniciando agora uma série de Podcasts sobre os estudos anteriores do Blog. Começaremos estudando os Fundamentos da Fé Católica. No próprio vídeocast eu explico do porque começaremos com o este assunto. Espero que a luz esteja melhor. Ainda não tenho a iluminação necessária, mas estou dando meus pulos (vocês não tem idéia da gambiarra que estou aprontando aqui…rss).

Espero que vocês comentem o assunto, a estrutura, enfim tudo.. rs.

Dominus Vobiscum

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Falando sobre o pecado da ira - 2ª Parte

Arquivado em: 012. Monaquismo e os Padres do Deserto — caducn at 8:31 pm on Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Estou deixando hoje para você a conclusão do texto de Evágrio Pôntico (Monge do Século IV) sobre a ira. Espero que você goste. São textos curtinhos que servem para a nossa meditação. Quem de nós não precisa acalmar seus ânimos vez ou outra. Eu particularmente tenho um temperamento forte, e mesmo antes de ler este texto, já tinha assumido a luta contra esse leão que existe em mim. Mas esses textos tem me ajudado bastante. Por isso acabo postando eles aqui. 

A mansidão do homem é lembrada por Deus e a alma pacífica se converte no templo do Espírito Santo. Cristo recosta sua cabeça nos espíritos mansos e apenas a mente pacífica se converte em morada da Santa Trindade.

As raposas montam guarda na alma rancorosa e as feras se agasalham no coração rebelde.

O homem honesto se afasta das casas de mal conduta assim como Deus de um coração rancoroso. Uma pedra que cai na água a agita, tal como um discurso maligno no coração do homem. Afasta da tua alma os pensamentos de ira, não permita a animosidade no recinto do teu coração e não te perturbes no momento da oração; efetivamente, como a fumaça da palha ofusca a visão, assim a mente se vê perturbada pelo rancor durante a oração.

Os pensamentos do irado são descendentes das víboras e devoram o coração que lhes gerou. Sua oração é um incenso abominável e seus salmos emitem um som desagradável. A oferta do rancoroso é como um doce cheio de formigas que certamente não encontrará lugar nos altares aspergidos pela água benta.

O irado terá sonhos perturbadores e se imaginará assaltado pelas feras. O homem magnânimo, que não guarda rancor, se exercita com discursos espirituais e, durante a noite, recebe a solução dos mistérios.

Pax Domini!

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