Todos nós somos Filhos de Deus?

Filed under: 003. Catecismo — caducn at 1:23 pm on Monday, March 31, 2008

Ainda falando sobre a expressão “Jesus Cristo Filho de Deus”, quero fazer uma observação pertinente. Veja, eu disse nesse estudo que Jesus Cristo é o Filho Único de Deus. A Igreja professa isso. Porém pode ser que uma ou outra pessoa que esteja acompanhando este estudo possa estar se perguntando: Mas se Jesus é o Filho Único de Deus, eu não sou Filho de Deus?

Na verdade, esta resposta precisa ser dada assim: Não (você não é Filho de Deus) e Sim (Você é Filho de Deus). Parece que compliquei tudo não é? É simples. Vamos ao Catecismo:

Deus, que “habita uma luz inacessível” (1 Tm 6,16), quer comunicar sua própria vida divina aos homens, criados livremente por ele, para fazer deles, no seu Filho único, filhos adotivos. Ao revelar-se, Deus quer tornar os homens capazes de responder-lhe, de conhecê-lo e de amá-lo bem além do que seriam capazes por si mesmos. (CIC§52)

A Igreja ensina que Jesus é o Filho Único de Deus. E nós tecnicamente falando, somos criaturas de Deus. Criaturas como o cachorro, como o burro, como o cavalo, como o jacaré… É certo que o ser humano, por ter sido criado a imagem e semelhança de Deus, traz em si uma certa diferença das outras criaturas, mas mesmo assim, ainda somos criaturas. Porém temos uma graça especial. E qual seria essa graça?

Jesus ao morrer por nós, comprou-nos com o seu sangue. É essa a grande graça. E ao nos comprar com seu sangue, Ele nos deu a possibilidade de se quisermos, fazermos parte do seu Corpo Místico e assim sermos filhos EM Jesus.

O Batismo faz-nos membros do Corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O Batismo incorpora à Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da nova aliança, que supera todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: “Fomos todos batizados num só Espírito para sermos um só corpo” (1Cor 12,13). (CIC§ 1267)

Ou seja, somos Filhos de Deus em Jesus. Na verdade, a Igreja Católica professa que são chamados Filhos de Deus aqueles que são batizados na fé. Os demais são criaturas. Para muita gente, sobretudo para os cristãos de IBGE, isso é algo inaceitável, mas é isso que a Igreja ensina. Por isso que a Igreja recomenda que se batizem logo as crianças. Você que é Pai e que é Mãe, ao batizar seus filhos, estão inserindo-os no Corpo Místico de Cristo e assumindo que irão ensiná-los a viverem e professarem a sua fé. Depois, na crisma quando ele tiver já uma idade para professar isso, ele vai dizer com suas palavras: Eu confirmo a fé me foi dada.

E outra coisa: Não se deixe levar por esse tipo de ensinamento que diz que todos somos Filhos de Deus e portanto iguais a Jesus. Ele sim é o Único Filho de Deus. Nós somos adotivos.

Esteja atento a isso. Com isso nós terminamos o nosso estudo sobre o título Filho de Deus. Nó próximo estudo falaremos sobre um outro título que é atribuido a Jesus.

Aguardem!

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Só Jesus, o Filho de Deus ressuscitou por si só!

Filed under: 002. Em defesa da Fé — caducn at 6:09 am on Sunday, March 30, 2008

Olá amigos! Pax Domini! Estamos chegando ao final do nosso estudo sobre a expressão Filho de Deus. Vimos nos posts anteriores como Jesus falava sobre essa filiação, e sobre como Deus mesmo se manifestou a respeito e por que o fez. Agora vamos ao último parágrafo desse estudo. Veja o que o catecismo nos diz:

É depois de sua Ressurreição que a filiação divina de Jesus aparece no poder de sua humanidade glorificada: “Estabelecido Filho de Deus com poder por sua Ressurreição dos mortos” (Rm 1,4). Os apóstolos poderão confessar: “Nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filhos Único, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). (CIC§445)

O Catecismo vem nos falar de algo muito básico. Aquilo que para as pessoas era difícil de entender, se mostrou mais fácil, a partir da Ressurreição de Jesus. Por que? Oras, por que nenhum homem ressuscitou dos mortos por si só. E aqueles que ressuscitaram, o fizeram por causa de Jesus. A ressurreição de Jesus é um ponto crucial para que possamos afirmar que Jesus é o Filho de Deus.

Hoje como tenho dito aqui, existem pseudos-estudiosos, forjando provas, inventando lendas, criando fábulas que negam a Ressurreição de Cristo. E o fazem pelo fato de diminuir a pessoa de Cristo. Hoje existem entidades, seitas, e coisas do tipo, arquitetando planos para fazer com que as pessoas creiam que Jesus não ressuscitou, para que a partir da negação deste fato, constentem a filiação divina.

Esses dias fiquei sabendo de uma notícia que me deixou triste. Flávio Josefo um historiador judeu do tempo de Jesus Cristo, que cita Jesus em suas obras, teve seus escritos considerados fraudes por partes dos historiadores. Os mesmos historiadores que criticam a Igreja e que contam uma versão da história contada pelos ateus. Engraçado como a coisa funciona. Se você defende Jesus, você é fraude, ou é descartado, ou é mentiroso…

Isso tem sido forjado e feito para que digam que não existe prova concreta da existência de Jesus, muito menos da sua ressurreição. Esses mesmos pseudo-estudiosos afirmam (sem fundamento concreto) que as Escrituras foram forjadas. Mais uma vez para manchar a fé dos homens.

Mas nada desses planos mudam o fato de que a cada dia as pessoas cada vez mais afirmam que Jesus é o Filho de Deus. Hoje (como sempre foi) a Igreja Católica continua sendo a Instituição mais confiável da Humanidade. Por isso irmãos, quando expressarmos a nossa fé, precisamos falar que cremos em Jesus, que é o Cristo e que é o Filho único de Deus.

Essa é a nossa missão!

Dominus Vobiscum

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Se Deus falou, quem sou eu para dizer o contrário?

Filed under: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 2:16 pm on Friday, March 28, 2008

Gente, Pax Domini! Ontem não deu para postar. Mas hoje estamos de volta com toda a força. Peguemos o catecismo:

Os Evangelhos narram em dois momentos solenes - o Batismo e a Transfiguração de Cristo - a voz do Pai a designá-lo como seu “Filho bem-amado”. Jesus designa-se a si mesmo como “o Filho Único de Deus” (Jo 3,16) e afirma com este título sua preexistência eterna. Exige a fé “em nome do Filho Único de Deus” (Jo 3,18). Esta confissão cristã aparece já  na exclamação do centurião diante de Jesus na cruz: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39), pois somente no Mistério Pascal o fiel cristão pode entender o pleno significado do título “Filho de Deus”. (CIC§444)

Hoje vamos estudar esses dois momentos solenes que o catecismo nos fala no parágrafo acima: O Batismo de Jesus e a Transfiguração. E é importante que estudemos esses dois trechos pois neles vemos a manisfestação de Deus, afirmando que Jesus é de fato o Filho de Deus.

Batismo de Jesus - Tomemos este trecho do Evangelho de Lucas 3,21-22

Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição. (Lc 3,21-22)

Esta é uma manifestação extraordinária. E o que é uma manifestação extraordinária? É algo que ocorre fora da normalidade. Veja o texto…

1. O céu se abriu… - Essa definição definição, na linguagem bíblica diz que algo que veio do céu para os homens. Uma manifestação Divina…

2. …O Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba… - Depois dessa “abertura do céu” o Espírito Santo sobr forma Corpórea, ou seja, não foi uma luz, não foi um sinal…

3. …e veio do céu uma voz… - Esse é o ponto mais importante. Ouviu-se uma voz. Não apenas Jesus, mas todas as pessoas que ali estavam.

Essa foi a primeira manifestação pública de Deus para com seu Filho. Não foi um profeta. Não foi um sacerdote. Foi o próprio Deus Pai que disse:

Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição. (Lc 3,22)

Guardem bem esses sinais, e vamos agora para o outro momento solene.

Transfiguração - Tomemos agora o Evangelho de Mateus 17, 1-4

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. (Mt 17, 1-4)

1. Se transfigurou na presença deles - Um sinal também fora do normal. Em nenhum momento do evangelho vemos Jesus com a face brilhante e mudando de cor.

2. Moisés e Elias - Esses dois personagens são interessantes, pois segundo o Antigo testamento, Elias não morreu, foi arrebatado e Moisés embora não haja confirmação de sua “arrebataçã”, ficou para trás e não viu o povo entrar na Terra Prometida. Mas foi o libertador. Isso significa que naquele momento, Jesus conversava com o céu.

3. Nuvem luminosa - Significa uma manifestação do céu. Recorde-se que durante a fuga do povo Hebreu, uma nuvem conduzia o povo.

4. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz… - Outra vez se ouve a voz de Deus, afirmando que Jesus é de fato seu Filho.

Agora vamos juntar todas essas informações para entender o significado desse parágrafo do Catecismo. Se você procurar em todos os evangelhos, você só vai encontrar dois momentos onde Deus fala: O batismo de Jesus e sua transfiguração.

E o que Ele fala?

Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição. (Lc 3,22) 

Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. (Mt 17,4)

E por que ele fala?

Para que nós ouçamos e acreditemos. Segundo os designios de Deus para nós, é importantíssimo que tenhamos conhecimento do fato. Por isso fez questão que pessoas simples, como aqueles que estavam próximos ao Jordão (no batismo) e os discípulos (na trasnfiguração), ouvissem a sua confirmação. Por isso são momentos solenes. Imagina se você e eu estívessemos em um desses momentos? Não sei você, mas eu falaria pra todos que encontrasse pela frente. Era exatamente isso que Deus queria… Portanto, hoje, mesmo não ouvindo a voz de Deus, mas sendo agraciados pela Morte e Ressurreição de Cristo, façamos o mesmo. Anunciemos! Jesus Cristo é o Filho de Deus!

Pax Domini

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Simplicidade e sapiência: Critérios para reconhecer em Jesus o Filho de Deus

Filed under: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 12:59 pm on Wednesday, March 26, 2008

Se Pedro pôde reconhecer o caráter transcendente da filiação divina de Jesus Messias foi porque este o deu a entender claramente. Diante do Sinédrio, a pergunta de seus acusadores: “Tu és então o Filho de Deus?”, Jesus respondeu: “Vós dizeis que eu Sou” (Lc 22,70). Já bem antes, Ele se designara como “o Filho” que conhece o Pai e que é diferente dos “servos” que Deus enviou anteriormente a seu povo, superior aos próprios anjos. Distinguiu sua filiação daquela de seus discípulos, não dizendo nunca “nosso Pai”, a não ser para ordenar-lhes: “Portanto, orai desta maneira: Pai Nosso” (Mt 6,9); e sublinhou esta distinção: “Meu Pai e vosso Pai” (Jo 20,17). (CIC§443)

Jesus ao longo do seu ministério, foi dando a entender que Ele era de fato o Filho de Deus. Se pegarmos o evangelho de São João vamos ver que em diversos diálogos Jesus fala sobre “o Pai”. Hoje para nós é muito tranquilo chamarmos a Deus de Pai e entendermos que Deus é Pai. Porém antes não era assim. A pessoa de Deus era intocável. Afinal de contas, aquele povo aprendeu a ter Deus como o único, como o Todo-Poderoso. Era uma blasfêmia chamar o nome de Deus assim. Agora imagine que do nada, aparece uma pessoa dizendo que era Filho de Deus. Pense na confusão que isso causou na cabeça dos Doutores da Lei… Era como se tudo que eles aprenderam caisse por terra. Além do que, se não fosse verdade seria uma blasfêmia sem tamanho.

Por isso é que os fariseus e doutores da lei passaram a odiar a Jesus. Por que o tinham como um blasfemo.

Porém, Jesus tinha algo que era único: As obras que Ele fazia. Ninguém fazia o que Jesus fez. Nunca ouve alguém que multiplicou pães. Nunca houve quem ressuscitasse pessoas. Nunca houve quem perdoasse pecados. Isso só Jesus fez. E as obras de Jesus, levaram as pessoas a crerem que de fato a afirmação de Jesus era verídica. Estou explicando isso para que você entenda que a vida de Jesus, foi cercada dessa realidade. Ele se dizia Filho de Deus, fazia milagres próprios do Filho de Deus, mas encontrava resistências por parte de quem “sabia demais”.

Você já parou para perceber que os grandes catedráticos e entendidos são sempre mais resistentes as ações de Deus? São Paulo já dizia que:

A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. Está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e anularei a prudência dos prudentes (Is 29,14). Onde está o sábio? Onde o erudito? Onde o argumentador deste mundo? Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo? Já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem. Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Vede, irmãos, o vosso grupo de eleitos: não há entre vós muitos sábios, humanamente falando, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes; e o que é vil e desprezível no mundo, Deus o escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são. (1 Cor 1,18-28)

Jesus se dava a conhecer, mas as pessoas preferiram os seus conceitos e filosofias pessoais ao invés do Cristo. Santo Agostinho nos ensina em seus escritos que precisamos sim, cultivar o saber, precisamos buscar o conhecimento. Mas isso tudo precisa nos levar para Deus e para o novo de Deus. E para isso, mesmo os sábios precisam cultivar em si a simplicidade de coração. É possível ser sábio e simples. Só os simples entendem que Deus faz e sem Ele nada se faz. Por isso é preciso estar atento ao que Deus nos traz. Ele nos trouxe Jesus, a verdade definitiva, e este mesmo afirmou ser o Filho de Deus, em palavras e em obras. É nisso que cremos!

Pax Domini

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Jesus Filho do Deus vivo: assim pregavam Pedro e Paulo!

Filed under: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 3:45 pm on Tuesday, March 25, 2008

Paralelamente, Paulo dirá  a propósito de sua conversão no caminho para Damasco: Quando, porém, aquele que me separou desde o seio materno e me chamou, por sua graça houve por bem revelar em mim o seu Filho, para que eu o evangelizasse entre os gentios…” (Gl 1,15-16). “Imediatamente, nas sinagogas, começou a proclamar Jesus, afirmando que ele é o Filho de Deus” (At 9,20). Este será  desde o início o centro da fé apostólica professada primeiro por Pedro como fundamento da Igreja. (CIC§442)

A base da Doutrina professada por São Pedro, é essa: Jesus é o Filho de Deus. E por isso, os cristãos foram tão perseguidos. Os mestres e doutores da Lei, não odiavam Jesus pelo fato Dele ensinar a Doutrina. Eles não odiavam Jesus pelo fato Dele realizar milagres. O ódio que eles tinham de Jesus era por Ele, e posteriormente os Apóstolos era justamente pelo fato de Jesus chamar a Deus de Pai e se auto-proclamar “Filho de Deus”. Ser cirstão é essencialmente acreditar nisso: Jesus é o Filho de Deus.

Essa também era a base da pregação de Paulo. O apóstolo dos gentios, saia de sinagoga em sinagoga dizendo que Jesus era o Filho de Deus. Você conhece a história da conversão de são Paulo. Mas o que talvez você não conheça é a História da morte dele. Conta-se a tradição que São Paulo foi decaptado (veja a primeira foto) num lugar onde hoje existe a Abadia delle Tre Fontane (veja a segunda foto). Segundo a tradição, ao ser decaptado em um lugar pouco íngreme, a sua cabeça rolou e bateu em três lugares. Desses lugares nasceram três fontes. Por isso o local passou a ser chamado, Abbazia delle Tre Fontane. Hoje seu corpo repousa na Chiesa di San Paolo fuori le mura (Igreja de São Paolo fora dos muros) lugar que era um Cemitério de Cristãos (foto abaixo).

Estou falando sobre isso, por que é preciso saber que aqueles que professam que Jesus é o Filho de Deus, passam por provações. Passam por sofrimentos. Passam por dores. E isso é coisa que poucos estão dispostos a aceitar. Porém, aqueles que proclamam Jesus como Filho de Deus, ganham algo que ninguém mais vai receber: A vida eterna ao lado do Filho do Homem no Paraíso.

Portanto amigos, quando for falar de Jesus Cristo as pessoas, expresse sua fé claramente dizendo: Eu creio em Jesus Cristo, o Filho de Deus Vivo. É nele que repousa a minha fé. Hoje já não se matam mais cristãos (ao menos no Brasil, por enquanto ainda não). Mas somos ridicularizados, humilhados, excluidos… E eu não estou exagerando. Você que é cristão verdadeiro (não esses cristãos meia boca) sabe disso, por que passa por isso. E essas coisas, hoje, são a nossa morte. Mas não podemos, mesmo vivendo essas lutas, de desanimar na nossa fé no Cristo, Filho do Deus vivo!

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Salmo da Vigília Pascal

Filed under: 009. Eventos Canção Nova, 010. Nota do Autor — caducn at 7:33 pm on Monday, March 24, 2008

 

Pax Domini! Estou deixando aqui no blog, só a título de registro, o Salmo que cantei na Vigília Pascal! Na verdade o salmo é um trecho do Livro de Isaias (Is 12, 2-3.4bcd.5-6). Foi um momento muito bacana. E como disse foi uma Missa belíssima e muito cheia de unção.

Espero que gostem!

Para começar nosso estudo, uma pergunta:

Filed under: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 1:11 pm on Monday, March 24, 2008

Paz e bem meus amigos! Que bom poder chamá-los assim. Mais que amigos do Blog, vocês são meus amigos! E como diz meu irmão o Dunga: Quem tem amigos tem anjos!

Portanto “anjinhos” que bom poder estudar o catecismo com vocês. E nesse tempo de páscoa podemos fazer isso com mais intensidade e alegria: O Filho de Deus ressuscitou! Aleluia! (Como é bom dizer esse Aleluia…)

Antes de entrar no texto do catecismo, quero que você pense nessa expressão, usada no tempo de Jesus e não no nosso. Digo isso por que hoje, é facil dizer que Jesus é o Filho de Deus. Sabemos e cremos nisso. Mas naquele tempo não era assim. Jesus era um com o povo. Comia como as pessoas comiam, bebia, sorria, chorava, ficava cansado… Portanto era difícil para aquelas pessoas reconhecerem Jesus como Filho de Deus. Dito isso, vamos ao catecismo:

Filho de Deus, no Antigo Testamento, é um título aos anjos, ao povo da Eleição, aos filhos de Israel e a seus reis. Significa então uma filiação adotiva que estabelece entre Deus e sua criatura relações de uma intimidade especial. Quando o Rei-Messias prometido é chamado “filho de Deus”, isso não implica necessariamente, segundo o sentido literal desses textos, que ele ultrapasse o nível humano. Os que designaram Jesus como Messias de Israel talvez não tenham tido a intenção de dizer mais do que isto. (CIC§441)

O catecismo nos ensina que essa expressão era usada em Israel para designar três “pessoas”

1. Os Anjos - Essa expressão é usada entre outras passagens, para designar os anjos. Veja um trecho do livro de Jó:

Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles. (Jó 1,6)

2. O Povo Eleito - Também era usada para designar o povo de Israel. Veja:

Os filhos de Israel serão tão numerosos como a areia do mar, que não se pode medir nem contar. Em lugar de se lhes dizer: Lo-Ami, serão chamados Filhos do Deus vivo. (Os 2,1)

3. Os Filhos de Israel - também se suava essa expressão para definir os filhos do povo eleito.

Eu disse: Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo. (Sl 81,6)

Por isso quando vemos nos evangelhos, as pessoas exclamarem que Jesus era o Filho de Deus, não queria dizer que de verdade elas acreditavam que Jesus era de fato, Filho legítimo de Deus. Acreditavam que Jesus era um ser humano diferente. Era um rabi. Um mestre. Um homem sábio. Um curandeiro…

Mas o sentido correto dessa expressão nos foi ensinada por um homem. isso também nos conta o catecismo:

Não acontece o mesmo com Pedro, quando confessa Jesus como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”, pois este lhe responde com solenidade: “Não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, e sim meu Pai que está  nos Céus” (Mt 16,17). (CIC§442)

Agora vem a célebre questão: Qual o sentido da expressão Jesus Cristo Filho de Deus na sua vida? Você deseja expressar-se como as pessoas em geral, ou como São Pedro?

Isso é algo que precisamos Parar e pensar. Por que muitas vezes tratamos Jesus como um simples sábio. Outras vezes, Jesus só serve para curar minhas doenças e realizar milagres na minha vida. E logo! Não pode demorar com o milagre!

Se Jesus é Filho de Deus (e portanto Deus), é a minha maneira de tratá-lo que vai dizer o sentido dessa expressão em minha vida. Por isso quero questionar uma coisa: Como está a sua oração diária (caso exista)? Você louva e adora mais que pede? Ou você mais pede do que adora e louva? Não é que seja errado pedir, mais é errado só pedir. Afinal de contas ele te dá mais do que você merece. Não errado pedir, mas muitas vezes, é errada a maneira com que se pede as coisas pra Jesus. Afinal Ele é o Filho do Deus vivo! Você costumar ter gratidão no coração quando fala com Deus?

Quero deixar essa pergunta no ar para você comentar aqui no blog: O que significa a expressão Jesus Filho de Deus para você?

Aguardo seu comentário!
Pax Domini!

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Missa de Páscoa na Canção Nova - Ouça a homilia do Padre José Augusto!

Filed under: 009. Eventos Canção Nova — caducn at 3:52 am on Monday, March 24, 2008

Olá amigos do Dominus Vobiscum! Mais uma vez quero desejar a todos uma Feliz Páscoa! Ele ressuscitou!!! Aleluia!!!!

Como foi a Missa da Vigília ai na Cidade de vocês? Espero que tenha sido tão linda como foi a daqui da Canção Nova. Para mim foi a missa mais linda que eu já participei. Todas as missãs são lindas. Eu sei disso. Mas essa teve um significado especial para mim. Não sei explicar o porque. Provavelmente seja fruto dos nossos estudos aqui no Blog. é quanto mais estudamos, mais amamos. Estamos estudando o Cristo e isso dá um sabor novo a nossa espiritualidade. Outro fator talvez tenha sido a participação da Comunidade na Missa. Foi tudo muito lindo! E a pregação do Padre José Augusto? Coisa mais linda! Bom se você não ouviu, estou postando ela aquipara você ouvir. Ouça e tire as suas conclusões! É o meu presente de páscoa para todos do Blog!

A quem procurais?

Filed under: 002. Em defesa da Fé — caducn at 6:31 am on Sunday, March 23, 2008

 

Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. (Mt 28,1-7)

Irmãos… Passei quarenta dias com o grito preso na garganta. Agora posso gritar: Aleluia! Jesus ressuscitou! Venceu a morte! Venceu o mal! Venceu o maligno! O Tumulo está vazio! Que dizer depois dessa imagem?

Uma Feliz e Santa Páscoa a você amigo internauta! Faça dessa Páscoa um tempo de vida nova e tome para si a alegria do Senhor! Isso tudo foi por você!

Dominus Vobiscum

Ladainha dos Sagrados Estigmas

Filed under: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 007. Oração dos Santos — caducn at 9:16 pm on Saturday, March 22, 2008

 

Pax Domini! Amigos e amigas da família Dominus Vobiscum… Estamos a poucas horas da missa da Vigília Pascal. Logo poderemos mais uma vez, relembrar uma verdade que mudou a face da Terra: O Túmulo está vazio! Ele ressuscitou verdadeiramente! Logo poderemos cantar aleluia mais uma vez. São quarenta dias sem cantar Aleluia! Quarenta dias sem cantar o glória… Não sei vocês, mas o meu grito está preso na garganta! Chega logo missa… Chega logo missa!

Bom amigos, estou deixando aqui como sempre faço, a oração para rezarmos durante esse tempo do nosso estudo. É uma oração antiquissíma e tradicionalíssima da Igreja: A Ladainha dos Sagrados Estigmas. De fato é uma oração propícia para esse tempo, pois foram por causa dessas feridas que fomos sarados. Rezemos pois.

Quero convidar você a colocar aqui as suas intenções. Durante esse tempo que rezemos essa Ladainha todos os dias. Quero colocar aqui a pequena Camila, a quem a Simone e a Sabrina tem pedido as nossas orações. E você tem intenções? Poste aqui.

Ladainha dos Sagrados Estigmas  

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor,tende piedade de nós.
Pelos vossos Sagrados Estigmas, piedade de nós.
Pelos cravos que os abriram, piedade de nós.
Pela dor que vos causaram, piedade de nós.
Pela cruz que os acolheu, piedade de nós.
Pela glorificação que vos trouxeram, piedade de nós.
Pela salvação que nos mereceram, piedade de nós.
Pela redenção que nos recordam, piedade de nós.
Por vossas mãos benfazejas e feridas, abençoai-nos, Jesus.
Por vossas mãos poderosas e feridas, abençoai-nos, Jesus.
Por vossas mãos benignas e feridas, abençoai-nos, Jesus.
Por vossos pés incansáveis e feridos, abençoai-nos, Jesus.
Por vossos pés sacrificados e feridos, abençoai-nos, Jesus.
Por vosso coração sensível e ferido, abençoai-nos, Jesus.
Por vosso coração compassivo e ferido, abençoai-nos, Jesus.
Por vosso coração amoroso e ferido, abençoai-nos, Jesus.
Estigmas de dor e de glória, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas sinais de obediência ao Pai, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas disponibilidade do amor, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas símbolo de heroismo, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas documento de imolação, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas distintivos da paixão, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas anunciados pela profecia, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas realizados na cruz, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas provas da ressurreição, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas esplendor de vitória, louvor a vós, ó Cristo.
Estigmas honroso título da Congregação, louvor a vós, ó Cristo.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz…

Obs.: Ouça o nosso estudo sobre o Significado do Termo Filho de Deus. Para ouvir o Podcast, clique aqui!

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