Jesus era uma criatura?
Pax Domini! Estamos estudando nesse tempo a afirmação que diz que Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E estamos vendo que durante todo o tempo, diversas pessoas inventaram teses sobre a pessoa de Jesus. Recentemente vimos uma dessas teorias, e vimos Santo Irineu que combateu duramente essa heresia. (para ler o post, clique aqui)
Hoje vamos ver outra dessas heresias: O Arianismo.
O I Concílio Ecumênico de Nicéia, em 325, confessou em seu Credo que o Filho de Deus é “gerado, não criado, consubstancial (homousios) ao Pai” e condenou Ário, que afirmava que” o Filho de Deus veio do nada” e que ele seria “de uma substância diferente da do Pai. (CIC§465)
Arianismo - Foi uma visão Cristológica sustentada pelos seguidores de Arius nos primeiros tempos da Igreja primitiva, que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus, que os igualasse, fazendo do Cristo pré-existente uma criatura, embora a primeira e mais excelsa de todas,que encarnara em Jesus de Nazaré. Jesus então, seria subordinado a Deus, e não o próprio Deus. Segundo Ário só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio.
Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura consegueria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou em seu livro The Arian Controversy (A Disputa Ariana): O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério.
Naquele mesmo tempo, o Bispo Alexandre de Alexandria reuniu um Sínodo local, contando cerca de 100 Bispos, que condenaram a doutrina de Ário e dos seus seguidores em 318. A decisão foi comunicada a outros Bispos, inclusive ao Papa S. Silvestre. Ário, porém, conseguiu novos defensores para a sua causa o que tornou mais árdua a controvérsia. Diante dos fatos, o imperador Constantino, que em 324 vencera Licínio, tornando-se Onico senhor do Império, resolveu intervir: tinha como assessor teológico o santo Bispo Ósio de Córdoba (Espanha), que Constantino enviou a Alexandria para aproximar Ário do Bispo Alexandre; a missão, porém, fracassou.
Então Constantino resolveu convocar um Concílio Ecumênico para Nicéia na Ásia Menor em 325, ao qual compareceram cerca de 300 Bispos, provenientes de todas as partes do mundo cristão; o Papa Silvestre, de idade avançada, mandou dois presbíteros seus representantes. As discussões foram longas e agitadas. Por fim, os padres conciliares redigiram o Símbolo de Fé de Nicéia, que afirmava ser o Filho “Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, consubstancial (homoousios) ao Pai; por Ele foram feitas todas as coisas”. A palavra homoousios torna-se, de então por diante, a senha da reta doutrina. Significava que o Filho é da mesma natureza (= Divindade) que o Pai; não saiu do nada como as criaturas, mas desde toda a eternidade foi gerado sem dividir a natureza divina.
O Imperador Constantino tomou aos seus cuidados a defesa do Concílio Ecumênico de Nicéia. Exilou Ário e quatro Bispos que não queriam aceitar, na íntegra, definição do Concílio. Condenou às chamas os escritos de Ário; seria punido quem os guardasse às ocultas.
Por isso, precisamos professar junto com a Igreja a verdade da fé, que afirma que Jesus é da mesma substância do Pai. Mais a frente, continuaremos o nosso estudo.
Dominus Vobiscum