O imposto ao Templo

26 janeiro 2010 in Catecismo, Estudo sobre Jesus Cristo

 

Longe de ter sido hostil ao Templo, local em que aliás, ministrou o essencial de seu ensinamento, Jesus fez questão de pagar o imposto do Templo, associando a este ato Pedro, que acabara de estabelecer como fundamento para sua Igreja futura. Mais ainda: identificou-se com o Templo ao apresentar-se como a morada definitiva de Deus entre os homens. Eis por que sua morte corporal decretada anuncia a destruição do Templo, (destruição) que manifestará a entrada em uma nova era História da Salvação: “Vem a hora em que nem sobre esta montanha nem em Jerusalém adorareis o Pai” (Jo 4,21) (CIC§586)

Eis porque Jesus se identificou tanto com o Templo: Também Ele queria ser um templo vivo de Deus. Aos que pensam que Jesus se “desfez” do templo, Jesus fez o contrário: Amava o Templo, ao ponto de zelar pelo lugar físico onde Deus habita. Tal é a prova que vemos Jesus “pagar” o imposto ao templo.

Gostaria de destacar esse trecho em especial que o catecismo nos traz: Jesus paga o imposto ao templo. Se fôssemos trazer esse episódio para os dias atuais, veríamos Jesus “pagar” o dízimo.

Falar sobre o dízimo requer um estudo a parte. Mas gostaria de finalizar essa etapa do nosso estudo, dizendo que é uma parte importante da vida do Cristão, o pagamento do dízimo. Sou católico desde que nasci, carismático há 21 anos e missionário a quase 11 anos e posso dizer sem medo: Nunca vi um povo mais unha de fome do que nós, os católicos.

Muitos acham que porque ajudam na coleta da missa, tem a sua obrigação para com a paróquia cumprida, o que é um engano. Outros acham que dinheiro para a limpeza da igreja, para aquisição de bancos, para pagar a energia, funcionários, agua e tantas coisas nasce debaixo do altar.

É de se lamentar que em certas paróquias, o pagamento do dízimo se resuma a dez ou a quinze pessoas. A Igreja é cheia, mas os dizimistas são quase nenhum. Triste.

E o pior é que são justamente essas pessoas que nunca ajudam e nunca se comprometem que mais reclamam.

Hoje quero fazer o convite a você que lê este blog a rever sua relação para com a Igreja, paróquia que você frequenta. Veja, mesmo sendo um missionário da Comunidade Canção Nova não estou falando de campanha Dái-me Almas. Isso é uma obrigação secundária. A sua obrigação primeira é sempre com a sua paróquia. Depois se você puder e quiser, ai sim, ajude as obras da Igreja, como por exemplo a Canção Nova. Por isso reveja sua vida para com o seu dízimo e sua paróquia. E não esqueça: Deus abençoa sempre o dizimista.

Pax Domini

Veja também: Podcast: Jesus e o Templo - Morada de Deus | Conhecendo um pouco mais do Templo e da relação de Jesus com ele… | Você tem respeito pela casa de Deus? | Casa de Deus não é lugar de corrupção e nem exploração | Olhando a essência das coisas
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5 Comentários to O imposto ao Templo

  1. asisto a canção nova sempre e assesso o sitetbem

  2. joanita on 26 janeiro 2010
  3. Nova postagem no blog:: O imposto ao Templo http://blog.cancaonova.com/dominusvobiscum/2010/01/26/o-imposto-ao-templo/

  4. Cadu - Canção Nova on 26 janeiro 2010
  5. É verdade, Cadu, o tema merece outros posts. Essa questão do dízimo dá uma dor de cabeça…mas permita-me discordar um pouco de você. O mandamento da Igreja diz que devemos ajudar a Igreja em suas necessidades, não fala em dízimo. Portanto, se alguém não contribui com sua paróquia por meio daqueles carnês, que muitas usam, e o faz por meio das “ofertas”, não age mal. Claro, isso não pode ser uma espécie de esmola, né!

  6. Júnior Andrade on 26 janeiro 2010
  7. RT @DomVobiscum: Nova postagem no blog:: O imposto ao Templo http://blog.cancaonova.com/dominusvobiscum/2010/01/26/o-imposto-ao-templo/

  8. anna on 26 janeiro 2010
  9. Entre o dinheiro e a fé, pergunto se algum padre prega a palavra de Deus(realizando aquilo que ele escolheu por caminho para a própria existência)preocupado unicamente com a quantidade das ofertas. Se faz isso é porque está no caminho errado. A questão não é perguntar porque as pessoas doam pouco, é perguntar o que a Igreja pode promover para melhorar a arrecadação a fim de promover melhorias estruturais, financiar projetos que venham a engrandecer a vida eclesiástica em favor da comunidade. É preciso pensar sempre naqueles que vão a igreja, naqueles que não vão e naqueles que precisam de qualquer sorte de auxílio. A Igreja precisa ir até as pessoas (mesmo até aquelas que a frequentam); é preciso se envolver para criar envolvimento e não simplesmente cobrar.

  10. c.v. on 29 janeiro 2010

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