Assim diziam os santos: Sobre a tentação

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 004. O que dizem os Santos, os Papas e os Doutores — caducn at 8:14 am on quinta-feira, julho 2, 2009

O mundo é um combate contra os soldados de Cristo com duas armas e táticas diferentes. Uma arma é a sedução; sua tática, criar angústia. A outra é o medo; sua tática criar desânimo.

Imita a formiga. Sê formiga de Deus. Escuta a Palavra de Deus e guarda-a em teu coração. Abastece tua dispensa interior durante os dias felizes do verão e assim poderás encarar os dias difíceis da tentação durante os invernos de tua alma. (Santo Agostinho)

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O poder e o dinheiro em troca da sua alma

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 3:22 pm on quarta-feira, julho 1, 2009

Dar-te-ei todo este poder e a glória desses reinos, porque me foram dados, e dou-os a quem quero. Portanto, se te prostrares diante de mim, tudo será teu. (Lc 4,6-7)

A segunda “proposta” que satanás fez a Jesus, foi a tentação do ter, do poder, do conforto em troca da adoração a ele. Como eu disse no post anterior, a proposta de satanás é cheia de veneno e precisa ser lida nas suas entrelinhas. Para entendermos, vamos voltar no tempo…

A promessa feita por Deus ao povo de Israel fora uma promessa de fidelidade: Deus cuida do povo amado e esse povo responde com fidelidade a esse Deus. A ordem dada ao povo era clara:

Adorarás o Senhor teu Deus, e a ele só servirás! (Dt 6,13)

Quando satanás oferece poder, glória e honra a Jesus, ele o faz com um objetivo: fazer com que o Filho de Deus abandone o Pai. Jesus rechaça a investida de satanás com a palavra de Deuteronômio citada acima. Jesus não quer ser o Filho Pródigo que troca o amor do Pai por um dinheiro que passa.

Acontece que, quando preferimos a glória, o poder, o dinheiro, o bem estar, o sucesso profissional, abrindo mão do nosso amor para com o Deus único e verdadeiro, estamos cedendo a tentação do poder. Hoje em dia muitos sucumbem a tentação do ter e do poder, abrindo mão de Deus e da sua própria filiação em Jesus. É comum ver pessoas trocando família, valores, ideais de fidelidade a Deus, por fama, dinheiro, status, poder…

Às vezes pensamos nisso de uma forma grandiosa. Pensamos que sucumbir ao poder e ao dinheiro significa morar em Las Vegas e poder fazer o que lhe der na telha dentro de um Iate em Miami, gastar fortunas com objetos inexpressivos, com drogas, mulheres… Mas conheço muita gente que sucumbiu a tentação por causa de 30 míseras moedas. Tem gente que se vende por um pouquinho de atenção, por cinco minutos de fama, por uma noite de sexo… Provavelmente você conhece alguém “que só fala de dinheiro, de coisas, de bens” e desdenha da fé. Gente que só vê o material. Desculpe-me se você é assim, mas devo dizer com toda a caridade: mude de vida! O dinheiro é importante, mas não é tudo na vida. Quando morremos ele fica. E o pior: Fica pros outros, que provavelmente vão gastar de forma leviana. E voce que adorou o dinheiro por toda vida, pode acabar em um lugar bem quente…

Cuidado: A tentação do poder é muito mais frequente do que imaginamos.

É preciso olhar para Deus e ter a Deus como prioridade. É preciso dizer não quando perceber que está se deixando levar por uma proposta de conforto e dinheiro, em troca da sua fé. Ao contrário, se adoramos a Deus ao invés do dinheiro, do poder, da fama ou qualquer outra coisa que seja, Ele mesmo se trata de cuidar de nós, de zelar pelo nosso bem. E experiência própria: Ele cuida mesmo!

Pax Domini

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Estudo: A escolha entre o perecível e passageiro, ou o eterno

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 2:22 pm on terça-feira, junho 30, 2009

No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus (CIC§538)

Pegando o Evangelho de São Lucas, no capítulo quatro, vemos a primeira tentação do demônio sobre Jesus:

Disse-lhe então o demônio: Se és o Filho de Deus, ordena a esta pedra que se torne pão. (Lc 4,3)

Quando vemos essa “sugestão” do demônio, logo imaginamos que a intenção do demônio era de fazer Jesus usar o seu poder (de Filho de Deus, e portanto Deus) para saciar sua fome. Porém como diz o Monsenhor Jonas Abib, o demônio fala nas entrelinhas. Ele é astuto. A intenção do demônio era muito pior. E quando você entender qual era essa intenção, você verá que muitas vezes no seu dia, você é tentado da mesma forma.

Vamos analisar a situação: Jesus estava em jejum a quarenta dias e quarenta noites. Estava sozinho e faminto. Mas o que Jesus fazia lá no deserto? Podemos afirmar que Jesus alimentava a alma, fortalecia a alma. Enquanto o corpo sofria a fome, a alma estava sendo alimentada.

Só que, humanamente falando, não vemos a nossa alma sendo alimentada. Não existe um ponteiro que vemos dizendo quando está cheia ou vazia. A tentação que Jesus vive nesse momento é: entre a fome que Ele sente, e o alimento espiritual que Ele não sente. Entre aquilo que é visível, mas transitório, ou aquilo que é invisível porém eterno. A tentação do demônio é quebrar a preparação que Jesus fazia para o tempo que Ele ia viver. A tentação do demônio era fazer com que Jesus escolhesse o que passa, ao invés de escolher o que não passa.

Muitas vezes nós, preferimos o que vemos, sentimos e tocamos ao invés de optarmos por aquilo que a um primeiro plano não vemos. Quando deixamos de esperar a pessoa certa, para ficar com a errada, quando deixamos de esperar e confiar em Deus para dar jeitinho nas coisas, estamos caindo nesse mesmo tipo de tentação. 

Muitas pessoas acabam escolhendo o que está a mão, usando do ditado: melhor um pássaro na mão do que dois voando. Porém as vezes o pássaro que está na mão é um urubu, que cheira carniça, come carniça e causa um transtorno terrível trazendo lixo para sua casa. Jesus prefere o que é eterno, ou seja, a palavra de Deus. Ele prefere seguir na sua preparação do que dar um “jeitinho” e transformar a pedra em pão.

Não seja burro. Quando o demônio lhe tentar entre o que é perecível e passa, e o que é eterno, escolha corretamente. Diga como Jesus:

Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra de Deus (Lc 4,4)

Creia nas promessas de Deus. Elas se cumprem.

Pax Domini

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Assim diziam os Santos: Nossa maturidade se forja nas tentações

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 004. O que dizem os Santos, os Papas e os Doutores — caducn at 3:09 pm on segunda-feira, junho 29, 2009

Nossa vida é uma peregrinação. E, como tal, está cheia de tentações. Porém, nossa maturidade se forja nas tentações. Ninguem conhece a si mesmo se não é tentado; nem pode ser coroado, se não vence; nem vencer se não luta; nem lutar, se lhe faltam inimigos.

Se rejeitas a tentação, rejeitas também o crescimento. Coloca-te pois nas mãos do artífice, sem restrições. Ele te corrige, te lustra, te limpa. Para isso serve-se de vários instrumentos: são os escândalos e tentações do mundo. Não fujas das mãos do artífice e não temas: Deus permite as tentações não para te arruinar, mas para te fazer mais forte. (Santo Agostinho)

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Estudo: Papa Bento XVI nos fala sobre a primeira tentação do demônio a Jesus no deserto

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 004. O que dizem os Santos, os Papas e os Doutores — caducn at 2:30 pm on segunda-feira, junho 29, 2009

Nesse estudo que estamos fazendo quero deixar aqui, uma pequena parte do Grande Livro do Papa Bento XVI - Jesus de Nazaré. Aqui ele explica um pouco do que seria a intenção do demônio com a primeira tentação. Se possível, ainda hoje irei escrever sobre isso.

São Mateus e São Lucas narram três tentações de Jesus, nas quais espelha a luta por causa da sua missão. O núcleo de toda tentação é colocar Deus de lado, o qual, junto às questões sobre o sentido da vida, aparece como algo secundário, se não mesmo de supérfluo e incômodo. Ordenar, construir o mundo de um modo autônomo, sem Deus; reconhecer como realidade apenas as realidades políticas e materiais e deixar de lado Deus, tendo-o como uma ilusão: aqui está a tentação que de muitas formas hoje nos ameaça.

Pertence à essência da tentação o seu aspecto moral: ela não nos convida diretamente para o mal, isso seria grosseiro. Ela pretende mostrar o que é melhor para nós: por finalmente de lado as ilusões e dedicar-se de todas as formas à melhoria do mundo. Além disso, ela se apresenta com a pretensão do verdadeiro realismo: o real é o que aparece (poder e pão); as coisas de Deus, ao contrário, aparecem como um mundo irreal, secundário, do qual não se tem nenhuma necessidade. Trata-se portanto de Deus.

É Ele o real, a realidade mesma, ou não é nada? É o bem, ou devemos nós mesmos inventa-lo? A questão acerca de Deus é a questão fundamental que se levanta na encruzilhada da existência humana. O que é que o redentor do mundo deve ou não fazer: é disto que se trata nas tentações de Jesus. O tentador diz a Ele:

“Se és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se transformem em pão” ( Mt 4,3)

…estas palavras serão ditas, pouco depois, pelos escarnecedores junto a cruz:

“Se és o Filho de Deus, então desce da cruz…” (Mt 27,40)

Escárnio e tentação andam aqui perfeitamente juntos: para se tornar digno de fé, Jesus deve apresentar a prova para a sua pretensão.

Esta exigência de prova percorre toda a história da vida de Jesus, visto que constantemente o acusam de não ter provado suficientemente pois não realizou o grande milagre que retirasse toda a ambigüidade e toda a contradição e que a todos clara e indiscutivelmente mostrasse que Ele era ou não. E esta exigência a respeito de Deus, de Cristo e da Igreja tem sido constantemente mantida ao longo de toda a história: “Se tu existe, ó Deus, então Tu mesmo Te deves mostrar. Então deves retirar as nuvens do Teu escondimento e dar-nos a clareza que pretendemos. Se Tu, Cristo, és realmente o Filho e não um dos iluminados, como sempre aparecem na história, então Tu deves mostrar isso de um modo muito mais claro do que fazes. E então Tu deves dar à Tua Igreja, se ela deve ser verdadeiramente deve ser Tua, uma outra medida de clareza, diferente daquela que na realidade tem.”

Trecho do livro: Jesus de Nazaré - Papa Bento XVI

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Estudo: Preparar-se para o combate - Uma necessidade

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 1:28 pm on segunda-feira, junho 29, 2009

No final dessa permanência (os quarenta dias que passou no deserto), Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (CIC§538)

Ainda vamos falar muito desse parágrafo 538 do Catecismo da Igreja Católica. Se você percebeu, ainda estamos nos referindo a ele, pois é muito rico. Eu meio que fui dividindo esse parágrafo pois ele fala de três realidades distintas: o deserto, o jejum e as tentações.

Já falamos aqui sobre as duas primeiras partes. Agora vamos entrar no terceiro aspecto: as tentações sofridas e vencidas por Jesus.

E já chamo a atenção para um aspecto: Tanto a palavra de Deus, quanto esse versículo (que obviamente se baseia na palavra) afirmam que as tentações aconteceram ao fim dos quarenta dias. E o que isso quer dizer?

Quer dizer que houve um tempo de preparação. Jesus viveu um tempo de intensa oração e e intenso jejum para poder combater o inimigo. O demônio só investiu contra Jesus quando esse tempo estava completo. Para enfrentarmos o mal, é necessário estarmos espiritualmente preparados, além de contarmos muito com a graça de Deus. Quando vamos lutar em uma guerra, ou até mesmo usando de um outro exemplo, quando vamos jogar algum esporte, é preciso um tempo de treino, de preparação.

Às vezes queremos lutar contra o mal, mas não nos colocamos em treino, como o proprio Jesus fez. Achamos é fácil, que é simples. Menosprezar o inimigo, não nos faz vencê-lo. Ao contrário. Em guerras, todos que menosprezaram os inimigos, sucumbiram.

Eu já fui militar. Se vocês não sabem, sou Oficial da Reserva do Exército. Nessa organização, nós fazíamos treinamento físico todos os dias. Às vezes fazíamos corrida, outros dias, treinamentos com toras, outros dias praticávamos esportes… Mas fazíamos isso não para ficarmos em forma. Fazíamos isso porque estávamos no exército. E no exército precisamos estar prontos, pois não sabemos o dia e nem a hora em que o inimigo pode nos atacar.

Se a preparação física é árdua e cansativa, mais ainda e a preparação espiritual. Exige disposição e atitude.

É preciso preparar-se para a batalha, pois quem serve a Deus automaticamente tem a Satanás como inimigo. Por isso faça como Jesus. Se prepare para o combate espiritual. Se arme com o jejum, o silêncio e a oração. O combate vai ser esse até o céu.

Dominus Vobiscum

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Estudo: Jejum não é dieta! É muito mais…

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 002. Em defesa da Fé, 003. Catecismo, 011. Vídeos — caducn at 11:13 am on sábado, junho 27, 2009

Existem cristãos que fazem jejum na tentativa de emagrecer… Doce ilusão. O jejum é algo místico e vai muito mais alé do que uma simples dieta. Jejum não perde barriga. Jejum fortalece a alma. Veja o vídeo que o jornalismo da Canção Nova fez na Semana Santa:

Dominus Vobiscum

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Estudo: Jejum - Arma poderosa para vencer o maligno

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 002. Em defesa da Fé, 003. Catecismo — caducn at 11:06 am on sábado, junho 27, 2009

Texto escrito pelo Flavinho, missionário da Comunidade Canção Nova

“Por isso, agora ainda – oráculo do Senhor – voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto. Rasgai os vossos corações e não as vestes”. (Joel 2, 12-13)

Buscando em Deus o direcionamento para escrever este artigo sobre o jejum, o Senhor me deu essa Palavra, como ponto de partida, para toda a nossa reflexão sobre este tema tão propício e necessário para a nossa santificação. Começo dizendo que o jejum não é um castigo ou um fardo que Deus ou a Igreja Católica nos impõem, muito pelo contrário, é uma arma eficaz que Deus nos dá para vencermos o maligno e suas ciladas.

A Igreja Católica Apostólica Romana nos coloca como preceito o jejum na Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e na Quarta-feira de Cinzas, porém, podemos e devemos lançar mão desta arma muito eficaz que é o jejum todas as sextas-feiras, como nos pede Nossa Senhora em suas aparições em Fátima/Portugal.

A Comunidade Canção Nova tem por regra de vida praticar o jejum nas quartas e sextas-feiras. Como nos mostra a Palavra de Deus, o próprio Jesus jejuou quando estava no deserto, a fim de se preparar para a missão de anunciar o Evangelho (Lc 4, 1-2) e porque estava fortalecido pelas orações e pelo jejum também pôde vencer o demônio.

Na “palavra de ordem” supracitada no livro do profeta Joel (Jl 2, 12-13), Deus vai nos dizer que é muito mais necessário “rasgar o coração”, do que as vestes. Esta palavra se aplica muito bem ao jejum, porque muito mais do que ficar sem comer isso ou aquilo (e muitas vezes fazer questão de que as pessoas saibam que estamos jejuando!), devemos repassar para os menos favorecidos aquilo que deixamos de consumir e aquilo que temos de sobra.

O jejum bem feito também nos dá a possibilidade de reconhecer as nossas faltas e misérias, porque através dele vemos o quanto ainda somos egoístas e mesquinhos.

É muito importante dizer que o jejum não existe para que passemos fome. Muitas pessoas, em dias de jejum, acabam pecando mais do que em outros dias, porque não levam em conta seus limites físicos, biológicos, – e não se alimentando corretamente – ficam mal- humoradas, colhendo deste dia de “jejum” somente frutos de mal-estar, brigas e indisposição para rezar.

Padre Jonas escreveu um livrinho maravilhoso que nos ensina a jejuar de forma correta, que se chama “Práticas de jejum”. Convido você a conhecer este livrinho e a fazer a experiência de viver um dia de jejum bem feito! Com certeza, você colherá frutos maravilhosos.

Saiba que muitos dos demônios, que estão assolando sua família, seu casamento, a vida de seus filhos, suas finanças, ainda não bateram em retirada, porque você não fez uso desta arma poderosa, que é o jejum e a oração. (Mt 17, 20b)

Chegará o dia em que não precisaremos mais jejuar, pois estaremos com o noivo Jesus, nas bodas definitivas do céu, mas, por enquanto, temos de lutar com todas as forças e armas que o Senhor nos dá.

O jejum é uma arma poderosa contra o maligno. Lance mão desta arma e seja vencedor!

Deus os abençoe!
Seu irmão, Flavinho

Extraido do site cancaonova.com
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Estudo: A força mística do jejum

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 10:55 am on sábado, junho 27, 2009

…”Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem… (CIC§538)

O Catecismo ressalta o fato de Jesus jejuar no tempo do deserto, pois o jejum é algo importantíssimo para se viver. O próprio Senhor já dizia:

…Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum. (Mt 17,20)

Ele bem sabia da força mística do jejum, pois ele também Jejuou e experimentou no seu próprio corpo o benefício do jejum em sua vida. Para nós, dos tempos modernos, infelizmente o jejum caiu em desuso e seja um cristão iniciante, ou um cristão de caminhada, cada um tem a sua desculpa para não jejuar. Uns dizem ter muitas ocupações e precisarem de energia. Outros afirmam que tem problemas de saúde. E por ai vai… E são desculpas que a um primeiro momento até parecem “convincentes”.

Digo isso com propriedade, porque também eu já dei desculpas assim. Inclusive médicas, pois na época o médico disse que eu nunca poderia fazer jejum. Mas sinceramente falando, e o digo por mim, sabe qual é o principal motivo para não se fazer jejum?

É o fato de nós não conseguirmos controlar nossos corpos e nossa fome: ou melhor nossa gula.

E se você é leitor antigo deste blog, deve recordar do estudo que fizemos sobre a gastrimargia (caso queira retomar esse estudo, leia veja as indicações abaixo), ou pecado da gula. E nem adianta dizer que você não é guloso por que é magro. Gula não significa obesidade. Tem muito magro que come com o olho.

O fato é que o jejum é uma arma espiritual, e diga-se de passagem, uma das mais eficazes. Primeiro porque quando se faz o jejum, a finalidade em si não é apenas privar-se de comer, mas alimentar-se do alimento eterno: o Cristo. Quem jejua experimenta uma liberdade espiritual incrível. Desde a antiguidade, os grandes homens de oração vivam assíduamente essa arma espiritual.

“Privar-se do alimento material que nutre o corpo facilita uma disposição interior a escutar Cristo e a nutrir-se de sua palavra de salvação” (Bento XVI)

Mas como se jejua corretamente?

Antes de explicar como vivemos o jejum em nossos dias, gostaria de dizer que o jejum que Jesus fez (40 dias e 40 noites) foi um jejum diferente, e radical, tanto que muitos santos  e ascetas tentaram viver e não conseguiram. Outros chegaram bem perto (como São Fracisco por exemplo), porém não é indicado pela Igreja. É preciso jejuar nos dias certos, como a Igreja indica. 

O Monsenhor Jonas Abib tem um livrinho pequeno e simples que nos explica como se pode jejuar. Seguindo o roteiro desse livro, todos nós podemos fazer o jejum, seja você jovem, adulto ou idoso, são ou doente, ocupado ou ocioso. O jejum é feito de acordo com suas possibilidades e exitem várias “modalidades” de jejum. É só aprender e escolher o jejum adequado para as suas possibilidades. O que você não pode é continuar dando desculpas para não jejuar.

Eu tenho feito meu jejum como se pede na Comunidade Canção Nova - as quartas e sextas feiras. Não é fácil, mas tenho pedido a graça pra Deus. Hoje eu faço meu jejum a base de líquido. Além disso, quando vou a algum encontro ou pregação, eu tento fazer jejum também, como forma de estar mais atento ao que Deus quer me falar. E posso testemunhar: Muito dessa retomada espiritual que tenho vivido, se deu a partir dessa retomada do meu jejum. Através dele, e com a graça de Cristo tenho retomado as rédeas da minha espiritualidade e da minha essência.

Quero aconselhar você amigo leitor desse singelo blog, a fazer a experiência de começar a viver o jejum no seu dia a dia. Digo a você que seu trabalho diário e suas ocupações não vão impedir você de fazer o jejum e ao contrário, você estará mais preparado para enfrentar o seu dia, pois quem jejua, escuta a Deus com a clareza.

Ainda hoje, quero postar alguns textos complementares sobre o jejum. Acho que vão ajudar você.

Pax Domini

Para saber mais sobre o pecado da gula: Padre Paulo Ricardo nos fala sobre a Gastrimargia - Ou gula | Padre Paulo Ricardo nos fala sobre o pecado da Gula | Quando o homem era Senhor de si… | Mais escritos do Monge Evágio Pôntico sobre a gula | Evagrio Pôntico - Gula - 2º Parte | Gula ou Gastrimargia - Escritos de Evágrio Pôntico
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Ditos dos Santos Padres do Deserto: Sofrimento que ajuda a alma a progredir

Arquivado em: 001.008.c Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 012. Monaquismo e os Padres do Deserto — caducn at 9:53 am on sábado, junho 27, 2009

Essa é uma história muito proveitosa. Se a entendermos bem, tiraremos dela grande proveito.

Pai Poemen disse de Pai John, o Anão, que ele tinha rezado a Deus para que retirasse para longe dele as paixões, de modo que ele ficasse livre de preocupações. Então ele foi contar ao ancião isto; “encontro-me em paz, sem nenhum inimigo”. O ancião lhe disse, “vá, implore a Deus que lhe envie as lutas de modo que você recupere a aflição e humildade que você possuia, pois é pela luta que as almas progridem.” Então, ele implorou a Deus e quando as batalhas vieram ele não mais rezou que elas fossem afastadas, mas disse, “Senhor, dai-me força para a luta.”

Pax Domini

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