Maria: Depois do Cristo, a pessoa mais importante na história da Salvação

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 1:47 pm on Quarta-feira, Agosto 20, 2008

Olá Amigos! Estamos dando continuidade ao estudo, que retrara a concepção de Jesus Cristo. E vimos ontem que não se pode falar da Concepção de Cristo sem falar de Nossa Senhora, a mãe de Cristo e portanto Mãe de Deus.

Aliás, eu devo dizer que infelizmente sabemos dos tantos ataques que a Santíssima Virgem sofre. Porém esses que atacam Nossa Mãe Maria, esquecem de observar esse fato com mais detalhes. Não se pode pensar em nenhum Ato Divino como sendo de forma casual. O Nascimento de Cristo foi pensado por Deus, nos menores detalhes.

Anunciação a Maria inaugura a “plenitude dos tempos” (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e das preparações. Maria é convidada a conceber aquele em quem habitará “corporalmente a plenitude da divindade” (Cl 2,9). A resposta divina à sua pergunta “Como se fará isto, se não conheço homem algum?” (Lc 1,34) é dada pelo poder do Espírito: “O Espírito Santo virá  sobre ti” (Lc 1,35). (CIC§484)

O maior acontecimento de todos os tempos foi a Encarnação do Verbo. O Verbo se fez carne. Ele veio estar no meio de nós. A promessa de Deus estava a ser cumprida. Agora veja, quando estamos diante de um acontecimento importante para nós, o que fazemos?

Ora, pensamos em tudo. Pensamos nos detalhes, em quem poderá nos ajudar, nas pessoas que vão partilhar conosco esse momento, o que vamos servir como refeição… É ou não é assim?

Se nós humanos somos tão detalhistas, quem dirá Nosso Deus que é tão perfeito? É importante saber que Deus pensou no lugar certo, nas pessoas certas, no tempo e na hora certa. E foi assim que Ele pensou em Maria. E ai que entrou também a terceira pessoa da trindade: O Espírito Santo. Precisamos estar atentos ao papel dessas duas figuras no que se refere ao nascimento de Cristo: Maria e o Espírito Santo.

Maria fora escolhida para essa graça. Ela fora concebida para um ato que nunca se repetiu e provavelmente (pelo menos é isso que a Igreja ensina) nunca se repetirá. A graça que Maria recebeu é única. Exclusiva. Só ela recebeu essa graça. Por isso a Igreja a destaca dentre todos. Nenhuma pessoa (afora o Cristo), é tão importante na história da Salvação do que a Santíssima Virgem Maria. Outros foram importantes, até posso dizer, importantíssimos. Moisés, Abraão, Josué, etc, etc, etc.. Mas Maria foi essencial. Sem ela nada se faria. É preciso dar a Maria o destaque que ela verdadeiramente merece.

Dominus Vobiscum

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Oração da Semana - Oração de São Gaspar Bertoni em honra a Santíssima Virgem Maria

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 007. Oração dos Santos — caducn at 3:26 am on Quarta-feira, Agosto 20, 2008

A oração de hoje é de São Gaspar Bertoni, fundador da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, popularmente conhecida como “Estigmatinos”. Ele fez essa oração em honra a Santíssima Virgem Maria.

Eu vos saúdo, minha Mãe; Dai-me a vossa bênção. Abençoai a mim e a todos os meus queridos. Dignai-vos oferecer a Deus, Tudo o que hoje tenho de fazer, E sofrer, em união com os vossos,
Méritos e com os do vosso, Filho Santíssimo.

Pax Domini

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Maria: Um farol que precede a luz de Cristo

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 003. Catecismo — caducn at 4:05 pm on Terça-feira, Agosto 19, 2008

O  que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo, mas o que a fé ensina sobre Maria ilumina, por sua vez, sua fé em Cristo. (CIC§487)

Se você está acompanhando esse blog a algum tempo, sabe que agora nós estamos realizando um estudo sobre tudo que cerca a vida de Jesus Cristo. Desde o plano de Deus em enviar seu Filho ao mundo, passando pelos principais gestos de Cristo aqui na terra até a sua segunda vinda (pelo menos este é o nosso desejo).

Porém não tem como falar da vida de Jesus Cristo, sobretudo no que diz respeito a sua concepção, sem falar de Maria.

A Santíssima Virgem Maria é um farol que ilumina, que precede o Cristo, a verdadeira luz de Deus. Precisamos estudar e conhecer a vida da Virgem e seus atos para que possamos ver e entender, e amadurecer nossa fé em Jesus Cristo. Quero convidar você a nesse estudo (que por sinal vai levar um certo tempo) a conhecer este aspecto importante da vida de Cristo: A sua Concepção.

Pax Domini

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Podcast - A Concepção de Jesus Cristo

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 001.020 Em Defesa de Maria Santíssima, 001. Programa Semanal — caducn at 4:31 pm on Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Pax Domini! Hoje começamos mais um estudo, e um estudo muito interessante. Vamos falar sobre a Concepção de Cristo. Vamos conversar sobre o papel do Espírito Santo e o papel de Maria na encarnação do verbo. Nesse estudo você vai entender sobre como o Espírito Santo “passou a preceder o Filho”, e porque a Virgem Maria é tida pela Igreja como a pessoa mais importante dentre todos os homens e mulheres de todos os tempos.

Nesse Podcast você também vai rezar uma bela oração de São Gaspar Bertoni à Virgem Maria. Espero que você goste deste podcast.

Dominus Vobiscum

Para ouvir a Catequese A Concepção de Jesus Cristo, clique no player abaixo

Falando sobre o Sagrado Coração de Jesus

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 9:53 pm on Sexta-feira, Agosto 15, 2008

“Jesus conheceu-nos e amou-nos a todos durante sua Vida, sua Agonia e Paixão e entregou-se por todos e cada um de nós: “O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim” (Gl 2,20). Amou-nos a todos comum coração humano. Por esta razão, o sagrado Coração de Jesus, traspassado por nossos pecados e para a nossa salvação, é considerado o principal sinal e símbolo daquele amor com o qual o divino Redentor ama ininterruptamente o Pai Eterno e todos os homens”. (CIC§478)

O Sagrado Coração de Jesus é mais que uma devoção. É um símbolo. Um sinal do amor de Deus por nós. Desde criança, mesmo sem entender muita coisa de fé, pois infelizmente a paróquia que minha mãe frequentava era infestada pela teologia da libertação, sempre me chamou a atenção a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Eu olhava para aquela imagem, e via Jesus com seu coração exposto. Achava interessante.

Hoje eu entendo que assim mesmo é Jesus. Aquilo não é apenas uma imagem. De fato o Coração de Jesus é exposto sempre. Tamanho é o amor Dele para com todos. O Coração de Jesus é um símbolo de amor. Podemos dizer sem medo que Deus Pai, nos deu um coração para amar a humanidade: O Coração de Jesus.

Quando você olhar para uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, nunca esqueça disso: Existe um coração, que bate por você. Que ama você. Que te quer feliz. Esse coração é manso. É misericordioso. Simples. E tem um lugar nesse coração que sempre você pode descansar. Descanse Nele. Recorra a Ele. Sempre.

É uma alegria poder terminar um estudo falando sobre o Coração de Jesus. Agora vamos para mais uma etapa do nosso trabalho. No próximo estudo vamos falar sobre Nossa Senhora e daquilo que lhe cabe junto ao nascimento de Jesus.

Pax Domini

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Igreja atravessa as mesmas tormentas de faz dois mil anos

Arquivado em: 001.004 Fundamentos da Fé Católica, 008. Notícias — caducn at 4:34 pm on Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Noticia Retirada do Site ACI Digital - O Arcebispo de México, Cardeal Norberto Rivera Carrera, assinalou que embora o contexto no que se encontra a Igreja mudou, as tormentas que atravessa e as decisões que deve tomar são as mesmas de faz dois mil anos, quando foi a fé a que sustentou aos primeiros cristãos durante as perseguições. Durante a Missa dominical, o Cardeal indicou que “possivelmente em nossos dias o cenário mudou, assim como as dimensões do lago e da própria barca (a Igreja) onde estamos mais de um bilhão de seguidores de Cristo, mas as tormentas são as mesmas e as decisões a tomar também devem ser as mesmas”. O Arcebispo lembrou que assim como os primeiros cristãos tiveram que manter a fé para superar as dificuldades, assim também os católicos de hoje devem confiar em Cristo, que segue repetindo: “Ânimo, sou eu não tenham medo”.

O Cardeal Rivera também se referiu à tarefa evangelizadora. Disse que “é certo que no anúncio do Evangelho devemos pôr tanto entusiasmo como se tudo dependesse de nosso esforço e de nossas capacidades, mas sem esquecer nunca que ‘sem Ele nada podemos fazer’; com a firme convicção de que não é nossa barca senão a barca do Senhor”. O Arcebispo de México lembrou a necessidade de recorrer sempre à oração, tal como o fazia Jesus quando se retirava ao “monte a sós para orar”. “Sempre que vai iniciar algo importante em sua vida, Jesus se concentra na oração”, assinalou.

“Se percorrermos a história podemos constatar que sempre houve dificuldades e que nunca faltaram tormentas à Igreja, entretanto a travessia já leva dois mil anos, sem que até agora se afundasse o navio que perante o mundo aparece frágil”.

Ouça o meu comentário pessoal dessa notícia aqui

Podemos ter imagens de Jesus Cristo em nossas casas? - 2ª Parte

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 1:51 pm on Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Pax Domini! Ontem vimos que a Igreja nos ensina que, uma vez que Jesus se fez homem, ele pode ser pintado, pode ser desenhado e também podem ser feitas imagens. Mas a Igreja vai mais além. É possível, além de venerarmos imagens de Jesus Cristo, também venerar partes do seu corpo:

Ao mesmo tempo, a Igreja sempre reconheceu que, no corpo de Jesus, “Deus, que por natureza  é invisível se tornou visível aos nossos olhos”. Com efeito as particularidades individuais do corpo de Cristo exprimem a pessoa divina do Filho de Deus. Este fez seus os traços de seu corpo humano a ponto de,  pintados em uma imagem sagrada, poderem ser venerados, pois o cristão que venera sua imagem “venera nela a pessoa que está  pintada”. (CIC§477)

A Igreja sempre teve devoções importantes, como devoção as Santa Chagas de Nosso Senhor, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, Devoção ao Santíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo… Isso sempre foi uma prática entre os cristãos. Por que quando veneramos as chagas de Jesus, não é apenas a ferida, mas aquilo que aquela ferida representa e aquele de quem a ferida faz referência.

Infelizmente hoje, aqui no Brasil, muitos protestantes falam sobre isso. Digo aqui no Brasil, porque morei fora do Brasil um tempo e lá fora, onde não existem essas Igrejas de Galpão velho, os protestantes não falam tanto. Existe um respeito. Porém a nossa fé nos é ensinada pela palavra e também pela tradição do povo católico, que sempre venerou respeitosamente as imagens, fazendo referência aos grandes feitos das pessoas. Também isso com relação a Jesus Cristo.

Volto a repetir: Você tem uma imagem de Jesus Cristo em sua casa? Se não tiver, escute o meu conselho: Adiquira uma.

Dominus Vobiscum

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Podemos ter imagens de Jesus Cristo em nossas casas?

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 9:08 pm on Terça-feira, Agosto 12, 2008

 

Pax Domini! A foto que você acima é a foto da minha mesa de trabalho. Em meio a toda essa “bagunça”, tenho uma verdadeira corte celeste ao meu lado. São meus Santos de devoção, junto com o ícone de Nosso Senhor Jesus Cristo e as Imagens da Virgem Mãe de Deus. Quis colocar essa foto no blog, por que hoje e amanhã, falaremos de imagens.

A cada parágrafo do catecismo, vamos conhecendo um pouco mais da fé católica. No podcast de hoje vamos conversar sobre imagens. É um velho assunto  que vez ou outra temos que abordar em virtude de tanta acusação que sofremos. Mas antes de falar sobre isso, é preciso entender que, a Nossa Igreja é coerente com aquilo que ensina. É coerente com a fé que propaga. A Igreja estuda aquilo que Deus a inspira.

Você vê que nesse estudo e no anterior, abordamos a imagem de Cristo. Dissemos que Cristo é verdadeiramente homem, e verdadeiramente Deus. Dissemos que ao se tornar homem, Cristo “quis” experimentar a limitação humana. Cristo teve fome, teve sede e teve um corpo. Cristo teve um corpo como todos os seres humanos. Seria uma incoerência dizer que Jesus foi homem, e não poder “desenhar” este homem. E é por isso o Catecismo diz:

Visto que o Verbo se fez carne assumindo uma verdadeira humanidade, o corpo de Cristo era delimitado. Em razão disso, o rosto humano de Jesus pode ser “desenhado”. No VII Concílio Ecumênico, a Igreja reconheceu como legítimo que ele seja representado em imagens sagradas. (CIC§476)

O ato de termos imagens de Jesus Cristo é uma questão de coerência. Se não pudéssemos ter uma imagem de Cristo, nunca poderíamos ter imagens de nossos parentes. Antigamente não existia fotografias, e as pessoas eram representadas por estátuas, imagens ou eram até pintadas. Isso nunca fez dessas pessoas, ídolos. Depois surgiu a fotografia, e passou-se também a se fotografar.  Ter uma imagem de um Santo que nos inspire boas virtudes, ter uma imagem da Santa Mãe de Deus e sobretudo de Jesus Cristo em nossa casa, é um habito salutar para a nossa fé, pois muitas vezes, basta olhar para a imagem e lembramos de coisas que os santos nos inspiram.

Se ter imagens de santos é salutar, mais ainda é ter imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo que é o nosso Salvador. É claro que não teremos como ver imagens ou fotos de Jesus tal qual Ele era. Isso é impossível. Porém as imagens nos ajudam a elevar nossa mente a Deus. Não tenha medo de ter uma imagem de Jesus, ou uma Cruz na sua casa. Isso faz bem a sua alma!

Dominus Vobiscum

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As duas vontades de Cristo

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo — caducn at 5:15 pm on Sexta-feira, Agosto 8, 2008

Paralelamente, a Igreja confessou no VI Concílio Ecumênico que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas, mas cooperantes, de sorte que o Verbo feito carne quis humanamente na obediência a seu Pai tudo o que decidiu divinamente com o Pai e o Espírito Santo por nossa salvação. A vontade humana de Cristo “segue a sua vontade divina sem estar em resistência nem em oposição em relação a ela; mas antes sendo subordinada a esta vontade todo-poderosa” . (CIC§475)

Importante perceber que esse parágrafo do Catecismo é um ensinamento importante e histórico da Igreja. Aqui nesse neste parágrafo vemos que esse ensinamento nos foi ensinado no sexto Concílio ecumêncico da Igreja. Ele foi realizado em Constantinopla, no período que vai de 680 a 681. Antes disso a Igreja estudou, pensou, revisou, ouviu as teorias, os estudos e chegou a essa conclusão. Depois de tomada a posição, a Igreja passou a defender essa verdade.

Cristo tem duas vontades a humana e a divina, onde a humana segue a vontade divina, que por sua vez está diretamente subordinada a vontade de Deus Pai. É assim que vemos a humanidade de Cristo. É assim que a Igreja ensina. Obvio que nunca iremos saber com a totalidade como isso se manifesta. Por que isso é um lindo mistério de fé. E mistério é mistério. Acreditamos num mistério de fé. Jesus nos deu traços, indícios disso. Vemos nas leituras dos evangelhos. Mas a totalidade disso, é parte do mistério da encarnação.

Agora como Igreja, precisamos defender esse ensinamento como catóicos que somos. Não podemos nos dizer católicos e sair por ai professando que Jesus era um fantasminha camarada, ou um E.T., ou coisa parecida… Quem é católico, precisa acreditar na Igreja Católica. Professar sua fé com a Igreja e como Igreja.

Pax Domini 

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Jesus: Ele nos revelou os desígnios eternos…

Arquivado em: 001.025 Estudo sobre Jesus Cristo, 003. Catecismo — caducn at 2:58 pm on Terça-feira, Agosto 5, 2008

No Post passado, vimos que Jesus tem um conhecimento humano, que exprime a sua divindade. Vimos também que Ele, Jesus, traz em si o Humano e o Divino em sua plenitude. Hoje veremos um dado interessante, que vale a pena ser colocado no nosso estudo.

Jesus veio ao mundo com uma Missão: Resgatar a humanidade do pecado.

Dentro dessa realidade que é Jesus, devemos sempre ter em mente que Jesus, apesar de adquirir um conhecimento humano, e decidir limitar-se em suas potencialidades, sabia da sua missão e tinha que cumprí-la. Jesus tinha sempre em mente a sua missão. O catecismo nos ensina sobre isso:

Por sua união a Sabedoria divina na pessoa do Verbo encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava em plenitude da ciência dos desígnios eternos que viera revelar. O que ele reconhece desconhecer neste campo declara alhures não ser sua missão revelá-lo. (CIC§474)

O catecismo nos diz em outras palavras que Jesus, mesmo tendo, e desejando ter um conhecimento humano, trazia em si a Divindade própria do Filho de Deus. Essa por sua vez, lhe permitia sempre saber daquilo que é eterno. As coisas que Jesus não respondeu (como por exemplo quando viria o fim, que só ao Pai cabia saber) não eram próprias da sua missão. Mas aquilo que era próprio da sua vinda, Ele nos revelou e por isso podemos ter plena certeza nas suas palavras. Jesus é Deus. Vemos isso nas manifestações como a transfiguração, ou até mesmo no próprio batismo de Jesus. Precisamos levar em consideração que para salvar a humanidade, também estava incluido, anunciar e revelar a verdade e os desígnios divinos.

O Catecismo nos faz esse alerta para que não pensemos errado. Não podemos pensar que as coisas que Jesus disse, ou as coisas que Jesus fez, foram humanas ou descabidas. Não. Jesus nos fez e nos ensinou os desígnios divinos. E ao morrer na Cruz e ressuscitar, nos libertou da morte e do pecado. Precisamos estar cientes disso. Jesus nos abriu o céu. Nos possibilitou a eternidade. E nos revelou a verdade.

Dominus Vobiscum

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