Entendendo as diferenças entre a Igreja Católica Ortodoxa e a Igreja Católica Apostólica Romana

 

Uma diferença interessante entre os Ortodoxos e Católicos: Para nós, o centro da Missa é a Eucaristia. Para eles, o centro do Rito é a Liturgia em si…

Eu sou um católico que sonho (e faço questão de repetir isso) com a a plena comunhão entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa. Sonho com a comunhão plena. Que Deus conceda essa graça aos católicos do mundo. Enquanto muitos sonham com a unidade entre os católicos e os protestantes  em um primeiro plano, eu sonho antes com a unidade entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa.

Recentemente, as igrejas ortodoxas (com exceção da Igreja Russa), assinaram um documento reconhecendo a primazia do Patriarcado Romano sobre os demais. Explico, é que para eles a Igreja Católica Apostólica Romana, é apenas mais um Patriarcado. Esse documento, eles vem afirmar que a Igreja Católica Apostólica Romana tem a primazia, ou seja, é a mais importante dentre todas. Agora o próximo passo é ver como essa primazia se dá, uma vez que os ortodoxos ainda não reconhecem o Santo Papa como chefe da Igreja de Cristo. Para eles, o Papa é apenas o Patriarca de Roma. E isso é um ponto que nos faz diferentes. Existem de fato diversos pontos que nos separam. Quero através da tabela abaixo representar alguns deles apresentá-las que você entenda as diferenças. Confira:

Essas são algumas das diferenças. Claro que alguém que estuda mais a fundo as duas religiões, vai encontrar muitas outras diferenças. Aqui eu só trago alguns exemplos. Veja, algumas dessas divergências são sérias e bastante sensíveis, portanto merecem um estudo detalhado e muita conversa. Outras, creio eu, são mais fáceis de se chegar a um acordo. Mas sendo a Igreja Católica a Igreja fundada por Jesus, tendo como chefe Pedro, não podemos de forma alguma dizer que hoje existe comunhão plena entre ambas. No que diz respeito ao Cisma entre Católicos e Ortodoxos, e a grande divisão a partir do Protestantismo, é preciso sempre ter em mente que em nenhum momento as divisões partiram da Igreja Católica. Todas vieram de pessoas que tomaram a atitude de afastar-se da Igreja. E a Igreja Católica continuou sendo firmada na raiz, na essência da fé cristã.

Não penses que as heresias são produtos das mentes obtusas. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores suas aberrações.
(Santo Agostinho – Séc IV)

Ainda hoje, o Cisma da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa é a grande ferida para nós católicos. E não quero puxar sardinha aqui para o lado católico, e nem tampouco causar polêmica, mas é preciso que saibamos que a Igreja Católica não iniciou esse celeuma. Mas mesmo depois dessa divisão, a Igreja de Cristo, continuou Igreja de Cristo. Quero repetir isso para você, para deixar você bem ciente disso.

A Igreja é o tronco, a raiz é Cristo. Quem se afasta do tronco, também se afasta da raiz.

“Tocar na Igreja é tocar na carne de Cristo”.
(Orígenes de Alexandria – Séc III)

Por isso a Igreja de Cristo é chamada de Igreja Católica Apostólica Romana. Significa, Assembléia Universal dos Cristãos, fundada por Jesus Cristo e estabelecida pelos Apóstolos, que tem a sua base em Roma. Denominam-se “católicos”, os cristãos que seguem a Igreja Católica Apostólica Romana que desde o início segue os ensinamentos dos Apostólos.

A Igreja é o mundo reconciliado…
(Santo Agostinho – Séc IV)

As Igrejas Ortodoxas também trazem na sua nomeclatura o termo “Católico”. Também elas tem a sua origem com os Apóstolos. Mas comumente são chamados de “Ortodoxos” apenas. Não há como negar a Tradição e a essência dos Ortodoxos, mesmo sabendo que hoje existe essa divisão.

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Partilha pessoal sobre a Igreja Ortodoxa - Experiência

Filed under: 001.007 - Ecclesia Mater et Magister, 005. História da Igreja, 010. Nota do Autor — caducn at 10:32 am on Monday, October 6, 2008

 

Eu na Diocese Ortodoxa de Constanza. Ao fundo o Mar Negro

Em 2005, eu fui morar em Roma, e lá fizemos alguns trabalhos com a Comunità di Gesù do Matteo Callisi. Participei de diversos eventos promovidos por esta comunidade que tem como Carisma o Diálogo entre as diversas Igrejas Cristãs. Em um desses projetos,  tive a oportunidade de certa vez visitar a Romênia.

 

Arcebispo de Constanza, Sua Eminência Teodosie. Um homem de Deus…

Foi uma das maiores experiências de fé que tive na minha vida. Nessa época, eu trabalhava como cinegrafista em Roma. Lá fizemos uma semana de visitas a Igreja Católica Ortodoxa Romena. Pois bem. Ao chegar na Romênia, o mundo novo se abriu para mim. Lá a maioria esmagadora da população é ortodoxa.

 

Inauguração de uma Igreja Ortodoxa. Frio de 1º grau negativo e chuva. O povo não arredou o pé. 4 horas de liturgia…

E lá tivemos de cara uma audiência com Sua Beatitude Teoctist (que hoje já está no céu, com a graça de Deus). Depois disso, foram diversas visitas a Igrejas, mosteiros e abadias. Lá na Romênia, a impressão que tive foi de voltar no tempo, e ver algo muito mais parecido com a Igreja Primitiva. Lá eu vi uma liturgia muito profunda e orante. Um simbolismo riquíssimo. Lá eu vi um povo que reza e tem a sua devoção aos Santos e Mártires. Vi um povo chegar na Igreja as nove da manhã em jejum para poder comungar em uma liturgia de quatro horas de duração (ou seja, ficarem de jejum até as 13 hrs). Vi uma fé muito próxima a nossa, óbvio que com algumas diferenças. 

Sua Beatitude, Teoctist

Uma das atividades que havíamos de participar, era a Ordenação de um Arcebispo da Igreja Ortodoxa Romena. A cerimônia era presidida pelo Patriarca Ortodoxo Romeno, Sua Beatitude Teoctist. Ao chegar lá, fiquei surpreso em ver vários dos Patriarcas das Igrejas Ortodoxas: Estavam lá o Patriarca Russo, o Patriarca Grego, o Patriarca da Antioquia… Todos eles paramentados, participando daquela cerimônia. Estava a menos de dez metros deles. Fui tomado de uma emoção que até hoje eu não consigo descrever. E comecei a pensar no dia em que aqueles patriarcas um dia, pudessem participar de uma cerimônia com o Santo Padre o Papa, que é o Patriarca de Roma. Pensei que ali eu estava diante de Igrejas fundadas pelos Apóstolos.

 

Patriarca Romeno e Patriarca Grego. Junto a eles outros diversos Patriarcas…

Naquele momento enquanto trabalhava e fazia as imagens mais emocionantes de minha vida, pensei que ali eu também estava tocando na nascente da Igreja Católica. Digo isso porque os Ortodoxos trazem muito do que diz respeito ao Rito que era celebrado  no tempo do cisma (Século XI). Tanto que os Ortodoxos celebram a Missa composta por São João Crisóstomo.

Divina Liturgia. Inauguração de Igreja Ortodoxa. No altar apenas os Ortodoxos homens podem entrar. Eu não sendo ortodoxo, tive a graça de participar da Liturgia dentro do local do altar…

Mas a minha experiência ao estar naquele lugar, foi de ver que, ainda que a Igrejas Ortodoxas sejam “diferentes”, temos ali a Tradição Apostólica. Temos a eucaristia. Temos os Sacramentos. E a própria Igreja Católica Romana, tem muito em comum com a Igreja Ortodoxa. É claro que hoje as diferenças entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa existem. Mas com todo respeito que tenho, não se posso comparar os ortodoxos com os protestantes por exemplo. Se podemos dizer que existe uma Igreja mais próxima de nós, preciso dizer não são os protestantes, mas os ortodoxos.

Segundo informações que recebi, Patriarca da Igreja Russa

Para você ter uma idéia do que estou dizendo, veja que interessante. Embora a Igreja Católica não nos permita realizar os sacramentos na Igreja Ortodoxa, a Igreja ensina que, em caso de você estar em perigo de morte, e não ter um Sacerdote Católico Apostólico Romano perto de você, é possível que você receba os sacramentos de um sacerdote ortodoxo. Na Divina Liturgia Ortodoxa, o Jesus Eucarístico é válido. A missa celebrada pelos ortodoxos é válida, pois usa-se a missa Composta por São João Crisóstomo.

Eu costumo dizer e pensar que a Igreja Católica Apostólica Romana se abriu para determinados aspectos, impelida pelo próprio Espírito. Foi enfrentando os desafios do tempo, e aprendendo a viver aquilo que Jesus nos ensinava de acordo com aquele tempo e com aquela realidade. Já os ortodoxos preferiram seguir um outro caminho, tendo como referência a Ortodoxia.

 

Sergio Coutinho, Sua Eminência Teodosie e Eu…

Hoje trago um carinho grande pelos ortodoxos. Aprendi a admirar a sua fé. E trago no coração a frase do grande Papa João Paulo II (quero repeti-la aqui):

A Igreja de Cristo recebe seu oxigênio de dois pulmões: oriental e ocidental. Duas tradições, dois modos complementares de viver o único evangelho.
(Papa João Paulo II – séc XX)

Eu sou um católico que sonho (e faço questão de repetir isso) com a a plena comunhão entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa. Sonho com a comunhão plena. Que Deus conceda essa graça aos católicos do mundo. Enquanto muitos sonham com a unidade entre os católicos e os protestantes, eu sonho antes com a unidade entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa.

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A Igreja Católica e os Patriarcados

 

E já que estamos falando da raiz da Igreja, sinto que agora preciso falar para você das diferenças entre a Igreja Católica Apostólica Romana e as Igrejas Ortodoxas. É importante falar sobre isso agora, porque o Cisma entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente é a grande ferida entre os Católicos. Eu tive uma experiência marcante com a Igreja Ortodoxa e hoje sou mais um dos tantos católicos que reza pela plena comunhão entre essas duas Igrejas. Graças a Deus não sou o único.

A Igreja de Cristo recebe seu oxigênio de dois pulmões: oriental e ocidental. Duas tradições, dois modos complementares de viver o único evangelho.
(Papa João Paulo II – Séc XX)

Embora haja divergências entre católicos e ortodoxos, é preciso que se diga que ambas possuem a mesma raiz. Ambas são católicas. Ambas tem a Eucarista. Ambas tem sacramentos. Ambas veneram a Santíssima Mãe de Deus, Maria Santíssima. E os ortodoxos até antes de 1054, eram católicos, como eu e como você.

Nesse tempo, a Igreja era dividida em Patriarcados. Isso porque os Apóstolos sairam evangelizando outras terras. Do mesmo jeito que São Pedro e São Paulo foram para Roma, outros apóstolos foram para outros lugares: Grécia, Constantinopla, Antioquia, além de Jerusalém. Nesses lugares, do mesmo jeito que São Pedro deixou sucessores, os demais apóstolos também deixaram seus sucessores. Com o tempo, foram estabelecidos os grandes patricarcados. Nesse período, o Patriarcado Romano tinha, como era de ser, a primazia sobre os demais Patriarcados. Mas dai um dia tudo isso mudou.

A história do Cisma começou quando Miguel Cerulário se tornou patriarca de Constantinopla, no ano de 1043. Ele deu início a uma campanha contra as Igrejas latinas na cidade de Constantinopla. Essa foi uma atitude não muito feliz da parte deste Patriarca. Além disso, Cerulário começou a se envolver em uma discussão teologica sobre o Espírito Santo (Ele afirmava que o Espírito Santo procedia apenas do Pai, enquanto os teólogos latinos afirmavam que o Espírito Santo procedia do Pai e do Filho).

Para resolver essa questão, Roma enviou o Cardeal Humberto a Constantinopla em 1054 para tentar resolver este problema. No entanto, o diálogo foi ineficaz. O Cardeal Humberto no fervor da discussão, acabou excomungando o patriarca Cerulário. Esse ato foi entendido como um ato de excomunhão para toda a Igreja Bizantina.

Por isso as Igrejas Orientais da época (que eram os demais patriarcados), convocaram um sínodo, e nesse sínodo, a Igreja Bizantina acabou excomungando o Papa Leão IX. Ou seja, houve ai, uma excomunhão pelas duas partes.

Houveram várias tentativas de reunificação. Nos Concílios Ecumênicos de Lyon (1274) e Florença (1439) foi tentada uma reconciliação, mas as reuniões mostraram-se efêmeras. As mútuas excomunhões só foram “levantadas” em Dezembro de 1965, pelo Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I, por forma a aproximar as duas Igrejas, afastadas havia séculos.

 

Abraço histórico entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I

Aliás, essa história de Atenágoras e Paulo VI, merecia um filme, um livro e todas as homenagens que se pudessem prestar a dois homens. Uma história de perdão, amizade, respeito e amor a Igreja de Cristo. As excomunhões, entretanto, foram retiradas pelas duas Igrejas em 1966. Somente recentemente o diálogo entre elas foi efetivamente retomado, a fim de sanar o cisma.

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Significado da Palavra Católico

Filed under: 001.007 - Ecclesia Mater et Magister, 003. Catecismo — caducn at 10:46 am on Monday, September 29, 2008

O termo católico também vem do grego καθολικος (lê-se katholikos), e significa “geral”, “universal”. Isso se dizia para designar toda a Igreja, ou seja, todos os Cristãos, sejam eles, gregos, filipenses, efésios, gálatas, etc, etc, etc. Quando usamos esse termo, estamos dizendo que a Igreja de Cristo é Universal. A Igreja que desde sempre segue a Cristo. Ela em todas as partes do mundo segue o mesmo rito. Vive a mesma fé. Segue o mesmo líder. Aliás, o sucessor de Pedro, que fora indicado pelo próprio Cristo para ser a Pedra firme que, assistido pelo Espírito Santo, e fortalecido pelo próprio Jesus Eucarístico, vai guiar a sua Igreja até a segunda vinda gloriosa do Nosso Rei Mestre e Senhor.

Já que estamos falando dos significados do termo Igreja Católica e da origem desses termos, é interessante notar, que nos inícios, as Igrejas locais (ou seja, as Assembléias situadas nas cidades, que iam sendo formadas aos poucos) eram formadas pelos Apóstolos ou seus enviados, e desde sempre, seguiam um certa maneira de proceder. Um certo rito, um determinado padrão. Os Apóstolos que fundavam essas comunidades de Cristãos, procuravam ensinar de uma forma básica  as coisas fundamentais da Fé. Eles não iam ensinando as coisas cada qual a sua maneira, do jeito que bem entendiam. Até porque, eles vieram da mesma fonte. Cristo. As comunidades cristãs, sobretudo essas primeiras, foram sendo formadas seguindo a essência do ensinamento dos Apóstolos. Obviamente, que em um lugar ou outro, a Igreja local trazia algumas particularidades próprias do povo, mas o Rito, a forma de celebrar a Eucaristia, era a mesma.

E assim os cristãos passaram a seguir, mesmo em lugares diferentes, o mesmo rito. Por exemplo, quando um cristão grego ia a Éfeso, e participava lá da eucaristia, ele basicamente via a mesma coisa, no que diz respeito a essência.

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Semântica da Palavra “Igreja ”

Filed under: 001.007 - Ecclesia Mater et Magister, 001.003 Todas as religiões levam ao céu? — caducn at 4:53 pm on Sunday, September 28, 2008

 

Já que começamos a falar de Igreja, vamos conhecer o Significado dessa palavra. É importante conhecer a origem das palavras. Para podermos usá-las bem. Para entendermos porque a Igreja Católica é a Igreja de Cristo e não as outras, precisamos entender o significado dos termos.

A palavra Igreja deriva do grego εκκλησια (lê-se ekklesia). No latim ecclesia. Esta palavra de origem grega foi a escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico, usado entre os judeus para designar a Assembléia Geral do “povo do deserto”, reunida ao apelo de Moisés. Em outras palavras podemos dizer que Igreja Significa – Assembléia Convocada. Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus.

Desde sempre, a reunião do Povo de Deus, era “Igreja”. Não existia outra “Igreja” de Deus. Se você estava em uma “Igreja”, obviamente você era parte integrante do povo de Deus. Com a vinda de Jesus, esse termo passou a ser usado para a reunião dos cristãos. A Igreja de Cristo. O que nos leva a entender que Cristo tinha uma Igreja.

E falando em Cristo… O que é significa ser cristão?

Cristão é um seguidor de Cristo. Alguém que deseja imitar o Cristo. Assim como o flamengista veste a camisa do flamengo, ou o palmeirense veste a camisa do palmeiras, e enfeita a sua casa com as cores do seu time, o Cristão “veste” a camisa de Cristo, sendo que nesse caso, vestir a camisa de Cristo nada mais é do que viver aquilo que Ele ensina. Ter como valores da sua vida, os valores que Cristo ensina. É preciso entender bem esses termos, por que como disse antes, tem muita gente por ai dizendo que é, e infelizmente não é. Embora houvesse usado o exemplo de times de futebol para exemplificar o termo, hoje muitas pessoas tem a religião como um time que deve torcer. Como uma posição que precisam ter na vida. Como um elemento para preencher um cadastro.

É comum vermos nas mesas de bar, ou em rodas de amigos, pessoas dizendo que são cristãs, mas não praticam o cristianismo. É como aquela pessoa que diz torcer para um time de futebol mas não sabe quando serão os jogos, não conhece a escalação do time, não tem a camisa, sequer sabe o hino do seu time. Quem é torcedor de fato, sabe que isso é o mínimo que um bom torcedor tem que saber… Na minha terra, esse tipo de torcedor é denominado, “torcedor doente”. São os que dizem ter um time só por dizer. Para não ficarem sem assunto. Tem gente que diz ter uma religião só para ter assunto. Para não ficar por fora. E esse tipo de gente é até engraçado. Porque quando surge o assunto de religião, defendem a Igreja com unhas e dentes, mas na hora de ir a missa, não praticam a sua fé. Na hora de confessar, se escondem da confissão. Por isso vai mais uma vez um alerta: Cristão é seguidor de Cristo. É alguém que vai atrás. Que faz sua parte! Não existe essa de cristão meia boca. Por favor… Se posicione!

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Por que a Igreja Católica?

Em tudo me sujeito ao que professa a Santa Igreja Católica Romana, em cuja a fé vivo, afirmo viver e prometo viver e morrer
(Santa Teresa de Jesus – Séc XVI)

Até aqui nessa retomada de assuntos que estamos fazendo, pudemos ver o que é uma religião e por que precisamos de uma religião. Vimos também qual a diferença entre as religiões pagãs com as religiões judaico-cristãs. Depois vimos a diferença entre o Cristianismo e o Judaismo. Agora vamos entender o porque dentre tantas opções de “Igrejas” e “Seitas” ditas cristãs, devemos ser católicos. Vamos conversar agora sobre a diferença da Igreja Católica Apostólica Romana e as demais. E vamos entender porque o Patrimônio da Fé é confiado a Igreja Católica.

Antes de mais nada quero dizer que tenho amigos protestantes e amigos ortodoxos que amo e prezo bastante. Por isso gostaria de frisar que esse capítulo não é um ataque aos protestantes e muito menos aos ortodoxos, a quem tenho tanto apreço e admiração. Esse capítulo quer fazer com que você repense a sua fé, seja você católico ou não. E se você é católico ou se considera católico, quero dizer a você que na minha opinião (e na opinião de muitos outros), não existe essa de católico não-praticante. Ou é, ou não é. Para mim, católico não-praticante, não é católico. Para ser, é preciso praticar. Portanto se você é católico ou está se decidindo a ser católico, por amor a Deus e a Igreja, agarre firme sua fé e viva com intensidade.

Esse blog é um blog de doutrina, por isso vamos sim acabar hora ou outra mostrando uma determinada diferença entre a Religião Católica e as demais. Porém o intuito aqui não é ofender. É mostrar aquilo que a Igreja Católica ensina, para que os católicos que não conheçam bem a sua Doutrina fiquem mais informados.

Segundo a expressão dos Padres, a Igreja é o lugar onde floresce o Espírito…
(CIC§ 749)

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A Transmissão Oral e a Sagrada Tradição

 

Outro aspecto importante que devemos salientar é que no Evangelho de São João ele narra que Jesus fez muitas outras coisas que não constam nesses escritos e que seria impossível escrever tudo.

Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.
(Jo 21,25)

Deus quis usar de duas formas de transmissão da sua palavra, que até hoje caminham juntas: A escrita e a oral.

A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus, que fora redigida sob a moção do Espírito. Precisamos ter consciência que naquele tempo, diversos livros e escritos narravam coisas do povo de Deus (Antigo Testamento) e do próprio Cristo e dos seus Apóstolos (Novo Testamento). Coube a Igreja discernir quais desses livros foram de fato escritos sob a moção do Espírito. Assim surgiu a Bíblia.

A Sagrada Tradição Apostólica é tudo aquilo que nos foi transmitido desde o início pelos Apóstolos e seus Sucessores. Como vimos acima, nem tudo que Jesus e os primeiros apóstolos fizeram constam na Bíblia, mas muitas coisas nos foram passadas pela Tradição. Essas coisas são dignas de fé. Os primeiros cristãos não tinham um Novo Testamento. Mas eram assistidos pelo Espírito Santo e essas experiências também eram passadas para o povo.

A Igreja Católica é guiada pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição Apostólica, devidamente discernida pelo Magistério da Igreja. Não somos sacis. Não caminhamos com um pé só.

Existem irmãos que baseiam sua fé unicamente na palavra de Deus. Esquecem-se da Tradição. Renunciam o Magistério. Apostam sua fé unicamente na Palavra, que segundo eles, Deus dará o total entendimento como se fosse um passe de mágica. Isso é um erro. Não existe nenhum versículo na própria bíblia dizendo que os cristãos deveriam basear sua fé unicamente na palavra. Ao contrário disso, vemos que ainda no início, o Cristo falava da sua Igreja. 

 

Porém ai surge uma outra questão: Os apóstolos não iriam durar para sempre. Não seriam imortais. Então, quando eles morressem, a quem deveriam confiar a missão que o próprio Jesus os confiara? Quem seria responsável, depois da morte dos primeiros apóstolos por manter intacta a Fé Católica que é baseada na Escritura e na Tradição?

“Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os apóstolos deixaram como sucessores os bispos, a eles ‘transmitindo seu próprio encargo de Magistério.” Com efeito, “a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos”.
(CIC§77)

Por isso caríssimos precisamos sim de uma religião, mas não de qualquer religião. Precisamos do caminho que o próprio Cristo nos deu: A Religião Católica. A Igreja é o caminho seguro para a salvação dos povos. Se você andou afastado da Igreja por algum motivo, retorne.

Ela é caminho seguro.

Pax Domini

Igreja Católica Apostólica Romana: Designio de Deus para os homens

 

A Igreja não é uma invenção humana. A Igreja é designio Divino. Deus pensou e quis a Igreja. E pensou em cada detalhe, cada pormenor. Deixou a Igreja para dar continuidade ao seu plano de Salvação. A Igreja é um abrigo seguro onde os que seguem Jesus podem estar diante dos turbilhões do mundo.

A Igreja é o navio que navega bem neste mundo, ao sopro do Espírito Santo com as velas da Cruz do Senhor plenamente afastadas.
(Santo Ambrósio – Séc IV)

Pode alguém não desejar estar dentro de um confortável avião, quando está caindo em queda livre há 20.000 pés de altura sem nenhum paraquedas? Pode alguém desprezar um barco, estando jogado em alto mar durante dias, meses ou ano? Claro que não! A Igreja é esse avião e essa barca. A Igreja é o transporte, se podemos assim dizer, que nos leva a Cristo. O próprio Jesus quis assim.

Essa “Igreja” começou inicialmente transmitindo a Boa Nova de forma oral. Os Apóstolos anunciavam nas praças, ou até mesmo a pessoas distintas, a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. Falavam daquilo que tinham visto e ouvido. Falavam dos ensinamentos do Mestre. Sobre eles vinha o Espírito Santo e os inspirava a pregar. Portanto a primeira forma de anunciar a Boa Nova de Cristo foi a forma Oral.

Observe que a história do povo de Deus para com Ele, tem séculos e séculos de história. E ao longo dessa história, muitas pessoas, adoradoras do Deus Vivo, nasceram e morreram sem conhecer propriamente a Bíblia. Para você ter uma noção, a Carta Pascal de Santo Atanásio datada do ano 367 d.C. fala dos 27 livros do Novo Testamento. Essa é a informação mais antiga que encontrei sobre o formato oficial do Novo Testamento. Agora pense: Até então, veja quantos cristãos passaram pelo mundo sem conhecer a palavra de Deus? Mas essas pessoas mesmo sem terem lido a palavra, ouviram os ensinamentos de forma oral, e assim abraçaram a fé e viveram dessa forma, a verdade do Evangelho.

É preciso entender também, que a ordem de Jesus Cristo era:

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
(Mt 28,19)

A ordem de Jesus Cristo nunca foi para que se escrevesse os ensinamentos de Cristo. Isso acabou sendo uma consequência, fruto da inspiração do Espírito Santo. É preciso que entendamos isso para que possamos entender do porque que a nossa fé não se baseia unicamente na palavra. Quando formos estudar a Bíblia, entraremos em detalhes.

O fato é que depois com o tempo, esses mesmos Apóstolos, e (ou) alguns dos que os acompanhavam (como é o caso de São Lucas que não era um dos doze), inspirados pelo espírito Santo, resolveram escrever, colocar por escrito, alguns dos fatos que haviam vivido com o Mestre, ou no seu Apostolado. Esses escritos, seguiram o estilo do Antigo Testamento, ou seja, não eram livros e nem cartas com descrições detalhadas, estatísticas ou jornalísticas. Esses escritos eram e são escritos de fé. É claro que desses textos, podemos extrair detalhes históricos. Mas não é esse o objetivo dos evangelhos ou das cartas. O objetivo é outro: Anunciar o Cristo, a verdade definitiva.

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Como Deus revelou sua vontade aos homens? Como ela chegou até nós?

Filed under: 001.007 - Ecclesia Mater et Magister, 001.004 Fundamentos da Fé Católica, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 12:34 pm on Wednesday, September 24, 2008

 

Recordando - Nos estudos anteriores vimos que o que diferencia as Religiões Judaico Cristãs das demais é o fato de Deus ter revelado o verdadeiro caminho ao homem. Vimos que Jesus Cristo, o Messias anunciado e prometido veio ao mundo para anunciar a verdade definitiva. Isso separou os judeus dos cristãos. Vimos também que Deus foi revelando aos poucos vontade. Falou a Noé, a Moisés, aos profetas… E enviou seu Filho ao mundo para anunciar a verdade definitiva. 

Agora antes de estudarmos propriamente a Igreja Católica em si, vale a pena entender que a Revelação dada por Deus aos homens, é para todos os homens e não para alguns dos homens. O próprio Deus quis que essa revelação fosse anunciada. É comum ouvirmos pessoas acusando a Igreja de querer esconder a verdade. Mas se tem alguém que deseja a verdade é a própria Igreja Católica. Ela tem buscado a verdade, pois Jesus é o Caminho, a verdade e a Vida.

Porém a Igreja é séria na busca da verdade. Ela não é, e nunca será leviana. Ser sério na busca da verdade exige prudência, estudo, paciência e análise de todos os lados. As pessoas exigem respostas fáceis para problemas difíceis. É como se para curar um câncer fosse necessário apenas tomar um comprimido. A verdade exige seriedade. Nunca se esqueça disso. A Igreja não é insana como tantas outras “ditas igrejas” que saem por ai dando respostas insensatas como verdades absolutas. A Igreja é comprometida com a verdade. Pode levar tempo para se pronunciar, mas quando o faz, traz consigo a certeza que mergulhou a fundo no problema para achar uma solução.

Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos.
(1 Tm 2, 3-6a)

O grande desejo de Deus é conheçamos a verdade, pois a verdade tem nome, Jesus Cristo, e a verdade liberta. Como diz Santo Agostinho, onde está a verdade, está Deus. Uma vez que toda a verdade já fora revelada por Jesus Cristo, Ele precisava confiar essa verdade a alguém, para que ela fosse transmitida para os povos. E Jesus, sendo Filho de Deus e portanto Deus, confiou essa missão a seus discípulos. E desses Cristo fez Apóstolos. A eles confiou-lhes a missão de de propagar a boa nova do Evangelho a todas as criaturas e todos os povos, raças e nações. Confiou-lhes também a missão de levar aos irmãos na fé, seu Santísimo Corpo e seu Santíssimo Sangue. Nascia então a Igreja: A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Bispos – São os sucessores dos Apóstolos. A eles é confiada a Missão que o próprio Cristo confiara aos seus discípulos/apóstolos. É missão do Bispo, cuidar para que o Evangelho chegue aos fiéis de forma inalterada.

“Só a Igreja Católica é que conserva o verdadeiro culto. Esta é a fonte da Verdade, o domicílio da fé, o Templo de Deus”.
(Lactânio – Séc IV)

As diferenças entre judaísmo e cristianismo - Parte 2

Filed under: 001.003 Todas as religiões levam ao céu?, 002. Em defesa da Fé — caducn at 11:38 pm on Tuesday, September 23, 2008

 

Continuando o post anterior, onde falei da diferença básica do cristianismo e o judaísmo (ou seja: Jesus Cristo), queria trazer a você um e-mail interessante sobre alguns dos pré-requisitos bíblicos para que se identificasse o Messias. Acho interessante publicá-lo. Observe que são todos do Antigo Testamento. Todos eles são profecias que se cumpriram com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Obviamente existem outros tantos versículos bíblicos que narram a vinda do Messias. Fica o desafio de você aumentar essa lista. Mas quero que você leia esses e reflita:

1. Nasceria em Belém de Judá (Mq 5,2)
2. Nasceria de uma virgem (Is 7,14)
3. Nasceria por intermédio de Deus (Sl 2,7)
4. Seria descendente de Jacó (Nm 24,17)
5. Seria da tribo de Judá (Gn 49,10)
6. Iria para o Egito (Os 11,1)
7. Surgiria da Galiléia (Is 9,1)
8. Faria profecias (Dt 18,18)
9. O Espírito de Deus iria repousar sobre Ele (Is 11,2)
10. Seria anunciado antes por um mensageiro do deserto (Ml 3,1)
11. Abriria os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos (Is 35,5)
12. Curaria os coxos e os mudos (Is 35,6)
13. Falaria em parábolas (Sl 78,2)
14. Mesmo sendo pobre, seria aclamado rei, em um jumento (Zc 9,9)
15. Seria rejeitado (Salmos 118,22)
16. Traído por um amigo (Sl 41:9)
17. Seria traído por trinta moedas de prata (Zc 11,12)
18. Moedas essas que seriam dadas a um oleiro (Zc 11,13)
19. Seria ferido, e depois abandonado por seus discípulos (Zc 13,7)
20. Seria acusado injustamente (Sl 35,11)
21. Seria ferido pelas nossas transgressões (Is 53,5)
22. Não responderia aos seus acusadores (Is 53,7)
23. Seria cuspido e esbofeteado (Is 50,6)
24. Seria zombado depois de preso (Sl 22,7-8)
25. Teria os pés e mãos transpassados (Sl 22,16)
26. Passaria por tudo isso na terra dos seus amigos (Zc 13,6)
27. Junto com transgressores (Is 53,12)
28. Oraria pelos seus inimigos (Sl 109,4)
29. Seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades (Is 53,3-5)
30. Lançariam sortes para repartir as suas vestes (Sl 22,18)
31. O fariam beber vinagre (Sl 69,21)
32. Clamaria a Deus no seu desamparo (Sl 22,1)
33. Entregaria seu espírito a Deus (Sl 31,5)
34. Não teria os ossos quebrados (Sl 34,20)
35. A Terra se escureceria, mesmo sendo dia claro (Am 8,9-10)
36. Um rico o sepultaria (Is 53,9)
37. Como Jonas ficou três dias dentro do grande peixe, Ele também ficaria (Jn 1,17)
38. Ele ressuscitaria (Sl 30,3)
39. Ressuscitaria no terceiro dia (Os 6,2)
40. Subiria também aos céus (Sl 68,18; At 1,11)
41. E seria recebido pelo seu Pai, à sua direita (Sl 110,1)

A Igreja ensina que o Antigo Testamento, é a preparação para a a Aliança Definitiva (isso vamos ver mais adiante quando formos estudar as Sagradas Escrituras) que foi estabelecida por Jesus Cristo. E vê no Antigo Testamento o anúncio, a profecia que foi cumprida com a vinda de Jesus Cristo.

Continua…

Leia Também: Diferenças entre o Cristianismo e o Judaísmo - Parte 1
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