O trabalho e sua função na construção do reino de Deus

Filed under: 001.008.b A Criação, 003. Catecismo — caducn at 2:17 am on Friday, December 7, 2007

O sinal da familiaridade com Deus é o fato de Deus o colocar no jardim. Lá  vive “para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15): o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível. (CIC§378)

No paraíso, vemos que o homem recebe uma função de Deus: cultivar e guardar o Jardim do Éden. Para alguns pode parecer que trabalho não combine com o paraíso, afinal de contas, é muito comum, quando se fala de paraiso, ouvirmos pessoas dizendo que estar em um paraíso é siplesmente ter boas comidas, nada para fazer, e ficar na sombra e água fresca pela eternidade…

Não sei você, mas quando eu fico em casa dois dias, por motivo de doença, eu fico maluco. Na minha modéstia opinião, o paraíso não combina com a ociosidade. O paraíso significa uma vida comum e profundamente feliz, ao lado de Deus, onde o próprio Deus rege tudo. Como vai ser o paraiso quando Jesus voltar eunão sei (e ninguém sabe), mas acredito que Deus não vá nos deixar ocioso…

No paraíso quem dava o alimento para nossos primeiros pais, não era o fruto do seu trabalho, mas o próprio Deus. É preciso entender que o trabalho dos primeiros pais, não era um trabalho, de questão de sobrevivência, mas uma colaboração dos mesmos a criação. Este é o significado do trabalho dos nossos primeiros pais no paraíso.

Assim devemos ser nós. Trabalhadores. Mas não simplesmente trabalhadores. Colaboradores no plano de Deus. Nosso trabalho deve sempre aperfeiçoar, melhorar, a vida do próximo e da sociedade em que habitamos. É logico que por causa do pecado (como veremos no estudo adiante) o homem passou a viver do seu próprio trabalho, mas isso não tira a dignidade nem a função específica do porque trabalhamos.

Quando o homem era Senhor de si…

Filed under: 001.008.b A Criação, 003. Catecismo — caducn at 6:29 pm on Thursday, December 6, 2007

O “domínio” do mundo que Deus havia outorgado ao homem desde o início realizava-se antes de tudo no próprio homem como domínio de si mesmo. O homem estava intacto e ordenação em todo o seu ser, porque livre da tríplice concupiscência que o submete aos prazeres dos sentidos, à cobiça dos bens terrestres e à auto-afirmação contra os imperativos da razão. (CIC§377)

“Era uma vez o ser humano. Criado por Deus. Sem pecado. Dono e Senhor de si…”

Quem nunca sonhou na vida em viver o controle de seus sentimentos, afetos, palavras… Quem nunca desejou dizer a palavra certa na hora certa… Quem de nós nunca quis ser uma pessoa que influi positivamente em tudo, ao invés de só errar e desunir, separar, brigar…

Pode parecer brincadeira, mas Deus pensou em nós assim. O homem que dominava a natureza e submetia tudo a si, por desejo divino, também era senhor de si mesmo. Sendo ele sem pecado, ele não errava. Nem consigo, nem com os outros. Poderíamos ser assim, se o pecado não tivesse entrado em nossa vida.

Hoje a palavra mais importante para o ser humano é o equilíbrio. Como é importante termos pessoas equilibradas em nosso meio. Pessoas que sabem ouvir, falam na hora certa e sempre palavras que parecem perfeitamente adequadas para o momento. Pessoas que beiram o equilibrio são sempre bem quistas em qualquer lugar. Porém nem o mais equilibrado dos homens se compara ao equilíbrio que o homem tinha antes do pecado. Por que hoje o mais equilibrado dos homens, por mais equilibrado que seja, é assolado pelas concupsciências…

E o que são concupsciências? São tendências que o pecado original cria em nós logo quando nascemos. Alguns de nós tem tendência a comer muito (pecado da gula). Outros são tentados a terem a língua solta (fofoca), e assim cada pessoa traz em si, determinadas concupsciências… O primeiro homem não tinha isso. Era isento do pecado. E são muitas vezes essas tendências que trazemos, quando não combatidas, que geram em nós o desequilibrio.

Se o mundo hoje está “desequilibrado”, é por que o mundo de hoje está sendo regido sobre as concupsciências que trazemos. Por isso quis começar escrevendo assim:

“Era uma vez o ser humano. Criado por Deus. Sem pecado. Dono e Senhor de si…”

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O que a Igreja ensina sobre a morte?

Filed under: 001.008.b A Criação, 003. Catecismo, 002. Em defesa da Fé — caducn at 7:17 pm on Wednesday, December 5, 2007

Encontrei no portal cancaonova.com um texto muito bacana do nosso queridíssimo Professor Felipe Aquino, onde ele nos ensina o que a Igreja nos ensina a respeito da morte. Em alguns dos recentes posts, comentei que se não houvesse pecado, não haveria, nem morte, nem dor e nem sofrimento. Vale a pena ler o texto, pois aqui ele também fala que essa realidade, um dia vai existir novamente! Afinal de contas, Jesus venceu a morte e ressuscitou! E com Ele ressuscitaremos um dia!

Para ler o texto, clique aqui.

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Um mundo sem dor e sofrimento…

Filed under: 001.008.b A Criação, 003. Catecismo — caducn at 2:20 pm on Wednesday, December 5, 2007

No Catecismo da Igreja Católica, paragrafo 376, podemos ver um ensinamento muito interessante que certamente responde aos questionamentos de muita gente. Esse ensinamento fala sobre o homem e como ele seria se não houvesse pecado. Veja que interessante:

Pela irradiação desta graça, todas as dimensões da vida do homem eram fortalecidas. Enquanto permanecesse na intimidade divina, o homem não devia nem morrer nem sofrer. A harmonia interior da pessoa humana, a harmonia entre o homem e a mulher e, finalmente, a harmonia entre o primeiro casal e toda a criação constituíam o estado denominado “justiça original”.  (CIC§376)

Tem muita gente por ai, que afirma que Deus é mal, por que criou um mundo com sofrimento, fome, miséria e pobreza. Tais pessoas culpam Deus por desgraças sociais, por situações infelizes de suas vidas…

O problema é que Deus nunca criaria algo mau. O próprio Catecismo e a própria Bíblia afirmam isso. Tanto que pelo parágrafo do Catecismo acima, na criação do homem e no plano de Deus para o homem, ele não deveria nem sofrer e nem morrer. Equando falamos de homem aqui, falamos de todos os seres humanos. No plano de Deus o homem seria um participante da vida divina. Deus não tem culpa do pecado. Mas também não poderia conciliar no homem a participação da vida Divina e o pecado ao mesmo tempo. O Catecismo ensina que “enquanto permanecesse na intimidade divina”, o homem não sofreria. Se sofre hoje, é porque deixou de estar na intimidade. Quando eu falo homem, entenda aqui humanidade.

O próximo estudo que faremos será sobre o pecado. E nele você vai entender o pecado original e por que Deus teve que ser tão duro com o homem. E você vaientender também porque você tem que sofrer por algo que alguém lá nos inícios errou. Mas por enquanto é preciso saber que Deus não é o autor da morte. Não é o criador do sofrimento. E muito menos do pecado. E as consequências deste pecado atingem a todos. Seja cristão ou não o ser humano sofre. Seja Cristão ou não o ser humano morre. O Papa sofre. E um dia Ele também vai morrer. Ou seja, o pecado dos primeiros seres humanos personalizados em Adão e Eva é uma coisa que traz consequencias a toda a humanidade.

A boa notícia é que isso um dia irá acabar. Nós católicos, amparados na palavra de Deus e na santa Doutrina, cremos que Jesus virá pela segunda vez. E virá para por fim ao pecado de uma vez por todas. E quando Ele vier, e instaurar o seu Reino Glorioso, a morte, a dor e o sofrimento, não mais farão parte da vida do ser humano.

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Somos chamados a Santidade e a Justiça original

Filed under: 001.008.b A Criação, 003. Catecismo — caducn at 1:19 am on Wednesday, December 5, 2007

Lendo o Catecismo da Igreja Católica, vemos no parágrafo 375 uma afirmação muito interessante: 

Interpretando de maneira autêntica o simbolismo da linguagem bíblica à luz do Novo Testamento e da Tradição, a Igreja ensina que nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram constituídos em um estado “de santidade e de justiça original”. Esta graça da santidade original era uma participação da vida divina. (CIC§375)

A justiça original, ou seja a primeira justiça a qual o homem deveria se submeter era uma justiça muito diferente da qual hoje nós seres humanos nos submetemos (tanto da justiça dos homens, como até mesmo da própria justiça divina). O homem por ter sido constituido em estado de santidade, ou seja sem pecado algum, não merecia castigos ou penas. Por não ter pecado algum, o homem dominava a si mesmo em todos os aspectos. Era controlado em seus afetos e sentimentos, era controlado em qualquer coisa que fizesse. Por isso não havia como punir o ser humano, pois não havia pecado.

O ser humano também tinha controle na sua maneira de se relacionar com o outro. O livro do Gênesis nos fala das figuras de Adão e Eva. Esses se relacionavam perfeitamente entre si antes do pecado. Além disso o ser humano tinha uma intimidade perfeita para com Deus.

Mas por que estou batendo tanto nessa tecla? É simples… Penso que é importante para nós sabermos como era a origem de tudo. É importante para nós sabermos que a sociedade perfeita, é uma sociedade sem pecado. É importante sabermos o que perdemos desde que o pecado entrou no mundo. E por fim penso que seja importante saber o que ganhamos ao lutarmos por uma vida em santidade e retidão.

A nossa luta pela santidade, não é em vão. Ao buscarmos uma vida reta aos olhos de Deus, estamos na luta para alcançar a justiça original, que não nos condena. Essa luta só terá fim ou quando Jesus voltar, ou quando nós formos até Ele. Entre quedas e vitórias, vale nossa luta, nosso esforço, que unido a força do Espírito Santo, poderá nos levar a essa vida de delícias, que o Senhor promete a todo aquele que permanecer nele.

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Resgatando a amizade entre o homem e Deus

Filed under: 001.008.b A Criação, 003. Catecismo — caducn at 3:20 am on Tuesday, December 4, 2007

O primeiro homem não só foi criado bom, mas também foi constituído em uma amizade com seu Criador e em tal harmonia consigo mesmo e com a criação que o rodeava que só serão superadas pela glória da nova criação em Cristo. (CIC§374)

O homem foi criado para ser amigo de Deus. Ao ser criado, nos ensina o catecismo, o homem foi constituido, ou seja foi modelado, de forma diferente. A harmonia entre Deus e o homem era tamanha que só a glória da nova criação em Cristo pode superar.

Infelizmente o pecado destruiu essa harmonia entre nós e o criador. Hoje para nós muitas vezes existe um sentimento de estarmos longes, distantes de Deus. Na verdade, não é que Deus se afastou de nós, mas o pecado nos faz muitas vezes pensar que estamos distantes de Deus. É como se andássemos com uma venda nos olhos. Deus está perto, mas o pecado nos afasta.

Por isso Santo Agostinho nos diz: “Senhor criaste-nos para Ti, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousar em Ti.”

Por isso precisamos resgatar essa amizade para com Deus. Precisamos resgatar essa harmonia para com o criador, indo em busca dele, procurando-o, desejando-o, clamando a sua presença. Temos na palavra do profeta Isaias a certeza de que se buscarmos, vamos encontrar…

Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. (Is 55,6)

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Oração da Semana: Intercessão de São Jerônimo para ter uma intimidade com a Palavra de Deus

Filed under: 001.008.b A Criação, 007. Oração dos Santos — caducn at 4:38 pm on Monday, December 3, 2007

Pax Domini! A oração desta semana, é uma oração que pede a intercessão de São Jerônimo. Este santo foi o primeiro a transcrever a Bílbia da linguagem original para o latim. Ao rezar esta oração peçamos que o Senhor derrame em nós o gosto e o desejo de ler a sua palavra, e o dom do entendimento para que compreendamos aquilo que Deus quer nos falar:

Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes a vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia. São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos os adeptos de todas as outras religiões para que eles compreendam as Escrituras, e se dêem conta de que contradizem a vontade de Deus, porque eles se baseiam em princípios pagãos e superticiosos. São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras. São Jerônimo, rogai por nós.

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Podcast da Semana - O homem no Paraíso

Filed under: 001.008.b A Criação — caducn at 5:04 am on Monday, December 3, 2007

No último podcast do sobre a criação vamos ver como Deus pensou no homem. Vamos entender como era a vida do homem antes do pecado original. O Homem não deveria sofrer e nem morrer. Entenda a graça que tínhamos antes. Também nesse podcast, você vai acompanhar um trecho das músicas da Comunidade Taizé e vai fazer comigo a oração de São Jerônimo, pedindo a graça de viver uma experiência forte com a palavra de Deus e uma sede por essa mesma palavra!

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Falando sobre o matrimônio

Filed under: 001.008.b A Criação, 002. Em defesa da Fé — caducn at 4:54 am on Sunday, December 2, 2007

Um dos estados de vida que é santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo é o estado matrimonial. Assim como Jesus abençoa um Sacerdote com uma Sacramento especial, assim também abençoa o homem e a mulher que se unem para formar uma família. Para isso Jesus instituiu o Sacramento do Matrimônio, ou Casamento.

Deus criou nossos primeiros pais como esposos e os uniu para toda a vida. Deste modo, Deus instituiu o casamento natural.  Ou seja assim como os animais de sexos opostos se relacionam e geram a vida, era mais que natural que o homem e a mulher gerassem vida ao se relacionarem. Porém com o homem e a mulher existe uma diferença: os seres gerados são imagem e semelhança de Deus. Por isso era necessário algo mais. Era necessário um sacramento. Não basta gerar. É preciso educar. Fazer santo. Para isso nada melhor que a família.

Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne (Gn 2,24)

Quando Jesus veio ao mundo para nos salvar, elevou este casamento natural à dignidade de Sacramento, ou seja, deu a esta união do homem e da mulher um valor sagrado, com as graças correspondentes para a missão que recebem. Por isso, São Paulo compara o casamento à união de Jesus Cristo com a sua Igreja, esposa de Cristo. Assim como Jesus ama a Igreja e morre por ela, os esposos amam-se e vivem um pelo outro. (Ef 5,22)

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Matrimônio no designio de Deus

Filed under: 001.008.b A Criação, 004. O que dizem os Santos, os Papas e os Doutores, 002. Em defesa da Fé — caducn at 4:23 am on Saturday, December 1, 2007

Pax Domini! Em 2004, o portal cancaonova.com, publicou um trecho da Encíclica do Grande João Paulo II chamada Familiares Consortio. Essa foi uma carta encíclica onde o Papa nos fala sobre a família e da importância da mesma para o Reino de Deus. Quero convidar você a visitar o portal e ler este texto. Ele cai como uma luva no estudo que fazemos, pois faz parte do designio de Deus que homens e mulheres vivam um matrimônio santo, para povoar a terra com amor e santidade.

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