O trabalho e sua função na construção do reino de Deus
O sinal da familiaridade com Deus é o fato de Deus o colocar no jardim. Lá vive “para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15): o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível. (CIC§378)
No paraíso, vemos que o homem recebe uma função de Deus: cultivar e guardar o Jardim do Éden. Para alguns pode parecer que trabalho não combine com o paraíso, afinal de contas, é muito comum, quando se fala de paraiso, ouvirmos pessoas dizendo que estar em um paraíso é siplesmente ter boas comidas, nada para fazer, e ficar na sombra e água fresca pela eternidade…
Não sei você, mas quando eu fico em casa dois dias, por motivo de doença, eu fico maluco. Na minha modéstia opinião, o paraíso não combina com a ociosidade. O paraíso significa uma vida comum e profundamente feliz, ao lado de Deus, onde o próprio Deus rege tudo. Como vai ser o paraiso quando Jesus voltar eunão sei (e ninguém sabe), mas acredito que Deus não vá nos deixar ocioso…
No paraíso quem dava o alimento para nossos primeiros pais, não era o fruto do seu trabalho, mas o próprio Deus. É preciso entender que o trabalho dos primeiros pais, não era um trabalho, de questão de sobrevivência, mas uma colaboração dos mesmos a criação. Este é o significado do trabalho dos nossos primeiros pais no paraíso.
Assim devemos ser nós. Trabalhadores. Mas não simplesmente trabalhadores. Colaboradores no plano de Deus. Nosso trabalho deve sempre aperfeiçoar, melhorar, a vida do próximo e da sociedade em que habitamos. É logico que por causa do pecado (como veremos no estudo adiante) o homem passou a viver do seu próprio trabalho, mas isso não tira a dignidade nem a função específica do porque trabalhamos.
O “domínio” do mundo que Deus havia outorgado ao homem desde o início realizava-se antes de tudo no próprio homem como domínio de si mesmo. O homem estava intacto e ordenação em todo o seu ser, porque livre da tríplice concupiscência que o submete aos prazeres dos sentidos, à cobiça dos bens terrestres e à auto-afirmação contra os imperativos da razão. (CIC§377)
Encontrei no portal cancaonova.com um texto muito bacana do nosso queridíssimo Professor Felipe Aquino, onde ele nos ensina o que a Igreja nos ensina a respeito da morte. Em alguns dos recentes posts, comentei que se não houvesse pecado, não haveria, nem morte, nem dor e nem sofrimento. Vale a pena ler o texto, pois aqui ele também fala que essa realidade, um dia vai existir novamente! Afinal de contas, Jesus venceu a morte e ressuscitou! E com Ele ressuscitaremos um dia!
No Catecismo da Igreja Católica, paragrafo 376, podemos ver um ensinamento muito interessante que certamente responde aos questionamentos de muita gente. Esse ensinamento fala sobre o homem e como ele seria se não houvesse pecado. Veja que interessante:
Lendo o Catecismo da Igreja Católica, vemos no parágrafo 375 uma afirmação muito interessante:
O primeiro homem não só foi criado bom, mas também foi constituído em uma amizade com seu Criador e em tal harmonia consigo mesmo e com a criação que o rodeava que só serão superadas pela glória da nova criação em Cristo. (CIC§374)
No último podcast do sobre a criação vamos ver como Deus pensou no homem. Vamos entender como era a vida do homem antes do pecado original. O Homem não deveria sofrer e nem morrer. Entenda a graça que tínhamos antes. Também nesse podcast, você vai acompanhar um trecho das músicas da Comunidade Taizé e vai fazer comigo a oração de São Jerônimo, pedindo a graça de viver uma experiência forte com a palavra de Deus e uma sede por essa mesma palavra!
Um dos estados de vida que é santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo é o estado matrimonial. Assim como Jesus abençoa um Sacerdote com uma Sacramento especial, assim também abençoa o homem e a mulher que se unem para formar uma família. Para isso Jesus instituiu o Sacramento do Matrimônio, ou Casamento.
Pax Domini! Em 2004, o portal