Maria disse sim. Mas poderia ter dito não.
Essa é uma pergunta que muita gente se fez ou se faz vez outra: Maria poderia ter dito não?
Precisamos ter em conta essa resposta. Precisamos enxergar Nossa Senhora também tendo como ponto de partida o seu sim. Digo isso porque muito se fala do “Sim” de Maria. Foi a resposta mais bela que um ser humano poderia ter dado a Deus. Mas o Catecismo da Igreja nos ensina que Maria poderia ter dito “Não”. Maria não fora obrigada por Deus a dizer sim. Deus nunca obriga ninguém a nada, até porque Ele nos deu o livre arbítrio. Deus esperou a resposta de Maria, mesmo sendo ela, pensada por Deus desde a eternidade. Nos conta os evangelhos, sobretudo o evangelho de São Lucas que Maria era uma jovem, ainda virgem, mas já esposada a José.
Por isso podemos dizer que Maria tinha uma vida já estabelecida. Estava com seu futuro planejado. Estava com sua vida resolvida. Mas ao dizer sim, ela tinha noção de que a sua vida mudaria. Ela fora pensada por Deus desde a eternidade como vimos anteriormente. Mas Deus quis o seu sim de forma livre:
Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida. (CIC§488)
Lendo este trecho do Catecismo da Igreja Católica, fiquei pensando: Como Deus elabora um plano de salvação desde a eternidade, e coloca em risco todo esse plano por causa da resposta de um ser humano?
Uma vez eu ouvi um sacerdote dizer (nunca lembro os nomes dos sacerdotes.. rss) que Deus nos ama tanto que arrisca tudo. Deus acredita tanto em nós que sua confiança chega até esse ponto. Graças a Deus que a confiaça de Deus na Santíssima Virgem Maria não foi em vão. Veja que a cada descoberta que fazemos no Catecismo, conseguimos perceber o amor de Deus.
E precisamos sempre lembrar desse sim. Esse sim é para ser festejado, celebrado, comemorado. Foi um sim livre que mudou a vida daquela jovem. Aquele sim, foi um abdicar de uma vida, para que se faça a vontade de Deus. Foi um sim de amor. Não foi um sim coagido, obrigado. Foi um sim na liberdade. É preciso sempre recordar esse sim, sobretudo quando Deus nos chamar. Maria disse o sim dela. Nós precisamos dizer o nosso sim.
Portanto, nunca poderemos esquecer:
1. Maria fora pensada por Deus desde a eternidade;
2. O sim de Maria foi um livre, porque Jesus nos faz livres.
3. Maria não pode ser comparada a nenhum ser humano.
Pax Domini
Obs.: Nosso estudo iniciou com o Podcast A Concepção de Cristo. Para escutá-lo, clique aqui!

A Concepção de Jesus Cristo não foi normal. Não foi algo ordinário, comum. Foi algo extraordinário até pelo fato de Maria ser Virgem antes do casamento (e depois). Outro ponto dessa graça extraordinária é o fato de Maria não ter sido fecundada por um homem, mas pelo próprio Espírito Santo de Deus.
Olá Amigos! Estamos dando continuidade ao estudo, que retrara a concepção de Jesus Cristo. E vimos ontem que não se pode falar da Concepção de Cristo sem falar de Nossa Senhora, a mãe de Cristo e portanto Mãe de Deus.
A oração de hoje é de São Gaspar Bertoni, fundador da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, popularmente conhecida como “Estigmatinos”. Ele fez essa oração em honra a Santíssima Virgem Maria.
Pax Domini! Hoje começamos mais um estudo, e um estudo muito interessante. Vamos falar sobre a Concepção de Cristo. Vamos conversar sobre o papel do Espírito Santo e o papel de Maria na encarnação do verbo. Nesse estudo você vai entender sobre como o Espírito Santo “passou a preceder o Filho”, e porque a Virgem Maria é tida pela Igreja como a pessoa mais importante dentre todos os homens e mulheres de todos os tempos.
“Jesus conheceu-nos e amou-nos a todos durante sua Vida, sua Agonia e Paixão e entregou-se por todos e cada um de nós: “O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim” (Gl 2,20). Amou-nos a todos comum coração humano. Por esta razão, o sagrado Coração de Jesus, traspassado por nossos pecados e para a nossa salvação, é considerado o principal sinal e símbolo daquele amor com o qual o divino Redentor ama ininterruptamente o Pai Eterno e todos os homens”. (CIC§478)
Pax Domini! Ontem vimos que a Igreja nos ensina que, uma vez que Jesus se fez homem, ele pode ser pintado, pode ser desenhado e também podem ser feitas imagens. Mas a Igreja vai mais além. É possível, além de venerarmos imagens de Jesus Cristo, também venerar partes do seu corpo: