No post Celebre a Epifania falamos sobre a manifestação de Deus para os Reis Magos.

A estrela se manifestou para os representantes do paganismo que mudam o seu caminho ao ver o menino Jesus.
O local da manifestação é visitado em Belém, chamado de Campo dos Pastores.
Alguns pastores vigiavam o rebanho nos campos quando um anjo apareceu e disse: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria de todo o povo. Hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é Cristo Senhor.” Os anjos se juntaram com uma multidão do exército celeste que louvava a Deus: “Gloria a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens.” Lc 2, 10-14
Os pastores foram ao encontro do menino que estava envolvido em faixas e deitado numa manjedoura. Tiveram o privilégio de serem os primeiros para contemplar a glória de Deus, pois eram sempre os últimos, os marginalizados.

A manifestação aconteceu para os que seguiam a lei de Deus e para aqueles que eram pagãos, para os simples e para os diplomatas. O que importa é que o Senhor se manifesta a todos, e nós precisamos corresponder.

Que o nosso coração possa estar aquecido com o nascimento de Jesus, que a sua simplicidade toque em nós.

Que o nosso coração possa estar aquecido com o nascimento de Jesus, que a sua simplicidade toque em nós.

Os pastores foram glorificando e louvando a Deus, pois aguardavam a vinda do Messias durante gerações.
O Campo dos Pastores fica na cidade de Beit Shahour.
Neste local foi construído um Santuário “Gloria in Excelsis”, no ano de 1953 por Antonio Barluzzi e hoje os peregrinos se reúnem para celebrar a véspera do Natal.
Encontramos várias grutas, onde eram guardados os rebanhos que aqueciam os pastores.
Aquele que existia antes de nossos antepassados nasceu, e é filho do Altíssimo.
O menino Deus foi adorado numa manjedoura, na simplicidade de um estábulo.
O Rei Herodes recebeu a manifestação de Deus, mas estava com outra intenção (MT 2,4).
Uma pergunta, em que situação colocamos o nosso coração, na simplicidade do lar de Nazaré ou no fausto Palácio de Herodes?
Que o nosso coração possa estar aquecido com o nascimento de Jesus, que a sua simplicidade toque em nós.

Exterior da Basílica

Quando chegamos a Terra Santa, ouvimos falar muitas vezes do nome de Antonio Barluzzi.

Ele foi um frade franciscano, arquiteto e restaurador de muitas igrejas da Terra Santa.

A Basílica da Transfiguração que fica no Monte Tabor, foi uma das melhores igrejas que Antonio Barluzzi construiu.

Em 1918, Antonio conhece o Pe Ferdinando Diotallevi da Custódia Franciscana, onde o nomeia para projetar a igreja no Tabor.

O Monte Tabor fica a 600 metros acima da planície de Jezreel. A Basílica foi construída de 1919 a 1924.

Do lado de fora da Basílica, encontramos paredes muito simples e dentro encontramos o centro semicircular decorados com duas fileiras de pequenas colunas.

 

Mosaico com imagem de Jesus transfigurado

Todas as janelas são de vidro com alabastro e acima encontramos mosaicos. Na nave central existem dois níveis. O superior é dedicado a natureza divina de Cristo e no inferior encontramos um mosaico com diferentes manifestações da humanidade de Jesus. Este mural em torno do altar descreve Jesus, em sua natividade, na Eucaristia, em sua morte e ressurreição.

 

Altar da nave central

Atrás do altar da nave central da Basílica, encontramos uma janela com pavões no vitral. O pavão é um símbolo comum que lembra a imortalidade de Jesus.

Vitral com pavões

Dentro da Basílica foram construídas duas capelas, dedicadas a Elias e Moisés. Na capela dedicada a Moisés ele segura as tábuas da lei em sua mão esquerda e por trás está o Sinai e uma rocha da onde a água flui (Ex 17,6).

No grande mosaico, estão os discípulos impressionados com a transfiguração de Jesus, acompanhados por Moisés e Elias.

O rosto de Jesus demonstra muita doçura e paz, suas vestes brancas com raios dourados.

Enfim, ficamos impressionados com a beleza desta Basílica, onde fazemos a mesma experiência dos discípulos.

Deus abençoe!