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ORAÇÃO SÃO JOSÉ OPERÁRIO

Ó Glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis
as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas
dificuldades em que nos achamos. (fazer o pedido)
Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos confiamos,
para que tenha uma solução favorável.
Ó Pai muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança.
Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão.
Já que tudo podeis junto de Jesus e Maria mostrai-nos que
vossa bondade é igual ao vosso poder.
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais Santa Família
que jamais houve, sede, nós vo-lo pedimos, o
Pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de
vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria!
São José, rogai por nós!


S. José, Esposo da Virgem Maria (ofício próprio)

Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José. Ninguém ignora que São José é o esposo de Nossa Senhora e pai adoptivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida. Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egipto e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem “justo”. Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.


A perene virgindade de Maria - parte III

São João conta que eram três Marias ao pé da Santa Cruz:
Estavam de pé junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. (Jo 19,25).
Por sua vez, São Mateus diz que, entre as mulheres que se achavam ao pé da Cruz, estava Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu (Mt 27,56). São Marcos diz que ?estava Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago menor e de José, e Salomé (Mc 15,40). Salomé era a mãe dos filhos de Zebedeu: João e Tiago maior. A outra Maria, mãe de Tiago menor e de José, seria a mulher de Cléofas, que também se chamava Maria, mencionada por João em seu Evangelho.

Dos irmãos de Jesus, dois se tornaram Apóstolos: Tiago e Judas Tadeu. Havia dois Apóstolos com o nome de Tiago: Tiago maior, o irmão de João, ambos filhos de Zebedeu, e Tiago menor, o irmão do Senhor, filho de Alfeu. Que Tiago, irmão do Senhor, seja o Apóstolo Tiago, filho de Alfeu, se deduz da Epístola aos Gálatas, em que Paulo escreve que dos outros Apóstolos não vi nenhum, senão Tiago, irmão do Senhor (Gál 1,19). Alfeu e Cléofas designam a mesma pessoa, pois ambos são formas gregas do nome aramaico Claphai.
Que o Apóstolo Judas Tadeu seja irmão de Tiago se conclui de Atos 1,13, em que, na relação dos Apóstolos, se faz menção a Judas, irmão de Tiago. Tiago e Judas, irmãos do Senhor, são autores de duas das Epístolas do Novo Testamento.

É preciso entender que as Sagradas Escrituras chamam de irmãos não somente os filhos de um mesmo pai, ou de uma mesma mãe, mas quaisquer parentes próximos. Os povos antigos tinham uma noção de família patriarcal, bastante diversa, em certos aspectos, da nossa moderna noção de família nuclear (pai, mãe, filhos). Na grande família patriarcal, todos os que se encontravam ligados por laços de parentesco eram considerados membros de uma mesma família e, portanto, podiam chamar-se de irmãos.
Lot, por exemplo, não era senão o sobrinho de Abraão (cf. Gen 12,5), mas a Escritura o chama de irmão, nesta passagem: E Abrão, tendo ouvido que Lot, seu irmão, ficara prisioneiro… (Gen 14,14). Jacó era sobrinho de Labão (Gên 28,2), mas este lhe chama de irmão em Gên 29,15: ?Acaso, porque és meu irmão, me servirás de graça?? Jacó, também, quando encontrou a bela Raquel, filha de Labão, declarou que era irmão de seu pai (Gên 29,12)  quando era de fato seu sobrinho.

No Levítico, depois que Nadab e Abiu, filhos de Aarão, foram mortos por castigo, Moisés chamando os primos dos que faleceram, Misael e Elisafan, filhos de Oziel, tio de Aarão, disse-lhes: Ide, tirai vossos irmãos de diante do santuário (Lev 10,4).
Jesus Cristo é o único Filho carnal de Maria. Todavia, a maternidade espiritual da Virgem se estende a todos os que, renascendo ?da água e do Espírito Santo (Jo 3,5), configuram-se a seu Filho pelo Batismo. Assim como Jesus Cristo é o Novo Adão (1Cor 15,45), a Virgem Maria é a Nova Eva, Mãe de todos os que vivem para Deus em Jesus Cristo o nome Eva significa ?mãe de todos os viventes (Gen 3,20). Por ter dado crédito à serpente, Eva acarretou maldição e morte ao gênero humano; Maria acreditou nas palavras do Anjo (cf. Lc 1,45), e obteve que aos homens viesse bênção e vida. Por culpa de Eva nascemos filhos da ira (cf. Ef 2,3); por Maria recebemos Jesus Cristo que nos regenera como filhos da graça (cf. Gál 4,4-7).
Foi o próprio Jesus Cristo que, do alto da cruz, enquanto oferecia sua vida e seus sofrimentos para a salvação da humanidade, deixou-nos Maria por Mãe, na pessoa de seu discípulo amado, o Apóstolo João: Mulher, eis aí o teu filho (Jo 19,26). E a exemplo de João, devemos também nós levá-la para nossa casa (cf. Jo 19,27), isto é, para o nosso coração.

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezei nossas súplicas, em nossas necessidades;
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita!

Fonte: Rodrigo Rodrigues Pedroso


Exposição em Fátima faz memória da vida e da espiritualidade da vidente

A exposição “Jacinta Marto – candeia que Deus acendeu” foi inaugurada no Santuário de Fátima, data em que os documentos registam o nascimento da vidente de Fátima beatificada por João Paulo II no ano 2000.

Trata-se de mais uma iniciativa das comemorações do centenário do nascimento da mais nova dos três videntes, patente ao público até 31 de Outubro no vestíbulo do Convivium de Santo Agostinho, na Igreja da Santíssima Trindade.

O vestido do baptismo, uma manta, o terço de contas de madeira por onde rezava Francisco e Jacinta, utensílios da casa da família Marto, vários elementos artísticos relacionados com a vidente, e alguns documentos, entre outras peças, enriquecem esta exposição, só possível de concretizar nestes moldes com o acervo do Museu do Santuário de Fátima e o empréstimo ou a doação de muitas peças por entidades e particulares.

“Uma madeixa de cabelo da beata Jacinta, que está guardada no Santuário já há algumas décadas e que é agora, pela primeira vez, mostrada a público”, explica o responsável pelo Departamento de Arte e Património do santuário, Marco Daniel Duarte.

No momento de abertura da mostra, o Bispo de Leiria-Fátima sublinhou que “nos é dado a contemplar nesta exposição a humanidade de uma criança” e também a constatar “que os santos são humanos e que Deus se serve de cada um para realizar as suas maravilhas da graça”.

“Jacinta com a sua ingenuidade de criança, com o seu coração transparente e simples, tornou-se um modelo que convida a recuperar uma segunda ingenuidade”


A perene virgindade de Maria - parte II

Mais valiosa ainda que a virgindade carnal de Maria, foi sua virgindade espiritual: Maria era virgem do pecado. Redimida de modo mais sublime, em vista dos méritos de seu Divino Filho, foi ela por Deus preservada do pecado original e cumulada da graça do Espírito Santo desde o momento de sua concepção. Ave, cheia de graça! (Lc 1,28), assim lhe saudou o Arcanjo Gabriel. Maria soube ser fiel a esta graça durante toda a sua vida, identificando inteiramente sua própria vontade com a vontade de Deus. Por isto, é ela a Serva por excelência: ?Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38).
Em tudo obediente aos preceitos de Deus, esta Virgem sem pecado e cheia de graça ensina aos discípulos de seu Filho o caminho da obediência: Fazei tudo o que ele vos disser (Jo 2,5). É por isso que o espírito da desobediência e da rebelião tem tanto ódio de Maria e de seus filhos: O dragão irou-se contra a Mulher e foi fazer guerra aos outros seus filhos, que guardam os mandamentos de Deus e retêm a confissão de Jesus Cristo (Apoc 12,17).

Dessa virgindade espiritual de Maria é que decorre a sua virgindade carnal: preservada do pecado original por graça de Deus onipotente, estava isenta da pena do pecado darás à luz entre dores (Gen 3,16). Maria deu à luz Jesus, o Filho de Deus, sem sofrer dor de espécie alguma, pois o nascimento de Cristo não lhe feriu, mas sagrou a sua integridade virginal. Porém, toda a dor que Maria não sofreu no parto, sofreu aos pés da Cruz, suportando no coração tudo o que seu Filho suportava na carne: Ó vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam 1,12). Como profetizou Simeão: uma espada trespassará a tua alma (Lc 2,35).
Os nossos irmãos protestantes, supondo que agradam ao Filho desonrando sua Mãe, afirmam que Maria deixou de ser Virgem depois do parto do Senhor e, citando os irmãos de Jesus referidos no Novo Testamento, deduzem que ela teria tido relações sexuais com José. Isso é uma blasfêmia que não tem tamanho. O corpo da Virgem Maria era um verdadeiro sacrário, um templo que por nove meses foi habitado pelo próprio Deus que fez o céu e a terra. Seria um imenso sacrilégio que esse templo fosse possuído sexualmente por homem, por mais justo e santo que ele fosse.

Os irmãos de Jesus, citados nos Evangelhos, eram seus primos. Eram filhos de Maria, mulher de Cléofas. Seus nomes podem ser identificados nos Evangelhos: Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão (Mc 6,3); Não se chama a sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13,55). Porém, não se diz aqui que Tiago e José fossem filhos da Mãe de Jesus. O que sempre se entendeu é que Tiago, José e os demais fossem filhos de Maria de Cléofas e primos de Jesus.

Fonte: Rodrigo Rodrigues Pedroso


Jacinta foi a encarnação plena do sentido do tempo da Quaresma

No último dia 11 de março, foi celebrado no Santuário de Fátima o Centenário do Nascimento da pequena Jacinta Marto, cujo tema principal refletiu sobre o testemunho que a mais nova dos três Pastorinhos, Jacinta Marto, respondeu aos apelos de Nossa Senhora em Fátima.

“Jacinta foi a encarnação plena do sentido do tempo da Quaresma”, este foi o tema que norteou os 100 anos do seu nascimento. Dentro do tempo da Quaresma, o Reitor do Santuário de Fátima indicou a vida de Jacinta como exemplo de se viver o verdadeiro espírito da Quaresma.

“Parece-me que a Jacinta encarnou, dentro de si, na sua vida, apesar dos poucos anos que viveu, tudo isto que foram os apelos de Deus ao seu povo. Encarnou também aquela santidade, pureza e perfeição para a qual chamava a atenção o texto do Evangelho, apartando-se de qualquer tipo de mal”. O texto falava da presença do demônio, de satanás, na vida do mundo”, afirmou durante a homilia da missa celebrada às 11:00 na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário em Fátima.

Vemos aqui, que Jacinta compreendeu o verdadeiro sentido de uma vida santa, que passa pela conversão de todo pecado, evitando qualquer tipo de mal, seja ele o mal da concupiscência, ou seja o mal que vem do mundo ou das influências do demônio.

“A Jacinta foi também a encarnação plena deste sentido do tempo da quaresma que nós estamos a viver, pela sua prática da oração, pela penitência, pelo sacrifício, pela esmola, pela caridade, tudo orientado para o bem e para a salvação dos seus irmãos e por um grande amor a Nossa Senhora e a Deus, ao Coração Imaculado de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus”, acrescentou o Padre Virgílio Antunes.

Há uma comunhão profunda deste momento da Quaresma proposto pela Igreja de viver nossos sacrifícios apoiado na caridade ao testemunho da Jacinta. Nenhum sacrifico sem amor tem sentido, por tanto, Jacinta torna um luz, uma referência de como devemos e podemos viver um tempo de conversão, oração e penitência.

“Todos nós recordamos, das ‘Memórias da Irmã Lúcia’, o relato da primeira aparição, em que Nossa Senhora dirigiu aos pastorinhos uma pergunta, muito séria: ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’. Na simplicidade, aquelas crianças responderam imediatamente ‘Sim queremos’ e responderam assim porque naquela pergunta, difícil de compreender em todo o seu alcance, elas percebem que a Palavra tem a sua origem no próprio Deus, uma vez que aceitam desde o princípio que aquela Senhora brilhante como o sol, de olhos meigos, era uma mensageira de Deus”, disse ainda o Reitor que exortou os presentes na celebração a estar, como Jacinta Marto, sempre disponíveis“ para fazer tudo no sentido de entrar na comunhão de oração e de vida com os outros, uma espécie de comunhão eclesial, comunhão de todos os santos, de solidariedade, para que ninguém viesse a perder-se”.

Peçamos a Nossa Senhora que nos ensine também a oferecermos a Deus em comunhão com a sua Palavra, em comunhão com a Igreja, mas ao mesmo tempo refletidos pela luz que emana do testemunho da pequena Jacinta.

Marcelo Pereira


A PERENE VIRGINDADE DE MARIA - parte 1

O Santo Padre Paulo VI instituiu o dia 1º de janeiro de cada ano como a Solenidade de Maria, Santa Mãe de Deus, para que todos tivéssemos a oportunidade de meditar em nosso coração as grandezas de tão sublime mistério: Deus escolheu uma virgem, filha de Sião, colega nossa na humanidade, para que fosse a Mãe do próprio Deus humanado, e para que, através dela, viesse a salvação e a graça ao mundo inteiro.
Jesus Cristo, o Filho de Maria, é Deus e homem verdadeiro. Embora seja Deus e homem, não são dois, mas um só Cristo. Emanuel, Deus-conosco, possui duas naturezas, a divina e a humana, unidas em uma só Pessoa: Jesus Cristo Nosso Senhor. Sendo Maria a verdadeira Mãe de Jesus, ela pode e deve com toda a justiça ser chamada Mãe de Deus, porque não se pode separar a natureza humana da natureza divina na pessoa do Cristo. Como advertiu o Apóstolo João, ?todo espírito que divide Jesus não é de Deus, mas é um anticristo? (1Jo 4,3).

Quem narrará a sua geração? (Is 53,8), pergunta o profeta Isaías, referindo-se ao Messias que haveria de vir. Com efeito, tudo na geração humana e carnal de Jesus é milagroso e sobrenatural. ?Uma virgem conceberá e dará à luz um Filho e o seu nome será Emanuel (Is 7,14). O que haverá de mais admirável do que uma virgem conceber sem o sêmen do varão? Como esclareceu o anjo a José: o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo (Mt 1,20). O Senhor Jesus, por seu nascimento virginal, é comparado à pedra que se desprendeu dum monte sem intervirem mãos humanas? (Dan 2,34), referida na profecia de Daniel, a qual tornou-se um grande monte que encheu toda a terra? (Dan 2,35).
O fato de Jesus ter sido concebido por uma Virgem ilustra bem o Mistério da Encarnação, que está no centro da nossa Fé cristã: o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (Jo 1,14). Efetivamente, Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sem confusão de naturezas, nem divisão da Pessoa. Ao fazer-se homem, nada perdeu da divindade e, sendo Deus, assumiu em sua integridade a natureza humana. Para mostrar que era um homem, quis nascer de uma mulher; mas para assinalar que era Deus, quis nascer de uma virgem.
Gerando o Filho de Deus por obra do Divino Espírito Santo, Maria permaneceu virgem antes, durante e depois do parto. Jesus Cristo nasceu sem ferir sequer de leve a integridade virginal de sua Mãe, do mesmo modo como, mais tarde, Ele entrou na casa em que se encontravam seus discípulos, embora estivessem fechadas as portas (cf. Jo 20,19). Jesus é Deus e para Ele nada é impossível. (Lc 1,37).

Fonte: Rodrigo Rodrigues Pedroso


Pensar o sofrimento não em abstrato

Durante este ano em que se comemora o centenário da vidente Jacinta Marto, muitas iniciativas estão sendo tomadas para nos ajudar a contemplar de forma consciente a mística que se esconde por de trás da espiritualidade e do testemunho da pequena Jacinta.

Nos dias 4 a 6 de julho, irá acontecer um Congresso Nacional sobre a Jacinta Marto, sob o aspecto do sofrimento da pequena menina. Jacinta é considerada a vidente entre os três Pastorinhos que mais sofreu.

Este congresso terá como título “Jacinta Marto: Do encontro à compaixão” e pretende ser uma boa oportunidade para abordar a mensagem de Fátima a partir da espiritualidade da Jacinta e uma forma de procurar conhecer melhor a personalidade da vidente.

“Pensar o sofrimento não em abstrato”.

Há tempos que temos meditado sobre o sofrimento, pautados na espiritualidade dos Pastorinhos aqui no blog fatimahoje. Mais do que nunca este ano queremos mergulhar mais a fundo sobre este tema, já que contemplamos um grande número de pessoas vivendo aos escombros de um tempo de grande tribulação, sofrimentos e uma série de conseqüências dolorosas devido ao não saber lhe dar com o sofrimento.

Falar, meditar sobre o sofrimento, é um caminho que fazemos em direção à maturidade cristã. Não é algo abstrato ou subjetivo, mas sim essencial uma vez que o sofrimento faz parte do ciclo humano após o pecado original.

Peçamos a Maria que neste tempo de quaresma sejamos conduzidos pelo Espírito Santo de Deus ao verdadeiro sentido dos sacrifícios e dos sofrimentos que batem em nossa porta.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Marcelo Pereira


Yamoussoukro, a grande Basílica africana

É muito parecida com a de São Pedro, no Vaticano, porém se encontra na África. Trata-se da Basílica de “Nossa Senhora da Paz”, conhecida também como Yamoussoukro, na Costa do Marfim. A sua nave central consegue acolher 7.000 pessoas sentadas e 11.000 em pé.

A primeira pedra foi abençoada em 1985, enquanto foi consagrada em 1990 pelo Papa João Paulo II. O país conta com uma exígua presença católica, apenas 300.000 fiéis num total de 10 milhões de habitantes; todavia, a construção desta basílica foi encorajada pelo então presidente Felix Houphouët-Buignet. Na diocese, os católicos constituem 13% da população.

Veja o vídeo na íntegra


Contigo caminhamos na esperança - Bento XVI em Fátima

Uma visita tão significativa não nos deixará indiferentes, segundo D. Carlos Azevedo, coordenador da Comissão Organizadora da Visita na apresentação da Imagem Oficial

Quando um papa visita um país dirige-se com uma proposta humilde e sólida a todos os habitantes, sabendo de antemão que alguns estarão mais receptivos à sua mensagem e outros mais de pé atrás ou desinteressados. É natural numa sociedade pluralista. Mas há mais de meio século a figura do sucessor de Pedro tem assumido na humanidade uma dimensão nunca antes vista antes. Tornou-se uma referência ética, uma reserva moral, com fidelidade aos princípios e orientação firme nos apelos à paz e à justiça, na defesa plena de todos os direitos humanos, na atenção aos ventos da história sem perder a liberdade do anúncio da salvação, como alegria de viver no tempo e renovada compaixão para com todas as dores e sofrimentos, em qualquer lugar.

É a todos os portugueses - e aos que aqui encontraram espaço para viver, sem aqui terem nascido - , que Sua Santidade Bento XVI visita. A mensagem que deixará será de sabedoria e de missão. Tem surpreendido este Papa pelo essencial cristão das suas insistências, pela alta capacidade intelectual e clareza de pensamento, pelos desafios que lança às comunidades e seus pastores. Nós respondemos a esta voz de sabedoria: “contigo caminhamos na esperança”. Ao mesmo tempo, dirigimo-nos a quem ler o cartaz: “contigo caminhamos na esperança”. Pode a tua esperança andar por baixo, podes ter outras raízes, diferentes da nossa fé - , mas é contigo que também queremos caminhar, porque só teremos esperança quando encontrarmos caminhos verdadeiros e livres para o bem comum, a percorrer com ousadia e coragem, sem medo do futuro, porque decididos a mudar critérios e estilos de vida.

A Igreja em Portugal quer preparar com cuidado uma recepção fecunda a Bento XVI, com consequências nos próximos anos. Uma mensagem de tanta sabedoria, não nos passará ao lado. Uma visita tão significativa não nos deixará indiferentes.  Queremos encontrar força missionária para desinstalar católicos adormecidos ou parados em pietismos sem espiritualidade e que por isso não renovam a face da terra.

Muito queremos que Portugal se revista nas janelas das casas e no corpo das pessoas para acolher o Papa com alegria. Isso significará disponibilidade interior para receber a sua mensagem de esperança.

D. Carlos Azevedo
Bispo Auxiliar de Lisboa
Coordenador da Comissão Organizadora da Visita de Bento XVI a Portugal


Quem se humilhar será exaltado

Santa Catarina de Sena (1347-1380), doutora da Igreja, co-padroeira da Europa

Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe:] Tu pedes-me para Me conhecer e para Me amar, a Mim, a Verdade suprema. Eis a via para quem quer chegar a conhecer-Me plenamente e a apreciar-Me, a Mim, a Verdade eterna: não saias nunca do conhecimento de ti e, abaixada no vale da humildade, em ti mesma Me conhecerás. E a este conhecimento irás buscar tudo o que te falta, tudo o que te é necessário. Nenhuma virtude tem vida em si própria, se a não tira da caridade; ora, a humildade é a ama e a governanta da caridade. No conhecimento de ti mesma tornar-te-ás humilde, dado que verás que não és nada por ti e que o teu ser vem de Mim, uma vez que Eu vos amei antes mesmo de terdes existido. É devido a este amor inefável que tenho por vós que, querendo recriar-vos pela graça, vos lavei e recriei no sangue derramado pelo Meu único Filho com um tão grande fogo de amor.

Só este sangue dá a conhecer a verdade àquele que tenha dissipado a nuvem do amor-próprio através do conhecimento de si próprio. É então que, com este conhecimento de Mim mesmo, a alma se abrasa com um amor inefável, e é devido a este amor que experimenta uma dor contínua. Não uma dor que a aflige ou a seca (longe de tal, pelo contrário, fecunda-a) mas, uma vez que conheceu a Minha verdade, as suas próprias faltas, e a ingratidão e cegueira do próximo, sente uma dor intolerável. Aflige-se apenas porque Me ama, porque se não Me amasse não se afligiria.

fonte: Evangelho Quotidiano


11 de Março: abertura da exposição em Fátima

“Jacinta Marto: candeia que Deus acendeu”

No dia em que se celebram os cem anos do nascimento da vidente Jacinta Marto, a 11 de Março (quinta-feira), o Santuário de Fátima abre ao público a exposição “Jacinta Marto: candeia que Deus acendeu”.

A inauguração, em que estará presente o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, está agendada para as 12:00, no vestíbulo do convivium de Santo Agostinho, no piso inferior da Igreja da Santíssima Trindade.

Em declarações à Sala de Imprensa do Santuário, Marco Daniel Duarte, responsável pelo Departamento de Arte e Património (DAP) da instituição, contextualiza este projecto: “Com a mostra, encerra-se o projecto que iniciou no ano anterior, quando se expuseram vários objectos do património histórico-artístico, documental e bibliográfico sobre a figura do Beato Francisco. Os visitantes poderão contemplar vários objectos que pertenceram à mais nova das crianças videntes e alguns dos documentos que fizeram a história de Fátima, material especialmente museografado a fim de ajudar a melhor entender a vida e espiritualidade da Beata Jacinta Marto”.

fonte: Santuário de Fátima


Oração a Nossa Senhora da Pompéia

“Ó Regina gloriosa do santo Rosário, que colocaste seu novo trono de graça no Vale de Pompéia, Filha do Pai Divino, Mãe do Filho Divino e esposa do Espírito Santo, pelas tuas alegrias, pelas tuas dores, pelas tuas glórias, pelos méritos deste Mistério, em honra do qual agora me preparado para a Santa Missa, te suplico de introduzir-me nesta graça.”


Jesus escondido

Depois das aparições do Anjo em 1916, os Pastorinhos, e de maneira especial Francisco Marto, parece ter adotado um “lema” que o identificou como o “Consolador de Jesus”. Desde então, o ideal de Francisco foi Consolar o Coração de Jesus, enquanto o ideal de Jacinta era converter os pecadores.
Karol Wojtyla, o nosso tão saudoso Papa João Paulo II, entre tantos títulos que lhe foi atribuído pelas inúmeras virtudes que alcançou na sua espiritualidade, destaco um título que marcou sua personalidade na sua relação com Deus, como também, na sua relação com a Igreja,  que é o “Papa Eucarístico”. Sua firmeza em preservar os valores deste sacramento e colocá-lo no centro do coração da Igreja como um banquete que alimenta e nutre a fé de todo cristão, acabou lhe atribuindo também, o título do Papa mais Eucarístico da história.

“A Igreja vive da Eucaristia”. É com estas palavras que João Paulo II começa introduzindo sua carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia em busca de uma melhor relação da Igreja com a Eucaristia, assim declara o Papa: “Depois de Pentecostes, a Igreja nasce deste mistério pascal, que é o sacramento por excelência”.

O Concilio Vaticano II afirma que, o “Sacrifício Eucarístico é fonte e centro de toda a vida cristã, onde está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é o próprio Cristo”.
Vemos aqui, uma comunhão profunda entre a Igreja e a Mensagem de Fátima. O Anjo que aparece com um Cálice nas mãos entregando o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo aos Pastorinhos na terceira aparição em 1916 está em plena comunhão com o Evangelho e com a Doutrina da Igreja, e que nos leva a uma comunhão bem mais profunda e participativa neste Mistério Eucarístico. A Igreja é como uma mãe que, todos os dias, dá a seus filhos este alimento sólido e permanente, que nutre a fé e fecunda o amor no coração de todo homem.
Vamos pedir a Nossa Senhora que nos ensine a amar Jesus escondido, de buscá-lo de forma mais especial nesta Quaresma, já que a Eucaristia nasce sempre de um sacrifício no altar, peçamos a Deus que nosso coração esteja em sintonia com a Igreja que vive e sobrevive deste mistério, e é a Eucaristia que sustenta está Igreja a dois milênios.
Salve Maria
Marcelo Pereira


Site oficial da visita do Papa em Fátima-Portugal


Bento XVI visitará os túmulos dos videntes de Fátima

O Santo Padre Bento XVI, na sua peregrinação a Fátima, pretende visitar, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, as capelas onde estão tumulados os videntes Jacinta Marto e Lúcia de Jesus (capela do lado poente) e Francisco Marto (capela lado nascente).

A visita decorrerá após as celebrações de 13 de Maio, que o próprio Papa presidirá.
Terão nesse dia passado dez anos da beatificação dos videntes Francisco e Jacinta, pelo Papa João Paulo II, em celebração realizada em Fátima.

“«Eu Te bendigo, ó Pai, porque revelaste estas verdades aos pequeninos». O louvor de Jesus toma hoje a forma solene da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta. A Igreja quer, com este rito, colocar sobre o candelabro estas duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas. Brilhem elas sobre o caminho desta multidão imensa de peregrinos e quantos mais nos acompanham pela rádio e televisão. Sejam uma luz amiga a iluminar Portugal inteiro e, de modo especial, esta diocese de Leiria-Fátima”, afirmou João Paulo II na homilia desse dia 13 de Maio de 2000.

Concretamente sobre as aparições em Fátima, o falecido Papa, que visitou este Santuário por três vezes (1982, 1991 e em 2000) disse:

“Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio aqui, a Fátima, pedir aos homens para «não ofenderem mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido». É a dor de mãe que A faz falar; está em jogo a sorte de seus filhos. Por isso, dizia aos pastorinhos: «Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas».”
A todas as crianças, o Papa João Paulo II exortou, na mesma homilia, “pedi aos vossos pais e educadores que vos metam na «escola» de Nossa Senhora, para que Ela vos ensine a ser como os pastorinhos, que procuravam fazer tudo o que lhes pedia.”

fonte: Santuário de Fátima


Igreja portuguesa anuncia site e tema para a visita papal ao país

 

“Contigo, caminhamos na esperança”

No final de mais um encontro do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), realizado esta terça-feira na Casa de Nossa Senhora das Dores, no Santuário de Fátima, foi anunciada oficialmente a criação de uma página na internet relativa à visita de Bento XVI ao país.

O site www.bentoxviportugal.pt, on line a partir de hoje, pretende, nas palavras do porta-voz da CEP, dar “informação do programa (da visita papal), notícias na linha da preparação, fotografias e a possibilidade de interatividade”; informa o departamento de imprensa do Santuário de Fátima.

Definido está também o tema geral da visita de Bento XVI a Portugal: “Contigo, caminhamos na esperança”, ao qual se associa o subtítulo “Cristianismo, sabedoria e missão”.

Bento XVI estará em Portugal em peregrinação e visita oficial, a convite da Conferência Episcopal Portuguesa e da Presidência da República de Portugal, entre 11 e 14 de maio de 2010, com celebrações e encontros nas cidades de Lisboa, Fátima e Porto.

fonte: Zenit


Você deseja ser feliz?

O sentido que damos aos nossos sofrimentos é que o determina se seremos felizes ou não, porém constatamos que infelizmente a nossa tendendência é estarmos sempre nos desviando da felicidade quando não aceitamos os nossos sofrimentos. Quando fugimos dos nossos sofrimentos estamos fugindo da nossa própria cruz a que Jesus nos disse que sem ela não é possível ser seu discípulo, pois esta atitude de repulsa contra tudo que nos faz sofrer é próprio do demônio, ele é que foge da cruz desde o princípio, porém nós somos convidados a utilizar de todos os nossos sofrimentos para sermos santos, para nos tornarmos inabaláveis na fé e fortes na provação. Aí está o segredo da felicidade e a coroa da via eterna.

São Paulo chega dizer que a sua maior alegria é poder compartilhas dos sofrimentos de Cristo, completando nele o que faltou em no sofrimento de Cristo. É desta felicidade que estamos falando.

Você quer esta coroa? Você deseja ser feliz? Eu te digo; é uma aventura exigente, mas acima de tudo, é um grande desafio. É preciso de uma força interior que venha do coração para dizer; “… os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (cf. Rom 8,18).

Além disso, “Após tais sofrimentos, a alma fica numa grande pureza de espírito e muito próximo de Deus” (Lv. Diário, A Misericórdia Divina na minha alma - Ir. Faustina).

Está aproximação de Deus requer um sim da nossa parte, não é um sim sem sacrifício e nem mesmo inconsciente, mas um sim profundamente enraizado na oração e na generosidade do nosso coração. O Espírito de Deus espera de nós apenas uma abertura dócil e humilde, e que aceitemos as nossas misérias e fraquezas. O professor Felipe Aquino diz em um dos seus livros que, “A humildade é o altar sobre o qual devemos realizar nossos trabalhos e oferecer os nossos sacrifícios”.

Deus nos pede apenas que tenhamos um coração simples, humilde e puro, a exemplo dos pequenos Pastorinhos de Fátima que em tudo, souberam dizer sim à vontade de Deus através da oração e dos sacrifícios. “Resisti-lhe, firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão reservados a vossos irmãos, pelo mundo. (…) ele vos restabelecerá depois que tiverdes sofrido por um pouco de tempo; ele vos firmará, vos fortalecerá e vos há de tornar inabaláveis”. (I Pedro 5,9-11)

Salve Maria!

Marcelo Pereira


Nossa Senhora do Cabo

Nossa Senhora do Cabo (ou Notre Dame du Cap), no Quebec, é o santuário mariano mais antigo do Canadá. Em 1652 os jesuítas instalaram aqui uma missão e 9 anos mais tarde foi criada a paróquia de Cabo da Madalena. E em seguida, uma confraria do Rosário foi fundada nesta paróquia. A capela construída em 1720 -a mais antiga que ainda existe no Canadá - se transformará no fiim daquele século IX em Santuário de Nossa Senhora do Cabo. É neste tempo que Maria visitou os habitantes do Quebec.

http://www.sanctuaire-ndc.ca/

fonte: H2ONews


Oremos por seu pedido de oração

Depois de caminhar sob o tema “sofrimento”, hoje sinto de rezar com você.

São muitos os pedidos de oração que chegam todos os dias aqui no fatimahoje. Muitos destes pedidos são pessoas sofridas que confiam em Deus seus pedidos de oração, suplicas pelos tantos sofrimentos que batem a sua porta.

Eu tenho acompanhado e lido atentamente cada um destes pedidos de oração e muitas vezes até me emociono com algumas situações que são partilhadas. Hoje eu quero rezar por estes pedidos de forma especial. Quero rezar por você que confia a Deus por meio de Nossa Senhora suas feridas e necessidades.

É preciso saber antes de qualquer coisa que o seu pedido ao ser escrito aqui no fatimahoje, ele é em primeiro lugar ouvido por Deus. Deus é o primeiro a ouvir o seu gemido ao descrever as suas necessidades. Deus se compadece de nós quando o clamamos por meio da oração, por meio dos irmãos e pela oração dos santos. Isto é importante ter em mente, pois as vezes parece ser em vão escrever nossas necessidades no cestinho de oração, mas não é não. Deus está atento ao pulso do seu coração, a cada respiro, a cada intenção. Ainda que você não escrevesse, mesmo assim Deus percebe a sua intenção no mais intimo de nós. Depois eu preciso lhe dizer que constantemente temos colocado suas intenções em nossas orações pessoais, em nossa caixinha de oração diante do Santíssimo, na Santa Missa, na oração do Rosário, nas 1.000 Ave-Marias que a nossa querida Ione Sinieghi tem dedicado mensalmente e uma vez por ano colocamos todos os pedidos de oração que estão escritos no fatimahoje, no cestinho de oração do Santuário de Fátima em Portugal, a fim de que Nossa Senhora também tome conhecimento das nossas necessidades. Tudo isso é importante ter em mente ao confiar o seu pedido aqui neste espaço.

Mas como eu disse que quero dedicar minhas orações por você de forma especial neste dia de hoje, dia de adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja. Rezo por todas as orações que você nos confiou escrevendo no blog. Estarei rezando intencionalmente pelos sofrimentos, para que Deus nos dê a graça, primeiro de aceitá-los segundo o exemplo que aprendemos com os Pastorinhos de Fátima, e depois de  superá-los através da oração, do sacrifício e da santidade alimentada pela fé.

Querido leitor, unamo-nos em oração por todos estes pedidos que já estão no coração de Deus.

Nossa Senhora, rogai por nós.

Salve Maria

Marcelo Pereira


Quando sou fraco é que sou forte

É muito importante dar uma meta aos nossos sofrimentos, em outras palavras, dar sentido aos nossos sofrimentos. É uma via de santificação, mas é também uma forma de superá-los de forma mais leve e sóbria.

Por outro lado, é uma via exigente, que não combina com os fraqueza de espírito, com medos, embora seja para os fracos no sentido de nos reconhecer pequenos, dependentes de Deus, da sua força e da sua graça.

Existe uma mística por de traz da nossa fraqueza. A nossa força está intimamente ocultada na nossa fraqueza, é a pedagogia do contrário no Reino de Deus. Quando bancamos os heróis e valentões nas aventuras do nosso dia-a-dia, quase sempre nos decepcionamos com os resultados. Mas ao contrário, quando vestimos a roupa da humildade e da verdade e expressamos nossa fraqueza, reconhecendo nossa própria incapacidade de vencer algo por nós mesmos, a não ser que a graça de Deus esteja a nosso favor, então, a nossa arma será bem mais eficaz e superior a força dos heróis de fachada, onde os resultados serão sempre mais surpreendentes. Na primeira epístola de São Pedro capítulo 5 versículo 5 diz que, a humildade é o canal que atrai as graças de Deus sobre nós “revesti-vos de humildade; porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes”.

João Paulo II, em seu momento de mais fragilidade física nos ensinou a enfrentar o calvário dizendo-nos; “Coragem, tenhais coragem!” A mesma coragem, com que os três Pastorinhos responderam aos atrozes interrogatórios do injusto administrador: “Se nos matarem, como dizem, daqui a pouco estaremos no Céu!”. Deus não abandona aqueles que confiam Nele. “Humilhai-vos pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno. Confia-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós”. (I Ped 5,6)

A nossa fraqueza também pode ser a nossa força se tivermos humildade, se reconhecermos que por nós mesmos não podemos muita coisa. “Quando sou fraco é que sou forte”. (Cf. II Cor 12, 4-10)

Eu não sei exatamente o que você está vivendo hoje, quais são os seus sofrimentos, sua cruz, mas estou certo que você tem capacidades de suportar, enfrentar o calvário, porque por detrás de nós há alguém que nos ampara, nos socorre no momento exato.

Confia no Senhor todas as vossas angustias, todos os seus sofrimentos, pois não somos capazes de resolve-los por nós mesmos, mas Deus é. Ser humilde é reconhecer que somos dependentes de Deus em todas as coisas. Não somos especialistas em resolver problemas, nem mesmo em superá-los sozinhos, sem Deus a cruz fica mais pesada e a nossa auto-suficiência fica mais poderosa.

Que Maria, a Mãe de Jesus, nos ensine a confiar em Deus e na sua Divina Providência.

Salve Maria!

Marcelo Pereira


A salvação das almas como meta para nossos sofrimentos

Vimos nos últimos artigos que os Pastorinhos de Fátima descobriram uma nova via de santificação que na verdade esta via já existia, mas que os Pastorinhos tiveram a graça de perceberem de forma mais intima e mais profunda.

A heroicidade dos Pastorinhos, sem dúvida, é autêntica, simplesmente pelo grande desejo de consolar e reparar os Corações de Jesus e de Maria, mas, sobretudo, no profundo anseio de ver a conversão dos pecadores, e a salvação das pobres almas agonizantes na visão do inferno.

“Nenhum sacrifício é mais agradável a Deus do que o zelo pela salvação dos homens…” E também: “O valor do mundo inteiro não se pode comparar com o valor de uma só alma” (S. Gregório Magno).

Por isso, que cada sacrifício oferecido a Deus, seja ele voluntário ou involuntário, enviado por Deus ou não, tem o seu sentido único na Cruz de Cristo, lugar da redenção de todo homem. As virtudes dos Pastorinhos de Fátima, não tiveram a finalidade de santificar apenas a eles próprios, mas sobre tudo, demonstraram uma profunda preocupação com as pobres almas sofredoras. A missão dos pastorinhos era justamente ajudar “salvar a todos”.

“… ficai sabendo que quem reconduzir um pecador do caminho em que se extraviava lhe salvará a vida e fará desaparecer uma multidão de pecados”. (Tiago 5, 20)

Temos inúmeros exemplos de leigos, homens e mulheres místicos, santos e santas da nossa Igreja, que transformaram seus grandes sofrimentos em uma eficaz via de redenção, uma espécie de porta estreita, porém com garantia de Céu. (cf. Cat. 853) Todos eles tiveram sua recompensa no Senhor, “Filho, se aspiras servir ao Senhor, prepara a tua alma para a provação. Torna reto o coração e sê resoluto, não te perturbes no momento da aflição. (…) Tudo o que te acontecer, aceita-o e no revés da tua humilhação sê paciente; porque é no fogo que se prova o ouro, e no cadinho da humilhação, os que são agradáveis a Deus. Tem confiança em Deus e ele virá em sua ajuda, segue em caminho reto e espera nele”. (Sirácida 2,1-6)

Veja que esta é a essência da nossa missão, e por que não dizer também da nossa existência. Pois a nossa salvação caminha na estrada da voluntariedade do servir a Nosso Senhor Jesus Cristo e de buscar a salvação dos outros. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Marcos 8, 35

Eis o grande segredo da nossa salvação, a busca consciente da salvação dos homens. E esta busca se passa pela Cruz de Cristo, pelo sacrifício, pelo oferecimento de nós próprios a Deus por causa das almas, não apenas da nossa, mas das almas de todos que Deus criou nesta terra.

Uma vez que nos encontramos nesta via, a salvação da nossa alma vem por conseqüência da nossa missão.

Eu rezo para que eu e você estejamos abertos ao oferecimento de nós mesmos a Deus, para a salvação das almas. Das almas que estão já no purgatório, mas também das almas que estão ao nosso lado, o nosso próximo, o nossos irmãos e também os nossos inimigos.

Que Nossa Senhora nos ensine amar e servir a Jesus pela estrada da Cruz.

Salve Maria

Marcelo Pereira


Ides, pois, ter muito que sofrer…

Vimos que na primeira via de santificação dos Pastorinhos de Fátima, eles se anteciparam para se oferecerem a Deus como reparação pelos pecados com que o coração de Deus é ofendido e vimos alguns exemplos. Hoje vamos entrar pela segunda via que diz respeito aqueles sofrimentos que surgem na aurora do dia, sem que esperássemos por eles.

Aos Pastorinhos não lhes faltaram nem mesmo boa vontade diante dos sofrimentos que o próprio Deus lhes permitia que passassem. Tal como Nossa Senhora havia predito. “Ides, pois, ter muito que sofrer…” (Memórias da Ir. Lúcia)

Penso ter sido um dos momentos mais sofridos da vida dos Pastorinhos, o episódio do dia 13 de Agosto, um imprevisto, que tardou a aparição de Nossa Senhora para dia 19. O administrador Artur de Oliveira Santos retém os Pastorinhos presos durante três dias, ora em sua casa, ora na cadeia municipal.

Era dia 13 de Agosto de 1917, estavam os Pastorinhos presos durante todo aquele dia…

“À Jacinta, o que mais lhe custava era o abandono dos pais; e dizia, com as lágrimas a correrem pela face:

- Nem os teus pais nem os meus nos vieram ver. Não se importam mais de nós!

- Não chores, disse-lhe Francisco. Oferecemos a Jesus, pelos pecadores.

E levantando os olhos e as mãozitas para o Céu, fez ele o oferecimento: Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores.

A Jacinta acrescentou: É também pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

É impressionante a atitude dos Pastorinhos. Para Francisco o que mais o contristava era o fato da possibilidade de Nossa Senhora nunca mais lhes aparecer. Quanto a Jacinta, chorava com saudades da mãe e da família, porém, Francisco tentava animá-la dizendo: “A mãe, se não tornamos a ver, paciência! Oferecemos pela conversão dos pecadores. O pior é se Nossa Senhora não volta mais! Isso é o que mais me custa! Mas também o ofereço pelos pecadores”. (Memórias da Ir. Lúcia)

Certamente, as pequenas crianças de Fátima não desejaram passar por este sofrimento, e nem mesmo escolheram está via por falta de opção, mas ao contrário, aceitaram de muita boa vontade como um bom soldado de Cristo à todos sofrimentos que lhes bateram a porta, e mesmo em grau de perigo. “Assume o teu quinhão de sofrimento como um bom soldado de Cristo Jesus” (II Timóteo 2,3).

Eles foram capazes de dialogar com o mundo dos sentimentos, e agindo com consciência e maturidade no mundo espiritual, deram uma resposta heróica diante de Deus aos sofrimentos por Ele permitido. Porém, mal sabiam eles que os sofrimentos de que falava Nossa Senhora eram semelhantes com certas torturas que costumamos ver em campos de concentração.

Para arrancar o segredo dos Pastorinhos, o Administrador Artur de Oliveira Santos não poupou esforços. Começou por lhes oferecer presentes e lhes fazer as mais lisonjeiras promessas. Mas os Pastorinhos por sua vez não se amoleceram. Então o administrador mandou seus guardas prepararem uma caldeira de azeite a ferver para os fritarem, caso não quisessem revelar o segredo.

A primeira a ser provada foi Jacinta. Aparece um guarda com voz ameaçadora e grita:

“Ou dizes o segredo, ou morres!

Como a pequena Jacinta responde “não”,

o guarda arrasta-a atrás de si.

Foi imediatamente sem se despedir de nós. Enquanto a interrogavam, o Francisco dizia-me com imensa paz e alegria:

Se nos matarem, como dizem, daqui a pouco estaremos no Céu! Mas que bom! Não me importa nada”.

Depois de alguns segundos, Francisco acrescenta: “Deus queira que a Jacinta não tenha medo. Vou rezar uma Ave-Maria por ela!”.

Como Francisco e a Lúcia responderam com a mesma heróica coragem, são ambos condenados à morte e lá vão corajosos, ao seu encontro.

Mas veja, não passava de uma maldosa façanha, de um cruel julgamento. Depois de ter fracassado com infrutíferas tentativas de lhes tirar o segredo, o Administrador reconduz então a Fátima os três Pastorinhos, na tarde do dia 15 de Agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, tendo então Maria, voltado a aparecer no dia 19, Domingo.

Há outros sofrimentos que veremos no próximo artigo, mas quis deixar este registrado com mais enfâse justamente por ter sido um dos mais difíceis de superá-lo.

Salve Maria

Marcelo Pereira


Santuário de Altötting

Na terra do Papa Bento XVI, na alta Baviera, se encontra Altötting, http://www.mariedenazareth.com o santuário mariano mais famoso do mundo de fala alemã, que como “Santuário de Europa” faz parte dos seis destinos de peregrinação mais importantes de Europa. Durante mais de 1.250 anos, Altötting foi o centro espiritual da Baviera; por mais de 500 anos, a imagem foi venerada neste lugar desde o século XIV.

João Paulo II rezou diante da Virgem Negra no santuário durante sua visita a Alemanha em 1980, onde mais de um milhão de peregrinos visitam a cada ano e as lâmpadas votivas recordam a gratidão do povo pelas respostas a suas orações.
João Paulo II pronunciou esta oração quando visitou o santuário em 1980:

“A ti, Mãe, confio o futuro da fé neste antigo país cristão, sé diligente a causa das aflições provocadas pela terrível guerra passada, que causou profundas feridas especialmente nos europeus, te confio a paz do mundo. Que uma nova ordem possa nascer entre esta gente, baseada no profundo respeito pelos direitos de cada nação e cada ser humano em seu país, uma ordem verdadeiramente moral onde as pessoas possam viver juntas como família, através do equilíbrio adequado de justiça e liberdade. Te faço essa oração a ti, Rainha da paz e Espelho da justiça, eu, João Paulo II, bispo de Roma e sucessor de São Pedro deixo uma recordação duradoura à herança de teu santuário de Altötting. Amém”.

fonte: H2ONews