40 ANOS DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Filed under: RCC — Prof. Felipe Aquino at 11:22 am on Thursday, February 22, 2007

A Renovação Carismática Católica vai completar 40 anos em 2007. Ela começou nos Estados Unidos e se espalhou rapidamente por todo o mundo católico como um novo Pentecostes trazendo uma bela renovação para a Igreja. Tudo começou quando em 18 de fevereiro de 1967, trinta estudantes e professores da universidade de Duquesne (Pensilvânia, Estados Unidos), fizeram um retiro espiritual para aprofundar na força do Espírito dentro da Igreja primitiva, lendo e meditando os Atos dos Apóstolos.

Já em 1973 o Papa Paulo VI recebia no Vaticano, com o falecido cardeal Leo Joseph Suenens, os lideres da RCC no mundo. Paulo VI os acolheu com alegria.

Podemos dizer que o Papa João XXIII foi precursor da RCC. Ao abrir o Concilio Vaticano II, em 1963 ele rezou: “Repita-se no povo cristão o espetáculo dos Apóstolos reunidos em Jerusalém, depois da ascensão de Jesus ao céu, quando a Igreja nascente se encontrou reunida em comunhão de pensamento e de oração com Pedro e em torno de Pedro, pastor dos cordeiros e das ovelhas. Digne-se o Divino Espírito escutar da forma mais consoladora a oração que sobe a Ele de todas as partes da terra. Que Ele renove em nosso tempo os prodígios como de um novo Pentecostes, e conceda que a Santa Igreja, permanecendo unânime na oração, com Maria, a Mãe de Jesus, e sob a direção de Pedro, dilate o Reino do Divino Salvador, Reino de Verdade e Justiça, Reino de amor e de paz”.

No pontificado de João Paulo II a RCC foi reconhecida pelo “Conselho Pontifício para os Leigos”, e hoje envolve mais de 120 milhões de católicos em todo o mundo. Ela tem um organismo internacional; existe o escritório dos «Serviços Internacionais da Renovação Carismática Católica» (ICRSS, por suas siglas em inglês), com sede no Vaticano.

O Papa João Paulo II sempre acolheu amorosamente a RCC; e muitas vezes recebeu os seus líderes em audiência. É importante recordar as suas palavras por causa de suas preciosas orientações.

Em 1992 João Paulo II disse aos líderes da RCC:

“Na alegria e na paz do Espírito Santo, dou as boas vindas ao Conselho Internacional da Renovação Carismática Católica. No momento em que comemorais o 25° aniversário de fundação da Renovação Carismática Católica, uno-me de bom grado a vós, na ação de graças a Deus pelos inúmeros frutos que ela deu à vida da Igreja. A Renovação surgiu nos anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II, e foi um dom particular do Espírito Santo à Igreja. Foi sinal do desejo que muitos católicos tinham de viver, de maneira mais plena, a sua própria dignidade e vocação batismal, como filhos e filhas adotivas do Pai, de conhecer a força redentora de Cristo, nosso Salvador, numa experiência mais intensa de oração pessoal e coletiva, e de seguir o ensinamento das Escrituras mediante a sua leitura, à luz do mesmo Espírito que inspirou o seu autor. Certamente um dos resultados mais importantes desse despertar espiritual foi a aumentada sede de santidade, visível nas vidas das pessoas individualmente e na Igreja inteira… Neste momento da história da Igreja, a Renovação Carismática pode desempenhar um papel significativo na promoção da defesa, extremamente necessária, da vida cristã, nas sociedades em que o secularismo e o materialismo enfraqueceram a capacidade que as pessoas têm de responder ao Espírito e de discernir o chamamento amoroso de Deus. O vosso contributo para a re-evangelização da sociedade será efetuado, em primeiro lugar, mediante o testemunho pessoal do Espírito que habita em nós e  mediante a demonstração da Sua  presença, com obras de santidade e de solidariedade… Independentemente da forma que a Renovação Carismática assumir - nas orações de grupo, nas comunidades conventuais de vida e de serviço - o sinal da sua fecundidade espiritual será sempre o fortalecimento da comunhão com a Igreja universal e com as Igrejas locais… Ao mesmo tempo o aprofundamento da vossa identidade católica, haurindo da riqueza espiritual da Tradição católica, é uma parte insubstituível do vosso contributo ao diálogo ecumênico autêntico que, alimentado pela graça do Espírito Santo, deve levar à perfeição da “comunhão na unidade, na confissão de uma só  fé, na comum celebração do culto divino e na fraterna concórdia da família de Deus”(Unitatis redintegratio, 2).(L’Osservatore Romano, n. 15, 12/4/1992, 4 (184))Aos participantes do IX Congresso Internacional da Renovação Carismática em outubro 1998, o Papa disse:“Vocês pertencem a um movimento eclesial. A palavra eclesial implica numa tarefa precisa de formação cristã, envolvendo uma profunda convergência de fé e vida. A fé entusiástica que dá vida às suas comunidades deve ser acompanhada por uma formação cristã que seja abrangente e fiel ao ensinamento da Igreja.”(L’Osservatore Romano, nov 1998.)

Quando da Conferência Internacional da Renovação na Itália em outubro de 1998, ele lhes disse:

“A Renovação Carismática Católica tem ajudado muitos cristãos a redescobrirem a presença e o poder do Espírito Santo em suas vidas, na vida da Igreja e do mundo; e esta redescoberta tem levantado neles uma fé em Cristo cheia de alegria, um grande amor pela Igreja e uma generosa dedicação a sua missão evangelizadora. No ano de 1998 em que dedicamos ao Espírito Santo, eu me uni a vocês no louvor à Deus pelos preciosos frutos que Ele quis trazer à maturidade em suas comunidades e através delas, às Igrejas particulares. Como líderes da Renovação Carismática Católica, uma de suas primeiras tarefas é a de preservar a identidade das comunidades carismáticas espalhadas pelo mundo inteiro, incentivando-as sempre a manter uma ligação estreita e hierárquica com os bispos e com o Papa.”

Os cardeais da Cúria Romana sempre participaram dos eventos da RCC. No XXVII Congresso Nacional italiano, em Rímini, em 30 de abril de 2004 (ZENIT.org) estiveram presentes o cardeal Giovanni Battista Re, então Prefeito da Congregação para os Bispos, o cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e o padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia. Isto mostra o real apoio da Santa Sé a RCC. Ninguém pode negar isto.

A Renovação Carismática não é um movimento uniforme; mas, como dizia o cardeal Suenens e diz o padre Raniero Cantalamessa, “é uma corrente de graça para toda a Igreja católica.” Ela não é um simples movimento a mais da Igreja; é a própria Igreja em movimento pelo poder do Espírito Santo. Todos os cristãos de todos os movimentos precisam ser renovados no Espírito Santo; e esta é a missão da RCC.

Vale a pena ler o testemunho pessoal do Pe. Raniero Cantalamessa, que desde 1978 é o Pregador da Casa Pontifícia, em entrevista concedida à agencia Zenit
em Castel Gandolfo, em 25set 2003:

   “O batismo no Espírito não é uma invenção humana, é uma invenção divina. É uma renovação do batismo e de toda a vida cristã, de todos os sacramentos. Para mim – ele disse - foi também uma renovação de minha profissão religiosa, de minha confirmação, de minha ordenação sacerdotal. Todo o organismo espiritual se reaviva como quando o vento sopra sobre uma chama. Por que o Senhor decidiu atuar neste tempo desta maneira tão forte? Não sabemos. É a graça de um novo Pentecostes… É uma vinda do Espírito Santo que se traduz em arrependimento dos pecados, que faz ver a vida de uma maneira nova, que revela Jesus como o Senhor vivo - não como um personagem do passado - e a Bíblia se converte em uma palavra viva. A verdade é que não se pode explicar. Para mim tudo o que passou desde 1977 é um fruto de meu batismo no Espírito. Era professor na Universidade. Dedicava-me à pesquisa científica na história das origens cristãs. E quando aceitei não sem resistência esta experiência, depois tive o chamado de deixar tudo e colocar-me à disposição da pregação, e também a nomeação como pregador da Casa Pontifícia chegou depois de que tinha experimentado esta «ressurreição». Vejo isso como uma grande graça. Depois de minha vocação religiosa, a Renovação Carismática foi a graça mais assinalada de minha vida… Quero dizer aos fiéis, aos bispos, aos sacerdotes, que não tenham medo. Desconheço por que há medo. Talvez em alguma medida porque esta experiência começou entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes. Contudo, o Papa não tem medo. Falou dos movimentos eclesiais, inclusive da Renovação Carismática, como de sinais de uma nova primavera da Igreja, e muito com freqüência faz referência na importância disso. E Paulo VI afirmou que era uma oportunidade para a Igreja. Não há que ter medo.”

Todas essas palavras do Papa João Paulo II e do Pregador do Papa, mostram a grande importância da RCC para a Igreja. O Papa Bento XVI também ama a RCC; ainda como cardeal e Prefeito da Congregação da Fé, em entrevista ao jornalista italiano Vitório Messori disse: “Certamente [a Renovação no Espírito]  trata-se de uma esperança, de um positivo sinal dos tempos, de um dom de Deus para a nossa época. È a redescoberta da alegria e da riqueza da oração contra a teoria e práxis sempre mais enrijecidas e ressecadas no tradicionalismo secularizado. Eu mesmo constatei pessoalmente a sua eficácia: em Munique, algumas boas vocações ao sacerdócio vieram-me do movimento. Como em todas as realidades entregues ao homem, dizia eu, também esta é exposta a equívocos, a mal-entendidos e a exageros. O perigo, porém, seria ver apenas os  riscos, e não o dom que nos é oferecido pelo Espírito. A necessária cautela não muda, portanto, o juízo positivo do conjunto.”

O atual Presidente do Pontifício Conselho dos Leigos, o Arcebispo e cardeal Stanilaw Rylko, que foi secretário de João Paulo II aprecia profundamente a RCC como já disse várias vezes.

Há 32 anos eu estou na RCC; participei de dezenas de Experiências no Espírito Santo; viajei e viajo pelo Brasil todo e por alguns paises pregando retiros às pessoas e grupos ligados à RCC; e sou testemunha ocular do bem que faz a Igreja. Os ginásios de esporte, os auditórios e os campos de futebol se enchem de milhares de pessoas que rezam com fervor, cantam alegremente e louvam a Deus do fundo da alma. Surgem por todo o mundo Comunidades de leigos, consagrados ao serviço de Deus e da Igreja; elas são a nova força da Igreja; satisfazem o que pediu o Papa João Paulo II, “uma nova evangelização”, com novo ardor, novos métodos e nova expressão; é tudo o que acontece hoje na RCC.  Seus frutos são enormes: conversões em massa, famílias restauradas em Deus, jovens que abandonam o crime, a droga, a bebida e todas as formas de vícios, e tantos que se consagram a Deus.

Pode haver sim erros e até alguns abusos na RCC por parte de pessoas despreparadas e que não têm uma boa formação religiosa; mas cabe aos sacerdotes corrigir os erros e formar o povo, sem destruir o que é bom.  

 

 

Prof. Felipe Aquino

EVENTOS NA CANÇÂO NOVA

Filed under: Eventos — Prof. Felipe Aquino at 11:17 am on Thursday, February 22, 2007

1 - Aprofundamento para HomensDias: 09, 10 e 11 março de 2007Tema: “Quando os homens oram” Pregadores: Ricardo Sá e Eugênio JorgeLocal: Auditório São PauloA inscrição deverá ser feita pelo fone (12) 3186 2600 (Call Center), pois teremos vagas limitas.Valor da Inscrição R$ 10,00 que deverá ser  depositado na seguinte conta:  Banco Bradesco - Ag 3373-1 - c/c 4200-5 

2 - Acampamento : 

Tema : Prevenção Contra as Drogas Presenças : Pe Jonas Abib , Pe Haroldo Rham , Dunga , Diego e Márcio TodheschiniData : 2 , 3 , 4 de março Local : Rincão do Meu Senhor  

OBs : Pe Haroldo é o mesmo que trouxe a RCC para o Brasil pírito .  

Departamento de Eventos da Canção NovaTel 12- 31862000 - Ramal 2162 

 

ATO PÚBLICO EM DEFESA DA VIDA

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 8:40 pm on Wednesday, February 21, 2007

 


24 de março de 2007 – às 10h30 – Praça da Sé – São Paulo

Uma verdadeira indignação toma conta da opinião pública contra o Projeto de ei 1135/91, que juntamente com seu substitutivo legaliza o aborto até o 9º mês da gravidez.
Em Brasília, foi realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida, o 1º Simpósio Nacional Em Defesa da Vida na Câmara dos Deputados quando nasce o Movimento Nacional em Defesa da Vida, contra a legalização do aborto com comitês nos Estados da Federação, compromissados em defender a inviolabilidade do Direito à Vida.

O 1º Simpósio contou com palestras, dentre outros: Dr. Ives Gandra, jurista; Dra. Alice Teixeira, Médica e bióloga Pesquisadora da Unifesp; Cardeal Geraldo Majella Agnelo, presidente da CNBB; Dr. Zalmino Zimmermann, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas; Dra. Marlene Nobre, médica; Dr. Cláudio Fonteles, ex-Procurador Geral da República.

A vida humana é uma dádiva de Deus, direito natural anterior ao Estado, que o deve reconhecer como direito fundamental. Por isso, sua garantia é a consagração da própria democracia. Não se trata de direito constituído pelo Estado e, portanto, nenhum grupo social poderá decidir quando outros devem morrer. É ainda um direito inquestionável conforme preceitua o art. 5º da Constituição Federal e o art. 2º do Código Civil Brasileiro.

Por este motivo estamos convidando V. Sa. a aderir a este movimento suprapartidário e ecumênico que luta pelo direito à vida desde a concepção e a participar do ATO PÚBLICO
EM DEFESA DA VIDA na Praça da Sé, dia 24 de março de 2007, às 10h30.

Este ATO PÚBLICO visa a sensibilizar o povo brasileiro, os governantes e o Congresso Nacional para uma rejeição efetiva do projeto de Lei 1135/91, que determina que a vida possa ser eliminada até o nono mês da gestação, procedimento este que poderá ser aplicado sem qualquer restrição.

Contaremos com a presença de expressivas lideranças religiosas e da sociedade civil, representantes do Poder Público, artistas, entre outros, somando esforços contra a imposição deste Projeto de Lei, além de promover uma reflexão sobre o papel do ser humano na sociedade.

Esperando contar com seu apoio a este ATO PÚBLICO.
Dra. Marilia de Castro
Coordenadora do Comitê Estadual da Campanha Nacional em Defesa da Vida 

 

Embriões humanos à venda no EUA

Filed under: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 4:25 pm on Tuesday, February 20, 2007

Estados Unidos: embriões humanos à venda O “Abraham Center of Life”, situado 
em San Antonio, Texas, é oficialmente a primeira clinica a vender embriões humanos. Um embrião fertilizado in vitro e pronto para implantar custa 2.500 dolares.

Como a Igreja já tinha anunciado há muito tempo, o uso da prática da inseminação “in vitro” levaria ao comércio da vida humana; um desrespeito com a dignidade humana. O poeta Vandré dizia: “Com gado a gente ferra, tange, engorda e mata, mas com gente é diferente”. O embrião já é um ser humano pois contém já toda a mensagem genética de sua vida. Não pode ser vendido como uma mercadoria.

 Os doadores de espermatozóides e óvulos são especialmente selecionados antes. Candidatos a esta nova forma de adoção podem então escolher seus embriões “a la carte” de acordo com a origem étnica, educação ou características físicas dos pais biológicos. A partir daí a vida deixa de ser uma doação amorosa dos pais para ser um mero e triste mercado. Pode-se baixar mais o nível de dignidade da vida?Na França a venda de gametas é proibida, nos Estados Unidos há vários bancos privados de esperma e agências especializadas em vender óvulos. A adoção de embriões “excedentes”  também é permitida.A Igreja, que é doutora em humanidade, como disse um dia Paulo VI, não aceita a manipulação da vida em nenhuma de suas formas. O Catecismo diz o seguinte:         §2275 - “Certas tentativas de intervenção sobre o patrimônio cromossômico ou genético não são terapêuticas, mas tendem à produção de seres humanos selecionados segundo o sexo e outras qualidades preestabelecidas. Essas manipulações são contrárias à dignidade pessoal do ser humano, à sua integridade e à sua identidade” única, não reiterável. (CDF, const. Donum vitae,1,6) 

 

(fonte: do Original em francês: http://www.genethique.org/revues/revues/2007/Janvier/20070119.1.asp - Tradução: Dr. Israel Gomy)  

  

Briga nos EUA por um bebê que nasceu de barriga de aluguel

Filed under: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 4:10 pm on Tuesday, February 20, 2007

 

 

 

Mais um triste caso acontece nos tribunais americanos por causa da geração de uma criança fora dos meios naturais estabelecidos por Deus. Um bebê de quase dois anos de idade e que nasceu da chamada “barriga de aluguel” é objeto de uma batalha legal que cinco pessoas enfretam para ter a custódia da criança. As pessoas que estão na briga judicial são: o pai biológico que pagou 23 mil dólares pela “barriga de aluguel”, a irmã do pai, a mãe biológica, Rachel Sullivan (que recebeu o dinheiro) e o casal que cuida da criança (pais adotivos)enquanto se decide com quem se deve ficar. (LAS VEGAS, 03 Ago. 06 (ACI)A custódia da criança foi dada a Sullivan depois que o pai biológico, o canadense homossexual Arthuro Nuosci, fora detido por falsa identidade e fraude postal e bancária. Embora agora esteja preso na Califórnia, Nuosci quer que sua irmã, Dolores Rizzi, no Canadá brigue pela custódia do menino e cuide dele até que seja solto no próximo ano. De igual modo, Sullivan apelando de uma decisão judicial anterior, em que outorgavam a custódia legal do menino a um casal de Salt Lake City. Apesar de eles desejarem adotá-lo, não tiveram o direito concedido porque o juiz Bruce Lubeck do Terceiro Distrito de Salt Lake City decidiu que não havia base legal para negar aos pais naturais seus direitos como tais. A Corte de Apelações de Utah decidiu que o caso não será suspenso por um mês, até 5 de setembro e não serão eles os encarregados de sentenciar, mas sim a Suprema Corte do Estado de Utah.Esta é mais uma confusão gerada pela fecundação artificial e pelo chamado “útero de aluguel”. Quem acaba sofrendo as conseqüências piores é evidentemente a criança, a vítima inocente que acaba ficando sem os pais verdadeiros e sem a família. É por isso também, além de outras razões doutrinárias, que a Igreja não aceita que a vida seja gerada sem que seja pelo exclusivo ato de amor sexual dos pais da criança, unidos pelo matrimônio. Se isso fosse observado todas essas confusões e complicações que têm surgido, seriam evitadas. Na Inglaterra houve há meses, um caso triste: uma enfermeira trocou os embriões de duas mães que iam fazer uma inseminação artificial para engravidar; uma negra e outra loira, e acabou que a mulher loira teve uma criança negra e a mulher negra teve uma criança loira. A briga também foi para a justiça para se definir quem era  mãe de quem. Ora, não se pode brincar com a vida e com os ser humano deste jeito. A família é fundamental para cada pessoa se desenvolver bem, e fazer a experiência do amor, sem o que ninguém é feliz.          A Igreja não aceita qualquer manipulação dos embriões humanos. O Catecismo da Igreja ensina que: “Certas tentativas de intervenção sobre o patrimônio cromossômico ou genético não são terapêuticas mas tendem à produção de seres humanos selecionados segundo o sexo e outras qualidades preestabelecidas. Essas manipulações são contrárias à dignidade pessoal do ser humano, à sua integridade e à sua identidade” única, não reiterável. (CDF, const. Donum vitae,1,6) (Cat. §2275)Sobre a inseminação artificial, a Igreja também não a aceita: “As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem “o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um através do outro” (CDF, instr. DV, 2,1).         “Praticadas entre o casal, essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que “remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Uma tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos” (CDF, instr. DV, II,741,5).          “A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos… Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa”. (CDF, instr. DV, II,4). (Cat. §2376/7)         Aos casais que não podem ter um filho por razões de esterilidade, a Igreja recomenda a adoção:          “O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de terem esgotado os recursos legítimos da medicina, sofrerem de infertilidade, unir-se-ão à Cruz do Senhor, fonte de toda fecundidade espiritual. Podem mostrar a sua generosidade adotando crianças desamparadas ou prestando relevantes serviços em favor do próximo” (Cat. §2379). O filho do coração não é menor que o filho da carne.          O Papa Paulo VI dizia que “a Igreja é doutora em humanidade”, mais uma vez estamos vendo que quando os ensinamentos da Igreja sobre a pessoa humana são desrespeitados, a humanidade sofre.  

Prof. Felipe Aquino  

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