A libertaçaõ evangélica

Filed under: Teologia — Prof. Felipe Aquino at 3:09 pm on Wednesday, April 18, 2007

Los Teólogos de la Liberación contestan al Papa

Filed under: Teologia — Prof. Felipe Aquino at 2:01 pm on Wednesday, April 18, 2007

«Bajar de la cruz a los pobres»

 

Participam: Marcelo BARROS, Leonardo BOFF, Teófilo CABESTRERO, Oscar CAMPANA, Víctor CODINA, José COMBLIN , CONFER de Nicaragua, Lee CORMIE, Eduardo DE
LA SERNA, José ESTERMANN, Benedito FERRARO, Eduardo FRADES, Luis Arturo GARCÍA DÁVALOS, Ivone GEBARA, Eduardo HOORNAERT, Diego IRARRÁZAVAL, Jung Mo SUNG, Paul KNITTER, João Batista LIBÂNIO, María y José Ignacio LÓPEZ VIGIL, Carlos MESTERS, Ricardo RENSHAW, Jean RICHARD, Pablo RICHARD, Luis RIVERA PAGÁN, José SÁNCHEZ SÁNCHEZ, Stefan SILBER, Ezequiel SILVA, Afonso Mª Ligório SOARES, José SOLS LUCIA, Paulo SUESS, Luiz Carlos SUSIN, Faustino TEIXEIRA, Tissa BALASURIYA y José María VIGIL.
  Miércoles, 18 de abril 2007Ya hay respuesta oficial, rápida y contundente de los Teólogos de
la Liberación
al Papa por la reciente condena de Jon Sobrino. En forma de libro, firmado por más de una treintena de los máximos representantes de esta corriente teológica que algunos se empeñan en enterrar.

La Asociación Ecuménica de Teólogos/as del Tercer Mundo, ha puesto en internet su libro digital colectivo « Bajar de la cruz a los pobres: cristología de la liberación». Son 40 personas las que colaboran, desde distintos países, mayormente latinoamericanos, pero no sólo. Aunque toma ocasión en
la Notificación vaticana sobre Jon Sobrino, los teólogos/as apuntan más allá, defendiendo y llevando más allá la «cristología de la liberación», que es lo que en defintiva está en cuestión, esa cristología que pone especial interés en « bajar de la cruz a los pobres».

La ASETT ha querido mostrar que los teólogos/as están vivos, y despiertos, y que al mes exacto de la publicación de
la Notificación
son capaces de aparecer con una palabra unida y a pie de calle , sin  tecnicismos, de cara a la opinión pública.
En castellano
la ASETT va a hacer una experiencia nueva: salir a la calle con una edición enteramente digital. Como tal, el libro está en un archivo pdf de 1′7 Mb y está destinado a ser leído en pantalla. Puede imprimirse en impresora casera, pero no es recomendable, porque son 272 páginas

Pero el libro está pensado también para ser impreso con la técnica llamada de «impresión digital» (en algunos países llamada “docutec”), que no es el offsett, sino que permite tiradas cortísimas, de hasta sólo 10 ejemplares, por ejemplo. Ello significa que cualquier grupo de amigos, comunidad, alumnos de un aula, miembros de una parroquia o congregación… pueden imprimir una mínima cantidad de libros en cualquier copistería o imprenta que disponga de esa técnica, hoy muy común. Con el archivo de plena resolución (simplemente hay que solicitarlo), basta llevarlo a la imprenta (o dar a la imprenta la dirección de internet en la que está) y será impreso en forma de verdadero libro, y prácticamente al mismo precio que un libro normal. Invitamos encarecidamente a quienes puedan a hacer esta experiencia y comunicarnos.

Fonte:

 http://www.servicioskoinonia.org/LibrosDigitales/

Livro do Papa contraria visões politizadas

Filed under: Palavras do Papa — Prof. Felipe Aquino at 11:54 am on Monday, April 16, 2007

Autor: Antônio Marujo - Jornalista e Escritor 

 

 

É um livro que pretende traduzir apenas uma “busca pessoal” e não quer afirmar-se como um “ato relevante” do magistério do Papa. “Jesus de Nazaré”, da autoria de Joseph Ratzinger ou Bento XVI, será posto à venda na Itália, Alemanha e Polônia amanhã, dia em que o Papa faz 80 anos. Em maio estará nas livrarias portuguesas..O livro já se anuncia como tentativa de contrariar perspectivas políticas da figura de Jesus ou especulações sem fundamento histórico como as veiculadas por ficções como O Código Da Vinci. Mas a obra pode ser discutida e contestada. “Qualquer pessoa é livre de me contradizer”, escreveu o Papa, citado pela Reuters. .Com este texto, iniciado em 2003, dois anos antes de ser eleito Papa, Ratzinger denuncia os “maus livros, destruidores da figura de Jesus e da fé, cheios de resultados presumidos de exegese”. A citação, transcrita pela AFP, pode ser lida como alusão ao Código, que foi criticado por várias figuras destacadas da Igreja. .“Tentei apresentar o Jesus dos Evangelhos como o verdadeiro Jesus, como o Jesus histórico no verdadeiro sentido”, escreve o Papa, que já antes de ser eleito, era um dos mais importantes teólogos católicos. A reafirmação de que esta é uma obra do pensador e não do líder da Igreja Católica é feita numa sinopse do livro, citada pela Zenit, uma agência oficiosa do Vaticano. Jesus de Nazaré “reflete a busca pessoal do ‘rosto do Senhor’ por parte de Ratzinger e não pretende ser um documento do magistério”, diz o texto. Ou seja, não tem o caráter oficial e hierárquico de textos como as encíclicas ou as exortações..Com um livro pleno de citações da Bíblia e de autores tão diferentes como Karl Marx, Madre Teresa, Sócrates, Confúcio, Dante ou Nietzsche, Ratzinger alerta: “A interpretação da Bíblia pode tornar-se um instrumento do Anticristo”. O Papa insiste na idéia do “primado de Deus” e critica os que pretendem que a Igreja “se preocupe antes de mais com o pão a dar ao mundo”. Quando Deus é considerado “secundário” em relação a outras coisas pretensamente mais importantes, estas “fracassam”: A experiência negativa do marxismo não é a única a demonstrá-lo, acrescenta. 

.Estas referências têm outros alvos: de um lado, os biblistas que acentuam o estudo histórico da figura de Jesus. Nesta perspectiva, o Papa enaltece o método histórico-crítico como “indispensável para uma exegese séria” e que colocou à disposição uma grande quantidade de material e conhecimentos que permitem reconstruir a figura de Jesus”. Apesar disso, Ratzinger diz que “só a fé pode fazer compreender que Jesus é Deus”. O outro alvo é a teologia da libertação, que defendia, a partir da análise da realidade, uma maior intervenção social da Igreja. .“Sim, realmente aconteceu. Jesus não é um mito. É um homem feito de carne e sangue, uma presença totalmente real na história. Ele morreu e ressuscitou de entre os mortos”, diz Ratzinger. .O livro cita ainda problemas do mundo contemporâneo como o drama das populações de África, “roubadas e pilhadas” pelo “estilo de vida” ocidental. A obra será publicada em 20 línguas. Ratzinger planeja um segundo volume consagrado às narrativas da infância de Jesus. No primeiro, analisa a vida pública de Cristo, desde o batismo no Jordão até o episódio da Transfiguração. .Portal Católico portalcatolico@portalcatolico.org.br www.portalcatolico.org.br

A permanente caridade da Igreja - Parte II

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 7:44 pm on Sunday, April 15, 2007

Durante os séculos após a morte de Carlos Magno em 814, muito dos cuidados aos pobres, até então a carga das paróquias da Igreja, migraram para os mosteiros. Nas palavras do rei S. Luiz IX da França, os mosteiros eram “o patrimônio dos pobres”; o que sempre foi desde o séc. IV. Em cada lugar onde surgia um mosteiro, nos vales e montanhas, formavam-se centros de vida religiosa organizada com escolas, modelos para a agricultura, indústria, piscicultura, reflorestamento, proteção aos viajantes, alívio para os pobres, órfãos, cuidado dos doentes, e atividade cultural como já vimos.

Durante os períodos mais escuros da Idade Média, os monges deram refúgio aos peregrinos aliviando os horrores da neve nos Alpes. Os beneditinos premostratenses, bem como as Ordens mendicantes de S. Domingos de Gusmão e de S. Francisco de Assis se destacaram na caridade. Para S. Bento “cada visitante devia ser recebido no mosteiro como se fosse o próprio Cristo”. Mas os monges não apenas esperavam os pobres virem a eles, iam atrás dos pobres e doentes para socorrê-los.

O que aconteceu com os mosteiros da Inglaterra de Henrique VIII, no séc. XVI, aconteceu também na França com a Resolução Francesa de 1789, quando os mesmos revolucionários confiscaram as propriedades da Igreja: secou a fonte da caridade. Na época o arcebispo de Aix em Provença alertou que tal roubo era uma ameaça à educação e à provisão do povo. Em 1847 a França tinha 47% hospitais a menos do que no ano do confisco e em 1799 os 50.000 estudantes das universidades se reduziram a 12000 [ Davies, Michel, “ For Altar and Throne: The Rising in the Vendée, St. Paul, Minn.: Remmant Press, 1997, pag 11].

O que poucos estudantes universitários sabem, e que muitos professores escondem, é que a Igreja Católica revolucionou a caridade na civilização ocidental tanto no seu espírito quanto em sua realização. Ninguém como a Igreja socorreu tanto os pobres, órfãos, viúvas e doentes. E isto não apenas durante um período de sua História, mas durante os vinte séculos de sua existência.  Nos tempos dos bárbaros a civilização foi abandonada; só a Igreja lutava contra a miséria, socorria os indigentes; os “pobres benditos” que viviam perto da catedral; havia os “fundos de socorro” que estavam em toda parte. Os bispos e sacerdotes amavam os pobres. Havia também hospícios, hospedarias para estrangeiros e hospitais mantidos pela Igreja; surgiram depois os leprosários e ou ‘hospitais de Lázaro”.

Os fracos, pobres, órfãos e viúvos estavam sob a proteção da Igreja. A maior parte dos rendimentos dos mosteiros era aplicado na caridade. Especialmente nas épocas de grandes calamidades, fomes e flagelos, a caridade da Igreja se fazia presente, pois o Estado pouco fazia. O povo, então, se voltava para os conventos, cujos celeiros, viveiros eram abertos ao povo. “Foram numerosas as casas de bispados e mosteiros que venderam os seus tesouros, e até mesmo os vasos sagrados, para arrancarem da fome o povo cristão que os rodeava” (Daniel Rops, V. III, 281).

A partir do séc. IX cada paróquia tinha organizado o auxílio aos pobres e possuía um registro, a “matrícula”, dos que recebiam ajuda; tudo era subsidiado pela quarta parte dos dízimos e metade das doações feitas à paróquia. Os mosteiros tinham também a sua “matrícula” sob os cuidados do monge “esmoler”.

A partir do séc. XI começaram a surgir as Ordens dedicadas à caridade. A Ordem hospitalar mais antiga foi a dos “Antoninos”; nasceu em Vienne, em 1095, na paróquia onde estavam as relíquias de Santo Antão. Foi a Ordem dos “Irmãos Hospitalares de S. Antão”. Em 1178 foi fundada por Guy de Montpelier a “Ordem do Espírito Santo”, hospital para crianças abandonadas; no final do séc. XIII tinha cerca de 800 casas. Em 1150 surgiu em Bolonha os “Crucifeu”, e na Boêmia os “Stelliferi” em 1160. Em 1099, após a tomada de Jerusalém pelos cruzados surgiu a “Ordem de S. Lázaro”, para cuidar dos leprosos do Oriente. Foram trazidos também para a França por Luiz VII e cresceram muito na Europa e na Ásia, onde chegaram a ter 3000 leprosários. Inocêncio IV a transformou em “Cavaleiros de São Lázaro” que existem até hoje.

Assim, com o esforço conjunto da hierarquia da Igreja, das novas Ordens caritativas e da generosidade popular, surgiu uma multidão de instituições de caridade. É de se registrar que a Igreja pedia que as crianças abandonadas fossem deixadas nas portas dos mosteiros, para não serem mortas. Estas eram cuidadas pela Ordem do Espírito Santo ou pelos hospitalários de São João de Jerusalém, que vieram do Oriente para prestar seus serviços na Europa. Alguns desses asilos de crianças eram enormes e elas só saíam daí trabalhando. Havia casas especializadas em leprosos, o grande mal daquele tempo. A Igreja tinha aprendido com o “beijo de S. Francisco de Assis no leproso”, a ver neles um irmão
em Cristo. S. Luiz de França, Santa Isabel da Hungria e Santa Hedwiges se destacaram nessa caridade. Só na França em 1225, o rei Luiz VIII comprovou a existência de mais de dois mil leprosários. S. Roque (1293-1327), patrono dos leprosos, consagrou toda a sua vida ao cuidado deles, tendo morrido leproso.

É impossível enumerar todas as formas de caridade assumidas pelas pessoas da Igreja. Algumas se consagraram à recuperação das prostitutas, essa chaga social. Inocêncio III numa bula de 1198 prometeu remissão total dos pecados aos homens piedosos que desposassem essas mulheres reconduzindo-as ao bom caminho. Pedro o Eremita fundou uma Congregação para salvá-las; e surgiram outras com a mesma finalidade. A mais célebre foi a Ordem das “Irmãs penitentes de Santa Madalena”, as ”madalenetas”.

Também os viajantes e peregrinos eram protegidos pela caridade cristã. Na Itália, os Hospitalários d’Altapaseio guiavam os viajantes nos pântanos perigosos de Luca; na Espanha, os Cavaleiros de Santiago protegiam os peregrinos de Compostela; na Palestina, essa era uma das funções dos Templários.

A Cristandade não era uma noção abstrata, mas sim a própria força de Cristo animando a sociedade. Há a caridade que vai mais longe ainda. Não podemos deixar de falar aqui das “Ordens redentoras”, que na Ásia e na África; esses heróis que partiam para os países muçulmanos e se ofereciam para substituir os fiéis cativos e escravos correndo risco de morte. São as Ordens fundadas em 1198 por São João da Mata (os Trinitários); em 1223 pelo francês São Pedro Nolasco (os Mercedários – Nossa Senhora dos Mercês) e por S. Raimundo de Peñafort, espanhol. Desde a sua fundação até a revolução Francesa (1789), estas duas Ordens libertaram mais de 600.000 cativos, entre os quais Cervantes, o mestre espanhol.

Essa caridade da Igreja ultrapassa em muitas as nossas obras sociais e a Previdência Social de hoje. O regulamento dos hospitais de Paris, em 1230, dizia que se deviam receber “os pobres e doentes como ao Senhor”. Em todos os testamentos parisienses, da Idade Média, há uma doação para o “Hotel-Dieu” de Paris (o Hotel de Deus).

E a Igreja, em 2000 anos, nunca precisou lançar mão da ideologia marxista para fazer caridade, jogando os ricos contra o pobres e promovendo a luta de classe e ações fora da lei; ao contrário, sempre a condenou como um grande mal. A caridade de Cristo, dos Apóstolos, dos Santos e das Santas, de Madre Teresa de Calcutá, de S. Francisco de Assis, de S. Camilo de Lellis, de S.João Bosco…, nunca precisou de uma ideologia materialista e inimiga de Deus para a impulsionar. A força propulsora desta caridade bimilenar sempre foi a oração, a Eucaristia, o amor a Deus e aos irmãos, vendo no que sofre o Cristo que padece. É por isso que não entendemos e nem aceitamos as raízes  da teologia da libertação.  Prof. Felipe Aquino  

A permanente caridade da Igreja - Parte I

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 7:23 pm on Sunday, April 15, 2007

 

A Igreja moldou a civilização ocidental em todos os seus campos: arte, música, arquitetura, direito, economia, moral, ciência, letras, línguas, etc,; mas, o ponto mais marcante foi o da caridade. Seria impossível escrever a história completa da caridade da Igreja, desde que Jesus ensinou os seus discípulos a “a amar o próximo como a si mesmo”.

São incontáveis os números de hospitais, sanatórios, escolas para crianças pobres, asilos, creches, etc… que os filhos da Igreja sempre mantiveram durante todos esses vinte séculos de cristianismo. E ainda hoje essa rede imensa de caridade continua; só para dar um exemplo, basta dizer que 25% de todas as obras de assistência aos aidéticos hoje são mantidas pela Igreja católica em todo o mundo.

Mesmo o francês Voltaire, talvez o maior anti-católico do séc. XVIII,  teve de reconhecer a caridade dos filhos da Igreja. Ele disse que “talvez não haja nada maior na terra do que o sacrifício da juventude e da beleza, realizado pelo sexo feminino para trabalhar nos hospitais para aliviar a miséria humana”.

A caridade católica sempre foi totalmente gratuita, desinteressada, diferente de muitas outras formas de filantropia que esperavam algum retorno seja em forma de reconhecimento ou de destaque social.

A caridade ensinada por Cristo foi “algo novo” no mundo antigo; onde se deve “amar até o inimigo” e “perdoar os que nos maltratam”. Esta caridade foi a mola propulsora de todas as ações da Igreja Católica, embora muitos de seus filhos possam às vezes ter negado isto com seus atos; mas isto não anula este fator determinante  na vida e na ação das pessoas e das instituições da Igreja. Também para a Igreja vale a frase do Apóstolo: “a sua imensa  caridade encobre a multidão dos pecados dos seus filhos.”

Os Padres da Igreja que legaram seus ensinamentos ao mundo, mesmo entre suas enormes ocupações, tiveram tempo de se dedicar ao serviço da caridade. Santo Agostinho fundou um hospital para peregrinos, resgatou escravos, e socorreu os pobres. Ele pedia ao povo não lhe dar roupas, mas vendê-las e dar o dinheiro aos pobres. São João Crisóstomo, o grande Patriarca de Constantinopla no século IV, fundou ali uma série de hospitais. São Cipriano de Cartago e S. Efrém organizaram grandes trabalhos nos tempos de pragas e fome. Não há um santo sequer da Igreja que não tenha vivido exemplarmente a caridade.

A Igreja desde o seu início cuidou dos órfãos e viúvas,  numerosos por causa das guerras, e estava presente para socorrer os doentes em todas as epidemias. Muitos e muitos santos e católicos perderam as suas vidas socorrendo os doentes. Durante a peste que atingiu Cartago e Alexandria, os cristãos ganharam respeito e admiração pela coragem e bravura com que consolavam os moribundos e enterravam os mortos, enquanto os pagãos abandonavam até mesmo os amigos à sua terrível sorte.

Sabemos que hospitais como temos hoje não havia na civilização grega e romana; a Igreja Católica foi pioneira em criá-los com médicos, enfermeiros, remédios, e demais procedimentos. No século IV a Igreja começou a mantê-los nas cidades menores, atendendo viajantes e doentes, viúvos, órfãos e pobres.

Uma mulher chamada Fabíola, por caridade cristã, criou o primeiro hospital público 
em Roma. S. Basílio Magno fundou um hospital em Cesaréia, na Terra Santa, no século IV, especialmente para os leprosos. Os mosteiros também prestaram muitos atendimentos aos doentes.

Risse Guenter, em “A History of Hospitals”, mostra que quando caiu o império romano do ocidente (476), os mosteiros assumiram cada vez mais os cuidados dos doentes como nunca foi feito na Europa por vários séculos.  Esses mosteiros se tornaram verdadeiras escolas de medicina entre os séculos V e X; falava-se do período da medicina monástica. Durante os anos do reavivamento (séc. IX) com Carlos Magno, os mosteiros se destacaram como os principais centros de estudo e transmissão dos textos antigos de medicina.

Durante as Cruzadas, as ordens militares católicas administraram hospitais em toda a Europa. Por exemplo, os Cavaleiros de São João (Hospitaleiros), que deixaram na Europa a sua marca na história dos hospitais, desde 1080, ajudaram os pobres e os peregrinos que iam à Terra Santa. Com Godofredo de Bulhões esses hospitais cresceram de importância.

Os “Hospitais de São João” impressionavam pelo profissionalismo, onde se realizavam até pequenas cirurgias e os doentes recebiam visitas duas vezes ao dia dos médicos, banhos e duas refeições principais, além de roupas limpas e brancas. Esses hospitais foram modelos para a Europa.

A caridade da Igreja sempre foi tão grande que impressionou até os seus inimigos. O escritor pagão Lúcio (130-200) escrevia impressionado com a urgência com que os cristãos se ajudavam mutuamente.

O próprio imperador Juliano, o Apóstata, inimigo do cristianismo, que tentou restabelecer o paganismo no império, por volta de 360, elogiava a caridade dos cristãos e reconheceu que enquanto os sacerdotes pagãos abandonavam os pobres, os “odiados galileus” os tratam com caridade, com as mesas preparadas para os indigentes, algo que era comum entre eles.

Mesmo Martinho Lutero, inimigo da Igreja, fundador do protestantismo,  foi obrigado a reconhecer que “sob o Papa o povo era ao menos caridoso, e que não era preciso a força para conquistar as almas, e que agora, no “reino do Evangelho” (Protestantismo) ao invés de dar, eles roubam um ao outro”. [Baluffi, ].

Frederick Huiter, um biógrafo do Papa Inocêncio III declarou: “Todas as instituições beneficentes que a humanidade possui nesses dias para ajudar os pobres, todos os que têm sido feito para a proteção dos indigentes e aflitos… e todos os tipos de sofrimentos, vem direta ou indiretamente da Igreja de Roma”. [Baluffi].

No séc.XVI quando Henrique VIII tornou-se inimigo da Igreja e suprimiu os mosteiros da Inglaterra e confiscou as suas propriedades, a conseqüência social, foi enorme. Houve uma rebelião popular em 1536 conhecida como “Peregrinação da Graça”, que teve muito a ver com a ira do povo com o desaparecimento da caridade dos mosteiros. [Daniel Rops. V.1, pág. 181]. A dissolução dos mosteiros ingleses e a redistribuição de suas terras – garante Philip Hughes -  significou a ruína de milhares de pobres camponeses, a  destruição de pequenas comunidades que os sustentavam”. Milhares de desempregados das fazendas foram colocados nas ruas; o pauperismo cresceu assustadoramente.

 

Prof. Felipe Aquino - site: www.cleofas.com.br

 

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