Notícias do programa Escola da Fé: 12/07/2007

Filed under: Noticias da Escola da Fé — Prof. Felipe Aquino at 4:39 pm on Thursday, July 12, 2007

- Bento XVI autoriza publicação do Documento de Aparecida
- Bento XVI publicou hoje o “Motu Proprio” sobre a liturgia romana anterior à reforma de 1970
- Documento da Congregação da Fé reafirma que “A Igreja subsiste somente na Igreja Católica”
- Juiz é denunciado por preconceito contra gays em SP
- Citar a Bíblia Já é Crime no Brasil
- Santa Sé pede para respeitar a dignidade humana inalienável dos emigrantes irregulares
- Realizarão no México 3º Congresso Nacional de Exorcistas
- Bispos defendem pronunciamento de Episcopado sobre realidade da Venezuela
- Ex-ativista gay alenta homossexuais a abandonar estilo de vida promíscuo
- Semanário espanhol confirma lado maçônico de Educação para a Cidadania
- Dom Lückert: Têm que estar alertas porque Chávez quer uma Constituição a sua medida
- Arcebispo: É inaceitável usar educação para ideologizar jovens

O Terceiro Mandamento

Filed under: Mandamentos — Prof. Felipe Aquino at 4:38 pm on Thursday, July 12, 2007

O Terceiro Mandamento nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a ele deve ser dedicado. “Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho” (Ex 20,8-10). O dia do sábado no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo; por isso, a Igreja, desde os Apóstolos guarda o domingo como o dia do Senhor (Dominus).

Jesus ressuscitou dentre os mortos “no primeiro dia da semana” (Mc 16,2). Este “primeiro dia”, o dia da Ressurreição de Cristo, lembra a primeira criação. Enquanto “oitavo dia”, que segue ao sábado, significa a nova criação inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Para os cristãos, ele se tomou o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (”dies dominica “), o “domingo”. São Justino já no século II dizia: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia (após o sábado dos judeus, mas também o primeiro dia) em que Deus extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, nesse mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos.”

O Catecismo da Igreja afirma que “Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa”. “Satisfaz ao preceito de participar da missa quem assiste à missa celebrada segundo o rito católico no próprio dia de festa ou à tarde do dia anterior. (Cat. §2180)

“Por isso os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios (por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem pecado grave.” (§2181)

As necessidades familiares ou uma grande utilidade social são motivos legítimos para dispensa do preceito do repouso dominical. Neste caso a pessoa deve participar da Missa outro dia.

O domingo deve ser dedicado às boas obras; à evangelização, catequese, à caridade, aos serviços aos doentes e idosos. É o dia de se visitar os parentes, descansar; fazer uma reflexão, silêncio, meditação. Quem precisa trabalhar no domingo, então deve buscar o repouso e a oração em outro dia. E os patrões têm a obrigação de facilitar aos empregados ao menos participar da santa Missa no domingo.

Prof. Felipe Aquino

Nota do CONIC referente aos esclarecimentos sobre a “DOMINUS IESUS” apresentados pela congregação para a Doutrina da Fé no dia 10 de julho de 2007

Filed under: Noticias da Igreja — Prof. Felipe Aquino at 1:55 pm on Thursday, July 12, 2007

O Vaticano divulgou nesta terça-feira, dia 10 de julho, um documento, datado de 29 de junho último, que esclarece questões doutrinais internas da Igreja Católica Apostólica Romana. Este texto reafirma de modo claro que a Igreja Católica reúne todos os requisitos da Igreja cristã fundada originalmente por Jesus Cristo e seus apóstolos e esclarece o que já foi afirmado no documento “Dominus Iesus”, divulgado no ano 2000.

Estes esclarecimentos, apesar de tratarem de um assunto polêmico, não trazem em si nenhum elemento novo que atinja a causa da unidade dos cristãos, pois são todos assuntos já postos na mesa dos diálogos ecumênicos. O texto é obra da Congregação para a Doutrina da Fé, tendo sido previamente aprovado pelo Papa Bento XVI para publicação, em forma literária de perguntas e respostas, sem maior desenvolvimento das questões. O atual Prefeito da Congregação, cardeal William Levada, e seu Secretário, monsenhor Angelo Amato, assinam o documento.

As “respostas” mostram que Bento XVI continua firme em suas convicções de defender o Cristianismo contra o relativismo contemporâneo e para isto ele aponta para a Igreja Católica como a única que, através de sua continuidade histórica, é capaz de manter uma referência moral e religiosa da herança cristã. Ao afirmar isto, o Papa indica que apenas na Igreja Católica estes valores podem ser encontrados de forma plena, pois nela subsistem os valores imutáveis do Cristianismo originário. Nas outras comunidades eclesiais cristãs, de acordo com o documento, estes valores estão presentes, mas com uma certa deficiência, tendo em vista que as mesmas não possuem a plenitude dos elementos da única Igreja de Cristo, segundo a auto-consciência da Igreja Católica.

Estes esclarecimentos são considerados salutares para a caminhada ecumênica, pois reafirmam a identidade da Igreja Católica e, conseqüentemente, chamam às demais Igrejas cristãs a refletirem sobre a sua eclesiologia e identidade. Isto permitirá continuar num diálogo franco e aberto. Bento XVI, em sua recente visita ao Brasil, reafirmou o compromisso da Igreja Católica para com o ecumenismo, apontando para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) como canal de diálogo com outras denominações cristãs. A palavra chave aqui, reafirmada no documento de ontem, é “diálogo”. O subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, Pe. Agostinho di Noia, afirma que o documento visa esclarecer a identidade da Igreja Católica, mas não altera o compromisso da mesma com o diálogo ecumênico.

Apesar de toda a repercussão na mídia, lembrando o sucedido no ano 2000 com a “Dominus Iesus”, convidamos a todas as Igrejas cristãs a continuarem refletindo e orando intensamente pela perfeita recomposição da plena unidade de todos os cristãos, cada uma dentro de sua própria identidade, mas sempre abertos ao diálogo e à partilha da fé. Devemos cada um fazer um exame de consciência diante do Senhor, pelo fato da unidade ainda não ter sido alcançada por conta de nossas falhas. O Espírito Santo continua agindo no mundo ecumênico, apesar de nós. O diálogo entre as Igrejas é uma resposta positiva ao apelo à unidade feito por Cristo.

Certamente, no caminho da unidade, existem ainda sérias dificuldades a serem superadas, sejam por razões históricas ou teológicas. Por isso mesmo devemos estar afeitos à oração, abertos ao diálogo, conscientes de nossa identidade, de nossa história e do compromisso de todos na busca da plena comunhão eclesial. Esta é a nossa esperança para que o mundo creia.

Brasília, 11 de julho de 2007

Rev. Luiz Alberto Barbosa

Secretário Executivo

Pe. Gabriele Cipriani

Secretário Adjunto