Alterações não prejudicam Documento de Aparecida, afirma presidente da CNBB
Dom Geraldo Lyrio destaca importância do texto autorizado pelo Papa
BRASÍLIA, sexta-feira, 24 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio, considera que as alterações feitas no Documento de Aparecida não o prejudicam.
«Uma vez que o documento foi aprovado pelo Papa, nós o acolhemos tal como está. As alterações não prejudicam em nada o documento que traz palavras de orientação e diretrizes para dinamizar a ação pastoral», afirmou o arcebispo de Mariana, essa quarta-feira, em coletiva de imprensa na CNBB.
Uma polêmica foi suscitada após teólogos apontarem alterações no documento aprovado pelos bispos em maio passado, no encerramento da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
Um dos presidentes da Quinta Conferência, o cardeal Francisco Errázuriz Osa, havia explicado que houve algumas alterações, «como de um ponto, ou uma vírgula, mas o documento levado ao Papa é esse documento [de Aparecida] evidentemente». (cf. Zenit, 18 de agosto de 2007).
«Uma Conferência como esta –acrescentava o arcebispo de Santiago– é uma Conferência que está elaborando orientações pastorais para 40% dos católicos no mundo. Trabalham em comunhão com o Papa, que tem a responsabilidade por 100% dos católicos no mundo.»
«Por isso, estes documentos sempre são levados ao Santo Padre; ele pede a colaboração dos distintos Dicastérios técnicos e pode ser que algum tenha dito: esta frase pode ser mais precisa.»
«O que nós sabemos é que a Congregação para a Doutrina da Fé disse que não havia afirmação alguma no documento que fosse contra ao dogma, à moral. Mas pode ser que algum dos Dicastérios tenha dito: é melhor utilizar essa palavra, fica mais claro; e contra isso estão reclamando», explicou o arcebispo.
Nesse contexto, o presidente da CNBB comentou que as alterações que chamam mais a atenção referem-se ao tópico das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
No entanto, ele afirma que «a vida e a experiência das CEBs não foram atingidas. As CEBs estão no documento e isso é o mais importante».
Dom Geraldo Lyrio considera o texto muito bom e a aprovação pelo Papa significa, na opinião do arcebispo, um reconhecimento importante.
fonte: ZP07082408 - 24-08-2007
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