Católicos conseguem fechar exposição blasfema na Espanha
Foi realizado na cidade de Ibiza, na Espanha, uma exposição blasfema, com imagens pornográficas de Jesus Cristo e João Paulo II, promovida e ajudada pela Prefeitura local, organizada pelo Patronato Municipal do Museu de Arte Contemporânea de Ibiza. (acidigital.com – 22 set 07)
O Arcebispo de Toledo, Cardeal Antonio Cañizares, logo protestou dizendo que tanto estas “manifestações pseudo-artísticas”, como a tentativa de impor a controvertida disciplina “Educação para a Cidadania” (EpC), são parte de “um grande projeto que é erradicar a realidade de Deus” e “eliminar à Igreja Católica” da sociedade espanhola”.
“Há um projeto de erradicar a Deus, e isso é o laicismo, não a sã laicidade, – a autonomia que corresponde ao mundano pelo fato de ser mundano –. É algo muito grave que se volta contra o próprio homem”. O projeto é “eliminar à Igreja Católica”. “Não é um julgamento de intenções. Os fatos são os fatos, e se vão dando passos e passos. Mas não poderão. Não se pôde durante dois mil anos. E isso não é pretensão nem minha arrogância, mas sim é me remeter aos fatos, à realidade, à verdade. Essa verdade que se trata de rechaçar ou de destruir”.
Os bispos espanhóis deploraram “a atuação dos poderes públicos”, em relação a esta exposição realizada em uma antiga igreja de Ibiza com “obras artísticas” que mostram Jesus Cristo, João Paulo II sodomizado e imagens católicas mescladas com cenas de sexo homossexual, e alentaram aos católicos a “responder, cultural e juridicamente, a todo tipo de agressões ao sagrado”, infelizmente muito freqüentes na Espanha e no Brasil também. Os titulares da Província Eclesiástica de Valência expressaram em 22.09.07, em um comunicado sua “mais enérgica condenação, a reprovação mais firme e o rechaço total a essas expressões que ofendem os sentimentos dos católicos e violam o elementar e fundamental respeito pelas crenças religiosas”.
Estes fatos “adquirem uma gravidade ainda maior ao acontecer em um local, antigo templo católico, propriedade do Bispado de Ibiza, que o tinha cedido à Prefeitura de Ibiza em um convênio de colaboração, cujas cláusulas a Prefeitura descumpriu reiteradamente apesar de ser requerido a isto”, indica o enérgico comunicado.
“Os Bispos vêem com preocupação a atuação dos poderes públicos que, além de violar as normas contratuais com o Bispado de Ibiza, dando assim um deplorável exemplo aos cidadãos, abandonam o princípio do respeito às idéias e as crenças de outros”, disseram os bispos.
Esta situação, adverte o texto assinado pelo Arcebispo de Valência e seus auxiliares, os bispos de Mallorca, Menorca, Segorbe-Castellón e Orihuela-Alicante, “é um perigoso sintoma da degradação da vida social, cultural e política que pode dar lugar a uma preocupante manipulação da verdade sobre o homem e a dimensão transcendente da pessoa”.
O Bispo de Ibiza, no dia 19.09.07, Dom Vicente Juan Segura, exigiu a “retirada imediata e urgente” das obras do holandês Ivo Hendriks. Tanto a responsável pela “Cultura da Prefeitura”, Sandra Mayans, como a prefeita, Lourdes Costa, expressaram sua negativa argumentando a defesa da liberdade de expressão e a liberdade de criação até as últimas conseqüências”.
Os bispos não duvidam em alentar a “responder, cultural e juridicamente, a todo tipo de agressões ao sagrado, que por desgraça se repetem com muita freqüência com a Igreja Católica em nossa nação”.
Depois dos enérgicos protestos de diversos bispos e católicos espanhóis, fechou-se e começou a ser desmanchada, cinco dias antes da data prevista pela Prefeitura governada com maioria do PSOE, a exposição que mostrava figuras obscenas e degradantes de Jesus Cristo, João Paulo II e a iconografia cristã. (Madri – acidigital.com – 27 set 07) O Bispo de Ibiza, Dom Juan Segura, presidiu a oração do Terço na igreja da Santa Cruz, em que expressou sua “gratidão aos paroquianos” por sua “adesão a Jesus Cristo e à Igreja”. O Bispo reconheceu ter “sofrido muito estes dias”. Entretanto, acrescentou, “não estive sozinho. Muitos homens, mulheres e jovens me mostraram seu apoio, o que me encheu de satisfação”. Finalmente comentou ter recebido numerosas amostras de apoio de toda a Espanha e América.Mais do que nunca os católicos precisam ficar atentos e alertas contra esse laicismo doentio e insano que se propaga numa sociedade neo-pagã, e que, como disse o Arcebispo de Toledo, é parte de “um grande projeto que é erradicar a realidade de Deus” e “eliminar à Igreja Católica” da sociedade”. A nossa Constituição jamais permite uma livre expressão da arte, absoluta, podendo ofender a fé e a religião das pessoas; aquilo que cada um de nós carrega de mais sagrado em seu coração. A liberdade não pode ser confundida com libertinagem; posso dar socos no ar à vontade, mas até não atingir o nariz do meu irmão. Pregar a liberdade de expressão sem respeitar os direitos dos outros, equivale à perversão intelectual e volta à barbárie.
A prova de que o direito de expressão não é absoluto, é que o Artigo 208 do nosso Código Penal, que trata dos crimes contra o sentimento religioso, diz bem claro:”Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.”
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br