Como capturar porcos selvagens?

Filed under: Política — Prof. Felipe Aquino at 10:05 pm on Monday, November 5, 2007

 
 Um irmão me enviou esta matéria. Penso que pode nos ajudar a refletir. Você sabe como capturar porcos selvagens? Não me passou o autor.
”Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbistas que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.

O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um “outro mundo possível”.
No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: “O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?”

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.
“Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado. Quando eles se acostumarem com a cerca,  voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.”
“Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados  que esqueceram como caçar na floresta,  e por isso aceitam a servidão.”

      
”O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele vira acontecer no seu país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas sociais, bolsas isso e aquilo, estatutos de “proteção”, cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de “bem-estar social”,  medicina e medicamentos “gratuitos”, sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.”

Dá para perceber que toda essa maravilhosa “ajuda” é um problema que se opõe ao futuro da democracia. Que Deus nos ajude se algum dia alguém fechar a porteira. Em Cuba já a fecharam há 50 anos, e agora parece que vão fechá-la na Venezuela também; a Bolívia e o Equador já começaram a colocar as cercas. 

Há lugares que as cercas são colocadas de maneira mais rápida, mas há lugares onde as cercas são colocadas bem devagarzinho porque os porcos selvagens são mais ariscos…

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br   

Reflexão sobre os mártires da Espanha

Filed under: Mártires — Prof. Felipe Aquino at 3:46 am on Monday, November 5, 2007

 

 

O Vaticano realizou na semana passada a maior cerimônia de beatificação de sua história. No domingo, 28 OUT 07, mais de 40.000 pessoas assistiram na Praça de São Pedro a missa em que foram beatificados 498 católicos mortos durante a Guerra Civil Espanhola, ocorrida entre 1936 e 1939.  

Participaram 71 bispos espanhóis, 1.300 sacerdotes concelebrantes e 2.500 familiares dos novos beatos; 50 mil peregrinos, dos quais 30 mil peregrinaram da Espanha. 

Os beatos proclamados são 2 bispos, 24 sacerdotes diocesanos, 462 membros de Institutos de Vida Consagrada, um diácono, um subdiácono, um seminarista e sete leigos; todos assassinados pelos republicanos por serem contra o regime comunista que se implantava na Espanha.  

Os religiosos foram beatificados, segundo o Vaticano, por ter morrido em nome da fé. “Esse martírio ocorrido com pessoas comuns é um testemunho importante para a sociedade secularizada de hoje”, disse o papa Bento XVI, no domingo. O  Papa João Paulo II já tinha beatificado 977 mártires da Guerra Civil Espanhola, dos quais onze já foram canonizados.  

Lamentavelmente a Espanha de hoje vive uma nova perseguição à Igreja com o primeiro ministro José Luiz Zapatero, que impulsiona um laicismo anti-católico naquele pais.  Em 2005, este governo socialista conseguiu aprovar o casamento entre homossexuais, inclusive com direito à adoção de crianças; incentiva o aborto, o divórcio e a eutanásia. 

A revista Veja (n. 2033 – 07 nov 07) em um artigo sobre os mártires, trouxe uma foto que mostra padres e freiras assassinados expostos ao povo em seus caixões. Diz a revista, que não é católica, que “Estima-se que 7.000 integrantes da Igreja Católica tenham sido mortos durante a Guerra Civil Espanhola. Na Catalunha e em Valência, padres foram queimados e castrados. Alguns foram enterrados vivos após ser obrigados a abrir suas próprias covas. Outros, depois de assassinados, ficavam expostos à população dentro de seu caixão. Muitas igrejas foram vandalizadas e incendiadas. Em algumas cidades, múmias das catacumbas de conventos foram exumadas.” 

Diz ainda a Revista que “A Guerra Civil Espanhola não foi apenas um conflito interno entre os espanhóis. Era uma guerra de todas as forças políticas que estavam em disputa na Europa. Entre os republicanos, que fizeram tantos mártires,  encontravam-se anarquistas, stalinistas, trotskistas, socialistas moderados e democratas liberais.” 

É lamentável que um acontecimento tão grande como esse, onde um atentado bárbaro à vida de 7000, entre bispos, padres, freiras e leigos, tenha tido tão pouca repercussão na mídia. Ao contrário, quando um padre erra, quando menos de 0,5% caem no pecado e no crime da pedofilia – que deve ser punido com rigor – neste caso a imprensa faz um estardalhaço tremendo; mas quando 7000 morrem assassinados de maneira fria e cruel, esta mesma imprensa quase se cala. É a prova da discriminação que existe hoje contra a Igreja Católica. Ela continua cada vez mais sozinha na defesa dos verdadeiros valores cristãos e está pronta hoje também a enfrentar novas perseguições. 

Sabemos que o século XX produziu mais mártires do que todos os outros séculos anteriores juntos. Com o passar do tempo a perseguição à Igreja parece, então, aumentar. O comunismo ateu e materialista matou cem milhões de pessoas, segundo Stephane Courtois (O livro negro do comunismo, Ed. Bertrand Russel, SP, 2005), e também o nazismo gerou muitos mártires. Ao lado disso temos as terríveis perseguições na Espanha (1936) e no México (1929) que deixaram milhares de mártires.  Será que não estamos diante de novas perseguições deste tipo?…

 

Em todas as épocas a Igreja não teve medo de defender a verdade de Deus e do Evangelho, e por isso é perseguida e martirizada; mas como Jesus Cristo, ela não tem medo da morte, embora alguns de seus filhos possam fugir do combate. Ela sabe que depois da morte Cristo a acolhe no seu Reino.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br