Alguns leitores me perguntam se os dinossauros existiram mesmo e se  a sua existência não se opõem aos ensinamentos da Bíblia.

 

A existência dos dinossauros é comprovada pela paleontologia e  não tem conflito com a Bíblia. O Gênesis não tem a intenção de  descrever a ordem ou o modo como apareceram as criaturas; não entra em questões de ordem científica, étnica  ou paleontológica.

 

Segundo o cálculo dos cientistas a Terra se formou a cerca de 5 bilhões da anos e sempre sofreu períodos de extinção em massa. 

 

Há 250 milhões de anos, quando a sua parte emersa formava apenas um continente, (a Pangéia), um acontecimento, como a queda de um asteróide pode ter extinguido várias formas de vidas primitivas. Mais tarde, favoreceu o aparecimento de novas espécies como plantas e dinossauros, durante os períodos triássico, jurássico e cretáceo (entre 250 milhões e 66 milhões de anos atrás).

 

Esses dinossauros eram répteis da super-ordem dos Arcossauros, com tamanho que variava de uma galinha até os tipos gigantescos, como, por exemplo, o diplodoco, com 27m de comprimento e cerca de 30 toneladas de peso.

 

Nas divisões do tempo geológico, houve a época era mesozóica, situada entre o paleozóico e o cenozóico. Abrange três grandes períodos: o triássico, o jurássico e o cretáceo. Durou cerca de 160 milhões de anos, estendendo-se de 225 a 65 milhões de anos atrás. Conhecida como a era dos répteis, foi a época em que dominaram os grande sáurios e surgiram os mamíferos e as aves.

 Tudo isto não está em conflito com o texto bíblico que não pretende oferecer uma descrição científica da origem das criaturas, mas apenas mostrar o sentido religioso das mesmas ou o valor que elas têm perante Deus e o homem. (cf. Revista Pergunte e Responderemos, n.  469, junho 2001). 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

João Pessoa (PB), 28 de novembro de 2007.
1 – Caro irmão Dom Luiz Flávio Cappio: Deus o ilumine e o proteja. Nossa vida a Deus pertence. Não temos o direito de tirá-la a qualquer título.

2 – O comportamento cristão leva-nos à coerência irreformável na defesa e promoção da vida.

3 – Por ocasião de sua primeira greve de fome, a Santa Sé lhe pediu, em carta que lhe foi entregue em mãos pelo Núncio Apostólico no Brasil, que desistisse dessa conduta.

4 – Diante da dádiva da vida, peço que você reveja a sua posição quanto à revitalização e à integração das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco, contempladas em uma obra que beneficia a doze milhões de nordestinos dos estados da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. O planejamento técnico-científico e a gestão administrativa e econômica da obra são de competência governamental através dos órgãos específicos. Não compete a nós bispos da Igreja intervir nesse mérito.

5 – Contudo, nós bispos e o povo da Paraíba e dos demais estados pleiteantes apoiamos a obra que favorece o desenvolvimento de nossas regiões do semi-árido, assoladas pelas estiagens inclementes. Quem tem sede apóia a obra!

6 – Peço que o caro irmão escute a voz do Espírito do Senhor que fala pelo clamor do povo sedento de água, de amor, de justiça e de paz.

Dom Aldo di Cillo Pagotto
Arcebispo Metropolitano da Paraíba
Presidente do Comitê Paraibano pela Integração das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco

Fonte: Arquidiocese da Paraíba-PB