Recebi esta matéria do
Dr. Paul Medeiros Krause, Procurador do Banco Central em Belo Horizonte (MG), e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Nele o Procurador explica muito bem que estamos rumando para um Estado totalitário e ateu, e não para um Estado laico. Os católicos precisam entender isso… e agir. O silêncio dos bons é a causa da vitória dos maus.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
Estado laico e Estado ateu
Sob o pretexto de construir um Estado laico, os pensamentos marxista e liberal, filhos do iluminismo burguês, pretendem, na verdade, implantar um Estado totalitário confessional: ateu. O argumento fácil do Estado laico, utilizado como a panacéia de todos os males, presta-se a iludir os incautos, pois o que em realidade se deseja é que o Estado possua uma crença oficial: o ateísmo institucionalizado, com sua doutrina moral complacente.
Já que a inexistência de Deus nunca foi provada, só poderemos designar o ateísmo de crença, pois não se baseia em dados objetivos, demonstrados racionalmente.
Gustavo Corção, partindo da idéia magistral de Santo Agostinho, distinguiu, em “Dois Amores – Duas Cidades”, duas formas de civilização: a antiga, clássica, e a medieval, caracterizadas pela prevalência do homem interior, pela convicção da existência de uma alma racional, nota essencial do ser humano e criadora de cultura, como também de valores transcendentes que norteiam-lhe a existência, dentre eles a solidariedade; e a civilização moderna, em que predominam o homem exterior e correntes de pensamento materialistas, que negam a existência de uma alma racional no homem, e, por outro lado, privilegiam o indivíduo, o egoísmo, prometendo o paraíso na terra: a distribuição igualitária dos bens materiais ou o exercício absoluto da liberdade.
Extraordinariamente precisa é a afirmação de um dos personagens de Dostoiévski, em “Irmãos Karamazóvi”: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. É da premissa falsa da inexistência de Deus que os filósofos ateus, marxistas, liberais, utilitaristas e existencialistas, tiraram as suas conclusões. Para eles, não há racionalidade no cosmos, na natureza, no universo, porque não conseguiram explicar a sua origem sem um Ser Criador. De fato, o pensamento ateu vangloria-se de ter demonstrado a inexistência de Deus, sem, contudo, tê-lo feito. O seu desenvolvimento é viciado e enganoso desde o início. Baseia-se em um dogma de fé improvado: Deus não existe. Infelizmente, muitos endossam as suas teses e a sua moral relaxada sem atinar para o seu crasso vício de origem. Encampam-nas, tais pessoas, sem qualquer indagação mais ou menos profunda sobre a sua gênese.
Para as filosofias ateístas, notadamente a marxista e o liberalismo radical, as vítimas da sociedade ou o indivíduo, respectivamente, podem tudo: matar e mentir em nome da revolução socialista, realizar abortos, dar cabo à própria existência e viver uma sexualidade conforme o seu gosto pessoal. O aborto e a vivência de uma sexualidade contrária à natureza humana passam a ser “direitos humanos”. Com efeito, inúmeros projetos de lei e decisões judiciais brasileiros inspiram-se em correntes de pensamento ateístas e agnósticas, que se presumem mais racionais, mas que são incapazes de identificar uma lógica no mundo objetivo da natureza, em que se insere a dualidade de sexos. Trata-se de uma ideologia racionalista, deturpação da racionalidade. Tal ideologia é estimulada por poderosas instituições internacionais, como a Fundação Ford e a Fundação MacArthur. Uma breve consulta na internet permite a qualquer um verificar o quanto tais fundações destinaram de recursos a pesquisas e a projetos de pós-graduação em universidades de diversos países, inclusive do Brasil, com afronta à soberania de tais nações e sabe-se lá com que objetivos.
Em resumo: a legalização do aborto, da prostituição, da eutanásia, da união civil e da adoção por homossexuais, do uso de drogas decorrem diretamente de correntes de pensamento ateístas (o neomarxismo da Escola de Frankfurt e o neoliberalismo radical). É preciso que a população tenha isso presente, para que se dê conta de que o Estado brasileiro caminha para se tornar um Estado com religião oficial e não um Estado laico: um Estado totalitário ateu, que decretou a morte de Deus e que investe duramente contra a liberdade religiosa. Um Estado cujo deus é o individualismo, e cujo paraíso é o prazer material.
(Fonte: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10911)

A respeito tambem este interessante artigo :Conheça Mais>Bioética
César também deve obedecer a Deus
Por Sacerdotes pela Vida (EUA)
Tradução: Pedro Ravazzano
Fonte: http://www.arbil.org/(88)cesa.htm
César também deve obedecer a Deus
Algumas coisas precisam estar fora do alcance da maioria porque personificam os valores que uma sociedade necessita para sobreviver, e ninguém tem o direito de ignorar ou rechaçar. Nenhuma maioria pode converter o mau em aceitável.
Referências Bíblicas
Um tema importante da história do Antigo Testamento é a maneira com que Israel, o povo de Deus, relacionava-se com as nações que lhe rodeavam. O povo da aliança não devia seguir as práticas idolatras de todas essas nações. Israel, depois de tudo, tinha o benefício da Lei de Deus revelada. As outras nações não a tinham.
Uma coisa que os Israelitas queriam imitar era o fato de que outras nações tinham um rei. Houve um momento em que exigiram a Samuel, o profeta, “Nos dê um rei”, ao consultá-lo com o Senhor disse a Samuel que “se eles pedirem um rei os daremos um rei.” Mas Deus também lhes deu uma advertência essencial: que ambos, o povo e seus reis, têm um Rei no céu. O bem-estar da nação depende da obediência que o rei e o povo dão ao Rei do Céu. (veja 1Samuel 8:1-22 e 12:13-15)
O Senhor Jesus expressa o mesmo em Mateus 22: 15-22. Quando lhe perguntaram se os impostos deveriam ser pagos a César, Jesus perguntou de quem era a imagem na moeda. “De César” foi a resposta. O Senhor então disse, “Então dêem a César o que é do César e a Deus o que é de Deus” (MT 22:21)
A moeda pertence a César, porque tem a imagem do César. Os seres humanos pertencem a Deus, porque fomos feitos a imagem de Deus. O que esta passagem implica é que no que pertence a Deus inclui o mesmo César. César deve obedecer a Deus.
A separação entre Deus e Estado
Tanto a passagem do Primeiro livro de Samuel como a do Evangelho segundo São Mateus, ensinam o que o Concílio Vaticano II cobre em grande detalhe, que a separação da Igreja e Estado não significa uma separação de Deus e do Estado. Se se separar o Estado de Deus, o Estado se desintegra. A Igreja não tem uma missão política, entretanto tem uma responsabilidade política: Dar testemunho das verdades morais sem as quais o bem comum, o qual é o propósito da instituição dos governos, não poderia sobreviver. Estas verdades morais são básicas e vão além dos limites de crenças de qualquer denominação. Como verdades, devem formar a política pública.
Não são os indivíduos sozinhos que têm a obrigação de obedecer a Deus, mas também os governos.
Os Cristãos têm o dever de ser ativos na política, registrar-se, votar, pressionar e educar aos candidatos e oficiais eleitos, e falar sobre os temas que afetam o bem comum. A Igreja não instala urnas eleitorais, mas quando o povo vai votar, não deixamos de ser membros da Igreja. Se não reestruturarmos a política pública de acordo com as verdades morais, por que acreditar então nas verdades morais?
O tempo chegou, a provocação está presente. Já não devemos pensar que a religião é pura “questão privada”. Cristo ensinou em público e foi crucificado em público. Agora, ressuscitado, coloca-nos na arena pública, com a missão de fazer discípulos a todas as nações (MT. 28: 18-20) Oxalá não falhemos nem a Deus nem a nossa nação.
“O Evangelho da vida deve ser proclamado, e a vida humana defendida, em todo tempo e em todo lugar. O campo de ação para a responsabilidade moral inclui não só os corredores do governo, mas também as urnas eleitorais. As leis que permitem o aborto, a eutanásia e o suicídio assistido são profundamente injustas, e devemos lutar por meios pacíficos sem descanso para nos opor a elas e mudá-las. Porque são injustas, não podem obrigar a nenhum cidadão a ir contra sua consciência, as apoiar, as aceitar ou as reconhecer como válidas.” (Bispos dos Estados Unidos, Vivendo o Evangelho da Vida, 1998 N.33)
“Parecem existir dúvidas sobre as relações próximas entre a atividade humana e a religião, se põem em perigo a autonomia do homem, de organizações e da ciência. Se pela “autonomia de questões terrenas” refere-se ao descobrimento gradual, e o ordenamento de leis e valores da sociedade, então a demanda por autonomia está perfeitamente em ordem: é a reclamação do homem moderno e o desejo do Criador…Entretanto, se pela frase “autonomia de assuntos terrenos” refere-se ao fato de que assuntos materiais não dependem de Deus e que o homem os pode usar como se não tivessem relação alguma com seu Criador, então a falácia seria óbvia para qualquer um que acredita em Deus. Sem seu Criador, não pode existir a criatura. De qualquer modo, sem importar sua religião, os crentes sempre reconhecem a voz e a revelação de Deus na linguagem das criaturas. De todos os modos, uma vez que se perde de vista a Deus, também a criatura se perde de vista.” (Gaudium et Spes, N. 65)
João Paulo II escreveu em sua encíclica O Evangelho da Vida, “Não se pode mitificar a democracia até fazer dela o substituto da moralidade ou a panaceia da imoralidade. Fundamentalmente, é um « ordenamento » e, como tal, um instrumento, não um fim. O seu carácter « moral » não é automático, mas depende da conformidade com a lei moral, à qual se deve submeter como qualquer outro comportamento humano: por outras palavras, depende da moralidade dos fins que persegue e dos meios que usa. Registra-se hoje um consenso quase universal sobre o valor da democracia, o que há-de ser considerado um positivo « sinal dos tempos », como o Magistério da Igreja já várias vezes assinalou. 88 Mas, o valor da democracia vive ou morre nos valores que ela encarna e promove: fundamentais e imprescindíveis são certamente a dignidade de toda a pessoa humana, o respeito dos seus direitos intangíveis e inalienáveis, e bem assim a assunção do « bem comum » como fim e critério regulador da vida política..” (EV 70)
Em outras palavras, algumas coisas precisam estar fora do alcance da maioria porque personificam os valores que uma sociedade necessita para sobreviver, e ninguém tem o direito de ignorar ou rechaçar. Nenhuma maioria pode converter o mau em aceitável.
Esta nação é um experimento de auto-governo. Se este experimento tiver êxito ou falha depende de nossa fidelidade a este princípio. O povo não pode governar a si mesmo se tiver perdido o sentido do que é bom ou mau. Se nos fizermos isentos do desafiante processo de governar um país, então permitimos que alguém nos governe.
Alguns chamam nossos ensinos no direito à vida de “divisor”. Nossa nação foi fundada sobre a base do reconhecimento de certos princípios morais básicos, entre os quais se encontra que o direito à vida é inegável, dado pelo Criador, e deve ser protegido pelo governo. A mesma grandeza da América depende do poder aferrar-se ou não a esta verdade. Como, pois, pode alguém considerar “divisor” o mesmo princípio no qual nossa unidade se sustenta como nação?
Alguns falam de uma “sociedade pluralista”. Há muitas formas de pluralismo em nossa sociedade: há variedades de culturas, de arte, de raças, de escolas de pensamentos. Entretanto, a mesma frase “sociedade pluralista” indica que é una. A palavra pluralista utilizada aqui denota um substantivo singular. O que é o que mantém unida esta “sociedade pluralista” evitando que se converta em um caos desconexo? Para que sobreviva como sociedade, deve aderir-se a certos princípios básicos e fundamentais. O direito à vida é o primeiro dentre eles.
A confusão que existe a respeito da relação entre religião, política, e o direito à vida, fica evidente nas muitas discussões ocorridas com mulheres que já abortaram. Quando falamos sobre a ciência, eles falam da fé.
Quando pergunto “o aborto destrói a vida humana?” A resposta que escuto é; “eu não sei quando o bebê recebe a alma.” Rapidamente o tema de discussão muda de um procedimento científico e verificável a um tema espiritual em invisível: quando os bebês têm alma?
A mudança na discussão não se limita com as que realizam abortos. Também ocorre com muitos dos que favorecem a legalização do aborto. Depois de tudo, eles argumentam que já que temos liberdade neste país, o povo deve livre para acreditar no que querem a respeito de quando a alma começa a existir. Seria ruim impor por lei uma religião particular ou uma posição teológica sobre este assunto.
A verdade é que o movimento pró-vida não procura impor por lei nenhuma religião ou crença teológica, seja sobre a alma ou qualquer coisa. Dito esforço é tão desnecessário como equivocado.
Suponhamos por exemplo que eu não acredito que tenha alma. Dá-me isto o direito de te assassinar? Não. Sua vida é protegida pela lei, sem importar minhas crenças. Acaso, a lei que protege sua vida me exige a acreditar que você tem alma? Não. Nem sequer me pede que acredite que a alma exista. O que sim me exige é que qualquer coisa que eu acredite, não se deve tomar a vida do outro. A lei protege tanto o direito de crer como à vida do crente.
Isso é o que o movimento pró-vida deseja. Simplesmente desejamos a proteção de todos os seres humanos.
Se alguém não acredita que o menino no ventre da mãe tenha alma, é sua prerrogativa. Mas dizer que não acredita que tenha alma a que deve ser legal o assassinato desse menino, é tão injusto como dizer que porque eu não acredito que você tenha alma, deveria ser legal te assassinar. A lei não se interessa com as crenças, mas sim regula as ações.
O critério da lei quanto a quem recebe proteção deveria ser por meio da evidência produzida pela ciência e deve ser verificável. Não se apoiando no critério de crenças religiosas. Existe a Verdade religiosa. Mas se um bebê vive ou morre não deve depender de que toda a sociedade tenha reconhecido essa Verdade. A vida humana precisa ser protegida agora. A liberdade de “não acreditar” nunca deve ser confundida com a liberdade de destruir os outros.
Fonte: Priests for life – Sacerdotes pela Vida (EUA)-
Publicado Arbil Nº 88
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Para citar este artigo:
(EUA), Sacerdotes pela Vida. Apostolado Veritatis Splendor: César também deve obedecer a Deus . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4744. Desde 7/2/2008.
Este artigo é a mais pura realidade, mas temos que combater o bom combate e não permitir a instalação de um governo deste tipo em nosso país…
Olá Professor!
Eu queria mandar-lhe esta mensagem por outro meio, porém foi impossível encontrá-lo. Concidero importante, por isso peço que a leia, embora não eu não seja ponto de referência para julgar o que é ou não importante. Abraço fraterno.
“Rogamos ao Senhor da messe que envie trabalhadores para sua messe.
Olá!
Imagino os afazeres dos senhores, mas peço que invistam um pouquinho do vosso tempo nesta importante missão.
No dia 8 de dezembro de 2007 o Cardeal Cládio Hummes, presidente da Congregação para o Clero, que é responsável por todas as questões relacionadas ao clero (padres) do mundo, como deveis saber, enviou a Sua Santidade, o Papa Bento XVI, uma carta onde convidava todas as dioceses DO MUNDO a uma iniciativa em favor dos sacerdotes: “pretende-se iniciar um movimento espiritual que, favorecendo uma consciência cada vez maior da ligação ontológica entre Eucaristía e Sacerdócio (…), dê vida a uma corrente de adoração perpétua, para a santificação dos clérigos…”. Bem, o que a Congregação para o Clero pede aos senhores bispos das nossas dioceses é que promovam a adoração eucarística perpétua em favor dos nossos padres.
Portanto, nosso blog movimentoespiritualpelossacredotes.zip.net tem a missão de divulgar esta iniciativa da Congregação para o Clero, de auxiliar os fiéis com idéias que levem à concretização desta iniciativa e de unir esses mesmos fiéis que, nesta iniciativa, ajudam os sacerdotes “com a oferta de si, a oração e a penitência”.
O que venho pedir aos senhores é que me ajudem e ajudem a Igreja na divulgação desta iniciativa. Para mim o importante não é que divulguem o blog, se não o quiséreis, mas peço que não deixem de divulgar o documento da Congregação para o Clero que encontra-se neste link: http://www.clerus.org/pls/clerus/cn_clerus.h_start_consult_ext?dicastero=2&tema=31&argomento=-1&sottoargomento=-1&lingua=4&Classe=1&operazione=ges_preghiera&rif=&rif1=&vers=2. Porém, se quiséreis, divulguem, por favor nosso blog, movimentoespiritualpelossacredotes.zip.net, no site dos senhores.
Nós sabemos a importância desta iniciativa da Igreja.
Agradeço e peço que, se fores ao nosso blog, deixe-me um e-mail para contato, devido a proposta do blog de divulgar idéias para que esta iniciativa se concretize em nossas dioceses. Prometo não incomodá-los se não em for em favor desta iniciativa da Igreja.”
Peço desculpas por utilizar este meio e agradeço se puder ajudar.
Estado ateu e Satânico. A maçonaria é a idealizadora de todo este projeto diabolico e comunista. Veja o livro :” Aos sacerdotes filhos prediletos de Nossa Senhora,” e vereis que tenho razão.
Prezado professor, a Paz de Jesus
Gostaria de dar-lhe os parabéns por todos os seus textos, sempre tão esclarecedores.
E dizer que tenho publicado vários deles em meu blog, apesar de não ter pedido autorização, nunca deixei de colocar seu nome e fonte de onde eu tirei. Sei que seu tempo é escasso, mas peço que visite-nos se tiver oportunidade.
A Paz de Jesus e o amor de Maria.
João Batista
ecclesiaedei.blogspot.com