Falência da Educação?

Arquivado em: Sexo — Prof. Felipe Aquino at 9:28 pm on domingo, fevereiro 17, 2008

Por: Dom Aloísio Roque Oppermann – Bispo de Uberaba, SCJ,  

O Exmo. Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ. escreve constantemente e com muito amor e dedicação artigos relacionados a vários assuntos para o povo de Deus. Já escreveu os seguintes livros: “Respingos de Vida”, “O Enviado”, “Colóquios e Encontros”, “Respingos e Encontros”. Alegramo-nos com a coragem  e lucidez com que D. Aloisio enfrenta os erros das autoridades no campo da educação da juventude; que sirva de estímulo para os sacerdotes, bispos e leigos católicos.

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

e-mail: domroqueopp@terra.com.br  

Artigo 

Causa-me certa resistência, voltar a um assunto já bastante comentado na imprensa, sobre o uso do preservativo sexual. O Ministro da Saúde encorajou seu uso, indistintamente.  

Certamente para evitar duas resultantes não desejadas pelo poder público: a disseminação da AIDS, e a gravidez de tantas adolescentes. Poder-se-ia admitir retas intenções aos seus fautores. 

O objetivo seria evitar os enormes gastos públicos que isso acarretaria. Mas esse é um remédio que tem efeitos colaterais desastrosos. Se por um lado combate os dois males acima indigitados, como efeito deletério está estimulando a promiscuidade sexual, esta verdadeiramente uma questão de saúde pública. 

O Ministro estimula a todos a serem “bons de cama”. E com isso está demonstrando a enorme distância que o separa do princípio bíblico da fidelidade conjugal. “Não sejais infiéis à esposa de vossa juventude” (Mal 2, 15). Os dez mandamentos, cujo vigor é eterno, foram considerados arcaicos. 

Mas o que a prática do Ministério da Saúde mais destrói, são os princípios da educação. Antes de tudo a propaganda arrasa com toda a juventude, declarando que ela é incapaz de praticar a abstinência sexual (contestando o jogador Kaká, que se declara virgem), e oferece-lhe técnicas modernas de “relaxar e gozar” sem nenhum perigo de haver más conseqüências.  

Poderia primeiro apresentar o “Plano A”, em que se estimula a juventude ao respeito pela família, à fidelidade conjugal, à prática da virtude, e à busca da virtude da castidade. Deveria ensinar que em tudo se exigem limites, princípios e autodomínio.  

Freud procurou dar o devido valor à sexualidade, mas nunca foi nenhum devasso. Estimulou a disciplina. Nisso chegou perto de Jesus que dizia: “Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo” (Lc  9, 23). 

Mas o Ministério entrou de cheio no “Plano B”, supondo que a cabeça de todos só tinha espaço para a sacanagem, tipo BBB, que milhões de brasileiros apóiam. Com isso declarou que a Escola não tem mais finalidade de educar para a boa convivência humana, para os bons costumes, muito menos para a oração e o apelo à ajuda da graça divina. Isso seria tudo muito careta.  

Fonte - www.mosteiroimaculadaconceicao.org.br

Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - Uberaba/MG.