“Primeiro os deveres, depois os direitos”

Filed under: Marxismo — Prof. Felipe Aquino at 3:17 am on Wednesday, March 26, 2008

O Presidente francês Nicolas Sarlizy, pronunciou um importante discurso de posso, que revela muita coragem e lucidez na defesa da honestidade, da verdade e da lealdade contra os falsos valores  de uma filosofia materialista que campeia nas universidades e na imprensa de modo geral. Há muito não tinha lido um discurso tão importante, por isso o reproduzo aqui a seguir. 

No seu discurso o Presidente da França dá um forte recado aos mensageiros de um discurso esquerdista. O discurso do Presidente serve muito bem para muitos de nossos intelectuais brasileiros, dominados pelo marxismo cultural, ateu e laicista, promotor da agitação e da desordem,  que fomenta ações fora da lei e a destruição da moral.  São aqueles, por exemplo,  que moram em belos apartamentos nos melhores bairros das grandes cidades, recebem um belo salário, bebem uísque importado, e dizem  que amam  Cuba e decantam as maravilhas do comunismo cubano de Fidel Castro, mas depois vão passar suas férias em Paris. Usam a cátedra pública para envenenar as cabeças dos seus alunos, recebendo belos salários do Estado.  

O discurso do Presidente da França 

“Primeiro os deveres, depois os direitos” “Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização do mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. 

A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale quanto o mestre, que não se pode dar más notas para não traumatizar o mau estudante. Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável.  Era o slogan de maio de 1968 nas paredes da Sorbonne: “Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar”. Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética. 

Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.  Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: “abriu-se uma fossa entre a política e a juventude”. O vândalos são bons e a polícia é má.  Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.  

Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou ao mérito e ao esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República. Isso não pode ser perpetuado num pais como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres. “Primeiro os deveres, depois os direitos”. 

Nicolas Sarcozy – Presidente da França Fonte: Revista “Pergunte e Responderemos” (n. 548, fev 2008, pg 61), 

12 Comments »

Comment by R.de Assis

26/03/2008 @ 04:32

Pena que Sarkozy não se tenha resguardado suficientemente na sua vida afectiva (relacionamento com a actual esposa Carla Bruni) dando uma (falsa?) ideia de algum desleixo dos deveres de mais alto magistrado da nação francesa…
Nas eleições municipais recentes acabou por ser penalizado por alguns excessos cometidos, ou por não ter sabido levar na devida conta os critérios da opinião pública…

Comment by Otavio Lins

26/03/2008 @ 04:43

Parabens pela excelente matéria. Precisamos urgentemente de políticos de coragem e dignidade como Nicolas Sarcozy no nosso Brasil inudado pelo marxismo gramcista.

Comment by Juliana

26/03/2008 @ 17:50

Isso sim é discurso! É como música aos nossos ouvidos! Alguns políticos do nosso país poderiam ter Sarkozy como exemplo!

Comment by André

26/03/2008 @ 17:57

O Brasil não é um País livre esta nas mãos de um governo comunista que quer legalizar leis diabolicas e abominaveis. Se não fosse a ajuda de Deus estariamos perdidos.

Comment by Edem de Almeida

26/03/2008 @ 18:14

Trecho de artigo de Olavo de Carvalho no DIÁRIO DO COMERCIO de 14 de março último

O discurso esquerdista procura inspirar no público, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão. Esta dupla de sentimentos não é contraditória em si, quando cada um deles se coloca num plano distinto, como acontece na tragédia grega, onde os espectadores sentem compaixão pelo herói e medo da engrenagem cósmica que o oprime. Mas, se o objeto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva”.

Digo medo e compaixão, mas nunca de trata de emoções simples e unívocas, e sim de duas tramas emocionais complexas que prendem a vítima ao mesmo tempo, tornando-a incapaz de expressar verbalmente a situação e sufocando-a numa atmosfera turva de confusão e impotência.

Na política revolucionária (das esquerdas), a estimulação contraditória toma a forma de ataques terroristas destinados a intimidar a população, acompanhados, simultaneamente, de intensas campanhas de sensibilização que mostram os sofrimentos dos revolucionários e da população pobre que eles nominalmente representam. A população fica entre dois blocos de sentimentos contraditórios – de um lado, o medo, a raiva, o impulso de reagir, de fugir ou de buscar proteção; de outro, a compaixão extorquida, a culpa, o impulso de pedir perdão ao agressor.

São táticas de guerra psicológica.

Comment by João

26/03/2008 @ 19:16

Desconfio cada vez mais da honestidade intelectual de quem usa e serve-se de Nicolas Sarcozy para atacar alguém. Ele na vida pessoal e nos critérios de família segue jsutamente o que critica e chama de “discurso esquerdista”. Isso não passa de chavões e rótulos. Pena Felipe Aquino.

—-
“Não conheço a biografia do Presidente da França; mas concordo com D. Estevão Bettencourt que seu discurso foi corajoso e oportuno.” - Prof. Felipe Aquino

Comment by Otavio Lins

27/03/2008 @ 02:47

Sr. João,
Seja homem e coloque o seu nome completo. Você aje covardemente às escondidas, como todo comunista.

Comment by Simone Teixeira

27/03/2008 @ 04:03

Não sei se o discurso de Nicolas Sarcozi é coerente com sua vida ou tem objetivos políticos como os daqueles a quem ele critica. Sei que é preciso ter bom senso e equilíbrio para não se generalizar nenhum dos dois lados. Há pessoas honestas na esquerda e que são coerentes com suas convicções como há pessoas boas na direita.
Creio que é um erro a gente se esquecer dos deveres e garantir só direitos. Muitas coisas que atualmente são evitadas porque “traumatizam” deram origens a pessoas que admiramos e até ao que somos hoje.
Muito tem que ser revisto em relação especialmente à educação de nossos jovens e à falta de ética e de valores no mundo atual. Não concordo com que o delinqüente seja mais importante que a vítima, mas também não admito torturar os torturadores… A delinqüência é um mal, mas há crianças que foram educadas por bandidos pela omissão do Estado. Temos que ter deveres e direitos, mas muitos direitos básicos do ser humano têm nos sido negados. Neste caso como cobrar deveres?
Temos o dever de pagar impostos para que os recursos de quem tem muito possam ajudar aos mais pobres, mas se a carga tributária é abusiva e se o dinheiro é desviado pelos governantes, o que é certo e o que é errado?
Dar notas altas ao aluno que não merece não é justo, mas cobrar rendimento escolar a alguém desnutrido e sem condições mínimas de vida digna é justo?
Temos que tomar muito cuidado e pedir a Deus que nos ajude a ter senso crítico e uma visão cristã de nossa sociedade. Qual seria o discurso de Jesus em nossa realidade atual? Podemos comparar o Brasil e a França?
Um abraço ao Prof. Felipe.

Comment by João

27/03/2008 @ 21:57

FOI DITO, ACHO QUE FOI PARA MIM: “Seja homem e coloque o seu nome completo. Você aje covardemente às escondidas, como todo comunista”.
Alguém me classificou de comunista, outro já disse que sou capitalista, marxista, igrejeiro, etc… a minha seleção de rótulos está cada vez mais cheia. falta de assunto.
Apenas quis ajudar a pensar, se não ajudei, perdão. Disse que Nicolas Sarcozy não é um bom exemplo para ser usado para atacar alguém; sistema político, filosófico. Ele na vida pessoal e nos critérios de família segue jutamente o que critica e chama de “discurso esquerdista”. Isso não passa de chavões e rótulos de quem tem poucos argumentos.

Comment by João

27/03/2008 @ 22:47

“Na França de Nicolas Sarkozy, a influência católica na vida política é nula. No país do laicismo, a lei de 1905, que separa Igreja e Estado, foi um baluarte contra a intromissão de Deus nos domínios de César, e vice-versa. A Igreja católica, como as demais confissões, se autofinancia, e o Estado cobre os gastos com conservação de catedrais e igrejas, ainda que os fundos que destina para isso estejam sempre abaixo do necessário.
O presidente Nicolas Sarkozy pretende reintroduzir a religião na vida pública, o que não deve ser entendido como um aumento de sua influência. Sarkozy, cujo discurso de dezembro passado na Basílica de São João de Latrão, de Roma, desatou uma forte polêmica, quer usar as religiões como atalho para introduzir no modelo francês o “comunitarismo”. Assim, poderia abrir a porta para o financiamento de lugares de culto muçulmanos ou de outras confissões, com o argumento de que não dispõe deles. Para o Estado francês, todas as crenças são iguais. Em janeiro, o chefe de Estado recebeu os representantes católicos, protestantes, muçulmanos, budistas e hinduístas”.

Todos em pé de igualdade, como queria Marx! Sem comentário.

Comment by Otavio Lins

28/03/2008 @ 00:38

Sr João,
O Sr. se julga o pensador. Defenda então seus argumentos. O comunista não debate, faz peopaganda. Usa a democracia, não acredita nela. Afinal, que chavões o Sr. se refere? Dizer que vivemos uma revolução cultural marxista no Brasil? Dizer que os comunistas usam a moral em benefício dos seus objetivos e não por terem moral? Vamos conversar Sr. O que o Sr. acha do foro de São Paulo? OI que o Sr. acha das opiniões do presidente Nicolas Sarcozy? O que o Sr. acha da situação entre a Venezuela, o Equador e a Colômbia? O que o Sr. acha de Hugo Chaves, de Lula, de Fidel Castro? Vamos, diga! Felemos das coisas abertamente, Sr. João! Quem usa chavões é o Sr!

Comment by Tereza

1/04/2008 @ 23:19

Para concordarmos ou não ou emitirmos opinião, necessáriamente não temos que ser perfeitos, fosse assim não poderiamos concordar, descordar ou opinar em nada.O Presidente pode ter erros que cabe a ele corrigi-los ou não, isto não o impede de fazer seu discurso.

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