Debate sobre células tronco na TV

Filed under: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 10:29 pm on Friday, April 18, 2008

 ” AS PROMISSORAS PESQUISAS COM

CÉLULAS -TRONCO ADULTAS”

será o tema da Tribuna Independente do dia 21 DE ABRIL,

segunda-feira  às 22h00

 Rede Vida

 O Prof. Dr. IVES GANDRA MARTINS, receberá  os seguintes convidados:

Prof. Dr. JOSÉ RENATO NALINI - Desembargador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Profª DRA. ALICE TEIXEIRA FERREIRA - Médica, Doutora em Biologia Molecular.

Profª DRA. LILIAN PIÑERO EÇABiomédica,  Doutora em Biologia Molecular .

Participe, enviando suas perguntas por fax  (0xx17) 3355-8432

ou e-mail: acea@acea.org.br / tribunasp@redevida.com.br

6 Comments »

Comment by Gerson

19/04/2008 @ 03:04

Prof. Felipe e irmão(ãs),

Sou sócio da canção nova há vários anos e tenho acompanhado com atenção os debates sobre as células tronco.

Tenho ficado apreensivo com os descaminhos do debate que chama de embriões aqueles que são filhos.

Faço parte de uma lista de profissionais de saúde pela internet e recebi uma mensagem de um dos membros, onde ele divulga um dos seus artigos enviados ao Jornal da Ciência da SBPC.

Ele acompanhou recentemente a reunião do CNS(conselho nacional de saúde) na discussão sobre pesquisas com célula-tronco embrionária.

Estarrecido com o nível raso da discussão e com o resultado da votação, tirou da gaveta um artigo que estava trabalhando e o ofereceu para divulgação.
Por isso acredito que não estou cometendo nenhum ato inapropriado ao ampliar esta divulgação a todos do blog.

Segue abaixo a íntegra do artigo caso alguém se interesse, o link é http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=55573

A pauta do dia, inclusive com a matéria de aprovação pelo CNS está em http://www.jornaldaciencia.org.br/index2.jsp

Espero que possa enriquecer os debates e aprofundar alguns aspectos quando se pode imaginar que tudo já foi dito.

Um grande abraço a todos!

Gerson.

Comment by Danilo

19/04/2008 @ 13:00

Muito bom. Já mandei um e-mail, solicitando um DVD para que eu possa apresentar aos meus alunos de Direito.

Comment by Edem de Almeida

20/04/2008 @ 19:05

Tanto a professora da USP, Mayana Zatz geneticista quanto a Dra. Ellen Gracie Northfleet, presidenta do Supremo Tribunal Federal possuem a mesma opinião sobre a inumanidade do embrião humano gerado “in vitro”.

Em entrevista à VEJA Edição 2051 de 12 de março de 2008, a Dra. Ellen Gracie (vide site número 1 abaixo) afirma que “o embrião criado “in vitro” não é nascituro, pois não foi implantado no útero da mãe, nem pessoa, no sentido técnico”.

A Dra. Mayana Zatz (vide site número 2) defende que um embrião fertilizado “in vitro” não é um ser humano, porque fruto de reações controladas por outros seres humanos, fora de uma relação sexual, está fadado à inviabilidade se não colocado em útero humano.

A professora Zatz argumenta também que a semente não é uma árvore, porque só será uma árvore se plantada na terra e tratada até poder oferecer frutos. Inclusive, lembra que muitas sementes plantadas não germinam.

Dizer que um zigoto humano não é um ser humano porque gerado por procedimentos não naturais, fora do corpo da mulher, retira-lhe o essencial, porque passa a definir o ser humano a partir de qualificativos exteriores ao que é de fato.

Além disso, dividir, por pura metodologia, qualquer vida em fases distintas de seu desenvolvimento, não significa que esse ser vivo deixe de ser o que realmente é, em qualquer uma das fases criadas pelo metódico.

Uma semente ainda não é um broto, que por sua vez ainda não é uma árvore adulta. Contudo, não se pode negar que seja sempre o mesmo ser, desde sua formação no interior de uma flor (como semente) até o momento que passe a gerar seus próprios frutos, após germinar e crescer como árvore.

Se destruirmos todas as sementes de jaca conforme vão sendo produzidas pela jaqueiras, que envelhecem, um dia não teremos mais árvores e nem sementes de jaca. Não teremos mais jacas, portanto. O fim da espécie só se consuma porque uma semente de jaca é o mesmo ser que produz os frutos que têm em seu interior sementes da mesma espécie.

Igualmente, um embrião humano ainda não é uma geneticista nem presidente do STF, mas é inegável que nele já estejam todas as condições para um dia se tornar alguém com poder de decidir se outro alguém pode viver ou morrer.

É curioso para onde nos leva o argumento de que um zigoto fecundado por manipulação humana não é um ser humano, só porque não está em um útero humano: se retiramos um óvulo de uma mulher e uma quantidade de espermatozóides de um homem, depois criamos em um tubo de ensaio as mesmas condições existente no corpo de uma mulher, em seguida unimos as duas células reprodutivas nesse tubo de ensaio, conseguindo o mesmo resultado que se obtém no corpo de uma mulher; esse resultado não é um ser humano, mas qualquer coisa, nunca um ser humano.

E por quê não é um ser humano de acordo com a professora Zats? Não será um ser humano porque não tem condições de continuar seu natural desenvolvimento.

E por quê não é um ser humano de acordo com a Dra. Ellen Gracie? Não é um ser humano porque tecnicamente as leis brasileiras não conseguem classificar como ser humano aqueles seres que não possam nascer a partir de um útero humano.

Para as duas doutoras, um ser humano deixa de ser tal quando lhe falta condições de se manter vivo.

Um ser humano à deriva em alto mar, sem alimento e água potável não possui muitas chances de manter sua integridade, porém isso não lhe subtrai o que lhe caracteriza como um membro da espécie humana. Não são as condições de um homem que definem sua humanidade. Porém, as indignas condições de determinado ser humano definem o quanto são desumanos os seus semelhantes que não o ajudam. Se fabricamos seres humanos “in vitro”, se transformamos seres humanos em produto, isso não lhes tira a dignidade, mas qualifica negativamente seus produtores.

Vamos inverter o sinal do argumento e levá-lo até um ponto que se poderia dizer hoje ser uma expressão de ficção científica. O resultado obtido com a união de um óvulo humano com um espermatozóide em um tubo de ensaio (que para as duas doutoras não é um ser humano), será agora implantado em uma câmara de tratamento de tal ordem sofisticada que em nove meses teremos um bebê. Como esse bebê se desenvolveu fora do útero de uma mulher não poderemos considera-lo um ser humano, nem pessoa?

A propósito, a professora Zatz estranhamente tenta desqualificar os embriões produzidos por manipulação em laboratório como seres humanos porque a maioria (?) deles não são viáveis, portanto a ciência poderia dispor deles para pesquisa. Embriões que não se desenvolvem, que morrem rapidamente após congelamento ou após serem artificialmente fecundados também não interessam à ciência, que precisa deles vivos, em desenvolvimento para poder retirar-lhes as células úteis para suas pesquisas.

Além disso, o argumento de que se pudéssemos dispor à vontade de embriões humanos, teríamos condições de trazer benefícios a muitas pessoas, pode também ser usado para justificar pesquisas em seres humanos, em qualquer fase de suas vidas, desde que os sacrificados fossem em menor número do que os beneficiados.

1) http://veja.abril.com.br/120308/entrevista.shtml

2) http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1298&textCode=139035&date=currentDate

Comment by socorro

21/04/2008 @ 02:14

muito bom…quanto mais esclarecimentos melhor….
Deus abençoe a todos…
Paz e Bem
Socorro Leal/DF

Comment by Daniel

22/04/2008 @ 17:14

Coisa estranha,a mídia fala de células-tronco como
só houvesse células tronco embrionárias.A pior
deficiência é a espiritual e há muitos deficientes
físicos que já eram deficientes espirituais antes de o
serem fisicos,pois defendem essa atrocidade nazista de
fazer estudos diabólicos com embriões humanos.

Comment by Sidnei

23/04/2008 @ 17:25

“Em Time que está ganhando não se mexe”, “entre o certo e o duvidoso devemos ficar com o certo”, estas frases caem direitinho para aqueles que apóiam as pesquisas com CT embrionárias, pois trocar as CT adultas o qual já há resultados positivos com curas para diversas doenças por CT embrionárias o qual já há dez anos vem se fazendo pesquisas com ela pelo mudo afora sem chegar a nenhum resultado tem nome “bur-ri-ce”.

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