COROA DAS SETE DORES E GOZOS DE SÃO JOSÉ

Filed under: Santos — Prof. Felipe Aquino at 1:24 am on Thursday, May 1, 2008

Uma das devoções mais antigas e belas à São José é a coroa das suas sete dores e gozos; após a contemplação de cada dor e gozo, se reza um Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai. 

1 - Dor de pensar em deixar Maria ao ve-la grávida, gozo em receber a mensagem do Anjo anunciando que Maria estava grávida por obra do Espírito Santo. 

2 - Dor de ver Jesus nascer na gruta de Belém, gozo ao vê-Lo adorado pelos Anjos, pastores e reis magos. 

3 - Dor de derramar o sangue do Menino Jesus na circuncisão; gozo ao dar-lhe o nome de Jesus. 

4 - Dor ao ver a espada de Simeão apresentada a Maria; gozo ao ver Ana e Simeão louvando o Menino. 

5 - Dor do desterro para o Egito; gozo ao ver os ídolos caírem dos pedestais quando a Sagrada Familia entrou no Egito.  

6 - Dor de não poder voltar para Jerusalém por causa de Arquelau, filho de Herodes, gozo ao voltar para Nazaré. 

7 - Dor da perda de Jesus em Jerusalém aos 12 anos; gozo ao encontra-lo entre os doutores e louvado por eles. 

Oração - Ó glorioso Patriarca São José,  animado de uma fé viva,  chego ao vosso trono de glória,   em  que  firmíssimamente  Deus vos colocou pelos méritos de Jesus e de Maria, por vossos especiais méritos e virtudes. Eu vos peço que me alcanceis a graça de livrar-me dos sete pecados capitais,  e que fique firme e constante nas virtudes a eles contrárias,  e adornado dos sete dons do Espírito Santo,  e que   ame  com fervor a Jesus e a Maria. E para mais obrigar vosso compassivo coração,  lembro-vos as sete maiores dores. 

Consagração a SÃO JOSÉ

Glorioso São José, digno de ser entre os santos com especialidade venerado, amado e invocado,  pelo primor de vossas virtudes,  eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão,  perante a Santíssima Trindade,  perante Jesus,  vosso filho adotivo,  e perante Maria,  vossa castíssima Esposa,  minha Mãe terníssima,  tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos,  por meu protetor e pai,  proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós,  honrar-vos todos os dias que Deus me conceder,  e fazer quanto em mim estiver, para inspirar vossa devoção aos que estão a meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração,  conceder-me vossa especial proteção e admitir-me entre vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me,  junto de Jesus e Maria favorecei-me,  e na hora da morte não me falteis,  por piedade. Amém.

A FESTA DO GLORIOSO SÃO JOSÉ

Filed under: Santos — Prof. Felipe Aquino at 1:20 am on Thursday, May 1, 2008

  

O Papa Pio XI, em 08 de dezembro de 1870,  proclamou São José Patrono universal da Igreja, disse: “Entre São José e Deus não vemos e não devemos ver senão Maria, por sua divina Maternidade”. “São José, depois de Maria, é o maior de todos os Santos”. 

Em 1956, o papa Pio XII (1939-1958) instituiu a festa de São José Operário, a ser celebrada em rito duplo de primeira classe no dia 1º de maio, Dia Universal do Trabalho. 

São Mateus afirma
em seu Evangelho que São José “era um homem justo” (Mt 1,19). Isto, na linguagem bíblica, significa um homem repleto de todas as virtudes, de santidade completa, perfeito. Jesus quis ter um pai na terra: O anjo do Senhor, aparecendo-lhe em sonho, diz-lhe: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt. 1,20). 

         Coube a S. José a grande honra de dar o nome ao Filho de Deus humanado. O Anjo lhe disse: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta” (Mt 1, 21-22). 

Em uma aparição a Santa Margarida de Cortona, disse Jesus: “Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te não deixeis passar um dia sem render algum tributo de louvor e de bênção ao meu Pai adotivo São José, porque me é caríssimo”. 

Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José. 

São Francisco de Sales (†1655), doutor da Igreja, diz que “São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia”. 

São Jerônimo (†420), doutor da Igreja, diz que: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”. 

São Bernardo (†1153), doutor da Igreja: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”. 

Se S. José foi escolhido para Esposo de Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens.  Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria. Nós não pudemos escolher nosso pai e nossa mãe, mas Jesus pôde, então, escolheu os melhores que existiam. 

São Francisco de Sales disse ainda: “Oh! que divina união entre Nossa Senhora e o glorioso São José; união que tornava José participante de todos os bens de sua cara Esposa e o fazia crescer maravilhosamente na perfeição, pela contínua comunicação com Ela, que possuía todas as virtudes em grau tão alto, que nenhuma criatura o pode atingir”. 

Testemunho de Santa Teresa de Ávila (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José.  No “Livro da Vida”, sua autobiografia, ela escreveu: 

“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma.  A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade.”  

“Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como  pai  adotivo,  o  podia mandar,  assim  no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram  outras pessoas  a quem eu aconselhava encomendar-se a ele.  A todos  quisera  persuadir  que  fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus…De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre  lhe  peço  algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida”.  

No Evangelho consta que São José era carpinteiro: “Não é este o filho do carpinteiro?” (Mt 13, 55). Mas a expressão é mais genérica, pois diz “filius fabri, quer dizer, filho de artesão. 

A vocação de São José foi a de representante do Pai Eterno junto a seu Filho Unigênito na terra. Por isso os autores místicos o chamam de “Sombra do Pai Celeste”; um privilégio especial só a ele concedido. Isto nos faz lembrar a palavra que diz: “Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra.” (Is 42,8). 

São Basílio Magno (330-369), doutor da Igreja, diz: “Ainda que José tratasse sua mulher com todo afeto e amor e com todo o cuidado próprio dos cônjuges, entretanto se abstiveram dos atos conjugais” (Tratado da Virgem Santíssima, BAC, Madri, 1952, p. 36).  

 

Papa Leão XIII disse  na Encíclica Quamquam pluries: “Muitos Padres da Igreja, de acordo com a Sagrada Liturgia, acreditam que o antigo José, filho do Patriarca Jacó, tenha figurado a pessoa e o ministério do nosso São José, e simbolizado, com o seu esplendor, a grandeza e a glória do futuro Custódio da Sagrada Família.” 

Eis o que diz a respeito São Bernardo, doutor a Igreja: “Lembra-te do grande Patriarca vendido para o Egito, e sabe que ele não só lhe herdou o nome, mas imitou-lhe também a castidade, mereceu-lhe a inocência e a graça. E se aquele José, vendido por inveja dos irmãos e conduzido ao Egito, prefigurou a venda de Cristo, o nosso José, fugindo da inveja de Herodes, levou Cristo para o Egito”. 

Papa João Paulo II:Precisamente em vista da sua contribuição para o mistério da Encarnação do Verbo, José e Maria receberam a graça de viverem juntos o carisma da virgindade e o dom do matrimônio. A comunhão de amor virginal de Maria e José, embora constitua um caso muito especial, ligado à realização concreta do mistério da Encarnação, foi todavia um verdadeiro matrimônio” (cf Exort. Apost. Redemptoris custos, 7). 

 

São José é o patrono da boa morte: Santa Teresa, narrando a morte de suas filhas, devotas do Santo, dizia:

“Tenho observado que, no momento de exalar o último suspiro, gozavam inefável paz e tranqüilidade; sua morte assemelhava-se ao doce repouso da oração. Nada indicava que estivessem interiormente agitadas por tentações. Essas divinas luzes me libertaram o coração do temor da morte. Morrer parece-me agora o que há de mais fácil para uma alma fiel”.

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br