Decreto do Vaticano determina excomunhão para quem ordenar mulher

Arquivado em: Sacramento da Ordem — Prof. Felipe Aquino at 4:54 pm on Sexta-feira, Maio 30, 2008

O Vaticano reafirmou a excomunhão ‘latae sentantiae’, ou seja, imediata, para quem tentar ordenar mulheres e para as mulheres que se dispuserem a receber a ordenação. A resolução está contida no Decreto Geral da Congregação para a Doutrina da Fé ’sobre o delito de tentar a sagrada ordenação de mulheres’, publicado nesta quinta-feira, 29, pelo jornal L’Osservatore Romano. 

O Decreto foi assinado pelo Prefeito e pelo Secretário da Congregação para a Doutrina da fé, o cardeal William Levada e o arcebispo Angelo Amato, o Decreto foi emanado “para tutelar a natureza e a validez do sacramento da sagrada ordenação”. 

Algumas pessoas  perguntam se a decisão da Igreja de não ordenar mulheres, confirmada pelo Papa João Paulo II na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 maio 1994), se é definitiva e válida para sempre. A resposta é sim.

 

A Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano foi consultada sobre esta questão, e respondeu que SIM. Portanto, a discussão desse assunto deve ser encerrada na Igreja, e os católicos e católicas devem aceitar na “obediência da fé” (Rom 1,5) esse ponto de doutrina que o Papa e o Magistério da Igreja definiram como verdade de fé. Sugiro que os fiéis leiam a importante Carta Apostólica do Papa João Paulo II sobre a dignidade e a vocação da mulher: “Mulieris Dignitatem”, para melhor entender as razões dessa questão. 

O Papa João Paulo II afirmou que segundo a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, em relação ao sacramento da Ordem,  nem Jesus Cristo nem algum sucessor de Apóstolo conferiu a ordenação sacerdotal a mulheres, tanto entre os cristãos ocidentais como entre os orientais. O Papa se baseou no procedimento do próprio Cristo, que não chamou mulheres para a Última Ceia (na qual instituiu e conferiu o sacramento da Ordem). Eis o que disse o Papa João Paulo II: 

“Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. 

A decisão do Papa, por mais precisa que fosse, deixou margem a dúvidas sobre o caráter revogável ou não de tal sentença. As dúvidas foram levadas à Congregação para a Doutrina da Fé, que em Nota datada de 28/10/95, respondeu em favor da irrevogabilidade da sentença. 

Em seguida publicamos o texto em que a autoridade competente explicita o sentido da Declaração do Papa.  

Dúvida: “Se a doutrina segundo a qual a Igreja não tem faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, proposta como definitiva na Carta Apostólica “Ordinatio sacerdotalis”, deve ser considerada pertencente ao depósito da fé.” 

Resposta: Afirmativa. 

“Esta doutrina exige um assentimento definitivo, já que, fundada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o início, é proposta infalivelmente pelo magistério ordinário e universal (cf. Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 25, 2). Portanto, nas presentes circunstâncias, o Sumo Pontífice, no exercício de seu ministério próprio de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina, com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que deve ser mantido sempre, em todas as partes e por todos os fiéis, enquanto pertencente ao depósito da fé.” 

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito, aprovou a presente Resposta, decidida na reunião ordinária desta Congregação, e ordenou sua publicação. 

Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 28 de outubro de 1995. 

+ JOSEPH Cardeal RATZINGER

Prefeito

 

+ TARCÍSIO BERTONE

Arcebispo Emérito de Vercelli

Secretário 

Fonte: Revista Pergunte e Responderemos, n.  407/1996, pp. 153-155 e Nº 492 – Ano 2003 – Pág. 266. 

 

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

6 Comentários »

Comentário de Edem de Almeida

2/06/2008 @ 02:07

Deus nos fez homem e mulher. O homem é diferente da mulher. A mulher não é feita só da parte mais alta do homem, também não é feita da parte mais baixa do homem. A mulher é feita da parte próxima do coração. A mulher é diferente do homem, mas é igual ao homem.

Só Deus é criativo o suficiente para dar aos diferentes a mesma dignidade, a mesma honra.

Só Deus é criativo o suficiente para criar uma mulher capaz de viver a maternidade e a virgindade perpétua. Deus fez de uma mulher a maior de todas as criaturas porque Deus ama a mulher como mulher e a quer mulher. Maria não precisou do sacerdócio para ser elevada à maior de todas as honras.

Sabemos ainda muito pouco o que significa ser homem e ser mulher. Precisamos ouvir Deus para que nos explique como a mulher deve viver para que se realize como mulher. Precisamos atentar para as revelações de Deus para compreendermos o que ele quer dos seres que fez como homem.

Deus não quer mulheres sacerdotes, não porque não têm competência, resistência, inteligência ou qualquer outra virtude humana que, supostamente, só a teria os homens. Não! Deus não quer as mulheres sacerdotes porque com certeza não precisam de um cargo, de uma função ou de um ministério específico para serem mulheres. Se as mulheres precisassem de adjetivos para se realizar como mulheres, também os homens precisariam deles. Ser não pode depender de adjetivos, mas de exclusivamente de Deus.

Comentário de Adriana Moreira

3/06/2008 @ 01:12

Eu, particularmente, não me sinto nem um pouco inferior ao homem por não ser sacerdote, acredito que Deus criou o homem e a mulher para se complementarem, sem colocar um acima do outro.
O fato é que a sociedade não vive sem um “competição”, as pessoas querem ser aquilo que não precisam ser para dizer que podem e pronto. É puro capricho. Isso acaba criando uma “guerra” que ao invès de aproximar o homem da mulher de forma sadia, os afasta cada vez mais. Não é à toa que mesmo dentro de nossas Igrejas observamos gente que apoia abertamente o homossexualismo e que o promove. Por que será que as passeatas gays ganham tanta força? Talvez porque o homem e a mulher têm brigado tanto pelo espaço um do outro e esquecido que há uma grande beleza em ser aquilo que Deus colocou dentro da nossa própria natureza, seja de homem ou de mulher. E é uma coisa única para cada gênero. O homem pode desempenhar atividades que antigamente seriam atributos femininos e a mulher também pode atuar em serviços antigamente destinados apenas a homens, mas sem passar dos limites, ou sem perder o equilíbrio. O sacerdócio talvez esteja para o homem, como a maternidade está para a mulher. Pelo menos esta é a minha opinião.

Comentário de mariadefatimapb

3/06/2008 @ 02:04

Paz de Cristo.
Jamais,desdenhei,critiquei os dogmas,assuntos do Magistério e Tradição da Igreja.
A Sta.Igreja de Pedro, Apostólica Romana de NSJC é sábia.Não se deve,fazer polêmica com os assuntos da Igreja é, arrogância,prepotência,heresia.
Ser humilde como Maria SS. e aceitar o decreto de Sua Santidade o Papa, obedecendo,respeitando à Sta.Igreja em suas decisões e,Jesus disse: “Quem tem sede venha a mim e beba”.A Igreja de Deus não obriga ninguém a ter sede…e, os católicos que a ama,defenda-a contra os despreparados.Muitas pessoas não têm formação e nem sempre são culpadas,contudo,evangelizá-las se faz necessário.Os mistérios de Deus não são entendidos por nós,pobres pecadores mas,devemos obediência ao nosso Pastor,inspirado pelo Divino Espirito Santo na SS.Trindade.
Diàriamente,rezo pelo sacerdócio.Que Deus nos mande,pois,as Paróquias do mundo inteiro estão necessitadas de sacerdotes.
Amém!

Comentário de marilza

3/06/2008 @ 19:37

Creio e concordo com os comentarios que li, acho que a igreja está com Cristo, ordenar mulher,é fugir da figura do bom pastor, embora tenhamos mulheres que são verdadeiras pastoras dentro de sua casa e comunidade, acredito ser esse um oficio dado por Deus somente aos homens.

Comentário de Edem de Almeida

3/06/2008 @ 20:20

No comentário de Adriana Moreira ela pergunta porque as passeatas gays ganham tanta força?

É importante esclarecer que os números difundidos sobre a quantidade dos participantes é pura balela ideológica. Se prestarmos atenção sobre os milhões de participantes noticiados, jamais recebem o endosso dos grandes jornais. Ele noticiam que os milhões de participantes são números apresentados pelos próprios organizadores, nunca por órgãos públicos especializados nesses cálculos (como a Policia Militar).

Esses órgãos públicos fogem de dizer a verdade sobre o número de participates para não serem considerados sabotadores do movimento gay.

Vamos aos números: Quando um carro do Metro de São Paulo está super-lotado a quantidade de passageiros “esmados” em um metro quadrado é no máximo oito.

A Parada Gay se realiza na Av. Paulista, que no trecho apresenta 72 mil metros quadrados. Se aceitarmos que nesses 72 mil metros quadrados ficaram comprimidos 8 pessoas por metro quadrado a matemática nos dirá que os participantes não chegaram a 600 mil pessoas.

Isso de que 5 milhões (metade de toda a população da região metropolitana de São Paulo) esteve presente no evento, é pura mentira. O diabo é o pai da mentira.

Comentário de Edem de Almeida

3/06/2008 @ 20:50

ERRATA DO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR:

Vamos aos números: Quando um carro do Metro de São Paulo está super-lotado a quantidade de passageiros “ESMAGADOS” em um metro quadrado é no máximo oito.

A Parada Gay se realiza na Av. Paulista, que no trecho apresenta 72 mil metros quadrados. Se aceitarmos que nesses 72 mil metros quadrados ficaram comprimidos 8 pessoas por metro quadrado a matemática nos dirá que os participantes não chegaram a 600 mil pessoas.

Isso de que 5 milhões (metade de toda a população da região metropolitana de São Paulo) esteve presente no evento, é pura mentira. O diabo é o pai da mentira.

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