Dois Mil anos de Igreja

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 5:34 pm on Friday, July 11, 2008

Pela História da Igreja podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres durante 2000 mil anos; e nenhuma outra instituição humana teve uma seqüência ininterrupta de governantes. Já são 265 Papas desde Pedro de Cafarnaum.
Esta façanha só foi possível porque ela é verdadeiramente divina; divindade esta que provém Daquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo(cf. Cl 1,18), para salvar toda a humanidade.

Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Ao invés de escolher os “melhores” homens do Seu tempo, generais, filósofos gregos e romanos, etc., Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galiléia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus.

“Será que pode sair alguma coisa boa da Galiléia?” Isto, para deixar claro a todos os homens, de todos os tempos e lugares, que “todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós” (2Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.
Aqueles Doze homens simples, pescadores na maioria, “ganharam o mundo para Deus”, na força do Espírito Santo que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. “Sereis minhas testemunhas… até os confins do mundo”(At 1, 8).

Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo, e alí plantaram o Cristianismo para sempre. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 67, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano de Cartago(†220) dizer que: “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isto tenha feito os Padres da Igreja dizerem que “christianus alter Christus” (o cristão é um outro Cristo), que repete o caminho do Mestre.

Mas estes homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os Césares romanos: Décio, Dioclesiano, Valeriano, etc…, até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue. E nem mesmo o imperador Juliano, o apóstata, conseguiu fazer recuar o cristianismo, e no leito de morte exclava: “Tu venceste, ó galileu!”.

O grande Império se ajoelhou diante da Cruz!
A marca impressionante desta Igreja invencível e infalível, esteve sempre na pessoa do sucessor de Pedro, o Papa. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou célebre: “Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus” (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo).

“Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja… e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).

Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, Antioquia, Jerusalém, e outras partes , surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Era o pelagianismo, o maniqueísmo, o gnosticismo, o macedonismo, nestorianismo, etc.. Mas o Espírito Santo incumbiu-se de destruir todas elas, e o barco da Igreja continuou o seu caminho até nós.

Os grandes defensores da fé e da sã doutrina, foram os “Padres” da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (†102), Ireneu de Lião (†202), Cipriano de Cartago(† 258), Hilário de Poitiers (†367), Cirilo de Jerusalém (†386), Anastácio de Alexandria (†373), Basílio (†379), Gregório de Nazianzo (†394), Gregório de Nissa (†394), João Crisóstomo de Constantinopla (†407), Ambrósio de Milão (†397), Agostinho de Hipona (†430), Jerônimo (420), Éfrem (†373), Paulino de Nola (†431), Cirilo de Alexandria (†444), Leão Magno (†461), e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos primeiros séculos.

Cristo deixou a Sua Igreja na terra como “a coluna e o sustentáculo da verdade”(1Tm 3,15). Todas as outras igrejas cristãs são derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, etc.

Depois que desabou o Império Romano do ocidente, coube à Igreja o papel de mãe destes filhos abandonados nas mãos do bárbaros. S.Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, enfrentou Átila, rei dos hunos, às portas de Roma, e impediu que este bárbaro, o “flagelo da História”, destruísse Roma; o mesmo fez depois com Genserico. Aos poucos a Igreja foi cristianizando os bárbaros, até que o rei e a rainha do francos, Clovis e Clotilde, recebessem o batismo no ano 500. Era a entrada maciça dos bárbaros no cristianismo. Papel importantíssimo nesta conquista lenta e silenciosa coube aos monges e seus mosteiros espalhados em toda a Europa, especialmente os beneditinos, que preservaram a cultura do ocidente.

Mais adiante, no Natal do ano 800, na Catedral de Reims, na França, o rei franco Carlos Magno era coroado pelo Papa. Também os bárbaros se rendiam à fé de Cristo. Isto foi possível graças aos milhares de envangelizadores que percorreram toda a Europa anunciando a salvação trazida por Jesus ao mundo.

Em toda a Idade Média imperou a marca do cristianismo na Europa. Aspirava-se e respirava-se a fé. Surgiram as Catedrais como a bela expressão da fé; as Cruzadas ao Oriente no zelo de libertar a Terra Santa profanada; as Universidades cristãs, Bolonha, Sorbonne, etc, todas fundadas pela Igreja de Cristo.

Mas a fé sempre esteve ameaçada; nos tempos modernos levantaram-se contra a Igreja as forças do materialismo, do comunismo, do nazismo, e todos eles fizeram milhares de mártires cristãos, especialmente neste triste século vinte que chega ao fim marcado por tantas ofensas ao Criador.

Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou quantas legiões de soldados tinha o Papa; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo. Mas a Igreja continua como nunca, até o final da História, quando Cristo voltará para assumir a Sua Noiva. Será as Bodas definitivas e eternas do Cordeiro com a Sua Igreja.

3 Comments »

Comment by Edem de Almeida

13/07/2008 @ 00:21

Os dois mil anos de Igreja são os dois mil anos do Papado. Esse cargo e esses homens simbolizam o que a Igreja fez de positivo e, tristemente, alguns poucos simbolizam o que seus membros fizeram de ruim.

Vamos ficar com o que é bom e entregar os pecados à misericórida do Senhor.

No início da Igreja imperadores romanos Vespasiano, Tito e Domiciano penduram em mastros chamejantes os imediatos ocupantes do cargo de Pedro: Lino, Anacleto e Clemente.

Em 313 outro imperador romano, porém conquistado pelo “com esse signo vencerás”, reserva um pequeno pedaço de terra na colina Vaticana, constrói uma Igreja sobre o túmulo do apóstolo Pedro e, ao lado, uma casa quase que suntuosa para o Papa de plantão: São Silvestre (aquele da corrida na Av. Paulista no final de cada ano).

Átila devastava a Europa, porém às portas de Roma estava um ancião de barba branca muito frágil, o Papa Leão Magno, que ninguém sabe o que disse ao “flagelo de Deus”, mas o assombroso é que o rei dos hunos se retira com seu exército, sem tocar na cidade.

São Gregório III é o papa que consegue deter o avanço das burkas e cimitarras maometanas sobre a Europa no século VIII; se não fosse isso o cursor de meu PC estava caminhando da direita para esquerda nesse momento.

Lutero, patrocinado pelos príncipes alemães, garante que o papado terá um fim amargo. Não temos mais príncipes na Alemanha e temos o primeiro Papa eleito no século XXI nascido na Baviera.

Henrique VIII mandou matar todos os amigos do Papa. Na Inglaterra não tem mais Rei, só Rainha, que manda muito pouco, porém o sol jamais se põe sobre os amigos do Papa.

A Revolução Francesa garantiu que o último rei seria enforcado com as tripas do último Papa. A França é o país da Comunidade Européia com o maior número de católicos.

Nazistas, comunistas, fascistas, PRI mexicano, Fidel Castro, Mao Tse Tung tentaram também acabar com o Papa e Igreja edificada sobre ele, outros no futuro tentarão…

Comment by Alex A. Borges

14/07/2008 @ 17:36

VIVA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!!!
VIVA O PAPA!!!
Que alegria! Que revigoramento da fé é ver o modo maravilhoso com que Deus Nosso Senhor cumpre suas promessas! Sim! Deus sempre cumpre as suas promessas! Suas promessas são infáliveis! Deus é fiel às suas promessas!
Como São Pedro nunca quero me separar de Nosso Senhor Jesus Cristo, quero sempre estar unido ao seu Corpo Místico!
JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!

Comment by marta

15/07/2008 @ 00:36

COMO E MARAVILHOSO FALAR DA NOSSA SANTA IGREIJA E DOS SEGUIDORES DE JESUA CRISTO . EU AMO A MINHA RELIGIAO .FICA NA PAZ DO SENHOR JESUS. AMEM.

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