ARCEBISPO DENUNCIA A DESTRUIÇÃO DA IDENTIDADE ESPANHOLA
Em um impressionante pronunciamento ocorrido este domingo 27 de julho de 2008, o arcebispo de Toledo, Antonio Cañizares, denunciou a existência de um “projeto social e cultural” que busca erradicar as raízes cristãs da Espanha e que tem a pretensão de estender-se a todos os povos de fala espanhola.
O Cardeal apontou o aborto como ponto fundamental desta revolução, acrescentando que a legalização do aborto é a coisa “MAIS GRAVE QUE JÁ ACONTECEU NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE”.
O relativismo moral, apresentado como uma extensão de novos direitos, o laicismo e a ideologia de gênero são os pilares sobre os quais se assenta esta “obra de engenharia social”. O projeto, segundo o arcebispo, transcende a área legislativa e inclui as áreas social, política e cultural. Segundo o arcebispo, ele tem origem
”ALÉM DAS FRONTEIRAS DO SOLO ESPANHOL, MAS TRATA-SE DE UM PROJETO UNIVERSAL QUE UTILIZA A ESPANHA COMO CENÁRIO CHAVE, DISPONDO DE UMA REDE DE ORGANIZAÇÕES E DE APOIO MIDIÁTICO EXTRAORDINÁRIO, APOIADO POR FORÇAS PODEROSAS, ÀS VEZES OCULTAS, QUE TRATAM DE IMPREGNAR TODAS AS ESFERAS DA VIDA COM ESTA MENTALIDADE, DESDE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ATÉ À ESCOLA, DESDE A POLÍTICA ATÉ A FAMÍLIA”.
As denúncias do arcebispo de Toledo não são um fato isolado. Recentemente no Brasil outro bispo fêz denúncias deste mesmo teor. Por ocasião do 1º Congresso Internacional em Defesa da Vida realizado em Aparecida, em fevereiro de 2008, Dom Carmo João Rhoden, bispo de Taubaté, ao abrir o Congresso, chamou a atenção dos participantes para a urgência de
“DEFENDER A VIDA HUMANA, AMEAÇADA NO MUNDO DE HOJE COMO NUNCA SE VIU EM TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE”.
”Atualmente”, acrescentou Dom Carmo, “há países onde o aborto está legalizado durante todos os nove meses de gestação e outros que se preparam para despenalizá-lo totalmente, o que equivaleria ao mesmo”.
”A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), VENDO JÁ SUFICIENTEMENTE ENRAIZADA A CULTURA DO ABORTO, PRETENDE RECONHECÊ-LO NÃO MAIS COMO UM MAL MENOR A SER TOLERADO, MAS COMO UM DIREITO HUMANO FUNDAMENTAL, enquanto procura-se introduzir a prática pela qual os homens mais idosos peçam, e sejam culturalmente forçados a pedir, quando suas vidas não evidenciem mais sinais de utilidade social e mesmo que ainda gozem de boa saúde, a própria morte disfarçada de um bem, um novo direito a ser concedido pelo Estado.
”PORÉM ESTES ATAQUES À VIDA HUMANA NÃO SÃO SENÃO A FACE MAIS VISÍVEL DE UMA PATOLOGIA MUITO MAIS EXTENSA, OFERECIDA POR UMA CULTURA PLANEJADAMENTE CONSTRUÍDA para destruir a própria idéia de Deus”.
“Esta cultura, por meio de seus membros mais conscientes, trabalha duma maneira muito eficaz. Não se contenta em lutar desde fora contra a Igreja, mas também invade as suas posições-chave, penetra até no próprio espírito dos seus membros, inclusive de religiosos e sacerdotes, e os contamina silenciosamente com o seu veneno.
Utilizando os meios da ciência e da técnica, as possibilidades sociais e econômicas, PROSSEGUINDO IMPERTURBAVELMENTE NA EXECUÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA CUIDADOSAMENTE ELABORADA, EXERCENDO UM DOMÍNIO QUASE ABSOLUTO NAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS, NAS SOCIEDADES FINANCEIRAS, NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, construindo um mundo que, alcançados seus objetivos, não poderá mais dizer-se iluminado por aquela luz, nem possuído daquela vida que o Verbo de Deus, fazendo-se homem, veio trazer ao homem”.
“OS ATAQUES QUE HOJE OBSERVAMOS À VIDA HUMANA SÃO APENAS UMA DAS LINHAS DE FRENTE DESTE QUE REPRESENTA O MAIS GRAVE PROBLEMA QUE ENFRENTA ATUALMENTE A IGREJA E DO QUAL TEMOS QUE COMPREENDER SUAS CAUSAS EM TODA A SUA PROFUNDIDADE se quisermos que a luz do evangelho possa continuar fermentando a humanidade que nos foi confiada por Cristo”.