A Igreja aceita a pena de morte?

Arquivado em: Moral católica — Prof. Felipe Aquino at 2:51 am on quinta-feira, outubro 30, 2008

Alguns leitores têm nos perguntado como interpretar o §2266 do Catecismo da Igreja que fala sobre a pena de morte e afirma: “… o ensinamento tradicional da Igreja reconheceu como fundamentado o direito e o dever da legítima autoridade pública de infligir penas proporcionadas à gravidade dos delitos, sem excluir, em caso de extrema gravidade, a pena de morte. ”  

A Igreja, na prática, é contra a pena de morte; tanto assim que a cada caso de condenação nos EUA, o Papa pede clemência; aliás, tem pouco adiantado.

 Como S. Tomás de Aquino a aceitava, em casos raros, na Idade Média, a Igreja não fechou a porta definitivamente para a possibilidade dela ser usada em “um caso de extrema gravidade”. Esse caso de “extrema gravidade” seria por exemplo  comparado à legítima defesa, onde a sociedade não tivesse como se livrar do perigo de um assassino,  de forma alguma, nem pela prisão perpétua. Na prática, isto parece não mais existir; especialmente por causa dos presídios de segurança máxima;  o que faz a Igreja ser,  na prática contra  a pena de morte.

Uma prova clara disso, foi que quando da pena de morte aplicada a Sadam Hussein, o Vaticano foi contra a sua execução. A fonte de noticias www.acidigital noticiou o seguinte:

O Vaticano reitera rejeição à pena de morte após execução de Saddam Hussein

VATICANO, 2006-12-30 (ACI).- A Santa Sé reagiu ao anúncio da aplicação da pena capital ao ex-presidente do Iraque,  Saddam Hussein, mediante um comunicado do Diretor da Sala de Imprensa,  Pe.  Federico Lombardi, S.J., quem reiterou a posição da Igreja contra a pena de morte e auspiciou o início de um tempo de reconciliação e paz para o país.

“Uma execução capital é sempre  uma notícia trágica, motivo de  tristeza,  inclusive quando este foi culpado de graves delitos”, diz a nota do Pe. Lombardi.“A posição da Igreja católica,  contrária à  pena de morte, foi várias vezes reiterada”.

“A morte do culpado não é o caminho para reconstruir a Justiça e reconciliar à sociedade. Existe, pelo contrário,  o perigo de que isto alimente o desejo de vingança e se semeie nova  violência”, adiciona.O exposto acima deixa claro que a Igreja Católica é contra a pena de morte.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

  

15 Comentários »

Comentário por Sidnei

30/10/2008 @ 12:53

Alguém poderia explicar se hoje a Igreja é contra a pena de morte como ela aceitou no passado, até mesmo contra os hereges e até mesmo contra os comunistas, o qual não há muito tempo, mas a alguns anos atrás, nos regimes militares estabelecidos aqui na América do Sul como no Chile e Argentina, se igualando desta forma, aos perseguidores comunistas que também não excitavam em executar quem fosse contra aos seus regimes (vide Cuba, Rússia, Vietnã, China e por aí em diante) e mais, como que JESUS nunca disse nada contra a pena de morte em seu tempo, haja vista, que a pena de morte na época de JESUS era tão em comum quanto na Idade Média como nos dias de hoje, o qual, até JESUS CRISTO foi vítima de tal pena de morte?.

Comentário por Daniel

30/10/2008 @ 22:52

PARA O SIDNEY

A Igreja sempre foi contra a pena de morte,só que acontece que durante a Idade Média e até hoje,a Igreja não deve se meter na maneira que um governante governa ou com as leis que tal governante aprovou.A Igreja apenas pode se manifestar contra,mas não pode dar palpites de como um governante tem que governar.E quem executava os hereges era exatamente os reis,e não a Igreja.

Comentário por Edem de Almeida

1/11/2008 @ 00:23

Prezado Sidnei,

O Prof. Aquino deixou claro que a Igreja Católica não é contra a pena de morte, mas que a Igreja Católica, NA PRÁTICA, é contra a pena de morte.

Há tranquilamente total coerência na posição de ser moralmente a favor da pena capital e pragmaticamente ser contra seu uso freqüente.

A Igreja Católica sempre foi a favor e sempre será a favor que a sociedade lance mão da pena de morte caso isso seja necessário para a defesa da paz.

Hoje a Igreja Católica é, NA PRÁTICA, contra a pena de morte porque a capacidade das sociedades modernas de se defenderem dos grandes criminosos é de tal ordem eficiente que não é mais necessário lançar mão desse direito moralmente legítimo.

Há um mandamento que diz que não se deve matar. Porém, obtuso seria o cristão se permitisse que um delinqüente atentasse contra uma pessoa inocente e indefesa sem qualquer reação. Se um cristão puder, para salvar das mãos de um facínora, utilizar-se de uma arma mortal, deve fazê-lo por dever de consciência.

Da mesma forma é obrigação moral da autoridade civil o uso da pena de morte, quando sem alternativas para defender os cidadãos de criminosos violentos.

Note que Cristo também não era contra a pena de morte. Quando confrontado com Pilatos, que alegou ter o poder de soltá-lO, Ele retrucou que esse poder o romano só possuía porque o recebera de Deus. Cristo não questionou o poder do cônsul de crucifica-lO ou de absolve-lo, pelo contrário, confirmou seu poder dizendo que ele vinha do alto.

Outra situação extrema é aquela de conflito bélico. Nas guerras onde uma nação inteira está ameaçada de destruição por dentro (guerra civil) ou desde fora, o uso da pena de morte pode ser necessário para eliminar o inimigo que, tendo a mínima oportunidade, usará, sem misericórdia, armas mortais para impor seus interesses.

Veja as palavras do Cardeal Martino, que merecem reflexão e aprofundamento:

“A Igreja não é pacifista, Ela é pacificadora e pacífica.”

“…pode-se dizer que o pacifismo, sem protagonistas pacíficos, corre o risco de trair o objetivo da paz. Pode-se transformar em uma ideologia, maniqueísta em seus juízos e até intolerante. Insensível à complexidade das situações (…)”

Isso quer dizer que eliminar a violência para deter uma violência injusta e injustificada pode na verdade sem contrário à própria paz que se quer alcançar.

Hoje muitos ódios estão camuflados por trás de idéias pacifistas, que querem convencer as pessoas a não defenderem seus valores, sua fé, sua cultura. Há muitos pacifistas que querem na verdade quebrar a coluna vertebral das sociedades cristãs, desde seu interior, para criar covardes e acomodados e, assim, conquistá-los e impor seus valores desumanos e, sem dúvida, violentos e mortais. São carnívoros travestidos de vegetarianos.

Comentário por Ricardo

1/11/2008 @ 00:58

Penso que no caso do Saddam e de outros carniceiros, a pena seja válida, pois em qualquer momento eles podem virar o jogo e continuar no poder.

Comentário por André Luiz

2/11/2008 @ 03:39

A pena de morte é tolerada em ultimo caso, no caso de aparecer um ditador genocida tipo o Hitler que foi responsavel pela morte de 6 milhões de judeus indefesos e que seria condenado a morte se ele mesmo não tivesse adiantado o serviço.

Comentário por André Luiz

2/11/2008 @ 03:45

Na batalha de Lepanto se os católicos não tivessem lutado para defender a Europa e a Cristandade, contra os turcos hereticos, com a ajuda de Nossa Senhora, hoje a America seria um continente colonizado por mulçumanos.

Comentário por Carlos Eduardo de Abreu e Lima

5/11/2008 @ 00:01

Faço minhas suas palavras, Edem de Almeida.

Comentário por Márcio de Paula

5/11/2008 @ 18:57

Até que compreendi esta distinção de ser a favor da pena de morte, em tese, mas não na prática.
Agora, o comentário do colega Edem de Almeida de que “Hoje a Igreja Católica é, NA PRÁTICA, contra a pena de morte porque a capacidade das sociedades modernas de se defenderem dos grandes criminosos é de tal ordem eficiente que não é mais necessário lançar mão desse direito moralmente legítimo”, é de todo questionável…
Qual seria, meu caro, o eficiente sistema de controle de crimonosos hoje existente?
Não seria o da tolerância zero e pena de morte adotados nos países com menor índice de violência.
No Brasil, adota-se a teoria do “direito penal mínimo” e olhem as estatísticas.
Também tenho minhas reservas em se adotar a pena de morte em uma país como o nosso em que os valores da população em gerla, inclusive da classe política, se perderam a muito tempo… mas dizer que contamos com métodos eficazes de controle da criminalidade avho que um grande exagero…

Comentário por Edem de Almeida

6/11/2008 @ 02:41

Prezado Márcio de Paula,

Sempre pedindo licença ao Prof. Aquino para utilizar seu quadro de comentários como Fórum.

A pena capital pode ser vista como a) meio de dissuasão, b) como forma da sociedade se defender de criminosos e terrorista e finalmente c) como um castigo do réu.

Acho-me incompetente para dizer se a pena de morte é ou não ferramenta efetivamente eficiente para diminuir a criminalidade. Como disse você meu caro Márcio de Paulo: “meio de controle da criminalidade”. Como é um tema fortemente carregado por cores ideológicas estamos sempre em meio a fogo cruzado. Dizem que em qualquer guerra a primeira vítima é a verdade. Não deve ser diferente para esse assunto, como não é quando o assunto é aborto. Em suma, não quis dizer que a pena de morte não possa servir para diminuir a criminalidade. Estivesse realmente provado que é um mecanismo eficiente eu não teria nenhum preconceito em ficar a favor, mas me parece que não há provas convincentes de sua eficiência, havendo até mesmo provas em contrário. Por exemplo, dizem certos técnicos em direito que um bandido que se vê sem alternativas, quando cercado, se torna muito mais violento em um Estado onde há o uso da pena capital. Sabendo que se for preso será condenado à morte, um criminoso pode em seu desespero cometer muito mais violências.

Para fugir do árduo debate sobre a eficiência preventiva da pena de morte, preferi, no meu comentário anterior, encara-la apenas sob o ponto de vista de auto defesa da sociedade. E parece-me que é sob esse ângulo que o Catecismo da Igreja Católica pode ensinar, sem polêmicas, que seu uso é moral. O caso de Sadam Hussein é exemplo perfeito. Mesmo o Vaticano pedindo que não o matassem fico tentado a aderir ao comentarista Ricardo. O homem era tão violento e com tanta influência sobre boa parte da população que mantê-lo vivo poderia ser uma temeridade na busca de criar uma nova sociedade no Iraque.

Finalmente, a aplicação da morte como castigo não me parece filosoficamente defensável. Alguém disse muito bem que a morte não é jamais uma pena, a morte é um mistério. De repente ao tentarmos castigar um criminoso matando-o, podemos na verdade estar libertando-o de um terrível fardo, nesse caso a morte seria-lhe um presente e não um castigo. Portanto, se não há certeza que se castiga um criminoso mantando-o, é melhor incluir apenas os itens “a” e “b” no debate sobre a moralidade da pena capital.

Comentário por Elisângela Thomaz de Souza Nascimento

11/11/2008 @ 00:04

Gostaria de saber qual seria os horarios de missa na quarta-feira, e como posso fazer para marcar com um horario de aconselhamento, sobre uma relação complicada de mãe e filha gravida….urgente…
cel 91138412 ou 12 3144 4043

Comentário por Maria Ires do S B Melo, João Pessoa-PB

11/11/2008 @ 08:34

>RECONHECIMENTO PONTIFÍCIO - MONSENHOR JONAS: “FEITO TUDO PARA TODOS”

>
> Monsenhor Jonas, cabelos brancos, alma de menino, demonstra, sua missionária
> Humildade-grandeza, diante do Sumo Pontífice, a salesiana beleza
> “O CÉU é dos que se tornarem como um destes pequeninos”, disse JESUS
> Apresenta os troféus, da Canção Nova, a História, da cotidiana CRUZ

>

> Luzia e Eto, igual humildade-pureza, sorriem, qual crianças de escola
> Tirando da sacola, ao sucessor de Pedro, dão as primícias, da sua Santa Missão,
> Fundador, Co-Fundadora, Administrador, ofertam. De Pedro, o Sucessor
Beijaram diversas vezes, do Chefe, da Santa Igreja, as veneráveis mãos

O Papa prá os consagrados, Canção Nova, fala: quer que todos o amemos
Com ele, comunguemos. Todos tenham Vida, lutem pela Vida, em Abundância vivida; hoje, mais do que nunca, para o mundo, devemos A Igreja, DE CRISTO, levar; conto com vocês, prá JESUS ser conhecido!

Meus amigos, que beleza, vi pela Televisão, A Canção Nova toda, na
Igreja
“De São João de Latrão”, “São Paulo Fora dos Muros”, “Santa Maria Maior”,
Padre Jonas, O Protocolo quebrou, cantando sua Canção “Não dá mais
prá voltar
O barco está em alto mar”, O Reconhecimento Pontifício, veio, isto,
consagrar

E os consagrados/peregrinos, encheram A cidade Eterna de Auriverde-Santa-Alegria

A Cidade Eterna virou “Um Pedacinho do CÉU”, de maior grandeza,
revestiu-se
E JESUS, Maria, José, todos Os Anjos e Santos, cobriram Roma com o Véu
Com João Paulo II, São Pedro, São Paulo, São Bento e Todos os Anjos
DO CÉU

Imaginem Padre Léo, compartilhando no CÉU, junto aos Anjos de Maria Da Canção Nova, a Alegria! O mineirinho “do Biguá”, só pode,
“NO ALTO”, está / Fazendo suas “zoeiras”. São Pedro lhe puxa as orelhas!-
“Que é isto, Santo Porteiro”? / Estamos comemorando! O Senhor não
conhece, a saga destes guerreiros?!…

Lá tem um Diácono, que para A MÃE DO REI, faz tudo quanto é homenagem
Reconhece Sua Grandeza, com xote, samba e xaxado; fala que JESUS é
louvado /“Rosto Divino do Homem-Rosto-Humano De DEUS” e, ainda, este
Diácono, é casado. /Forma uma linda Família, o tema de sua VIDA, nela,
O Feto é amado!

Ele & Esposa Márcia, no“Minha Família É Assim”, clama o povo e a Ciência. Campanha da Fraternidade: “Escolhe, Pois A Vida”, desde o Antigo
Testamento / DEUS Mostra O Valor, Da Suprema Dádiva, a toda a
humanidade.
“Criado à SUA IMAGEM”, o homem não deve usar Embriões, prá pesquisar, A Vida é prioridade!

E os outros músicos DE DEUS, Eliana & Fábio, Ana Lúcia, Dunga
e Eugênio, Márcio Todeschini, Juliana; Padre Cleidimar, Laércio & Filhas Oliveira, Ricardo Sá e Salete Ferreira./ Tem um Padre, chamado Fábio de Melo, que, ô, cara brilhante! / Canta, Escreve Música e Poesia, só vendo como ele celebra, A SANTA EUCARISTIA!

Flavinho, que canta, en uno Español muy lindo, para los hermanos latinos. Apresenta Prado Flores, da “Primavera da Igreja”, Valverde o Martim- que, em Adoração, ouve O MESTRE: -“Ninguém te ama, como eu, Olhe prá A Cruz, Esta é A MINHA Grande Prova: ninguém te ama como EU”

Existe, a talentosa, atriz Myrian Rios, que, dando, aos mundanos Valores, um “Adios”, mergulhou, de cabeça, na Vida Consagrada, com Testemunhos de Vida, ora, prega, escreve; os Dons do ESPÍRITO SANTO Fecunda, nas diversas obras de Misericórdia, por JESUS, ensinadas

E O Santo Terço da MISERICÓRDIA DO PAI? Dirigido por Eliana Sá,Padre Francisco
E outros mais?! Clamam, A Compaixão DO SENHOR, pelA Dolorosa Paixão DE
CRISTO /Até de madrugada, o povo tem Oração; do Oriente ao Ocidente
tem, com quem Partilhar, pedidos e CRISTO prometeu, à Santa polonesa, nunca, com o povo falhar!

Frei Mozer & Padre Hamilton, colocam “Em pauta” a Ciência, causas Sócio-Culturais, e fazem, delas, bandeira! Encaram, dos medíocres
A ineficaz barulheira. Refletem os costumes banais, que a Sociedade Hedonista, os incautos usam e, a qualquer custo, oferece a quem der mais

São Pedro, o Senhor tem de se informar, fundei a Comunidade Betânia e só sai de /Lá, aquele que se curar: de droga ou bebida e Vicente é
quem tá, lá,no meu lugar!/ – Sim! O Padre Vicente, é aquele rapaz,
competente, que, na “Tenda”, me ajudava
A Canção Nova é Cristã de tudo quanto é jeito e nela, ninguém
encontra sequer defeito

Tempestade, em Cachoeira Paulista, o inimigo de DEUS, está furioso
- Não se assustem! Diria Padre Ruffus, ele, sempre faz isto, para
Meter medo, Nos Filhos DE CRISTO! Mas, rezando O Santo Terço, o Jejum, A Confissão, A Adoração, Do CORPO EUCARÍSTICO, vivendo A Consagração, ele foge, amedrontado,
se importe, não, meu irmão!

E o Professor Felipe Aquino, na sua “Escola da Fé”, ensina Toda a Doutrina, que /Dita a Santa Sé! Este homem muito sábio, em Ciências Exatas, dá show. Pela Igreja DE CRISTO, é um tesouro de amor, ensina a Patrística, A Tradição / Com audácia, empenho eficácia, responde a tudo com gosto
e até faz Oração!

Maria Ires do Socorro Bezerra de Melo-JoãoPessoa-P.B.–Sócia
Canção Nova
irishelp7@hotmail.com
mariairisdosocorro7@yahoo.com.br

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Comentário por Jorge Luis Silva Martins

22/12/2008 @ 17:46

Interessante que o artigo tem três partes definidas:

1) O catecismo da Igreja diz que é legítimo o uso da pena de morte em casos de extrema gravidade;

2) A Igreja, porém, NA PRÁTICA, desaconselha o método, por julgar que a sociedade ‘moderna’ possui meios mais adequados para conter a criminalidade;

3) O sr. Felipe Aquino encerra seu artigo afirmando categoricamente que, depois de mostrar que a Igreja, NA PRÁTICA, é contra a pena de morte, esta mesma Igreja é realmente contra tal setença, apesar de no seu Catecismo estar explicitamente o contrário.

Faltou ao professor, ao proferir sua conclusão, clarificar a mesma, pois esta vai de encontro com o mesmo Catecismo. E tal artifício não me surpreende, haja vista a adotação da Nova Teologia anticatólica que dirige a Igreja depois dos ventos do Vaticano II

Pax Christi!!!

Comentário por Gederson

29/12/2008 @ 04:00

É interessante notar que a abominação a pena de morte nutrida pela modernidade, esta enraizada na crença da bondade humana (para não dizer no “bom selvagem de Rousseau”). Em tempos em que são todos iguais, não existe nem fraco e nem forte, para que a lei se destine aos primeiros, sua única finalidade, é a evolução. Hoje a lei não tem mais caráter punitivo e sequer da consciência do erro ou do pecado. Qualquer preso, pelo menos em nosso país, tem a forte esperança da impunidade.

Apoiar-se em presídios de segurança máxima para retirar da justiça a espada a quem pertence por direito, como ensina São Paulo em Romanos 13, é tornar o homem a medida do que é justo e injusto reduzindo a justiça a seu própio juízo. Mesmo dentro de presídios de segurança máxima, os presos conseguem controlar seus negócios escusos. Será que esqueceram que Adolf Hitler escreveu o seu “Main Kempf” de um presídio?

Quanto ao mandamento não matar, antes de defender a vida no corpo, ele defende a vida da alma. Não são somente os hereges que matam almas. Os traficantes matam almas de famílias inteiras. Quais são os meios modernos para coibí-los, se eles corrompem aqueles que se utilizam dos própios meios?

Morrem vitímas de bandidos, policiais ou civis, e os direitos humanos, defendem o direito do homícida a pena de morte. O Estado, porém não tem este direito?

Os ventos da Nova Teologia, é que permitem a Igreja ser contra a pena de morte. Na teologia tradicional, existem crimes que não são tolerados nesta vida e nem na que esta porvir. Fiquem com DEUS.

Abraços a todos

Comentário por JOÃO

6/04/2009 @ 23:49

Caríssimos,

Não podemos acolher este discurso desumano e cruel. A verdade é absoluta, A IGREJA CATÓLICA É CONTRA A PENA DE MORTE, PORQUE DEUS É MISERICÓRDIA. Acolhermos o oposto seria acreditar que Deus Pai não deu seu filho único para nos salvar.

Já dizia São Paulo aos Efésios ‘Por causa do grande amor com que nos amou, QUANDO ESTÁVAMOS MORTOS POR CAUSA DAS NOSSAS FALTAS, ele nos deu a vida com Cristo’.

Nas palavras de Pe. José A. Vanzella ‘devemos compreender que uma pessoa entrou em conflito com a justiça e a sociedade porque desrespeitou os direitos humanos e a dignidade de outras pessoas. Por outro lado, desrespeitar a dignidade e os direitos humanos de quem realizou tais atos é também um ato moralmente reprovável que iguala todas as pessoas na dilinquencia’.

Não esqueçamos que Jesus padeceu na mão dos poderosos, mas no auge de sua agonia no calvário, perdoou-os. Deus é misericódia. DEUS É AMOR.

E AMOR NÃO MATA, EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA. Como nas palavras do Pe. José Bortolini ao recordar o capítulo terceiro do Evangelho de São João: ” ‘Elevado’ lembra o calvário, a cruz e, sobretudo, aquele que nela foi pregado, como prova de que, ‘tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim’ (Jo 13,1).”

Pax et Bonum!

Comentário por Filipe

18/11/2009 @ 16:30

vários santos canonizados foram inquisidores como por exemplo São Domingos de Gusmão,fundador da ordem dos frades pregadores(dominicanos)e houve santos que eram a favor da pena de morte inclusive de heresiarcas ou autores de heresias,um desses foi São Tomás de Aquino,Doutor da Igreja.

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