Estive na universidade como professor durante 40 anos; pude lecionar em três universidades públicas (UNIFEI, UNESP, USP) e em três particulares (UNISAL, FCLI, FECI). Fui diretor geral do campus da USP em Lorena por quase vinte anos, e assim pude conhecer as universidades por dentro.
A Professora Dra. Maria Herminia Almeida, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia Ciências e Letra da USP, deu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em 11 de junho de 2009, explicando o que se passa na Universidade: uma minoria que atrapalha o trabalho dos demais.
Enquanto nas universidades particulares a grande maioria dos jovens universitários brasileiros estuda, com grande sacrifício, pagando suas mensalidades, sem fazer greves e exigências, nas universidades públicas, aqueles que estudam de graça, com professores do melhor nível (todos doutores), fazem greve, agitação política. Na verdade é uma minoria que, manipulada, serve de massa de manobra. A Reitoria tem o dever de manter o campus funcionando em paz. É o povo brasileiro sofrido quem paga as despesas das universidades, para que estudem e trabalhem.
Vejamos a entrevista da Professora:
FOLHA – Como a sra. analisa a situação na USP?
MARIA HERMINIA TAVARES DE ALMEIDA – As coisas não começaram ontem [anteontem, dia do confronto]. Começou com um pequeno grupo de funcionários grevistas, que, ao começar a campanha salarial, já quis ocupar a reitoria. Depois, uma parcela minoritária de alunos, de alguns departamentos, decidiu impedir a entrada dos demais. Como você garante que os alunos que querem ter aula possam ter aula, que os funcionários que querem trabalhar possam trabalhar? Em um Estado de Direito, quem garante a liberdade de acesso e a defesa do patrimônio público é a força policial. Além disso, na televisão, parece que os manifestantes foram atacados sem razão. Mas eles provocaram. O grave é existirem grupos dentro da universidade que apostam em confrontos como esse. Houve uma aposta na radicalização.
FOLHA – Quais são esse setores?
MARIA HERMINIA – A liderança do sindicato dos funcionários [Sintusp] e uma ala do movimento estudantil.
FOLHA – A reitora precisava ter pedido a presença policial?
MARIA HERMINIA – Ela não chamou a polícia, pediu reintegração de posse à Justiça. A reitora estava no seu dever. A reitoria existe para, entre outras coisas, garantir o funcionamento da universidade. Talvez tenha faltado explicar melhor o que estava fazendo.
FOLHA – Como a sra. avalia as reivindicações dos grevistas?
MARIA HERMINIA – Conflito salarial tem em qualquer lugar. Os salários na USP não são excepcionalmente altos, todos sabem. O problema é começar uma negociação sobre salário invadindo o prédio da direção da universidade.
FOLHA – A reitora deveria renunciar?
MARIA HERMINIA – Isso me parece uma reivindicação despropositada. Ela foi eleita, tem mandato até o final do ano.
FOLHA – O confronto expõe um problema estrutural na USP?
MARIA HERMINIA – É ação de uma minoria. A USP funcionava normalmente. Mas grupos reduzidos podem fazer problemas grandes.

Fui estudante de uma grande univerisdade publica onde recebi excelente formacao. Infelizmente esses movimentos minoritarios atrapalham mesmo e acabam ganhando forca. Lembro que os professores que nao aderiam as greves eram alvo de criticas por parte de alguns alunos. Nem toda greve e justa.
Uma vez tive a oportunidade de assistir uma reportagem sobre tecnicas utilizadas por manifestantes, que aprendiam a encenar teatralmente quando a forca policial agia, isto e, encenavam serem agredidos severamente quando na verdade nao havia tal agressao.
Gracas a Deus o Brasil e um pais democratico e o mesmo direito que um tem de aderir a uma greve o outro tem de nao participar.
é verdade, amigo!