Por: Leônidas Ortis – diretor do Observatório Pastoral do CELAM

O diretor do Observatório Pastoral do Conselho Episcopal Latino-Americano, (CELAM), o sacerdote Leónidas Ortis, afirma que o que está acontecendo em Honduras é consequência dos neopopulismos que se difundem no subcontinente. 

“Não há dúvida de que o que está acontecendo em Honduras – afirma Pe. Ortis – é uma clara consequência do fantasma dos neopopulismos que está percorrendo toda a região: Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Ortega na Nicarágua, Zelaya em Honduras e, em menor grau Correa no Equador. T odos eles, com maior ou menor intensidade, afetos ao regime cubano, que completou 50 anos sob a mão rígida de Fidel Castro e agora de seu irmão Raúl”. 

Em um artigo publicado na página web do CELAM, intitulado “O perigo dos neopopulismos”, o diretor do Observatório Pastoral dá uma série de chaves que descrevem estes governos neopopulistas. 

Caracterizam-se, entre outras coisas, por: 

1. Chegar ao poder pelo voto popular, exercendo uma liderança de tipo carismático personalista forte. 

2. Uma vez estando no poder, golpear, de maneira sistemática, todas as instituições que não se unem a sua vontade: os meios de comunicação, os sindicatos, o setor empresarial, a Igreja…

3. Submeter a seu arbítrio os demais poderes do Estado: a Corte Suprema de Justiça, a Corte Eleitoral, o Congresso…

4. Convocar uma Assembléia Nacional Constituinte com o fim de elaborar uma nova Constituição e assegurar sua reeleição por tempo indefinido. 

5. Manter posições aparentemente nacionalistas e definitivamente anti-imperialistas, criando, paradoxalmente, no interior de seu próprio país, um regime autocrático. 

6. Intervir em outros países apoiando grupos, movimentos ou partidos afins a sua ideologia. 

7. Rejeitar organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a ONU, se não se alinham a sua vontade. Normalmente estes organismos não se atrevem a intervir no andamento interno dos países nem têm as ferramentas necessárias, ainda quando se apresentem fraudes eleitorais, fechamento de meios de comunicação e atos que violam a Constituição nacional. 

8. Administrar os fundos do Esta do com uma atitude paternalista, controlando toda a atividade econômica do país e empobrecendo cada vez mais a população. 

9. Criar grupos civis de choque que atemorizam a cidadania, especialmente os inconformes e quem manifesta opiniões diferentes da posição oficial. 

10. Dar preponderância ao Exército, concedendo-lhe grandes benefícios econômicos, o mesmo que prerrogativas no exercício do poder político e dotando-o de um avançado armamento. 

Para ter acesso ao artigo completo: El peligro de los neopopulismos

Fonte:  9 de julho de 2009 (ZENIT.org)

 

 

3 Comentários

  1. E o Lula, no Brasil…

  2. Otávio Lins

    Faltou dizer que tudo isto é engenharia social neo-marxista (gramcista), muito bem organizada pelo foro de são paulo. Hoje a ONU e a OEA são cada vez mais meros instrumentos do governo mundial. E o foro de são paulo é parte deste governo mundial. É preciso colocar as coisas na perspectiva política correta sob pena de não se entender nada do que ocorre hoje no mundo.

  3. Mauro Cristóvão

    Paz e Bem

    Prof Felipe,

    as características citadas pelo Pe. Ortis são também semelhantes ao governo Lula aliado a frieza e a prepotência de seus ministros. Alguns inclusive inimigos declarados da Igreja Católica.

    Esperamos nas próximas eleições darmos uma devida resposta.

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