A revista veja publicou em sua edição de 30/09/2009, n. 2132, que o Bispo de Barra, na Bahia, quer construir um templo em homenagem ao terrorista Carlos Lamarca, que matou várias pessoas e o chama de mártir. A reportagem da VEJA tem o titulo:

 

 “Essa Deus não perdoa”

 

Conversa com Dom Luiz Flávio Cappio

 

E diz que o bispo da diocese de Barra, na Bahia, dom Luiz Flávio Cappio, ganhou os holofotes, em 2005,  ao fazer uma greve de fome em protesto contra a transposição do Rio São Francisco. Em 2007, repetiu a dose com o apoio de esquerdistas e artistas de TV. Agora, o bispo volta à cena: quer construir um santuário no local onde o terrorista Carlos Lamarca foi morto, no sertão baiano. VEJA entrevistou o bispo:

 

Dom Cappio em defesa de um terrorista assassino

 

Veja: O senhor vai erguer um templo para Lamarca?

 

Farei um santuário para todos os mártires da diocese. Considero mártir quem morre em defesa de uma causa justa e derrama seu sangue por valores evangélicos. O Lamarca é um mártir.

Lamarca optou pelo caminho da violência e matou gente. Isso é evangélico?

Não quero canonizar ninguém. Sei que o Lamarca teve culpas, e não podemos eximi-las, mas quero valorizar o que ele fez de bom.

 

Veja: O que ele fez de bom?

 

Lutou contra a ditadura. Estou na região há 35 anos e já ouvi histórias terríveis sobre ele. Diziam que comia gente e estrangulava crianças. Eram coisas que a ditadura colocava na cabeça do povo.

 

Veja: Como o senhor vai bancar a obra?

 

Com recursos de dois prêmios internacionais que recebi por defender o Rio São Francisco.

Quanto o senhor ganhou?

Um valor simbólico.

 

Veja: Mas quanto?

 

Só posso dizer que dá para começar.

 

Veja: O senhor não tinha nenhuma obra social com que gastar esse dinheiro?

 

Já fazemos isso. O santuário será um lugar onde gente que foi maltratada pela história poderá ter seus restos mortais depositados e descansar em paz.

 

Veja: Quem serão os outros mártires?

Trabalhadores rurais mortos em conflitos.

 

É uma entrevista lamentável; sabemos que alguém só pode ser proclamado mártir na Igreja pelo Papa, após um seríssimo processo que mostra que a pessoa morreu em defesa da fé católica, e jamais por meros motivos sociais e políticos.

Lamentavelmente há muito tempo D. Cappio tem politizado a fé e a esvaziada, desrespeitando o Magistério da Igreja.

Até quando isso vai ficar sem providênicias?