D. Estevão Bettencourt
O Imperador Trajano (98-117) em 107 quis oferecer ao povo de Roma “grandioso espetáculo”: homens ilustres e gladiadores seriam expostos a 11.000 feras no Coliseu, a fim de que o público presenciasse a luta e “se divertisse”.¹ Entre os condenados, estava um cristão chamado Inácio, bispo de Antioquia (Síria). Fora preso por causa da sua fé. Durante a viagem para Roma, a escolta que o acompanhava fez escala em Esmirna (Turquia de hoje); aí Inácio resolveu escrever uma carta aos cristãos de Roma…
E que lhes diria? – Queria pedir-lhes que não intercedessem em seu favor junto às autoridades imperiais, mas deixassem que fosse levado até o certame final e o martírio. ² Dessa carta merece destaque, entre outros, o seguinte trecho:
“Se vos calardes a meu respeito, serei Palavra (Lógos) de Deus; se, porém, amardes a minha carne, serei simples voz (phoné)” (n.º 2).
A distinção entre phoné – simples voz – e lógos – palavra ou discurso significativo – era usual entre os antigos. S. Inácio a aplica a si: o martírio ou o testemunho de Cristo proferido até a morte cruenta o tornará palavra de Deus; caso contrário, perderia a grande oportunidade da sua vida e se julgaria reduzido à condição de simples sopro.
Os dizeres de S. Inácio têm valor perene. Lembram-nos que todo homem, por seu teor de vida, pode assumir três configurações:
- será simples voz, sem significado, caso ceda à futilidade, supondo um coração vazio;
- será palavra… de homem, caso sua vida se norteie pelas luzes da mera razão ou pela mensagem de um filósofo sem fé;
- será Palavra… de Deus, desde que o cristão faça da mensagem do Senhor o dínamo da sua existência. Em tal caso, o seu viver já é Palavra de Deus. Tal é a dignidade máxima que a vida humana possa assumir, qualquer que seja a sua classe social; despretensiosa, voltada para os afazeres modestos de cada dia, tal existência traduz concretamente a mensagem de Deus. Mesmo que fale pouco, tal vida é eloqüente e persuasiva; ela levanta os ânimos e abre horizontes… O mundo procura tal tipo de existência, pois está cheio de vozes (phonai), mas carente de Logos (Palavra) de Deus.
Todo cristão é chamado a responder a tal anseio, fazendo de sua vida a expressão da mensagem de Deus.
E.B.
¹ Não sem razão se diz que o povo da antiga Roma se contentava com panes et circenses (pão e espectáculos de circo).
² “Deixai que seja presa dos animais ferozes; por eles chegarei a Deus; oxalá seja moído pelos dentes dos animais, para tornar-me o pão puro de Cristo” (n.º 4).
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb.
Nº 351 – Ano 1991 – Pág. 337.

è verdade suas palavras. O povo está sedento da palavra de Deus e está se perdendo dela, assim não consegue-se mais escutar sua voz, pois o barulho do mundo nos enssurdesse,fazendo com que não escutemos e não entendamos o que Deus nos quer falar. Já não se “morre” pela palavra, mas sim se “matam” de tanto gritar.
ola professor FELIPE DE AQUINO,como e muito importante o mundo ter um homen como SR pois precisamos nos encher des coisas verdadeiras, o mundo anda intoxicado de falsidades e palavras que compromete o futuro..AS PESSOAS NAO CONSEGUEM SINTONIZAR SEUS PENSAMENTOS A DEUS POIS TUDO ESTA FICANDO MUITO MATERIAL E O ESPIRITUAL ESQUECIDO.que suas palavras e seus programas cheguem nos lares cada vez mais e quem hoje anda longe DO SENHOR SE APROXIME.QUE DEUS ABENÇOE VC E SUA FAMILIA MAIS A CANÇAO NOVA E O MUNDO INTEIRO FICA COM DEUS!!!! noeli