Filhos, uma bênção de Deus

 

 

“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373)

 

Certa vez o Papa Paulo VI disse a um grupo de casais:

“A dualidade de sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”.

Isto é, doando a vida, o casal humano se torna semelhante a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e digna do que esta na face da terra? Alguém disse certa vez, com muita razão, que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”.

Nada é tão grande e valioso neste mundo como o homem. Ensina a Igreja que “ele é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS,24). Por isso o Catecismo da Igreja afirma que:

 

“Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).

 

Será que acreditamos de fato nessas palavras da Igreja? Ou será que “escapamos pela tangente”, dando a “nossa” desculpa? 

Lamentavelmente estabeleceu-se entre nós, também católicos, uma cultura “anti-natalista”.  Por incrível que pareça “as preocupações da vida” (Lc 12,22; Mt 6,19), sufocaram o valor imenso da vida humana, levando as gerações à triste mentalidade de “quanto menos filhos melhor”.  À luz do cristianismo, é uma triste mentalidade, pois a Igreja sempre ensinou o valor incomensurável da vida.

O salmo 126 diz com todas as letras:

 

“Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”.  “Feliz o homem que assim encheu sua aljava…” (Sl 126, 3-5).

 

O amor é essencialmente dom. São Tomás de Aquino dizia que “o bem é difusivo” (Suma Teológica, I, q. 5, a.4, ad 1).  Em outras palavras: ou o amor se doa, ou então morre. E, para o casal, a maior doação é a da vida do filho.

         Santo Ireneu (†202) resumia em poucas palavras toda a grandeza do homem : “O homem vivo é a glória de Deus” (Contra as heresias IV, 20,7).

         Isto quer dizer que com a criação do homem e da mulher à sua imagem e semelhança, “Deus coroa e leva à perfeição a obra das suas mãos” (Familiaris Consórtio, 28).

Assim, Ele chamou-nos a participar do seu poder de Criador e de Pai:

“Deus abençoou-os e disse-lhes: “crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gen 1,28).

Disse ainda o Papa João Paulo II:

 

 “A tarefa  fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem.  Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).

 

Todos esses ensinamentos nos levam ao que a Igreja  afirma constantemente:

 

“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS,50; HV,11; FC,29).

 

A situação social e cultural dos nossos tempos, dificulta a compreensão dessa verdade. Vale a pena reler o que disse o Papa João Paulo II sobre isso:

 

“Alguns perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores.  

 

“Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.

 

“Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (Familiaris Consórtio, 30).

 

Muitos têm medo de não educar bem os filhos. Pois eu lhes digo que, com Deus,  é possível  educá-los; basta que o casal se ame, crie um lar saudável, e vivam para os filhos, com todas as suas forças e com toda dedicação. O resto, Deus e eles farão. Faça do seu filho um Homem… isto basta.

 

         Há hoje uma mentira muito difundida – infelizmente aceita também por muitos  católicos – de que a limitação da natalidade é o remédio necessário e “indispensável” para sanar todos os males da humanidade.

 

         Não há civilização que possa se sustentar sobre uma falsa ética que destrói o ser humano, ou que impede o “seu existir”. É ilógico, desumano e contra a Lei de Deus, que, para salvar a humanidade seja necessário sacrificá-la em parte.

 

Jamais a mulher poderá se realizar mais em outra vocação do que na maternidade.  É aí que ela coopera de maneira mais extraordinária com Deus na obra da criação e, consequentemente, é aí que ela encontra a sua verdadeira realização. Afinal, São Paulo afirma a Timóteo que: “A mulher será salva pela maternidade” (1 Tm 2,15).

 

Isso não quer dizer que a mulher que não se torna mãe não pode se salvar, longe disso, mas mostra que o caminho da maternidade, hoje tão desvalorizado, é um meio poderoso de santificação da mulher.

 

Certa vez o Cardeal Raul Henriques, do Chile, disse:

“Se quando minha mãe teve o 18º filho, tivesse dito basta, vocês não teriam hoje o seu Cardeal”.

E é bom lembrar que Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, foi a 23ª filha dos seus pais.

A Igreja, no Concílio Vaticano II ensinou que:

 

“Não pode haver verdadeira contradição entre as leis divinas sobre a transmissão da vida e o cultivo do autêntico amor conjugal”.

“Aos filhos da Igreja, apoiados nesses princípios, não é lícito adotar na regulação da prole os meios que o Magistério reprova quando explica a lei divina” (GS, 51).

 

         É preciso dizer aqui que a lei de Deus não é impossível de ser vivida; basta ter fé. São Paulo disse que “o justo vive pela fé” (Rm 1, 17) e sabemos que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6). O que falta hoje para muitos casais é exatamente essa fé. Jesus disse que o seu “jugo (doutrina) é suave e seu peso é leve” (Mt 11,30).

 

  “O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem de fora de teu alcance…  Mas esta palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir” (Dt 30, 11-14).

 

Vitor Hugo disse certa vez que “um lar sem filhos é como uma olmeia sem abelhas”; acaba ficando sem a doçura do mel.

 

 

Uma estranha punição – 21/09/2009

 

Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG

 

 

A dar crédito a uma notícia, provinda da Folha Online, o Diretório Nacional de certo partido político (todos sabem qual é – [PT]), no dia 17 de setembro/2009 –  vejam só –  puniu dois Deputados Federais, por terem comportamento não afinado com o partido, a respeito do aborto. O partido acima aludido tem princípios claramente definidos a favor da prática abortiva. Sabe-se até que seus líderes assumiram compromissos internacionais, pela sua implantação aqui no Brasil. (Ver o Periódico de defesa da vida e da família, de Anápolis).  Todos nos sentiríamos muito felizes se a notícia da punição se referisse a roubos do dinheiro público, a traições contra os direitos dos mais pobres, a ausências constantes aos deveres parlamentares…Mas não, os Deputados foram punidos porque se definiram a favor dos mais fracos, que não tem capacidade de auto-defesa. Quando o vício adquire foros de virtude, e quando as boas ações são desclassificadas a ponto de serem punidas, existe um grave erro de princípio. Já lamentava Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de ver prosperar as injustiças, o homem chega a ter vergonha de ser honesto”.

 

Certos partidos políticos nasceram na sacristia das nossas igrejas. Guardaram, é verdade, seus ideais de liberdade. Mas por uma sina tradicional, a criatura se rebela contra o criador. Robustecidos por apoios eclesiais, adquirindo a maioridade, prestigiados pelo voto dos eleitores, tais agremiações se distinguem em contrariar suas origens: são a favor de uso de células-tronco embrionárias, contra a família tradicional, a favor de idéias abortistas… Não vou dizer que sejam ateus, mas não são religiosos. A sua sintonia está afinada com as grandes linhas do pensamento agnóstico moderno. Imagino o que vai no íntimo de políticos, católicos, que são forçados a aderir a esses princípios, condenados pela religião.O salmista prevê desfecho compreensível: “ O justo não se assenta na roda dos zombadores” (Sl 1, 1). Será que ainda existe tempo para o Diretório do Partido recompensar a quem preserva a sua liberdade de consciência, em vez de punir?

 

Fonte: http://catolicanet.com/?system=news&action=read&id=54768&eid=301

 

 Endereço eletrônico: domroqueopp@terra.com.br

 

 

 

 

 

Curso de Aprofundamento
Canção Nova – Cachoeira Paulista
Data – 29 a 31 de janeiro de 2010
Participação – PROF. FELIPE AQUINO, PE. PAULO RICARDO, PE. WAGNER FERREIRA, MARCIO MENDES
Temas – História da Igreja, como a Igreja construiu a civilização ocidental, problemas atuais enfrentados pela Igreja.
Inscrições: Tel – (0XX12) 3186-2600

Vivemos hoje um falso humanismo, poque é um humanismo dem Deus, egoista, que só protege  o homem já nascido e saudável e que elimina o fraco e impede a vida de existir; uma de suas piores consequencias está no triste envelhecimento das nações, como se pode ver nas noticias recentes colocadas abaixo. É dever dos casais cristãos que se amam, ter todos os filhos que puder educar. Deus e a humanidade agradecem.

Cuba está envelhecendo

 

HAVANA, 2006-11-03 (ACI).- O jornal oficial Granma publicou um artigo que reconhece a diminuição acelerada da natalidade e o conseguinte envelhecimento populacional como os fenômenos mais preocupantes pelos que atravessa atualmente a sociedade cubana. Entretanto, as autoridades não parecem dispostas a reverter o problema. O artigo indica que há 28 anos a taxa de fecundidade do país está abaixo do nível de substituição populacional, “ao ficar menos de um filho por mulher em idade reprodutiva”.

“Isto se traduz em uma diminuição considerável do número de nascidos”, uma maior expectativa de vida – que é hoje de 77 anos – e um crescimento da quantidade de pessoas com 60 ou mais anos, enquanto a proporção de habitantes de 0 a 14 anos diminui cada vez mais.

 

Governo japonês não consegue recuperação da natalidade

 

 

Um Japão sem mais nenhum japonês? A idéia pode parecer surpreendente, mas, segundo os demógrafos, se a tendência atual se mantiver, a população japonesa, que atualmente é de 127 milhões de indivíduos, poderia muito bem cair para… 0 até o ano de 3000, conforme lembra o mais recente número do boletim mensal do Instituto Nacional de Estudos Demográficos, francês. Este exercício de previsão ressalta que, no arquipélago nipônico, 22,1% da população têm mais de 65 anos e que a taxa de fecundidade se situava em 1,34 filho por mulher em 2007. Com isso, o Japão poderia passar aquém da barra dos 100 milhões de habitantes daqui até 2050, e aquém da barra dos 50 milhões de habitantes daqui até o final do século.

O distrito de Kita, situado na região de Tóquio, passou a outorgar uma ajuda mensal de 300.000 ienes (R$ 7.224) aos casais que têm um filho.

(http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/10/24/ult580u3388.jhtm – Philippe Mesmer, Correspondente em Tóquio)

 

Cânon lança medidas urgentes para que empregados japoneses tenham mais filhos

 

TÓQUIO, 29/01/2009 (ACI).- Cânon, um dos maiores fabricantes de artefatos eletrônicos do mundo, reduziu o horário de trabalho de seus empregados japoneses com um só objetivo: que tenham mais filhos. Ante a crise de população que atravessa o Japão, com uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo e uma população cada vez mais velha, duas vezes por semana, a Cânon reduziu a jornada de trabalho de seus empregados – em um país onde o comum é trabalhar 12 horas diárias – e os envia a casa às 17:30 hs.

Hiroshi Yoshinaga, porta-voz de Cânon, informou ao CNN que a empresa tem um programa muito forte para alentar os nascimentos e “enviar aos trabalhadores cedo a casa para que estejam com suas famílias”.

Segundo o Ministério de Saúde, Trabalho e Bem-estar, a taxa de natalidade japonesa é de 1.34, muito por debaixo de 2.1 necessário para que a população não diminua progressivamente.

 

Paises pagam  para os casais terem mais fillhos

 

Casais recebem para ter filhos

 

 

         O  jornal portugues PortugalDiário” publicou em seu site, em 08 jan 07, dados interessantes sobre os subsídios que os governos europeus estão dando aos casais para incentivá-los a ter mais filhos. Mas fica aqui desde já a pergunta: Será que o dinheiro será capaz de conseguir o que o amor dos pais não conseguiram?

Vários paises europeus com baixa natalidade estão dando subsídios de nascimento, abonos, compensação para os pais que queiram deixar o emprego, licenças de maternidade e ajudas na educação, entre outras. Em Portugal nascem cada vez menos bebês.

 

Alemanha - o Governo alemão decidiu atribuir um subsídio, que pode chegar aos 25 mil euros, porque nas últimas décadas, as taxas de nascimento na Alemanha caíram a um ponto que autoridades consideram «alarmante». A taxa de fertilidade média é de 1,37 filho por casal. A legislação previa que pais que decidissem ter filhos podiam receber até 7,2 mil euros por um período máximo de dois anos. A partir de 1 de Janeiro 2008, com a entrada em vigor da nova lei, podem receber até dois terços do salário durante um ano, no valor máximo de 25,2 mil euros.

 

A França anunciou recentemente um pacote de medidas para conciliar a maternidade com a vida profissional e estimular as mulheres a terem um terceiro filho. As francesas que derem à luz um terceiro filho poderão usufruir, se assim desejarem, de uma licença de maternidade mais curta (de três anos para um) mas mais bem remunerada, com cerca de 750 euros por mês.

A estas medidas somam-se auxílios mais elevados para as despesas com as crianças, creches gratuitas, descontos em restaurantes, supermercados, cinemas e transportes públicos e ainda actividades extra-escolares a preços reduzidos.

O regime de Segurança Social francês prevê vários subsídios para as famílias, entre os quais o de nascimento (830 euros), o de base (166 euros por mês, até aos três anos) e o de início de aulas para os agregados desfavorecidos – 265 euros. Além disso, há também benefícios fiscais para os casais com filhos. Atualmente, a França tem uma taxa de natalidade de 1,9 filho por mulher e é, depois da Irlanda, o país da Comunidade Europeia com os melhores índices.

 

Na Suécia considerado pela ONU como «o melhor lugar do  mundo para ter filhos», um dos pais pode ficar em casa por um ano com 80 por cento do ordenado. A assistência pré-natal é gratuita e há uma rede de creches privadas de preços controlados.

Em países nórdicos como Suécia, Dinamarca e Noruega há ainda uma compensação estatal, caso um dos pais decida desempregar-se ou sub-empregar-se para ficar em casa com os filhos.

 

Na Espanha, os pais têm direito a subsídio de risco na gravidez, abono de família que aumenta a partir do segundo filho e subsídio de nascimento para o terceiro filho e seguintes.

Em Portugal, o abono de família é determinado em função dos rendimentos, não sendo atribuído aos agregados familiares com um rendimento superior a 1875 euros mensais. No primeiro ano o valor é maior e vai diminuindo conforme a criança fica mais velha.  (Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=759443&div_id=291

 

Cidades fantasmas na Espanha

 

Espanha quer brasileiros para repovoar “cidades-fantasma”

 

Famílias brasileiras com crianças estão aproveitando a oferta de benefícios feita por vilarejos da zona rural da Espanha que correm o risco de desaparecer por causa da falta de habitantes jovens.

Pelo menos 15 pequenos municípios espanhóis ofereceram ou estão oferecendo casa, emprego e até dinheiro a famílias de imigrantes para tentar repovoar suas ruas. O governo diz que pelo menos 2.648 municípios enfrentam o mesmo problema de falta de população jovem e que, por isso, ganharam o nome de “cidades-fantasmas”.
         Em Lorcha, vilarejo de 735 habitantes encravado em uma montanha do leste da Espanha, as paranaenses Adelle, de 8 anos, e Camille, de 10, além de outros sete equatorianos, ajudaram a manter aberta a única escola local. Sem esses alunos imigrantes, as 24 crianças nascidas na cidade precisariam percorrer 18 km até a escola mais próxima. (08/05/2009 – 06h44 -  Folha on line)

 

China incentiva casais a ter um segundo filho

 

O governo de Xangai iniciou uma campanha para convencer os casais da cidade chinesa a ter um segundo filho – num sinal de preocupação com o envelhecimento da população -, informou o jornal “China Daily”. No país, há uma política de controle de natalidade, que proíbe casais de ter mais de uma criança.

“Nós defendemos que os casais elegíveis tenham dois filhos porque isso pode ajudar a proporção de idosos e aliviar a falta de mão de obra no futuro”, disse ao “China Daily” Xie Lingli, chefe da Comissão de Planejamento Familiar da cidade.

Voluntários e agentes de planejamento familiar visitarão residências para distribuir livretos de promoção da campanha e para dar aconselhamento financeiro e psicológico.

A mudança na política de Xangai – maior cidade da China e centro financeiro do país – marca a primeira vez em várias décadas em que a procriação é estimulada pelas autoridades.

“O envelhecimento da população pressionará a geração mais jovem e a sociedade. Temos que encontrar a maneira de resolver o problema”, disse Xie.

A população de Xangai com mais de 60 anos de idade já passou dos 3 milhões – ou mais de 20% dos moradores. A proporção deve crescer para quase 35% nos próximos dez anos, quando as crianças nascidas no “baby boom” promovido pelo ex-líder chinês Mao Tse-tung terão chegado àquela idade. (Fonte: São Paulo, sábado, 25 de julho de 2009).

 

Espanha ingressará na era glacial populacional em 2050

 

MADRI, 10 Jun. 07 (ACI) .- A Espanha está imersa em um “inverno demográfico” sem precedentes e as projeções futuras refletem um envelhecimento populacional ainda mais acelerado não compensado pela ínfima natalidade espanhola, assinalou o Instituto de Política Familiar (IPF) que anuncia que para 2050 este país será “a nação européia com a pior relação aposentados-população ativa”.

Segundo o instituto familiar, na metade deste século, na Espanha, “a cada três pessoas ativas, duas estarão aposentadas”. Desta maneira, acrescenta, o país superará o resto dos países europeus onde a cada duas pessoas ativas haverá uma aposentada. O presidente do IPF, Eduardo Hertfelder, explica que os indicadores atuais indicam “sérios problemas estruturais”: enquanto que a quantidade de pessoas maiores de 65 anos alcança os 7.3 milhões, os jovens menores de 14 anos são apenas 6.2 milhões, quer dizer, existe uma diferença de 1.100.000 pessoas.

 

União Européia terá mais mortes do que nascimentos

 

 

Enquanto endurece as restrições à entrada de imigrantes, a Europa vê o crescimento de sua população caminhar rumo à estagnação. De acordo com um estudo divulgado ontem, em sete anos, o número de mortes nos 27 países da União Européia passará o de nascimentos.

Isso significa que, a partir de 2015, a imigração passará a ser o único fator de crescimento populacional do bloco, indica a projeção do Eurostat, o escritório de estatísticas da UE. Uma das previsões mais surpreendentes é sobre o encolhimento da Alemanha, que até 2060 terá quase 12 milhões de pessoas a menos do que hoje, perdendo a posição de maior população do bloco para o Reino Unido.

O estudo confirma ainda que o envelhecimento da população européia observado nas últimas três décadas continuará, com inevitáveis conseqüências sociais. Especialistas alertam há anos para a “bomba-relógio” que isso representa para os sistemas previdenciários. A persistir a tendência atual, em 2060 haverá na Europa apenas dois trabalhadores para cada aposentado, metade da proporção registrada hoje.

A previsão do Eurostat é de que a porcentagem atual de pessoas acima de 65 anos, de 17,1%, quase dobrará até 2060, chegando a 30%. A população com mais de 80 anos praticamente triplicará no mesmo período, passando de 22 milhões (4,4%) para 61 milhões (12,1%).

Para Andres Vikat, chefe da unidade de demografia da Comissão Econômica para a Europa, órgão da ONU em Genebra, é inevitável que a busca de soluções para o encolhimento da população economicamente ativa envolva a absorção de imigrantes. Isso ainda não acontece, diz ele, porque o tema da imigração continua extremamente politizado. (Folha de SP – 27 de agosto de 2008 – Marcelo Ninio)

 

Província russa tem feriado para casais procriarem

 

O governador da província russa de Ulyanovsk, Sergei Morozov, decretou a data de hoje (12/09) “Dia da Concepção”. A idéia é incentivar os casais dessa região da Rússia Ocidental a tirarem o dia livre para fazer sexo. Sob o slogan “Dê à luz um patriota”, a campanha agracia casais que tiverem filhos exatamente no 12 de junho com brindes como televisores, máquinas de lavar, geladeiras e – o grande prêmio da última competição – o jipe UAZ-Patriot, de fabricação russa, que é oferecido a um casal eleito por uma comissão.

Desde o colapso da União Soviética, em 1991, a Rússia vê sua população diminuir drasticamente, com um declínio médio de 700 mil habitantes por ano, devendo chegar a pouco mais de 100 milhões de habitantes dentro dos próximos 40 anos. Para o cientista político Christian Lohbauer, as mulheres entraram em um regime de competição de mercado, onde não há espaço para criar muitos filhos.

Com uma taxa de natalidade de 11,03 nascidos vivos por mil habitantes, menor que a taxa de mortalidade de 16,06 mortes por mil habitantes, a Rússia registra crescimento populacional negativo de -0.47% (estimativa para 2008 do CIA World Factbook).
Tal situação levou o presidente Vladimir Putin a estabelecer em 2006 um plano para reduzir a queda da taxa de natalidade dentro de dez anos. O principal instrumento é oferecer incentivos financeiros para encorajar as mulheres a terem filhos – principalmente mais de um.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/09/12/ult5772u802.jhtm

 

Número de velhos ultrapassa o de crianças

 

A revista Veja (n. 2031 – 24 out 2007- Diogo Schelp -  Vadim Ghirda/AP) mostrou o dramático impacto econômico e cultural do envelhecimento da população e da falta de bebês nos países ricos. De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Política Familiar, sediado na Espanha, pela primeira vez na história o número de europeus com mais de 65 anos ultrapassou o de menores de 14 anos. A média européia é de 1,37 filho por mulher. O segundo fator é o aumento na expectativa de vida decorrente da melhoria das condições de vida e de assistência médica. Menos bebês e mais velhos é uma equação com sérias conseqüências populacionais a médio prazo. Em meados deste século, a Alemanha e a Itália terão menos habitantes que hoje. A França e a Espanha devem permanecer estáveis só se continuarem a atrair imigrantes. Do ponto de vista populacional e cultural, a Europa Ocidental estará irreconhecível em duas ou três gerações.

Penso que seja do conhecimento de muitos que hoje os nossos jovens estudantes secundários e universitários sofrem uma terrível pressão por parte de muitos professores ateus ou revoltados com a Igreja, no sentido de deixarem a Igreja e a fé católica. Com  muitas mentiras e calúnias atacam a Igreja, nunca mostrando aos estudantes que foi a Igreja quem salvou e construiu a civilização Ocidental, além de ser a Instituição que mais fez e faz caridade em toda a História da humanidade.

 

Por isso, a Canção Nova está promovendo mais um Aprofundamento para esses estudantes, a fim de que não deixem a fé católica que muitas vezes receberam de seus pais.

 

Ajude-nos a divulgar esse Evento de todos os meios possíveis. Montem as caravanas e venham ao Aprofundamento.

 

 

 

 

 

APROFUNDAMENTO PARA ESTUDANTES DE SEGUNDO GRAU E UNIVERSITÁRIOS NA CANÇÃO NOVA

 

DATA – 29 A 31 DE JANEIRO DE 2010

 

PARTICIPAÇÃO – PROF. FELIPE AQUINO, PE. PAULO RICARDO, PE. WAGNER FERREIRA, MARCIO MENDES

 

TEMAS – HISTÓRIA DA IGREJA, COMO A IGREJA CONSTRUIU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL, PROBLEMAS ATUAIS ENFRENTADOS PELA IGREJA

 

INSCRIÇÕES: TEL – 0XX12-31862600